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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Estudo analisa veracidade de cartas psicografadas por Chico Xavier

O médium Chico Xavier, falecido em 2002 

Pesquisa cientifica realizada por núcleo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concluiu que informações contidas em lote de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier (1910-2002) eram verídicas.

Ao todo, foram analisadas treze cartas atribuídas a Jair Presente, morto por afogamento em 1974, na cidade de Americana (SP). As correspondências começaram a ser psicografadas pelo médium Chico Xavier ainda no ano da morte de Presente e prosseguiram até 1979.

Conforme o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES-UFJF), o estudo teve início em 2011 e foi feito em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), a partir do pós-doutorado dos pesquisadores Denise Paraná e Alexandre Rocha.

O resultado, de acordo com o pesquisador, foi publicado em setembro deste ano pela revista científica Explore, editada na Holanda.

O interesse para desenvolver a pesquisa, explica Almeida, foi a relevância dada no país às cartas psicografadas.

"A motivação foi a importância que as chamadas cartas psicografadas têm no Brasil e a falta de estudos acadêmicos a respeito delas. Sabe-se que pessoas enlutadas podem aceitar, como sendo reais e precisas, cartas que contêm apenas informações genéricas", afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o estudo comprovou que os dados colhidos nas cartas atribuídas a Presente eram críveis.

"As informações comunicadas nas cartas eram precisas (nomes, datas e descrições de fatos acontecidos na vida da família) e verídicas (nenhuma informação comunicada nas cartas estava incorreta ou era falsa)", afirmou Almeida em entrevista ao UOL por e-mail.

O pesquisador informou que a análise foi feita nas cartas originais, das quais foram extraídas 99 informações objetivas e passíveis de verificação.

"Familiares e amigos de Jair Presente foram entrevistados, documentos como jornais de época foram checados, além de escritos do Jair Presente e registros em cartórios", disse.

Conforme Moreira, o intuito era comprovar se Chico Xavier poderia ter tido acesso a essas informações por meios convencionais e se as cartas continham dados verídicos e específicos em relação ao falecido.

"A probabilidade de Chico Xavier ter tido acesso a grande parte destas informações por vias convencionais era extremamente remota. Em vários casos, eram informações muito privativas da família e, em algumas delas, até desconhecidas dos familiares que visitaram Chico Xavier para obter as cartas psicografadas", afirmou.

O pesquisador citou como exemplo o falecimento da madrinha da mãe de Presente, "fato que ainda não era do conhecimento da família", descreveu Almeida.

Médiuns em atividade
O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida informou que o resultado de outro lote de cartas psicografadas por Chico Xavier, também investigado por Denise Paraná e Alexandre Rocha, será publicado em breve. Ele adiantou que o núcleo dará início a pesquisas com médiuns em atividade.

"Assim teremos maior possibilidade de um controle experimental do vazamento das informações para o médium. Seu desenho metodológico nos permitirá investigar um número bastante significativo de médiuns em atividade", disse.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                                Fonte:ldecasttro

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Culto dos Mortos na Visão Espírita



O Culto dos Mortos na Visão Espírita

Este culto aos mortos num dia determinado, com a visita aos cemitérios e oferendas remonta aos tempos antigos e tem a sua origem nos cultos pagãos de adoração aos Deuses.

Com a ascensão da Igreja Católica, na época Romana, à categoria de religião oficial, no reinado de Constantino Magno no ano de 321, houve que fazer cedências e assimilar a cultura latina e a de outros povos que praticavam rituais e procediam a festivais nos cemitérios, em homenagem aos antepassados.

Dessa assimilação surgiram as próprias concepções de Céu, Inferno e Purgatório na religião dos cristãos que, para além de crer na ressureição dos corpos no dia do juízo final, passaram a cultivar o hábito de orar aos seus mártires, visitando-os nos cemitérios.

A partir do século XIII, a Igreja instituiu o dia 2 de Novembro como o Dia de Finados.

Um pouco por todo o lado este culto é praticado, apenas variando nas datas: na China comemora-se o Festival do Fantasma Faminto durante o Outono; no Japão o Festival das Lanternas (Obon) acontece entre 13 e16 de Julho; mesmo o termo Halloween parece ser uma corrupção do termo católico “Dia de Todos os Santos”, praticado nos festivais dos antigos povos celtas na Irlanda, cujo Verão terminava a 31 de Outubro.

Mais tarde, este costume foi transferido para os Estados Unidos, através da imigração Irlandesa.

Veja aqui: Um pouquinho da história de Halloween, dia das bruxas
No Espiritismo não há um dia especifico para recordar e homenagear os entes queridos, pois todos os dias do ano são bons para o fazermos e eles, que continuam vivos, embora noutra dimensão, agradecem as nossas lembranças sinceras, qualquer que seja o local onde elas se dêem.

Se estiverem felizes, regozijar-se-ão com o amor que lhes dedicamos e com a saudade que sentimos; se ainda se encontrarem algo perturbados (por desencarne recente ou violento, por exemplo), mais reconhecidos ficarão, pois a nossa prece lhes levará consolo e alívio, abrindo janelas luminosas para o auxílio que se lhes faz necessário.

Pouco se importarão se os visitamos ou não nos cemitérios, pois sabem que aí apenas se encontram os despojos carnais que lhes serviram para mais uma etapa de evolução e que, causa de sofrimento nos derradeiros tempos, abandonaram com alegria. Se lá comparecem é para mais um reencontro com os que ainda se encontram na terra e que mantêm o culto das sepulturas.

Conto-vos uma situação concreta que acompanhei de muito perto, ocorrida há 20 anos.

Tendo desencarnado havia pouco mais de um ano, o marido duma pessoa minha conhecida, manifestou-se mediunicamente, dando todas as informações que lhe foram solicitadas para a sua correcta identificação. Quando a esposa lhe perguntou se precisava de alguma coisa, todos ouvimos surpreendidos o pedido que lhe foi endereçado, com algum humor, característico da sua personalidade, enquanto na terra.

Pediu a entidade encarecidamente à esposa que deixasse de ir ao cemitério todos os dias, informando que ele já lá não estava, porque não era o seu lugar preferido. E que ainda por cima a esposa o “obrigava” a acompanhá-la diariamente, porque ele tinha receio de que a assaltassem pelo caminho.

A esposa vivia na Costa da Caparica e o cemitério distava alguns quilómetros da vila; ela percorria o caminho a pé e este não é de facto muito seguro. Quem conhece a zona, sabe do que falo.

Como se vê, a nossa visão facilmente se altera, quando aportamos ao mundo espiritual e percebemos que afinal não estamos mortos, mas mais vivos do que nunca com o Futuro imenso pela frente e oportunidades infinitas de reparação de nossos erros passados; abandonamos crenças ilusórias e passamos a valorizar todas as boas acções que praticámos, nesta ou em vidas passadas, de esperanças renovadas.

Se queremos homenagear os nossos “mortos”, recordemo-los nos momentos bons e troquemos uma ida ao cemitério, ou mais uma missa, por uma acção caridosa em seu nome e isso lhes será mais útil e recebido como uma prova do amor que lhes continuamos a dedicar. Até um novo reencontro, pleno de alegria.

Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec:

321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?

“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”

a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?

“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.

323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.”

"O Livro dos Espíritos"

PARTE 2ª - CAPÍTULO VI
Fonte:http://ideiaespirita.blogspot.com.br/2007/10/o-culto-dos-mortos-na-viso-esprita.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NÃO DEVEMOS CONSULTAR OS MORTOS?


Porque Moisés proibiu o uso da mediunidade.

"Tão surpreendente quanto a
naturalidade das pessoas em
emitirem juízo sobre algo que
pouco sabem, é seu desinteresse
em melhor informarem-se".

(Loeffler).

Uma das maiores ressalvas a respeito do Espiritismo, pelos leigos e pertencentes a religiões que se fundamentam na bíblia, está contido em levíticos e deuteronômio, no VELHO TESTAMENTO, livros em que Moisés diz que é proibido consultar aos mortos e fazer necromancia. Algumas traduções bíblicas foram de tal modo adulteradas que chegam a mencionar palavras criadas por Allan Kardec em 1857, como "médiuns" e "espíritas", inexistentes à época de Moisés.

Mediunidade é o dom de comunicar-se com espíritos e sempre existiu, é peculiaridade orgânica dada por Deus, não foi o homem que inventou, tanto é assim que, malgrado seu, há ateus, evangélicos, católicos que também a possuem, dentre outros.

Se Deus "inventou" esse dom, obviamente foi por ser útil, se bem usado - um espírito pode contar o que encontrou após a vida carnal e com isso nos mostrar o que o bom e o mau comportamento conquistam para a existência espiritual

Mas, ao tempo de Moisés, isso não acontecia, havia abuso, coisas triviais, vulgares, do cotidiano eram decididas chamando os espíritos, além disso, havia o hábito adquirido no Egito, de crer em vários deuses e os espíritos assim eram confundidos. Moisés, muito perspicaz, percebeu o mau uso que se fazia da mediunidade e proibiu corretamente esse dom, àquela época.

Jesus, o Messias, aquele que veio e disse que não violaria as leis mas daria cumprimento a elas, no NOVO TESTAMENTO, por várias vezes falou com espíritos, inclusive com Moisés, que teve sua morte declarada na bíblia, tendo sido chorado, pranteado e enterrado.

Se Jesus conversou com espíritos, inferiores como os obsessores (espíritos atrasados) que se intitularam "Legião" por serem muitos, e com superiores, como Moisés e Elias, como a proibição seria regra de caráter permanente? Ele, que veio cumprir a lei, seria o primeiro a ignorá-la e justamente falando espiritualmente com quem fez a lei chegar a nosso conhecimento? Porque desprezar esse sinal claro sobre o motivo da proibição ser o modo como se usa a capacidade mediúnica?

Além disso, quem são os mortos? Uma pessoa que morre tem seu corpo sem vida, mas ela, essência inteligente, ser pensante, seja qual for a crença para onde vai, continua viva. Então, como poderíamos consultar "mortos" senão indo à beira do túmulo falando com o corpo tornado pó? Espíritos são vivos que tiraram o "uniforme" da escola terrena por um tempo, apenas isso.

Disse bem Chico Xavier que "o telefone toca de lá para cá". Para imaginar por que um espírito gostaria de se comunicar, basta pensar em si mesmo desencarnado, deixando seu filho ou alguém que importe, aqui... teria certeza de simplesmente desejar partir abandonando a todos? E por que Deus impediria a comunicação que Ele mesmo favoreceu com um dom orgânico, se o amor é laço que Ele privilegia?

Nós podemos até pedir que um espírito se comunique, mas ele só o faz se quiser. Nós, espíritas, não evocamos os mortos para nossa satisfação, damos oportunidade de manifestação com respeito fraternal e aprendemos com os vivos em espírito que se manifestam por que assim o desejam e com os quais aprendemos sobre a vida após a morte e sobre a vida antes da morte, no que resultará.

Outro grande equívoco é comparar a necromancia com o Espiritismo. Necromancia é a adivinhação por meio da evocação dos espíritos. O espírita nunca usa os espíritos para fazer adivinhações. Quem faz isso não tem senão interesse próprio e financeiro de usar espíritos inferiores (pois os bons não se submetem a interesses mesquinhos), para, em troca da própria paz após a morte, ter lucros em vida. Pobres daqueles que violam o "dai de graça o que de graça recebeu" (Jesus).

A mediunidade é um dom que serve de instrumento útil para o despertamento humano e não viola em tempo algum o que ensinou Jesus. Convidamos os amigos ao raciocínio lógico, um cristão segue o Cristo e não Moisés, que foi seu precursor. E ainda que se diga que é atual e necessária a proibição do uso da mediunidade porque foi dada como lei divina por Moisés e por isso não se pode abster de cumpri-la, porque não se cumpre tudo o que em levíticos e deuteronômio se diz? Precisamos amadurecer, amigos, ainda nos limitamos demais por não sermos capazes de ir além dos limites de outrora, que foram bons por certo, mas hoje são atraso de vida.

By Vania Mugnato de Vasconcelos