Mostrando postagens com marcador chico xavier. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chico xavier. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de março de 2016

Incríveis Imagens do Além dos Médiuns: Chico Xavier e Heigorina Cunha

Vídeo que mostra verdadeiras imagens do Além reproduzidas pela médium Heigorina Cunha, no final dos anos 70, após suas saídas do corpo, fenômeno este chamado de projeção da consciência, desdobramento... No ano de 2010 estas imagens do Além serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade espiritual do filme "Nosso Lar". Suas limitações físicas irreversíveis devido a paralisia infantil não a impediram de ser uma grande médium, escrevendo vários livros. As imagens reproduzidas por ela e posteriormente publicada em seus livros foram esclarecidas através de Chico Xavier, no sentido de que se tratava realmente da cidade "Nosso Lar". Chico também apoiou e a incentivou para que ela continuasse a realizar seus trabalhos. Nascida em Sacramento-MG ela foi sobrinha legítima de Eurípedes Barsanulfo. Heigorina desencarnou em 2013 aos 90 anos de idade.

Projeção da consciência: 

Projeção da consciência é a capacidade parapsíquica, natural e espontânea que todo ser humano tem de projetar sua consciência para fora do corpo físico quando o metabolismo e as ondas cerebrais se encontram baixas, isto ocorre quando estamos dormindo, em estados de coma, meditação profunda... Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo das doutrinas, religiões ou correntes de pensamento que a mencionem. Sair do corpo é algo natural, fazemos todos os dias sem saber, mas a projeção lúcida (sair do corpo e se lembrar da experiência) requer responsabilidade e ética espiritual. É impossível desencarnar devido a uma viagem astral, mas é possível morrer sem nunca ter se projetado com lucidez. 
Devemos tirar proveito destas experiências fora do corpo como aprender sobre a vida nos planos mais sutis, doar nosso amor em trabalhos de assistência extrafísica, servir aos mentores espirituais como humildes auxiliares, além de podermos encontrar com parentes e pessoas amadas que já desencarnaram. Viagem astral não é turismo astral! Requer ética espiritual, maturidade e amor ao próximo.

A diferença de projeção e sonho:

• No sonho, a consciência não tem domínio sobre aquilo que está vivenciando. É totalmente dominada pelo onirismo. 
• Na projeção, a consciência tem pleno domínio sobre si mesma. 
• No sonho, não há coerência. 
• Na projeção, a consciência mantém o seu padrão normal de coerência, ou até mais ampliado. 
• No sonho, a capacidade mental é reduzida. Na projeção, a capacidade mental é ampliada. 

Alguns sintomas da projeção:

• Ballonnement - É a expansão das energias do nosso espírito para fora do corpo físico. Quando acontece, a pessoa tem a sensação de que seu corpo está inflando como um balão. É uma sensação gostosa e ocorre geralmente antes da projeção.
• Catalepsia projetiva - Sensação de ter o corpo totalmente paralisado onde a pessoa tenta se mexer e gritar mas não consegue, basta manter a calma pois é uma sensação inofensiva, sem riscos e de curta duração. É um estado em que a consciência ainda se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este. É comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea; bastante comum em praticantes iniciantes da projeção. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar escorregando ou caindo e despertam sobressaltadas. Isto acontece devido a uma pequena movimentação do nosso espírito no interior do corpo físico.
• Estado vibracional - Sensação de estado vibracional interior. Na verdade, essas vibrações que parecem formigamentos no corpo inteiro são causadas pela aceleração das partículas energéticas do nosso espírito, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos.
• Oscilação astral - Comparado à flutuação física. É quando o nosso espírito flutua acima do corpo físico, oscilando sem controle de um lado para o outro.
Obs: Para assistir o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.
Vídeo criado em 2012: 
Fernando Lima Ribeiro

                                                Veja o Vídeo Abaixo:


                                             Fonte:Fernando Lima Ribeiro

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Revelações Apocalípticas de Chico Xavier, esclarecendo a Profecia sobre 3ª Guerra Mundial

Prof. Marcos Coimbra
Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.
(Artigo de 06.11 no Vila em Foco).
Recebemos pela Internet importante mensagem que versa sobre matéria publicada no exemplar nº 439, ano XXXV, de maio de 2011, do jornal Folha Espírita, relatando revelação, feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier ao Sr. Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora (BH-MG), sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos. Transcrevemos abaixo alguns trechos para reflexão dos leitores, independentemente da religião professada, devido à sua relevância e oportunidade.
“Caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra Mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito tempo extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os pólos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.”
E ainda: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Goiás e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores”.
Quando lemos estas linhas, ficamos muito apreensivos, pois identificamos um elevado grau de correlação entre o seu enunciado e aquilo que está a ocorrer em nosso mundo. Para muitos especialistas na área, a 3ª guerra mundial já começou em várias expressões do Poder Nacional, restando apenas a sua fase final, a militar, de forma mais abrangente.
É fato notório que as nações mais desenvolvidas não possuem recursos naturais, sequer água, para manter seu padrão de desenvolvimento. Algumas das menos desenvolvidas (por exemplo, o Brasil) os possuem em abundância, porém além de não aproveitá-los de modo satisfatório, ainda despertam a cobiça dos “donos do mundo”, interessados em sua posse e usufruto. Para isto, progressivamente, vão promovendo campanhas com farta utilização de seus vastos recursos financeiros, comprando consciências corruptas, criando ONGs internacionais e outras ditas nacionais, com o claro objetivo de estabelecer a cizânia entre os brasileiros. Jogam Irmãos contra Irmãos sobre diversos pretextos. Ora etnias contra etnias, sexo contra sexo, religião contra religião. Até a recomendação do Clube de Roma de controle do crescimento demográfico através do incentivo à propagação do homossexualismo está sendo implantada com sucesso no mundo, em especial no Brasil. A demarcação de “terras indígenas” abriu o caminho sem volta de perda da Soberania Nacional e da Integridade do Patrimônio Nacional.
Para facilitar a consecução de seus nefastos objetivos promovem o enfraquecimento das Forças Armadas, bem como o desarmamento dos cidadãos, com a cooperação de verdadeiros traidores da Pátria. O partido de Silvério dos Reis cresce assustadoramente. O recado dado com a invasão do Iraque, do Afeganistão, o ataque à Líbia e outros episódios é muito claro. Ou deixam-se explorar ou serão dominados “manu militari” os países ricos em recursos naturais. E a diferença entre os países, considerando-se a expressão militar do Poder Nacional é assustadora. Os EUA possuem uma hegemonia avassaladora e impedem que nações com potencial de tornarem-se perturbadoras da nova ordem mundial sejam dominem a tecnologia nuclear e sequer consigam autonomia convencional.
Somente a China atualmente possui algum poderio militar, mas insuficiente para equiparar-se à potência hegemônica. E pensar que há quarenta anos, o Brasil era superior à China em importantes indicadores de toda ordem. Daí que é assustadora a previsão de Chico Xavier. De fato, a Iugoslávia e outros países, outrora prósperos, são outras demonstrações óbvias. Eram países ricos, capazes de fazer sombra aos mais ricos, esfacelados em pequenas nações, criadas de fora para dentro, com conflitos permanentes entre eles, por intermédio de sangrentas guerras sem fim. Se pelas razões expostas no texto de Chico Xavier ou outras quaisquer, aqueles povos de fato resolverem fazer o descrito, quem conseguirá impedir? A administração brasileira irá se queixar a quem está comandando a invasão sob qualquer pretexto?
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Para ver o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.

                                              Veja o Vídeo Abaixo:


                                            Fonte:Portal DESPERTAR

As "PROFECIAS" de Chico Xavier para 2019

Você acredita em profecias? Afinal, o que Chico Xavier disse sobre 2019? Quais são os acontecimentos previstos para a transição planetária? O que o Espiritismo e a Bíblia dizem a respeito.
Para visualizar o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                          Fonte:Morel Felipe Wilkon

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ator Lima Duarte Falando da Sua Ligação com a Doutrina Espírita

Uma breve entrevista com o ator Lima Duarte, que fez o papel do Benfeitor Dimas no filme "E A Vida Continua", que foi baseado no livro homônimo, de André Luiz (Espírito) psicografado por Chico Xavier.

Lima Duarte fala da sua infância e juventude, da mediunidade de sua mãe, da sua iniciação no mundo das artes e de outras coisas importantes à memória espírita, como suas lembranças do Espiritismo no Triângulo Mineiro e no Interior de São Paulo.

Comenta sua ligação com o Espiritismo, a amizade que tinha com Chico Xavier, e fala da emoção em participar de uma produção cinematográfica de nível nacional baseada em uma obra literária espírita.

Aryclenes Venâncio Martins -- verdadeiro nome do ator -- tornou-se Lima Duarte por obra de sua mãe, que era espírita e médium, e lhe sugeriu o nome artístico de seu guia de luz. Achava que assim ele seria feliz. 

"Sou obrigado a acreditar em milagres, não?", diz o ator.

Como se vê, estamos diante de um ícone do teatro, da televisão e do cinema brasileiros com marcas profundas deixadas pela lucidez e da sublimidade que tanto encontramos na Doutrina Espírita.
Obs: Para ver o vídeo desligue a música do blog na lateral direita.

                                              Veja o Vídeo Abaixo:


                                      Fonte:Dercio Conceicao

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Juiz Absolve Réu com Base em Depoimento de Espírito!!

Matéria publicada originalmente no canal de vídeos do jornalista e produtor de vídeos Élcio Braga mostrando o depoimento do Juiz Orimar de Bastos que inocentou um acusado de assassinato com base no depoimento da vítima que enviou em mensagem psicografada por Chico Xavier. Nesse depoimento o juiz conta que tempos depois encontraria pessoalmente Chico Xavier e um parente falecido lhe enviaria uma mensagem impressionante.
Para visualizar o vídeo abaixo desative a musica do blog na lateral direita.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                                Fonte:Dercio Conceicao

domingo, 31 de janeiro de 2016

As Diversas Reencarnações de Chico Xavier

No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.

O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:

Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)

Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.


Chams (Egito) (por volta de 800 AC)

Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.

Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)

Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.

Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)

Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).

Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)

Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.

Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)

Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).

Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.

Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.

Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.

Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.

Clara (França) (por volta de 1150 DC)

Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).

Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).

Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)

Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.

Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)

Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.

Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)

Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.

Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie

de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.

Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico

Xavier (1837/1885)

Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.

Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.

Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.

PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Estudo analisa veracidade de cartas psicografadas por Chico Xavier

O médium Chico Xavier, falecido em 2002 

Pesquisa cientifica realizada por núcleo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concluiu que informações contidas em lote de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier (1910-2002) eram verídicas.

Ao todo, foram analisadas treze cartas atribuídas a Jair Presente, morto por afogamento em 1974, na cidade de Americana (SP). As correspondências começaram a ser psicografadas pelo médium Chico Xavier ainda no ano da morte de Presente e prosseguiram até 1979.

Conforme o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES-UFJF), o estudo teve início em 2011 e foi feito em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), a partir do pós-doutorado dos pesquisadores Denise Paraná e Alexandre Rocha.

O resultado, de acordo com o pesquisador, foi publicado em setembro deste ano pela revista científica Explore, editada na Holanda.

O interesse para desenvolver a pesquisa, explica Almeida, foi a relevância dada no país às cartas psicografadas.

"A motivação foi a importância que as chamadas cartas psicografadas têm no Brasil e a falta de estudos acadêmicos a respeito delas. Sabe-se que pessoas enlutadas podem aceitar, como sendo reais e precisas, cartas que contêm apenas informações genéricas", afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o estudo comprovou que os dados colhidos nas cartas atribuídas a Presente eram críveis.

"As informações comunicadas nas cartas eram precisas (nomes, datas e descrições de fatos acontecidos na vida da família) e verídicas (nenhuma informação comunicada nas cartas estava incorreta ou era falsa)", afirmou Almeida em entrevista ao UOL por e-mail.

O pesquisador informou que a análise foi feita nas cartas originais, das quais foram extraídas 99 informações objetivas e passíveis de verificação.

"Familiares e amigos de Jair Presente foram entrevistados, documentos como jornais de época foram checados, além de escritos do Jair Presente e registros em cartórios", disse.

Conforme Moreira, o intuito era comprovar se Chico Xavier poderia ter tido acesso a essas informações por meios convencionais e se as cartas continham dados verídicos e específicos em relação ao falecido.

"A probabilidade de Chico Xavier ter tido acesso a grande parte destas informações por vias convencionais era extremamente remota. Em vários casos, eram informações muito privativas da família e, em algumas delas, até desconhecidas dos familiares que visitaram Chico Xavier para obter as cartas psicografadas", afirmou.

O pesquisador citou como exemplo o falecimento da madrinha da mãe de Presente, "fato que ainda não era do conhecimento da família", descreveu Almeida.

Médiuns em atividade
O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida informou que o resultado de outro lote de cartas psicografadas por Chico Xavier, também investigado por Denise Paraná e Alexandre Rocha, será publicado em breve. Ele adiantou que o núcleo dará início a pesquisas com médiuns em atividade.

"Assim teremos maior possibilidade de um controle experimental do vazamento das informações para o médium. Seu desenho metodológico nos permitirá investigar um número bastante significativo de médiuns em atividade", disse.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                                Fonte:ldecasttro

quinta-feira, 16 de maio de 2013

EUTANÁSIA, NÃO!!


Por desconhecimento das leis divinas, mais do que por maldade, existem pessoas, pertencentes a todos os setores da sociedade, defensoras da pratica da Eutanásia. Justificam devido aos sofrimentos alheios nos leitos de agonia e de padecimentos físicos. No entanto será permitido ao homem destruir o que não pode criar?
Vejamos a Eutanásia na visão espírita:
Pergunta 953 de “O Livro dos Espíritos”:
“- Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?” (grifos nosso).
“È sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no ultimo momento?”.
É sempre uma falta de resignação e de submissão á vontade do criador.
“- Deve-se por termo às provas do próximo quando se pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir seu curso?”
“Dissemos e repetimos, freqüentemente, que estais sobre a Terra de expiação para rematar vossas provas, e que tudo aquilo que vos sucede é uma conseqüência de vossas existências anteriores, o ônus da divida que tendes a pagar. Mas esse pensamento provoca, em certas pessoas, reflexões que é necessário deter, porque poderiam ter conseqüências funestas”.
“- Um homem está agonizante, vitima de cruéis sofrimentos; sabe-se que seu estado é desesperador; é permitido poupar-lhe alguns instantes de angustia, apresando-lhe o fim?”
“Quem, pois, vos daria o direito de prejulgar os desíg-nios de Deus? Não pode, Ele conduzir um homem à borda do fosso para daí o retirar, a fim de fazê-lo retornar a si mesmo e de o conduzir a outros pensamentos? Em qual-quer extremo que esteja um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que sua ultima hora chegou. A ciência
jamais se enganou em suas previsões?” (“O evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, itens 27 e 28)
Na pergunta 702 de “O Livro dos Espíritos”, no capitulo V - Lei de Conservação, Kardec se dirige aos Espíritos:
“O instinto de conservação é uma lei natural?”
“Sem duvida. Ele é dado a todos os seres vivos, qual-quer que seja o grau de sua inteligência. Em uns, ele é pu-ramente maquinal, em outros ele é racional.”
Esta resposta nos mostra o quanto é importante nosso corpo e a responsabilidade que temos de conservá-lo.
Espiritismo e Eutanásia (*)
Podem chover argumentos a favor da Eutanásia, o que não impede, à luz redentora do Espiritismo, sejam os seus responsáveis considerados assassinos, que a justiça do mundo nem sempre pune, porém, perante Deus, fica registrado, identificando-os na contabilidade divina, com vistas a dolorosos resgates, em amargas expiações no futuro, atenuadas ou agravadas, pela Lei, segundo as suas motivações. A Eutanásia, em suma, é sempre uma forma de homicídio, pelo qual os seus autores responderão no porvir, em grau compatível com as suas causas determi-nantes.
Pergunta 106 do livro “O Consolador”, ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier (ed. FEB):
“- A eutanásia é um bem, nos casos de moléstia incurável?”
“O homem não tem o direito de praticar eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja. A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal.”
_________________________________________________
Referência:“O Pensamento de Emmanuel”, de Martins Peralva,ed.FEB.
Diga NÃO a EUTANÁSIA! Diga SIM a VIDA.

Autor: Dionísio Costa
Fonte:http://www.lampadarioespirita.com 

terça-feira, 2 de abril de 2013

02 de Abril, Aniversário de Chico Xavier.



Biografia de Chico Xavier

Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus. Nasceu a 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo.

A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de 1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos.

Dos nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda), seis foram entregues a padrinhos e amigos.

Chico sofreu muito em companhia de sua madrinha, que era obsediada. Conta ele, que apanhava três vezes por dia, com vara de marmelo. O pai de Chico casou-se novamente; desta feita com Cidália Batista, de cujo casamento advieram mais seis filhos (André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido).*

Por essa ocasião, deu-se o seu retorno à companhia do pai, dos irmãos e de sua segunda mãe dona Cidália, que tratava a todos com muito carinho.

Sua escolaridade vai até o curso primário, como se dizia antigamente. Trabalhou a partir dos oito anos de idade, de 15h às 2h, numa fábrica de tecidos.

Católico até o ano de 1927, o Padre Sebastião Scarzelli era seu orientador religioso.

Com a obsessão de uma de suas irmãs, a família teve que recorrer ao casal de espíritas, Sr. José Hermínio Perácio e dona Carmem Pena Perácio, que após algumas reuniões e o esforço da família do Chico, viu-se curada. A partir daí, foi mantido o Culto do Evangelho no Lar, até que naquele ano de 1927, o Chico, respeitosamente, despediu-se do bondoso padre, que lhe desejou amparo e proteção no novo caminho. (…)

No ano de 1927, funda em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga.

Em 08/08/44, Chico Xavier, através do advogado Dr. Miguel Timponi, em co-autoria com a FEB – Federação Espírita Brasileira, inicia contestação à ação declaratória movida pela Sra. Dª. Catharina Vergolino de Campos, viúva do famoso escritor desencarnado Humberto de Campos, sob a fundamentação de ser necessário concluir se efetivamente a obra psicografada pelo Chico, como sendo do notável escritor patrício, Humberto, após sua desencarnação. Ao final desse longo pleito, através de críticos literários, os mais consagrados, concluiu-se ser autêntica a obra em questão (ver o assunto completo no livro “A Psicografia ante os Tribunais, de autoria do advogado Dr. Miguel Timponi – Ed. FEB).

Dos quatro empregos que teve, por 32 anos trabalhou na Escola Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo e Uberaba, nesta última cidade, a partir de 1959, quando para lá se transferiu.

Chico sempre se sustentou com seu modesto salário, não onerando a ninguém. Aposentou-se como datilógrafo subordinado ao Ministério da Agricultura. Jamais se locupletou como médium. Ganhava, dos mais simples aos mais valorizados presentes (canetas, fazendas, carros), mas, de tudo se desfazia educadamente. Dos quatrocentos e doze livros psicografados, os quais pela lei dos homens lhe pertenciam os direitos autorais, de todos se desfez doando-os a federativas espíritas e a instituições assistenciais beneficentes, num verdadeiro exemplo vivo de cidadania e amor ao próximo.

* Ver a síntese genealógica do Chico, no livro “Chico Xavier, Mandato de Amor” . UEM, p. 284).

| A Polivalência de sua Obra Literária |

É bastante diversificada a obra literária do Chico, senão vejamos: o primeiro livro publicado foi “Parnaso de Além Túmulo”, escrito por 56 poetas desencarnados, compreendendo brasileiros e portugueses. Foi recebido no período de 1931 a 1932. Na época, sua idade era de apenas 21 anos. Com esta obra, Chico começa por onde a imensa maioria dos medianeiros psicógrafos principia.

Detém em sua produção Prosa e Verso, que nós, na mera condição de leitor, classificamo-la como sendo:

Reveladora: Com a publicação da obra Nosso Lar, o espírito André Luiz inicia primorosa coleção em que se ressalta, dentre tantas informações, o caráter revelador da obra, onde se tem registrado o cotidiano, o dia a dia da vida extrafísica.

Identificadora: Assim chamamos a literatura poética, como no caso do “Parnaso”. Se “estilo é maneira de exprimir os pensamentos, falando ou escrevendo” (Aurélio), no Parnaso figuram quase 6 dezenas de poetas da Língua Portuguesa, dentre os mais consagrados. Aí, a comparação entre o poeta, quando na vida física e quando retorna ao plano espiritual, torna-se inevitável.

Mensagem: Chamamos livros de mensagens, aqueles compostos por mensagens avulsas, de temas variados, de espíritos diversos. (Ex: Mãos Unidas, Respostas da Vida, etc).

Romanesca: Destacamos, neste gênero, os cinco romances de Emmanuel (mentor do médium): Há Dois Mil Anos (abrange o período histórico de 31 a 79 D.C), Cinqüenta Anos Depois (ano 131 – D.C), Ave Cristo (abrange o período 217 a 258 D.C), Paulo e Estevão (depois da morte de Jesus até aproximadamente anos 70 D.C) e Renúncia (cobrindo a segunda metade do século XVII, iniciado em 1662 – reinado de Luiz XIV de França). Há Dois Mil Anos foi escrito no curto espaço de 24/10/38 a 09/02/39, em intervalos das atividades profissionais do Chico.

Chamamos a atenção para a chamada Cronologia Romana reconhecida por experts como autêntica. A obra suscitou o aparecimento do livro Vocabulário Histórico-Geográfico, de Roberto Macedo, versando sobre o vocabulário existente nos cinco romances supra citados.

Histórico-Geográfico: A exemplo dos livros “A Caminho da Luz” e romances de Emmanuel (já citados), “Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” de Humberto de Campos.

Conto: merecem destaque Jesus no Lar, de Neio Lúcio, Almas em Desfile e A vida Escreve, de parceria com o médium Waldo Vieira, de autoria espiritual de Hilário Silva e Contos e Apólogos, Reportagens de Além Túmulo, Contos Desta e Doutra Vida, autoria espiritual de Humberto de Campos, além de outros.

Reportagem: Encontramos o trabalho de Humberto de Campos, que com vigor e talento, do plano da imortalidade envia-nos reportagens notáveis como a que realiza com o apóstolo Pedro, no livro Crônicas de Além-Túmulo, ou com Napoleão, no livro Cartas e Crônicas ou ainda quando entrevista a famosa atriz Marilyn Monroe, no livro Estante da Vida.

LITERATURA INFANTIL

Através de autores como Neio Lúcio, Casimiro Cunha e outros.

LITERATURA JOVEM

Livros de espíritos que ainda jovens retornaram ao plano espiritual, como a obra de Jair Presente, de Augusto César e outros, cuja característica principal são, as gírias praticadas pelos jovens, notadamente no período em que surgiram.

LITERATURA UNIVERSITÁRIA

De nosso conhecimento, coube à Professora Ângela Maria de Oliveira Lignani inserir a obra literária do Chico nos meandros universitários. A professora em questão logrou aprovação no Curso de Mestrado da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Teoria da Literatura. Dissertação com 200 páginas, cujo título é “Psicografia e inscrições discursivas: a escrita de Chico Xavier”.

LITERATURA HUMORÍSTICA

Lulu Parola, Cornélio Pires e outros trazem aos leitores rica obra com esta característica.

LITERATURA CIENTÍFICA

Por se compor de Ciência, Filosofia e Religião, invariavelmente, qualquer obra dita espírita mostra esta tendência, mas, especificamente podemos citar as de André Luiz como “Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade”.

LITERATURA EVANGÉLICA

O Evangelho é tema de vasta obra psicografada pelo Chico, especialmente de Emmanuel: Caminho, Verdade e Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz, Fonte Viva, Livro da Esperança, Palavras de Vida Eterna, Segue-me, Bênção de Paz.



| Ressonância de sua Obra |

NO CINEMA

Da mensagem publicada no livro “Somos Seis” resultou o filme Edifício Joelma.

NO TEATRO

Várias compilações de obras diversas resultaram na peça teatral “Além da Vida”, apresentada por atores e atrizes profissionais.

NA TELEVISÃO

Tanto na extinta Rede Tupi (associada) quanto na Rede Globo, adaptou-se como novela o livro “Nosso Lar”, sob o título de “A grande viagem”, com amplo sucesso.

NO RÁDIO

Apresentação do chamado rádio-teatro, como o romance “Há Dois mil Anos”, teatralizado na Rádio Mundial.

Programas radiofônicos veiculando páginas espíritas.

Nos mais diversos ambientes, deparamos afixadas páginas psicografadas pelo Chico, porém, nem sempre de origem identificada.

NO JUDICIÁRIO

Conforme se vê no livro Lealdade, organizado pelo laborioso tarefeiro espírita, Hércio Marcos, do IDE – Instituto de Difusão Espírita – Araras/SP, relatando que, com base em mensagem psicografada pelo Chico, o MM. Juiz da causa absolveu o réu no douto judiciário do estado de Goiás.

NA MÚSICA

Já nos idos de 1970, o astro da canção brasileira, Roberto Carlos, revelava no Programa Flávio Cavalcanti, a influência das obras do Chico nas letras das músicas que compõe.

São inúmeras as letras psicografadas pelo Chico que foram e são musicadas, daí resultando belas canções, tais como: Alma Gêmea e Companheiro, letras de Emmanuel. A Prece, letra de João de Deus, Diretrizes adaptado do trecho de Bezerra de Menezes..

Fábio Júnior, Vanuza e Moacir Franco, sempre demonstraram grande carinho pelo Chico, inclusive, homenageando-o através de músicas de suas autorias.

Inúmeros LP\’s (hoje em desuso) e incontáveis CD\’s enriquecem a fonografia patrícia, oriunda da obra do Chico.

NA PINTURA

Através do chamado processo ideoplástico a exuberante mediunidade do Chico tem proporcionado o surgimento de quadros maravilhosos, como o do Senador romano Publius Lentulus e o retrato de Maria (vide Anuário Espírita 1986).

ABRANGENDO IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS

A monumental obra psicografada pelo Chico já teve livros traduzidos para o esperanto, o francês, o inglês, o espanhol, o japonês, o tcheco e o polonês.

NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Pelo fato de o Chico, invariavelmente, registrar em cartório a doação dos direitos autorais a que teria direito em favor de instituições beneficentes, que pela lei do homem lhe caberia sobre 412 obras, tal procedimento possibilita grande fonte de recursos a essas instituições mesmo depois de sua morte. E já são mais de 30 milhões de exemplares editados.

CHICO SELA COMPROMISSO COM O ESPÍRITO EMMANUEL

A data do início do mandato mediúnico do Chico é considerada 8 de julho de 1927, mas o reencontro com seu guia espiritual Emmanuel, deu-se nos fins de julho de 1931 (ver interessante diálogo que se estabeleceu entre os dois, conforme relata o livro “Chico Xavier Mandato de Amor”, UEM, p. 30-31).

QUEM ERA EMMANUEL

Senador romano na época do Cristo, conhecido por Publius Lentulus. De lá para cá do nosso conhecimento, surge nas figuras do escravo Nestório, do Padre Manoel de Nóbrega (fundador de São Paulo) e do Padre Damiano, reencarnado na Espanha.

O relacionamento entre os dois, “se perde na poeira dos sóis”, segundo informação que o Chico nos prestava, por informação do mentor espiritual.

JESUS – KARDEC – EMMANUEL

Como é sabido, a interação Jesus-Kardec-Emmanuel é absolutamente harmônica. E desde aquele longínquo 31 de julho de 1931, Emmanuel já determinava: ” – se algum dia eu conflitar com Jesus e Kardec, me abandone Chico”.

Nesse clima de absoluta interação é que para comemorar centenários respectivos, da obra que compõe o “Pentateuco Luz”, no dizer de Nenê Aluotto, temos:

- em 1959, surge o livro Religião dos Espíritos, em comemoração ao centenário do Livro dos Espíritos;

- em 1960, o livro Seara dos Médiuns, em comemoração ao centenário do Livro dos Médiuns;

- em 1961, o livro Justiça Divina, em comemoração ao centenário do livro Céu e Inferno;

- em 1964, o livro da Esperança, em comemoração ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Todos esses livros de autoria de Emmanuel. O Chico recebeu além desses, de espíritos diversos, o livro O Espírito da Verdade, ainda comemorativo ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.

CHICO FALA DE SUA PRÁTICA MEDIÚNICA

No livro Parnaso de Além Túmulo, Ed. FEB – 1972 – Comemorativa do 40º aniversário de lançamento, pág. 33, Chico diz a respeito: “A sensação que sempre senti, ao escrevê-las (referindo-se a poesias recebidas mediunicamente), era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial, onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografá-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis. Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.”

MÉDIUM COMPLETO

Poder-se-á dizer que Chico foi um médium completo, tanto do ponto de vista moral quanto da técnica mediúnica.

O saudoso professor Herculano Pires o chamava de “homem-psi”.

Elias Barbosa diz que dele poder-se-á dizer “do alto dos telhados”, tratar-se do maior médium psicógrafo do mundo.

O culto e saudoso professor Rubens Romanelli, dizia com relação a Chico Xavier: “Trata-se de um dos maiores autodidatas que já conheci”.

CURIOSIDADES ACERCA DA PROFÍCUA PRODUÇÃO PSICOGRÁFICA DE CHICO

De uma certa feita na bela cidade triangulina de Uberlândia, o saudoso tarefeiro espírita Zenon Vilela passou para o papel, a seguinte informação:

No ano de 1952, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Roteiro, de Emmanuel, com 172 páginas e Pai Nosso, de Meimei, com 104 páginas.

No ano de 1963, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Opinião Espírita, com 204 páginas e Sexo e Destino, com 360 páginas.

No dia 31 de março de 1969 (data comemorativa do falecimento de Kardec, mera lembrança nossa), Chico psicografou 2 livros, no mesmo dia: Passos da Vida, com 156 páginas e Estante da Vida, com 184 páginas.

Chico é apontado como fenômeno na aceitação do leitor. Dos dez melhores livros do século, em pesquisa realizada por órgãos da imprensa espírita, sete são da psicografia do Chico. O primeiro lugar coube ao livro Nosso Lar, na 48ª edição, com mais de 1.200 milheiros de exemplares editados.

Ao longo de seus 75 anos de mandato mediúnico tornaram-se incontáveis os títulos honoríficos a que fez jus:

- dezenas de cidadanias;

- mais de uma centena de biografias;

- instituiu-se a Comenda da Paz Chico Xavier, por decreto estadual;

- Comenda Chico Xavier instituída pela Prefeitura Municipal de Pedro Leopoldo;

- o Mineiro do Século, por promoção da Telemar e da Rede Globo Minas, etc, etc;

- pelos auditores independentes da Receita Federal, foram eleitas as 8 mais importantes figuras mundiais: Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Mandela, Sabin, Carlitos, Santos Dumont, Gandhi e Che Guevara.

- O Maior Brasileiro da História por promoção da Revista Época – 2006.

Por dados estatísticos fornecidos por órgãos da Imprensa Nacional, em seu velório que se iniciou no domingo, 30 de junho, até terça-feira, 2 de julho do ano de 2002, em certos momentos, a fila chegou à extensão de 4 km. E diante do esquife, a média era de 40 pessoas, a cada minuto. Era comovente a serenidade e o silêncio do povo, apesar de ter que esperar horas e horas seguidas na fila, sob o forte sol uberabense, para a despedida aos despojos físicos do médium. Foi sepultado com honras militares debaixo de uma chuva de pétalas de rosas.

Eric Fronn nos ensina que “só o amor é justificativa à presença humana”. O Chico “triplica” essa justificativa. Muitos o cognominam: “um homem chamado amor”.

| O Chico de nossa Memória |

Quando o conheci na década de 50, sua idade era de 46 anos.

Tinha por características físicas ser gordinho, de uma gordura “roliça”, sem protuberâncias destacadas. Era de baixa estatura. Dava pra perceber que suas vistas não eram normais, portavam enfermidades.

Sua risada era “gostosa”, e bem audível.

Tinha por princípio ser igual para com todo mundo. Dificilmente esquecia o nome das pessoas. Por conta desse destaque um dia lhe perguntei:

- Chico, por que você não esquece os nomes das pessoas? No que ele retrucou de pronto:

- O Emmanuel me disse que onde há amor, não há esquecimento. Pensei: Podia dormir sem essa, eu que sou péssimo para guardar nomes.

Quando mudamos para Uberaba, a 31 de março de 1960, o Chico lá já estava desde janeiro de 1959. Se nossa convivência em Monte Carmelo era esporádica (só pelos Natais de 1956 a 1958) na hospitaleira capital do Zebu, aos poucos a convivência foi se aprofundando, principalmente porque fui tornando-me mais maduro, mais compenetrado.

Lembro com saudades que nos meus primeiros encontros com o Chico, às vezes eu ensaiava falar-lhe de Doutrina Espírita, de livros etc. Mas… à medida que me aproximava dele, a inibição se apossava de mim. Aí o Chico é que de propósito vulgarizava a conversa. E como sabia que eu gostava como gosto, de música, de cantar, e como estava em plena efervescência o movimento da “Jovem-Guarda”, o Chico cristamente me tirava daquela constipação cultural indagando-me desembaraçadamente: – Marival, e a Wandeca? O ambiente alterava-se totalmente. O assunto agora era jovem guarda, em que a cantora Wanderléia era um dos ícones. Chico era assim.

Ninguém mais autodidata, ninguém mais culto. Vida a fora teve grandes mestres espirituais. De escolaridade formal mesmo só estudou até o primário. Por exemplo, talvez ninguém descrevesse tão bem, com tantas minudências o corpo humano como ele, mas dificilmente o fizesse se em presença de um homem de ciência. Não só esse tema como qualquer um outro, ele dominava com desembaraço, mas jamais fazia exibição de erudição. Ao contrário, repetia com freqüência que de tão pequeno trazia cisco no nome (referência às duas últimas sílabas de FranCISCO).

Enganam os que acreditam que o Chico transigia acerca de valores morais que competia a ele exemplificar, ou ter que orientar um irmão do coração. Vi alguns dos nossos com lágrimas nos olhos diante da necessária veemência do Chico.

De certa feita, ante a insistência de um confrade querendo que o Chico atendesse a uma irmã de outra cidade, naquela manhã, na agência do Banco do Comércio, onde ele tratava de confirmar se o crédito referente a vencimentos a que fazia jus como funcionário do Ministério da Agricultura, havia sido creditado em sua conta: O Chico expõe ao renitente companheiro que pra tudo tem hora, que naquele momento ele cuidava de dinheiro, não estando portanto em condições de assistir espiritualmente a irmã mencionada, mas que à noite estava à disposição dela na CEC. Assim mesmo teve que dizer ao companheiro: – Você já viu o padre abrir a igreja toda hora para celebrar missa?

Finalmente o irmão deu-se por vencido, retornando à sua casa, ele que morava ao lado daquela agência bancária. Nesse momento o Chico humildemente nos pede desculpas e dá o assunto por encerrado dizendo: (a mim e ao Toninho Vilela, funcionário do banco). “Às vezes onde eu encontro as maiores dificuldades é justamente entre os irmãos espíritas.”

Passei então a meditar em torno daquele episódio e daquela observação.

Casos revestidos de muita ternura tive oportunidade de assistir, envolvendo essa figura notável:

O companheiro, na euforia que atingia a todos os presentes no Uberaba Tênis Clube, ante os festejos pelo título de cidadão uberabense, outorgado ao Chico pela edilidade previne-o:

Chico, cuidado pra você não cair! (Referia-se a resvalos Morais)

Era um cidadão alto, corpolento, contrastando com o Chico, que olha pra cima procurando o rosto do companheiro para humildemente responder:

- Oh fulano, como eu vou cair se estou dez léguas pra baixo?

O local era as confluências das ruas Arthur Machado com Leopoldino de Oliveira, o mais movimentado de Uberaba. Começamos em pequeno número, mas à medida que as pessoas iam descobrindo o Chico ali, a aglomeração aumentava.

Ele no meio da roda, assediado por perguntas e por curiosos. Bem ao meu lado pára uma pessoa, pela aparência um representante comercial. Observa, observa, como bom mineiro.

De repente sai rápido e entre decepcionado e incrédulo comenta:

- Dizem que esse homem é humilde, mas ele está num perfume só, e a humildade onde fica?

Tive ímpetos de explicar a origem daquela fragrância tão agradável, mas a tempo ponderei que naquele momento qualquer explicação seria extemporânea.

Nos últimos anos na década de 60, após participar com dois de meus irmãos nos Festivais do “Chapadão do Bugre” lá mesmo em Uberaba, o Chico passou a nos incentivar a compor música, como já o fazíamos no festival: “Quente, pra frente”, “Me pega”, foram os títulos que nos indicou, quando dizia: Ninguém fez músicas explorando esses temas. E completava: – Tenho muitos outros pra lhe sugerir.

Na época não atinei que talvez devesse buscar espiritualizar os temas. Fazia músicas comuns.

Com nossa mudança para Belo Horizonte, em 1970, essa “parceria musical”, que eu supus encerrada, aí é que floresceu, porque passei a por melodias em letras psicografadas pelo Chico, hoje somando uma meia-dúzia delas.

De certa feita jactanciava-me pelo fato de ter tido essa convivência fraterna, boa, salutar com nosso saudoso irmão Chico, quando um companheiro, como que com o fito de podar em mim a vaidade, indagou de chofre: E o que você tem feito dessa convivência? Lembre-se: Isso não é privilégio, é responsabilidade. Efetivamente, ser contemporâneo do Chico representa imensa responsabilidade para todos nós porque ele foi e é exemplo vivo que o Divino Mestre nos enviou.

Rogamos a Jesus proteger e amparar o nosso sempre querido irmão Chico.

CEI EDITA LIVROS DE CHICO XAVIER EM VÁRIOS IDIOMAS
O Conselho Espírita Internacional também dispõe de uma pagina na internet onde podem ser conhecidas todas as obras que já estão publicadas – www.edicei.com – (o site esta sendo totalmente reconstruído atualmente) e efetua um trabalho promocional permanente nos países em que se falam as línguas nas quais já existem livros disponíveis.
- Algumas das obras de Chico Xavier que já estão disponíveis em diferentes idiomas são:
·         Francês: Serie André Luiz (toda a serie); Romances de Emmanuel (os 5 romances já estão publicados); Serie Fonte Viva (toda a serie já esta disponível). Alem disso, já estão publicados os livros O Consolador; A Caminho da Luz e Jesus no Lar.
·         Inglês: Serie André Luiz (6 títulos); Romances de Emmanuel (2 títulos). Alem disso, já estão publicados Cartilha do Bem; Mensagem do Pequeno Morto; Pai Nosso e Jesus no Lar.
·         Espanhol: Serie André Luiz (5 títulos); Serie Fonte Viva (1 título disponível). Alem disso, já estão publicados Seara dos Médiuns; Justiça Divina; Religião dos Espíritos; O Espírito da Verdade; Vida e Sexo; Pensamento e Vida; Mensagem do Pequeno Morto e Cartilha do Bem.
·         Francês: Serie André Luiz (toda a serie); Romances de Emmanuel (os 5 romances já estão traduzidos); Serie Fonte Viva (toda a serie já esta disponível). Alem disso, já estão publicados O Consolador; A Caminho da Luz e Jesus no Lar.
·         Alemão: Nosso Lar e os Mensageiros. Já estão traduzidos Cartilha do Bem e Mensagem do Pequeno Morto.
·         Russo: Há 2000 Anos e 6 livros da serie André Luiz.
·         Húngaro: Agenda Cristã.

- Alem disso, já estão traduzidos numerosos títulos que estão no processo de edição, tais como Nosso Lar em italiano, mais de 4 obras de Chico em tcheco, 3 livros da Serie Andre Luiz em grego.
- Como parte das comemorações pelos 100 anos de Chico Xavier estaremos lançando, no âmbito do 3o. Congresso Espírita Brasileiro, em Brasília, uma biografia de Chico Xavier escrita por um autor francês. O livro será lançado simultaneamente em português e francês.

Informações: www.edicei.com; spiritist@spiritist.org

Esta biografia foi elaborada por Marival Veloso Matos, Presidente da União Espírita Mineira e membro da Comissão Central Organizadora do “Projeto Centenário de Chico Xavier”.

QUANTIDADE DE LIVROS EDITADOS PELA FEB (até janeiro de 2010):
– Livros de Allan Kardec: 10.400.600 exemplares;
– Livros psicográficos de Francisco Cândido Xavier: 17.881.800 exemplares (“Nosso Lar” é o mais editado: 1.782.000).
Fonte:http://www.100anoschicoxavier.com.br/biografia-de-chico-xavier

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Amar é caminho para saúde e felicidade

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando o homem da ciência a buscar anos a fio por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir.

Isto se dá de forma permanente, porquanto ao lograrem bons resultados terapêuticos frente a esta ou àquela enfermidade, logo outra surge pondo à prova a inteligência e a persistência desses homens dedicados a minorar o sofrimento alheio.

Todavia, aparece em nossos tempos, não que outrora não existisse, mas descoberto por nós, e de forma bem categórica, o grande efeito curador do amor, tornando-se a exteriorização desse sentimento uma autêntica panacéia no meio científico ( 1 ).

O mais interessante desse novo tipo de “medicamento terapêutico” é que ele não custa nada, pode ser ministrado por qualquer pessoa e se aplica com o paciente perto ou longe do seu curador. Já tendo sido realizado por médicos, a relação da enfermidade com a fé e a oração, que são cultivos do próprio potencial de amar de cada um.

Antes de curar com o amor, muitos médicos estudiosos do assunto chegaram à seguinte conclusão: quando se consegue que as pessoas curadoras amem a si mesmas, algumas coisas incrivelmente maravilhosas começam a acontecer, abrangendo não só o aspecto psicológico mas sobretudo o físico.

Ao tomar uma postura psicológica altamente positiva e altruísta, o mundo físico interior do paciente sofre também alteração semelhante, melhora, cura-se, reequilibra-se.

Necessário, assim, ao terapeuta induzir seus pacientes e a eles próprios a sentirem e expressarem o amor. Muito se tem visto a questão do relaxamento terapêutico que conduz o ser humano a esferas interiores, proporcionando a si mesmo momentos de tranqüilidade e de refazimento, moldando como conseqüência uma saúde mais plena, ou pelo menos o indício de tudo isso. E tem-se observado que o retorno do paciente após essas terapias, ele retorna bem mais tranqüilo, em comparação ao que havia iniciado. O seu tônus vibratório, pulsação, batimentos cardíacos são paulatinamente reequilibrados dando uma sensação de bem estar profundo.

Compete, antes de tudo, ao terapeuta, transmitir de forma persuasiva ao seu paciente que ele é amado pelo seu curador e que ele, doente, é criatura digna de ser amada, a atenção dada pelos profissionais da área de saúde será recurso imprescindível no tratamento.

O amor é importante na cura porque é o mais significativo elemento da vida humana, constituindo-se, sem embargo, como a síntese da vida em sua expressão holística. Sugerimos a leitura do capítulo 18 do livro “Nosso Lar”, da série André Luiz, psicografia de Chico Xavier, cujo título é “Amor – Alimento das Almas”, edição da FEB. Somo criados pelo Amor (DEUS), e cada um de nós é parte integrante desse amor, pena é que ainda não descobrimos ele inteiro.

O amor deve ser doado de forma espontânea, nunca compulsoriamente. Amar não se impõe, é um ato de livre escolha. Ninguém deve ser constrangido a amar, porque amar é movimentação energética do espírito que se transmite e somente assim o faz quem a tem; não se falsifica condição energética sem a ter. Tudo que é obrigado causa constrangimento e conseqüentemente superficialidade. Por isso, ame não finja, e não force ninguém a amá-lo.

Erroneamente se fala em o “amor verdadeiro”, o que levaria à suposição da existência de o “amor falso”. Dado, a várias interpretações erronias que existem sobre o amor.

Ora, amor é amor, sem gradação alguma, e nós aduzimos: não se conjuga, em essência, o verbo amar no passado ( eu amei ), porque quem ama nunca deixa de amar. No presente e no futuro, tudo bem ( eu amo, eu amarei ) mas no passado, não. É uma heresia ao amor.

Várias são as formas de passarmos a nos amar. Podemos recorrer à meditação, à oração, utilizar a música em busca do bem-estar interior ou simplesmente nos colocarmos diante de um espelho e dizermos a figura ali refletida que a ama, a quer muito, que ela é muito bela e que tudo fará por amá-la para sempre, com total fidelidade. Pare, agora, e olhe para você mesmo, já viu o quanto és uma bela pessoa, olhe bem, não finja, você é belo, importante e merece ser amado, primeiramente por você mesmo, pois você é o próprio fulcro gerador desse amor.

O trabalho do terapeuta é o de colocar o paciente de novo no caminho reto, ou seja, aquele caminho que o levará a se valorizar, auto-perdoar-se e amar-se. Isto significa fazer com que o paciente se sinta capaz de contribuir para um mundo melhor, ofertando-lhe o seu amor.

O contato físico para a cura ( não é o sexual ) tem significativa importância, é conveniente. E quando se ama, não se deve alimentar o receio de abraçar o paciente, apertar sua mão, demonstrar carinho por ele através do afago.

A alimentação do ressentimento pode conduzir pessoas até mesmo ao crime. Aquilo que não se diz é, geralmente, o que mais dano provoca na criatura, doente ou candidata a adoecer. O ressentimento é um veneno que nós mesmos tomamos e esperamos que o outro morra.

Os nervos do ressentido se torna um gatilho prestes a disparar a exagerada sensibilidade, pronto a explodir por qualquer motivo insignificante, nessas horas apresentando um tipo de reação desproporcional ao fator desencadeador do ressentimento. Se nos víssemos diante de um espelho nesse momento do revide, verificaríamos uma transformação profunda em nossa entranhas até, mudança radical da fisionomia e expressões físicas, desastrosas.

O verdadeiro terapeuta não é alguém que lança olhar superior sobre o doente, mas aquele que considera o trabalho de cura como um diálogo e um aprendizado, tanto para o paciente quanto para o curador. Paciente e terapeuta entram naturalmente num processo através do qual um termina por curar o outro, porque passa a haver entre os dois uma integração perfeita, um sentindo o que atinge o outro, tal o grau de confidência a que chegaram. Essa interação se dá quando existe algo favorável ou desfavorável que está sendo vivenciado por um dos dois.

Chegaram os estudiosos da terapia do amor à conclusão, até certo ponto já do conhecimento público, que o fundamental é se amar o que se está fazendo.

Por índole ancestral o ser humano somente valoriza o que perde. Quando a coisa perdida está à plena disposição pouco ou nada significa. Pois sem nos valorizar, dificilmente valorizaremos os outros.

A vida saudável e seu dinamismo pulsante dentro de nós não o percebemos quando estamos bem. Somente quando o véu da morte paira sobre a nossa cabeça nos chocamos com a possibilidade do seu envolvimento.

Recobrando a saúde, voltando a disposição de realizar, sentimo-nos gratos, lembramo-nos de Deus e a Ele costumamos agradecer quando alguém nos diz : “Como você está bem!”. “Graças a Deus”, é a nossa resposta, invariavelmente.

O que é a cura? É toda uma movimentação química que ocorre no interior das nossas células, conduzindo-nos à retomada da ligação com a vida na plenitude de nossa capacidade de ação.

Curar-se é alcançar maiores níveis de capacidade de amar a nós, ao próximo e à vida, é aquele estado que nos conduz à vida mais plena. Vamos, com isso, notando que curar-se é, em essência, um fenômeno espiritual, pelo fato de ter a sua gênese no espírito. A cura é, pois, espiritual. Corpo sadio é sintoma de espírito saudável, feliz, que se ama. Devemos buscar objetivamente a saúde do espírito, e não apenas do corpo, sendo esse procedimento o que os médicos mais atualizados estão fazendo.

A síntese da mensagem de Jesus é que chegássemos ao patamar da nossa cura espiritual, ao dizer que prosseguíssemos vivendo e que não continuássemos pecando.

A cura analisada mais detidamente pelos pesquisadores da área ainda é um mistério. A medicina moderna apoia-se em observações que, em sua essência, são inexplicáveis. Chega-se à conclusão de que ninguém conhece a atuação de droga alguma. Lógico que a maioria dos médicos prefere ignorar que não sabe de fato o que ocorre, afirma apenas que tal remédio é eficiente, isso basta. Que importa, nessas horas, como se dá o restabelecimento do organismo, que mecanismo são acionados e como interagem? O cliente se curou ou foi curado, é tudo que basta.

A cura ainda permanece na fronteira existente entre o saber da ciência e a força do pensamento. É desta região, se assim podemos chamar, que se origina a cura. Chegar a este ponto crucial é o desafio existente.

No tratamento que conduz à cura existe um elemento que ultrapassa a técnica e que é fator vital unificador de todos os agentes e métodos de cura que só agora começa a ser explorado e utilizado – o amor.

O amor tem força curativa, porque leva ao relacionamento afetivo, a capacidade de nos fundir, de nos tornar unos, mesmo que seja por breves intervalos conosco mesmo, com o próximo, com a vida. “O amor é alimento das almas”.

Disseram os autores do livro aqui utilizado como apoio que precisamos encontrar um estado de harmonia entre nossas consciências intuitiva e espiritual. Para tanto, é necessário termos em conta que o processo de cura envolve a comunhão de três forças:

Participação original e espontânea na vida, livre de julgamentos;
Perceber as profundezas de onde emana o nosso envolvimento com a vida; e,
Amar incondicionalmente.
Vale buscar a síntese do que acima acabamos de registrar, isto é, que amar é imprescindível e o maior amor que já esteve aqui chama-se Jesus. Urge vivermos seus ensinos como a única forma de curar e de nos curarmos. Quem se cura, pode curar. Agora, quem ainda não alcançou a própria cura...

O Espiritismo, pois, ensina a amar quando afirma a necessidade de praticarmos a caridade para atingirmos a felicidade de viver.

(1) Todos estes informes médicos/científicos estão apoiados no livro “Curar, Curar-se” organizado por Richard Carlson, Ph.D e Benjamin Shield, livro da Editora Cultrix

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/amar-eh-caminho.html


sábado, 8 de dezembro de 2012

O Espiritismo segundo Chico Xavier



Em que aspecto Francisco Cândido Xavier contribuiu com a Doutrina Espírita? De que tratam os 452 livros psicografados por ele? Pode-se considerá-lo como continuador de Allan Kardec? São perguntas obrigatórias enquanto lembramos, respeitosos e um pouco reverentes, do maior médium brasileiro. Isso porque não devemos transformá-lo em mera referência de bondade e ética para nos comover.

Se pensarmos somente em “seu” primeiro livro, “Parnaso de Além-Túmulo”, mais que uma compilação literária, é demonstração abundante de que há vida após a morte, que os espíritos continuam com suas mesmas individualidades, e que podem se comunicar com os vivos. É quase como uma experiência de laboratório, onde o pesquisador busca e encontra as provas da verdade – não necessariamente do que gostaria de provar.

Depois de doze anos, Chico começa a psicografar uma série de dezesseis livros que virão a ter uma grande importância para o nosso conhecimento do mundo espiritual. Assinada pelo espírito André Luiz – que muitos gastam seu tempo procurando demonstrar que foi uma ou outra personalidade conhecida do mundo –, a série trata de uma descrição detalhada do mundo espiritual, o que lhe valeu o codinome de “repórter do mundo espiritual”.

Com Emmanuel, considerado o espírito protetor do médium, pudemos conhecer a profundidade da filosofia e da religião espíritas. Dois livros de sua autoria destacam-se: “O Consolador”, em que Emmanuel responde sobre os mais diversos assuntos da vida, desde as artes até as ciências, passando pela mediunidade e pela ética; e “A Caminho da Luz”, um tratado histórico da trajetória humana, com uma ampla visão espiritual sobre o passado e o futuro. Não esquecendo, claro, dos chamados romances, grandes clássicos da literatura espírita, entre os quais se destaca o belíssimo “Paulo e Estêvão”.

Inúmeras mensagens de orientação moral também compõem a produção mediúnica de Chico Xavier, além da série de quatro livros em que Emmanuel, inspirado, disserta sobre os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos.

Nesse breve resumo, como Chico Xavier colaborou para que o Espiritismo resultasse no que se observa hoje?

Em primeiro lugar, desde Allan Kardec, são livros intelectualmente ricos. A linguagem, o conteúdo e a apresentação, na análise de estudiosos da religião, atendem a um racionalismo que vai conviver com o progresso intelectual. A busca de explicações para a vida e para o destino, sem dogmatismo, encontra-se satisfeita na Doutrina Espírita, continuada e expandida por Chico Xavier.

Não bastava, porém, simplesmente afirmar que há vida após a morte. Essa tese é universal. A questão é: como é a vida “lá”? Os modelos mitológicos de céu e inferno já não serviam mais. André Luiz propõe a revisão desse conceito, confirmando que nossos valores estão invertidos: o mundo espiritual vem primeiro, e comanda o mundo físico. Demonstra, entretanto, que a vida não dá saltos, e para isso o mundo espiritual deve ser bem parecido com o mundo físico. Tão parecido que nós somos a mesma personalidade depois da morte, com todas as nossas virtudes e defeitos.

Enquanto as inúmeras mensagens de diversos espíritos reforçam as atitudes importantes para um mundo melhor – perdão, paciência, solidariedade, caridade –, Emmanuel vem mostrar, utilizando sua própria experiência, a lei de causa e efeito ao longo do tempo.

É possível observar e concluir sobre o alcance delineado na missão de Chico Xavier na divulgação e popularização do Espiritismo.

O esclarecimento sobre o mundo espiritual e sua relação com os homens; o estímulo constante à atitude cristã e a exemplificação do efeito do passado no presente. Esses conceitos, que estão intrinsecamente ligados, formam o paradigma espírita, o padrão de pensamento, o mapa que guia o adepto do Espiritismo ao seu progresso pessoal.

Nenhuma diferença ou conflito se vê aqui entre Kardec e Chico Xavier. Emmanuel tratou logo de avisar Chico, no início de suas parcerias: se um dia ele, Emmanuel, dissesse algo que contrariasse Kardec, Chico deveria permanecer com Kardec, e procurar esquecer o parceiro.

Não foi necessário.

É por isso que não existe um Espiritismo segundo Chico Xavier – e tampouco um evangelho, ainda que pareça apenas licença poética –, porque Chico Xavier apoia todo seu trabalho mediúnico na orientação espírita.

O que se vê, com a contribuição insubstituível de Chico, é o Espiritismo completamente inserido em nossas vidas, seja na morte que visita nossas casas, seja na mediunidade que nos amplia os horizontes do mundo. Ou na solidariedade que se torna obrigatória enquanto ainda se observar fome de pão ou de luz no mundo.

O Espiritismo com Chico Xavier é algo natural, abrangente, humano e ao mesmo tempo simples. E mais: perfeitamente realizável em nossas vidas.

Fonte: http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=128&texto=3&detalhe=0