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sábado, 9 de março de 2013

O poder da oração


Aluney Elferr Albuquerque Silva

O homem tem estado vivendo internamente em profunda escuridão e decepção. Sua mente, canal ,maior de exploração das verdades e do mundo invisível, só tomou conhecimento do mundo espiritual com o advento do espiritismo.

Agora, já sabemos disso, já sabemos que a vida é perene e não se finda com a caída do corpo ao chão, mas continua bela e exuberante em sua essência. Difícil tem sido para a humanidade aceitar algumas idéias espiritualistas com referencia a vida após a morte, mas que é uma das maiores certezas que temos na existência a famosa e ainda para alguns “misteriosa”, morte.

E com esse receio, alguns se afastam de nossa realidade mais íntima, realidade espiritual. Vamos com isso, nos apegando a cada dia, ainda mais, as preocupações terrenas e nos olvidando das incorruptíveis, as espirituais. E com tudo isso, as dificuldades do dia-dia, problemas emocionais, flagelos do medo e receio, pavor da morte, o homem em meio de tantos desafios, esmorece e esquece-se de recursos simples, mas que podem fazer e fazem a diferença.

A prece, por exemplo, sendo ela um dos principais instrumentos que conduz ao esclarecimento e a iluminação, não é utilizada largamente, como deveria.

Se para alguns as realidades espirituais parece ser coisa inatingível, com a prece não acontece o mesmo, visto que qualquer pessoa independente de concepção religiosa, pode evocar a prece que mais gosta e entrar em sintonia com Deus. Ainda que simples, mas mister se faz ser de coração.

Certa feita, nos foi dito que o tempo é questão de preferência e de fato, concordamos com a seguinte opinião, pois diariamente os afazeres tais como: dinheiro, preocupação demasiadas, intrigas e etc., nos afastam de nossos horizontes e estão em maior cotação que o próprio caminho espiritual de libertação, do qual a prece, a simples prece, é o portal.

A questão da prece é tão importante que o Dr. Sang Lee, médico, autor de livros, teria comprovado, regenerações celulares, já desenganadas por outros médicos, através do eficiente tratamento médico e orações, momento em que se reunia com os enfermos e faziam juntos orações em prol de suas curas, tendo logrado êxito em várias experiências como essa, tudo isso citado didaticamente em seu livro Saúde, novo estilo de vida.

Sem a oração, dificultamos o nosso maior aliado no fortalecimento de nossas defesas orgânicas – a esperança. Quando a esperança nos abandona, tornamos extremamente difícil a produção de qualquer substância orgânica que nos faça fortalecer nosso corpo, nossas células.

A esperança faz toda a diferença. Todos precisamos de esperança para prosseguir na luta pela vida e por mais saúde, ou recuperação dela. A esperança, porém, pode ser exercitada, comecemos mudando nosso modo de ver as coisas, acreditando que há uma causa que deságüe sempre numa conseqüência, e que nada na vida é por acaso, para tudo existe uma explicação e que Deus nos ama, e quer que possamos ser felizes.

A falta de perspectiva, ou a falta de esperança, abate nossas forças minando nossa coragem de viver, fazendo-nos doentes.

O poder da prece exerce modificações substanciais e profundas nas situações de fraqueza emocional que muitas das vezes nos torna criaturas sempre pessimistas. Quando oramos abrimos possibilidades para que a luz se faça perene em nosso derredor e possibilitamos receptividade para que Deus, através de seus emissários nos auxilie e nos fortaleça. Neste caso a prece abre cominhos mentais e espirituais para o caminho mais direto da redenção. Um único e mínimo ponto de luz que façamos já é bastante suficiente para destruir ou minorizar as impregnações de desanimo, depressão, desilusão e as forças contrárias, que não nos desejam a felicidade, afastando de nós os sentimentos muitas vezes alimentados também por focas exteriores, de vingança, ódio e ressentimento.

É importante que busquemos a prece em nossa prática diária, pois nos beneficiaremos quando orarmos e também quando alguém ora por nós.

O que nos falta é hábito de fazermos essa prática todos os dias, então agora façamos uma análise de nosso cotidiano e sem mentiras, vamos ver o que estamos fazendo dele, como estamos vivendo, estamos de fato resguardando um tempo para nossa prece, meditação que tanto precisamos.

O bem é a nosso favor, não fosse assim, Deus não seria Pai, mas Ele é, então se temos esses recursos de refazimento e alegria ao nosso alcance, o que nos falta para usá-lo. Não precisamos de palavras eloqüentes, pois o Próprio Jesus, nos legou ensinamentos sobre a singeleza da prece e que “ela deveria ser feita de portas fechadas, tu e teu Pai que esta no Céu”, o que nos acrescenta, que não precisamos fazer a prece gritando para outros ouvirem, basta que a façamos de coração limpo e sincero.

Pela prece o homem atrai o concurso dos bons Espíritos, que vêm sustentá-lo nas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Assim, adquire ele a força necessária para vencer as dificuldades e entrar no bom caminho, se deste se houver afastado. Também assim, desviará de si os males que por sua culpa atraísse.

Por exemplo: um homem vê a sua saúde arruinada pelos excessos cometidos e arrasta, até ao fim de seus dias, uma vida de sofrimentos. Terá razão de se queixar quando não alcançar a cura? Não, porque pela prece poderia ter obtido força para resistir às más tentações.

Separando-se os males da vida em duas partes, uma formada pelas tribulações que o homem não pode evitar e a outra pelas que lhe causam sua incúria e excessos, ver-se-á que esta excede de muito àquela.

Torna-se, pois, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, e que as evitaria se sempre agisse com prudência e acerto.

É igualmente real que essas misérias resultam de infringirmos as leis de Deus, e que, se as observássemos, fielmente, seríamos perfeitamente felizes. Se não excedêssemos o limite do necessário na satisfação das nossas necessidades, evitaríamos as enfermidades que são a conseqüência dos excessos, e as vicissitudes a que essas moléstias nos arrastam; se limitássemos as nossas ambições, não teríamos a ruína; se não quiséssemos subir além do que podemos, não teríamos a queda; se fôssemos humildes, não passaríamos pela decepção de ver abatido o nosso orgulho; se praticássemos a lei da caridade, não seríamos mendigos, nem invejosos, ou ciumentos; evitaríamos as questiúnculas e as dissensões; se não fizéssemos mal aos outros, não recearíamos as vinganças, etc.

Admitindo que o homem nada possa contra os outros males, e que a prece seja ineficaz para deles preservá-lo, já não será bastante que possa libertar-se de todos os que provêm de si mesmo? Ora, aqui a ação da prece se concebe facilmente, pois tem por fim obter a inspiração salutar dos bons Espíritos e a força para resistir aos maus pensamentos, cuja execução pode ser funesta. Neste caso, não é o mal que eles desviam, mas o nosso mau pensamento que, aliás, nos pode causar grande mal; não embaraçam, em coisa alguma, os decretos de Deus; não suspendem o curso das leis da Natureza; apenas impedem que infrinjamos essas leis dirigindo o nosso livre-arbítrio. Mas fazem-no sem que o saibamos, de modo oculto, para não nos tolher a vontade.

O homem ficará, então, na posição de quem solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando sempre a liberdade de os seguir ou não. Deus assim o quer para que o homem tenha responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha entre o bem e o mal. Isso, o homem pode ter a certeza de obter sempre, se pede com fervor. A esse caso é que se aplicam estas palavras do Evangelho: «Pedi e obtereis.»

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/o-poder-da-oracao.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Onde está nossa fé?


Humberto C. Pazian

Quantos discursos já não ouvimos em nome do poder de um pensamento positivo? Quantos artigos e livros já não lemos discorrendo sobre o poder da mente? Quantas e quantas vezes não ficamos demoradamente a refletir sobre essa força maravilhosa da fé? E, assim mesmo, quantas vezes nos falta esse sentimento quando nos deparamos com as dificuldades!

Não falo em nome de todos, isso é óbvio, mas acredito que para um grande número de pessoas isso acontece; a falta de fé.

A fé e o Espiritismo

Aprendemos na Doutrina Espírita que nascemos, ou melhor, renascemos neste planeta para continuarmos em nossa evolução espiritual. Isso quer dizer que aqui estamos para aprendermos novas lições, reaprendermos as não assimiladas, para conhecermos e superarmos nossas fraquezas, consolidarmos nossas virtudes, para nos reabilitarmos perante aqueles que prejudicamos (nesta ou em outra encarnação) e perdoarmos quem nos agride entre tantos outros propósitos que poderíamos enumerar. Observando a vida dessa forma, fica mais fácil compreendermos que com tantas atividades inerentes ao nosso aprendizado é natural que de vez em quando tenhamos alguns contratempos, alguns dissabores, desilusões e outros tipos de “dores”, como também teremos momentos de grande alegria e prazer. O tempo e a intensidade do nosso sofrimento ou prazer estará sempre relacionado com nossa forma de “sentir a vida”.

A fé em nós

Já percebeu como reagimos de forma diferente aos acontecimentos ou situações da vida? Tomemos como exemplo um dia frio e chuvoso de inverno. Talvez um de nós diga que o dia está cinzento e feio e que fica muito triste num dia assim enquanto o outro possa sentir-se confortável e propenso a reflexões e ajustes no seu trabalho ou vida particular e sinta até uma grande paz. Se perguntássemos a mais pessoas outras opiniões divergiriam das nossas com toda a certeza.

Os “problemas” da vida se processam da mesma forma, pois dificuldades todos nós temos, momentos de incertezas, de dor, de inquietações são comuns a todos nós, só que a maneira de reagirmos a eles é que diferem. Podemos definir o tamanho da nossa fé como o fator que vai fazer com que dure um maior ou menor tempo nosso sofrimento e ainda se ele existirá ou não.

Deus em nós

Podemos de uma forma bem simples entender a fé como a certeza de que Deus nos ama e que tudo que a vida nos apresenta é para nosso bem, tudo mesmo. Compreendendo a vida atual como uma sala de aula e nós como alunos aplicados entenderemos que quanto mais nos aplicarmos aos estudos, mais fácil ficará o aprendizado e mais tranqüila as provas de conhecimento. Falar, bem sei que é fácil mas, ter a confiança de que somos orientados e conduzidos por mãos hábeis e bondosas não é impossível, pois precisamos analisar se acreditamos ou não em Deus.

Cada um de nós deve ter uma concepção diferente de Deus, mas seja ela como for é de grande importância que nos habituemos a sentir a presença Divina em todos os momentos; tanto nos de alegria como nos de tristeza, nos de paz ou de guerra, quando estivermos agindo bem e quando não estivermos também. Se vivermos de acordo com as bases religiosa que todos nós temos, se colocarmos realmente em prática o “seja feita a Tua vontade”, viveremos então com fé e sentiremos a Presença Divina em nós.

A observação das leis da vida é muito importante, mas é na prática delas que conheceremos seus resultados e já que todos nós entendemos o valor da fé, façamos nosso dever de casa vivendo com entusiasmo e com a certeza de que a paz, o amor e a alegria serão nossa meta final.
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/hpazian/onde-estah-nossa-feh.html