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sábado, 15 de junho de 2013

Alguns passos para um melhor relaxamento

Alguns passos para um melhor relaxamento

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Cada um de nós necessita reencontrar com nossos valores internos, e essa busca verdadeiramente só será possível através de momentos que, em ficando sozinhos possamos viajar interiormente e localizar nossos potenciais latentes, essa viagem poderá ser longa para alguns, todavia deve ser iniciada com vistas no bem maior - o autoconhecimento.

Visto por este ângulo, poderemos inclusive, com esta prática alcançar mais saúde e equilíbrio de nosso ser.

1º Passo

- Deite-se ou sente-se de maneira que não fique com nenhuma região do corpo contraída, ou em utilidade forçada. Tire a bolsa do colo (no caso de estar sentada). Feche os olhos, pois que com os mesmos fechados facilita a concentração. Não esqueça de desapertar os sapatos, cintos, camisas e outros que dificultem o bom relaxamento e inclusive a circulação sangüínea.

2º Passo

- Após o primeiro passo, vamos iniciar deixando a música penetrar em nosso íntimo, sem pensar em nada, esvaziemos nossa mente, vamos planar..

Iniciemos o controle respiratório. Inspiração, manter por alguns minutos os pulmões cheios de ar, e depois expiração, esvaziar vagarosamente os Pulmões.

3º Passo

- Mantendo o controle da respiração, de maneira pausada, vamos inciar buscando imaginar o circuito do oxigênio em nosso ser, em nosso organismo, mentalizando esse processo iniciando em seus pulmões, logo em seguida envolvendo seu coração, seus braços, pernas, cabeça, sistema nervoso, coluna (onde se fixam todas as suas tensões), enfim os órgãos necessários para o bom funcionamento da vida. Não esquecer que em nossa respiração, ou melhor, no ar que respiramos, é bom que mentalizemos que por nossas narinas junto com o ar, penetram saúde, luz, paz e harmonia.

4º Passo

- Agora, já mais relaxada, vislumbre uma luz sobre sua cabeça, essa luz é azul (simbologia de saúde e harmonia), dela deverá sair faíscas e essas faíscas vão paulatinamente penetrando em sua cabeça e inundando seu organismo. (Não esqueça de manter a respiração pausada), a luz preenche sua cabeça, pescoço, peito (envolvendo coração, pulmões, estomago, e todos os outros órgãos), braços, sistema genésico, pernas e etc. Neste momento você é totalmente preenchida pela luz azul, você é azul (ou seja, você esta totalmente embebida pela energia da saúde e paz). Você é SAÚDE E PAZ

5º Passo

- Agora deitada, sinta-se energizada, onde por todo o ser organismo interno e externo você é totalmente saúde e paz, sinta vagarosamente suas mãos, pés, pernas, batimento cardíaco, respiração, cabeça, tudo neste momento é energia, você esta totalmente energizada pela saúde e paz, Jesus esta mais próximo de você, pois você neste momento busca o seu EU interior, onde se localiza toda a saúde, paz, religiosidade. Tudo em seu corpo esta harmonizado, seu sistema venoso não encontra bloqueio para levar a todas as partes de seu corpo essa energia benéfica.

Você deverá neste momento dizer interiormente: EU SOU SAÚDE, EU SOU PAZ, EU SOU HARMONIA, EU SOU AMOR, EU SOU IMPORTANTE, EU SOU BELA, EU SOU SAÚDE, EU SOU EQUILÍBRIO. (caso queira use somente uma dessas frases e não todas, para massificar a interiorização)

6º Passo

- Mantenha-se em paz, você poderá neste momento fazer uma prece, e envolver seus pedidos mais íntimos. Após a prece, comece a mexer vagarosamente seus membros, começando pelas mãos, braços, pernas e pés, sempre vagarosamente, agora abra os olhos e mantenha-se em paz. Continue respirando cadenciadamente e harmonicamente, caso esteja na hora de dormir, beba um copo de água e durma em paz, caso não seja hora de dormir, faça coisas suaves, não veja filmes violentos e leia livros altruístas.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

EUTANÁSIA, NÃO!!


Por desconhecimento das leis divinas, mais do que por maldade, existem pessoas, pertencentes a todos os setores da sociedade, defensoras da pratica da Eutanásia. Justificam devido aos sofrimentos alheios nos leitos de agonia e de padecimentos físicos. No entanto será permitido ao homem destruir o que não pode criar?
Vejamos a Eutanásia na visão espírita:
Pergunta 953 de “O Livro dos Espíritos”:
“- Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?” (grifos nosso).
“È sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no ultimo momento?”.
É sempre uma falta de resignação e de submissão á vontade do criador.
“- Deve-se por termo às provas do próximo quando se pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir seu curso?”
“Dissemos e repetimos, freqüentemente, que estais sobre a Terra de expiação para rematar vossas provas, e que tudo aquilo que vos sucede é uma conseqüência de vossas existências anteriores, o ônus da divida que tendes a pagar. Mas esse pensamento provoca, em certas pessoas, reflexões que é necessário deter, porque poderiam ter conseqüências funestas”.
“- Um homem está agonizante, vitima de cruéis sofrimentos; sabe-se que seu estado é desesperador; é permitido poupar-lhe alguns instantes de angustia, apresando-lhe o fim?”
“Quem, pois, vos daria o direito de prejulgar os desíg-nios de Deus? Não pode, Ele conduzir um homem à borda do fosso para daí o retirar, a fim de fazê-lo retornar a si mesmo e de o conduzir a outros pensamentos? Em qual-quer extremo que esteja um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que sua ultima hora chegou. A ciência
jamais se enganou em suas previsões?” (“O evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, itens 27 e 28)
Na pergunta 702 de “O Livro dos Espíritos”, no capitulo V - Lei de Conservação, Kardec se dirige aos Espíritos:
“O instinto de conservação é uma lei natural?”
“Sem duvida. Ele é dado a todos os seres vivos, qual-quer que seja o grau de sua inteligência. Em uns, ele é pu-ramente maquinal, em outros ele é racional.”
Esta resposta nos mostra o quanto é importante nosso corpo e a responsabilidade que temos de conservá-lo.
Espiritismo e Eutanásia (*)
Podem chover argumentos a favor da Eutanásia, o que não impede, à luz redentora do Espiritismo, sejam os seus responsáveis considerados assassinos, que a justiça do mundo nem sempre pune, porém, perante Deus, fica registrado, identificando-os na contabilidade divina, com vistas a dolorosos resgates, em amargas expiações no futuro, atenuadas ou agravadas, pela Lei, segundo as suas motivações. A Eutanásia, em suma, é sempre uma forma de homicídio, pelo qual os seus autores responderão no porvir, em grau compatível com as suas causas determi-nantes.
Pergunta 106 do livro “O Consolador”, ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier (ed. FEB):
“- A eutanásia é um bem, nos casos de moléstia incurável?”
“O homem não tem o direito de praticar eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja. A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal.”
_________________________________________________
Referência:“O Pensamento de Emmanuel”, de Martins Peralva,ed.FEB.
Diga NÃO a EUTANÁSIA! Diga SIM a VIDA.

Autor: Dionísio Costa
Fonte:http://www.lampadarioespirita.com 

terça-feira, 19 de março de 2013

Causas, consequências e profilaxia do suicídio



As estatísticas de órgãos oficiais são imprecisas quanto às taxas de suicídio no Globo, que apresentam variantes indefinidas de região para região. O suicídio é considerado a décima causa de morte no mundo. Os estudiosos não encontram uma explicação conclusiva para as disparidades das taxas e as causas do suicídio, visto que há uma combinação de fatores de diversas ordens: sociais, econômicos, psicológicos, psiquiátricos e ambientais que podem contribuir para a sua ocorrência.1

Graças ao crescimento dos índices de suicídio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o evento como um problema de saúde pública desde a década de 90, iniciativa que também foi adotada pelo governo brasileiro a partir de 2005.2

Não obstante todas as causas apontadas pelos estudiosos terrestres, quase sempre ligadas a fatores exógenos, na raiz do problema encontramos o enigma espiritual ignorado pelas ciências acadêmicas. A tese espírita contribui muito para o combate e a erradicação do suicídio, porque, além dos fatores externos, estudados pela comunidade científica, avalia a própria experiência dos suicidas, os quais, utilizando-se de médiuns, vêm, pessoalmente, advertir os homens sobre a inutilidade e o equívoco desse gesto.3

Que razões levam uma pessoa a desertar de um bem tão precioso que é a vida, contrariando o instinto de conservação? Como vacinar-se contra esse flagelo?

O desgosto da vida e o suicídio possuem diversas causas.4 Pretendemos analisar apenas algumas delas, sob o ponto de vista dos princípios estudados pelo Espiritismo, sem intenção de esgotar o tema, até porque não há espaço para isso nestas páginas.

O materialismo, fundado na crença niilista, tem sido um dos grandes vetores desse flagelo.5 Acreditando que a morte é o fim de tudo, muitas pessoas, desgostosas da vida, optam pela saída desditosa do suicídio. É uma ideia que repugna à lógica e ao bom-senso.

Se a morte fosse a destruição completa do homem, muito ganhariam com ela os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, do Espírito e dos vícios. Basta um pouco de reflexão: por que lutar para ser bom, para progredir, se todos vamos ter o mesmo destino, independentemente de nosso comportamento? A vida no corpo físico perderia completamente a razão de ser. Seria inútil reencarnar. A crença de que após a morte física vem o nada é incompatível com a perfeição, a justiça e a bondade de Deus.

O orgulho e a ignorância a respeito das leis espirituais também contribuem para isso. Criaturas em desespero, numa atitude de rebeldia contra as Leis do Criador, não aceitando os reveses que a vida lhes impõe, em decorrência da lei de causa e efeito, procuram o suicídio como válvula de escape para seus problemas, que lhes parecem insuperáveis ou insolúveis, sem considerar que as dificuldades, por mais desafiadoras que sejam, constituem instrumentos de resgate, crescimento intelectual e espiritual. Para não cederem em seus pontos de vista inflexíveis ou por não aceitarem uma derrota, uma doença aparentemente incurável, um desastre financeiro, 6 uma decepção amorosa, procuram o suicídio que, entretanto, lhes reserva amargas experiências.

A obsessão espiritual tem sido outra causa dos suicídios, muito pouco estudada pelos profissionais da saúde, muitos deles desconhecedores das Leis Naturais ora estudadas. A obsessão é o domínio que Espíritos inferiores exercem sobre certas pessoas.7 Não raro, são inimigos do passado, ávidos de vingança contra o seu desafeto. Por vezes, o assédio espiritual é tão grande que pode ocasionar problemas orgânicos sérios, inclusive lesões no cérebro, capazes de levar a pessoa à loucura, se não receber tratamento espiritual adequado, a tempo.

Outra causa predominante é o desleixo para com o corpo físico, instrumento do progresso, tais como o abuso dos alimentos, do álcool, do fumo, das drogas, dos remédios em excesso, do sexo desequilibrado, do ódio, da mágoa profunda etc. Estes hábitos nocivos constituem fontes solapadoras das energias, que muito contribuem para que a morte física aconteça antes do tempo. É conhecido como suicídio indireto ou inconsciente. 8 A pessoa não quer, deliberadamente, a morte, mas o estilo de vida adotado a conduz à morte prematura. Considerando o estágio moral da coletividade, quase todos podemos ser considerados suicidas inconscientes. Daí a importância do cultivo da religião, que nos oferece diretrizes para vivermos uma vida de qualidade, sem abusar das prerrogativas que o Criador nos concede para dela desfrutarmos.

As consequências do suicídio são terríveis para o Espírito e todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para a sua prática. Elas são as mais variadas e correspondem às causas e às circunstâncias que o produziram.9 Há, entretanto, resultados que são comuns a todos. Os Espíritos narram que a primeira coisa que descobrem, frustrados, após o gesto tresloucado, é que ninguém foge de si mesmo, ninguém morre. O que se destrói é apenas o corpo físico. A consciência continua palpitando em outra dimensão. Por isso, o desapontamento e a desordem das faculdades mentais são assaz penosos, os quais, aliados ao remorso, os atingem em cheio.

Os sofrimentos, em vez de serem aliviados, como esperava o suicida, agravam-se superlativamente. Experiência comum a todos os Espíritos que optaram por essa fuga impossível é a visão constante dos fatos que culminaram com a sua morte física, como se fosse um filme de sua própria vida, num morrer e remorrer sem tréguas.10 A visão do corpo em estado de putrefação e a sensação de estar sendo devorado pelos vermes também é muito comum no Espírito suicida, o qual experimenta severas dificuldades para se desligar dos laços carnais. Depois, vêm as flagelações nos planos espirituais inferiores, onde o enfermo se junta a outros Espíritos sofredores em situação semelhante, agravando a sua situação moral.

Não bastasse tudo isso, o suicida poderá ter dificuldades de acesso às reencarnações futuras, benditas oportunidades de recomeço para o Espírito, que lhe proporcionarão trégua nas dores superlativas e lhe permitirão a chance de reparar seu erro e as consequências do ato desatinado, que também flagela os entes queridos.

O estudo das propriedades do perispírito, considerado o modelo organizador biológico do corpo físico, auxilia a compreender o porquê de tantas enfermidades físicas e/ou mentais dolorosas que afetam milhares de reencarnantes, muitas delas radicadas no suicídio então praticado, as quais devem ser vistas não como punição divina, mas sim como o remédio amargo que corrige e reeduca o Espírito imortal, considerando que a Justiça Divina se encontra insculpida na própria consciência. É que a dor do remorso, sob o comando da mente, tem o condão de provocar alterações na estrutura atômica do perispírito, o que afeta, sensivelmente, a formação do futuro corpo físico.11

O suicídio é uma violenta interferência nos mecanismos da Lei Divina, pois a vida é um bem supremo indisponível. Se o homem não é capaz de criar, também não tem o direito de destruir o próprio corpo, primeiro empréstimo de Deus concedido ao seu detentor, para aperfeiçoamento do Espírito imortal.

Aquele que se mata, na vã esperança de rapidamente chegar ao “céu”, comete outra loucura. Assim agem muitos fanáticos, destruindo-se e a tantos outros inocentes. Os que assim procedem apenas retardam a sua entrada num mundo melhor e terão de pedir lhes seja permitido voltar, para concluírem a vida a que puseram termo, sob o influxo de uma ideia falsa. O mesmo destino está reservado àqueles que se matam, com o intuito de se juntar aos entes queridos que os precederam na grande viagem. Esse gesto estúrdio, em vez de aproximá- los, os afastará ainda mais dos seres que amam.12

O Espiritismo, com este precioso cabedal de informações, apresenta-se como solução preventiva não somente aos Espíritos atormentados, mas também aos que gozam de boa saúde mental, alertando-os sobre os perigos e a inutilidade desse gesto insano. Tais conhecimentos não apenas previnem como também consolam os familiares, ante a certeza da misericórdia divina que, além das atenuantes dos sofrimentos, conforme as circunstâncias, proporciona ao suicida a reparação do erro.

Por isso, ao tomarmos conhecimento de que alguém cometeu suicídio, não condenemos, mas elevemos o pensamento em prece a Deus,13 para que o irmão desventurado suporte, com resignação, os sofrimentos que carreou a si próprio, sempre lembrando que, para aqueles que continuam estagiando no plano físico, os maiores antídotos contra o suicídio são a vigilância, a oração e o trabalho em favor do próximo.

 Christiano Torchi

1 Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ /wiki/Suic%C3%ADdio>. Acesso em: 8/4/2012.
2 Disponível em: <http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Brasil/Brasil-ve-suicidio-como-questao-de-saude-publica>. Acesso em: 8/4/2012.
3 PEREIRA, Yvonne A. Memórias de um suicida. Pelo Espírito Camilo Cândido Botelho. 26. ed. 9. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.
4 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Q. 943.
5 KARDEC,Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. (atualizada).Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 5, it. 14 a 17.
6 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA,Waldo. A vida escreve. Pelo Espírito Hilário Silva. 10. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Pt. 2, cap. 7.
7 KARDEC,Allan. O livro dos médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 2. ed. esp. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Pt. 2, cap. 23.
8 XAVIER, Francisco C. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. 61. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 1, 2 e 4.
9 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad.Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Q. 957.
10 SCHUBERT, Suely C. O semeador de estrelas. Salvador: LEAL, 1989. Cap. 9.
11 XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 21. ed. 2. reimp.
Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. Veneno.

Fonte:http://www.sebemnet.org.br/index.php/espiritismo/artigos-item-menu/471-causas-consequencias-e-profilaxia-do-suicidio

sábado, 9 de março de 2013

O poder da oração


Aluney Elferr Albuquerque Silva

O homem tem estado vivendo internamente em profunda escuridão e decepção. Sua mente, canal ,maior de exploração das verdades e do mundo invisível, só tomou conhecimento do mundo espiritual com o advento do espiritismo.

Agora, já sabemos disso, já sabemos que a vida é perene e não se finda com a caída do corpo ao chão, mas continua bela e exuberante em sua essência. Difícil tem sido para a humanidade aceitar algumas idéias espiritualistas com referencia a vida após a morte, mas que é uma das maiores certezas que temos na existência a famosa e ainda para alguns “misteriosa”, morte.

E com esse receio, alguns se afastam de nossa realidade mais íntima, realidade espiritual. Vamos com isso, nos apegando a cada dia, ainda mais, as preocupações terrenas e nos olvidando das incorruptíveis, as espirituais. E com tudo isso, as dificuldades do dia-dia, problemas emocionais, flagelos do medo e receio, pavor da morte, o homem em meio de tantos desafios, esmorece e esquece-se de recursos simples, mas que podem fazer e fazem a diferença.

A prece, por exemplo, sendo ela um dos principais instrumentos que conduz ao esclarecimento e a iluminação, não é utilizada largamente, como deveria.

Se para alguns as realidades espirituais parece ser coisa inatingível, com a prece não acontece o mesmo, visto que qualquer pessoa independente de concepção religiosa, pode evocar a prece que mais gosta e entrar em sintonia com Deus. Ainda que simples, mas mister se faz ser de coração.

Certa feita, nos foi dito que o tempo é questão de preferência e de fato, concordamos com a seguinte opinião, pois diariamente os afazeres tais como: dinheiro, preocupação demasiadas, intrigas e etc., nos afastam de nossos horizontes e estão em maior cotação que o próprio caminho espiritual de libertação, do qual a prece, a simples prece, é o portal.

A questão da prece é tão importante que o Dr. Sang Lee, médico, autor de livros, teria comprovado, regenerações celulares, já desenganadas por outros médicos, através do eficiente tratamento médico e orações, momento em que se reunia com os enfermos e faziam juntos orações em prol de suas curas, tendo logrado êxito em várias experiências como essa, tudo isso citado didaticamente em seu livro Saúde, novo estilo de vida.

Sem a oração, dificultamos o nosso maior aliado no fortalecimento de nossas defesas orgânicas – a esperança. Quando a esperança nos abandona, tornamos extremamente difícil a produção de qualquer substância orgânica que nos faça fortalecer nosso corpo, nossas células.

A esperança faz toda a diferença. Todos precisamos de esperança para prosseguir na luta pela vida e por mais saúde, ou recuperação dela. A esperança, porém, pode ser exercitada, comecemos mudando nosso modo de ver as coisas, acreditando que há uma causa que deságüe sempre numa conseqüência, e que nada na vida é por acaso, para tudo existe uma explicação e que Deus nos ama, e quer que possamos ser felizes.

A falta de perspectiva, ou a falta de esperança, abate nossas forças minando nossa coragem de viver, fazendo-nos doentes.

O poder da prece exerce modificações substanciais e profundas nas situações de fraqueza emocional que muitas das vezes nos torna criaturas sempre pessimistas. Quando oramos abrimos possibilidades para que a luz se faça perene em nosso derredor e possibilitamos receptividade para que Deus, através de seus emissários nos auxilie e nos fortaleça. Neste caso a prece abre cominhos mentais e espirituais para o caminho mais direto da redenção. Um único e mínimo ponto de luz que façamos já é bastante suficiente para destruir ou minorizar as impregnações de desanimo, depressão, desilusão e as forças contrárias, que não nos desejam a felicidade, afastando de nós os sentimentos muitas vezes alimentados também por focas exteriores, de vingança, ódio e ressentimento.

É importante que busquemos a prece em nossa prática diária, pois nos beneficiaremos quando orarmos e também quando alguém ora por nós.

O que nos falta é hábito de fazermos essa prática todos os dias, então agora façamos uma análise de nosso cotidiano e sem mentiras, vamos ver o que estamos fazendo dele, como estamos vivendo, estamos de fato resguardando um tempo para nossa prece, meditação que tanto precisamos.

O bem é a nosso favor, não fosse assim, Deus não seria Pai, mas Ele é, então se temos esses recursos de refazimento e alegria ao nosso alcance, o que nos falta para usá-lo. Não precisamos de palavras eloqüentes, pois o Próprio Jesus, nos legou ensinamentos sobre a singeleza da prece e que “ela deveria ser feita de portas fechadas, tu e teu Pai que esta no Céu”, o que nos acrescenta, que não precisamos fazer a prece gritando para outros ouvirem, basta que a façamos de coração limpo e sincero.

Pela prece o homem atrai o concurso dos bons Espíritos, que vêm sustentá-lo nas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Assim, adquire ele a força necessária para vencer as dificuldades e entrar no bom caminho, se deste se houver afastado. Também assim, desviará de si os males que por sua culpa atraísse.

Por exemplo: um homem vê a sua saúde arruinada pelos excessos cometidos e arrasta, até ao fim de seus dias, uma vida de sofrimentos. Terá razão de se queixar quando não alcançar a cura? Não, porque pela prece poderia ter obtido força para resistir às más tentações.

Separando-se os males da vida em duas partes, uma formada pelas tribulações que o homem não pode evitar e a outra pelas que lhe causam sua incúria e excessos, ver-se-á que esta excede de muito àquela.

Torna-se, pois, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, e que as evitaria se sempre agisse com prudência e acerto.

É igualmente real que essas misérias resultam de infringirmos as leis de Deus, e que, se as observássemos, fielmente, seríamos perfeitamente felizes. Se não excedêssemos o limite do necessário na satisfação das nossas necessidades, evitaríamos as enfermidades que são a conseqüência dos excessos, e as vicissitudes a que essas moléstias nos arrastam; se limitássemos as nossas ambições, não teríamos a ruína; se não quiséssemos subir além do que podemos, não teríamos a queda; se fôssemos humildes, não passaríamos pela decepção de ver abatido o nosso orgulho; se praticássemos a lei da caridade, não seríamos mendigos, nem invejosos, ou ciumentos; evitaríamos as questiúnculas e as dissensões; se não fizéssemos mal aos outros, não recearíamos as vinganças, etc.

Admitindo que o homem nada possa contra os outros males, e que a prece seja ineficaz para deles preservá-lo, já não será bastante que possa libertar-se de todos os que provêm de si mesmo? Ora, aqui a ação da prece se concebe facilmente, pois tem por fim obter a inspiração salutar dos bons Espíritos e a força para resistir aos maus pensamentos, cuja execução pode ser funesta. Neste caso, não é o mal que eles desviam, mas o nosso mau pensamento que, aliás, nos pode causar grande mal; não embaraçam, em coisa alguma, os decretos de Deus; não suspendem o curso das leis da Natureza; apenas impedem que infrinjamos essas leis dirigindo o nosso livre-arbítrio. Mas fazem-no sem que o saibamos, de modo oculto, para não nos tolher a vontade.

O homem ficará, então, na posição de quem solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando sempre a liberdade de os seguir ou não. Deus assim o quer para que o homem tenha responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha entre o bem e o mal. Isso, o homem pode ter a certeza de obter sempre, se pede com fervor. A esse caso é que se aplicam estas palavras do Evangelho: «Pedi e obtereis.»

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/o-poder-da-oracao.html

domingo, 18 de novembro de 2012

INFERTILIDADE NUMA VISÃO ESPIRITUAL

VICTOR PASSOS SUMARIO:
          1.Introdução.2.Conceitos.3.Citações.4.Historico.5.EnergiaSexual.6.Reencarnação.7.Programação Reencarnatória.8. Meios de vencer a infertilidade. 9.Conclusão.10.Bibliografia.

        1.Introdução

A lei de Reprodução, para o estagio vivencial neste plano terreno, proporciona a vinda de outros espíritos para a evolução. O objeto deste trabalho é perceber porquê da infertilidade? Qual a sua proveniência e causas que fazem com que haja a perda da sensibilidade e das capacidades inerentes à procriação. A apologia da problemática bifocal de ambos sexos, custos no contexto interpessoal e familiar. Relação consequencial que geram o vinculo da problemática e sua associação psíquica, espiritual e moral. A vida e razões de suas realizações provatórias proveniência dos seus custos emocionais e sensibilizadores, no padrão normal da complexidade Familiar. Espaço colateral da infertilidade como dano ou reabilitação moralizadora.

Palavras-chave: Infertilidade s. f. Qualidade do que é infértil. Esterilidade s. f.
. Qualidade de estéril. Infecundidade (animal). Fig. Escassez, Paralização.


2.Conceitos

A infertilidade - É o resultado de uma falência orgânica devida à disfunção dos orgãos reprodutores, dos gâmetas ou do concepto. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. Esta definição é válida para o casal com vida sexual plena de amor e prazer em que a mulher tem menos 35 anos de idade (6 meses se mais ou menos 35 anos de idade), e em que ambos não conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja. Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (mais ou menos três consecutivos).

Infertilidade é a incapacidade de conceber. Esterelidade é a incapacidade de conceber uma gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas.

oligospermias (pouca quantidade de espermatozoides na contagem do ejaculado). 
azoospermias (ausência completa de espermatozoides no ejaculado).

Ovócito - Um ovócito é uma célula feminina que contém metade dos cromossomas existentes nas células do organismo humano e que ao ser fecundada por um espermatozoide irá dar origem a um embrião. A mulher já nasce com todos os seus ovócitos, que por altura da puberdade são mais de 400.000. 

Espermatozoide - É a célula reprodutiva masculina de todos os animais.

Técnicas de Reprodução - Doação de espermatozoides, Doação de Ovócitos,

 Criopreservação de Sémen e Tecido Testicular, Ovócitos imaturos em Profase I (GV)
Criopreservação de Tecido Ovárico, Diagnóstico Genético Pré-Implatação (DGPI , Microinjecção (ICSI), Fecundação In Vitro (FIV), Inseminação Intra-Uterina (IIU, Indução da Ovulação.

Adoção - É o vínculo que, à semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, se estabelece legalmente entre duas pessoas. Este vínculo constitui-se por sentença judicial proferida em processo que decorre no Tribunal de Família e Menores. Existem dois tipos de adoção que se distinguem, fundamentalmente. Adoção plena e Adoção restritiva.

Sexualidade – “ A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor,contacto, ternura e intimidade;Integra-se no modo como sentimos , movemos, tocamos e somos tocados. A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e interações e por isso, influência a nossa saúde física e mental.”O.M.S.

3. Citações

“Biologicamente e por temperamento... as mulheres foram feitas para se preocuparem primeiro e principalmente com os cuidados com os filhos, cuidados com o marido e cuidados com o lar” (Benjamim Spock, 1969)

“Se olharmos a história, observaremos que o lugar e a valorização da maternidade no âmbito sociocultural se modificam e variam em função das diferentes épocas e contextos respondendo a interesses económicos, demográficos, políticos, etc. Sem dúvida, parece evidente que em toda sociedade patriarcal a mulher entra na ordem simbólica apenas como mãe”. Tubert (1991, p. 78),

         “Em decorrência desta “naturalização” das funções femininas, passou a ser demarcada uma série de características femininas(como, por exemplo, dedicação, abnegação, docilidade), quase todas elas vinculadas àquelas características necessárias a uma “boa mãe”, levando-se muitas vezes a se identificar feminilidade e maternidade”. Rocha-Coutinho (1994, p. 41)

            A infertilidade como “... um problema geralmente insolúvel que ameaça importantes objetivos de vida, onera recursos pessoais, e traz à tona importantes problemas do passado não resolvidos” (Stanton e Dunkel-Schetter, 1991

4.Historico

    Esta temática ainda encontra nos habitats mentais das personalidades, tabus, preconceitos e arrimos de vergonha. esta indução foi criada por uma repressão mental exercida pelos meios eclesiásticos dominantes, que outrora retrógados e preconceituosos do sec.XIX, como a “Psicopathia sexuallis” de Kraft Ebing, que diluiriam qualquer estereotipo de persona, pela culpa, por muito escrupuloso que se fosse.
   Os espíritos, se aproximaram mais da sexualidade, como característica constituída do desenvolvimento psíquico do Ser do que de sexo, e sua postura é por demais lucida, por ser evidente.
   A sexualidade é transversal à vida, no seu sentido pleno, não faz apenas jus ao corpo, ao sexo, mas ao espirito; A ação sexual e suas praticas traduzem-se no que o empola, no uso do corpo no que concerne à reprodução e sensualidade.
  A sexualidade é colateral na vida porque seu sentido abraça as expressões criativas, artísticas, afetivas, cognitivas, intelectuais e espirituais.
  O polo divergente está nessa confusão sexo conotado apenas ao gozo efêmero e lascivioso, com a realidade energética, nos valores da vida e sua profundidade educativa.
  Não nos podemos reter na obtusidade, precisamos ver mais além e enterrar os confessionários e a visão prostituida da sexualidade.
   A sexualidade é importante no processo do progresso da consciência e no bem-estar do Ser humano.
  Hoje, já se tornou numa ciência multidisciplinar; a Estética, Ética, Biologia, Genética, Filosofia, Psicologia, Antropologia e Medicina, são áreas que atuam transversalmente para dar crescimento ao conhecimento.
  Se dogmatizarmos a forma natural de tratar a sexualidade humana, estaremos a cair na escala dum primitivismo medonho e da ignorância.
   Ensinar e educar é postura decisiva para no sentido espirita acabar com a exclusão e o preconceito e exaltar a responsabilidade e estimular o estudo de forma a tornar mais claro todo este processo de crescimento moral, espiritual e intelectual.
5. Energia sexual
   Hoje neste período regulamentar da vida, já sabemos que a embriologia, através do seu estudo, encontrou no gene feminino a matriz, para todo desenvolvimento universal, daí a devermos tributo às orientações cristicas de respeito pelos valores da mulher.
   Apesar de ainda existir uma expressão patriarcal, ela tende a dilui-se e a equilibrar as sociedades, onde haja maior tolerância e amor de uns pelos outros.
     Ora o Ser humano na ótica espirita é visto de forma integral, existencial e ativa
( Reencarnação, Leis Morais, Influências cambiais entre as energias que nos envolvem , deste e doutro mundo )
   Emmanuel nos diz; “ Não proibição, mas educação, não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo ,não indisciplina, mas controle, não impulso livre, mas responsabilidade.”
    Na organização do sexo é dessa forma que devemos caminhar, sentindo que estamos a falar pelos mecanismos da reencarnação, vigente como sexo à luz do amor e da vida, serão sempre pontos a contar na consciência de cada Ser.
     E então falando de infertilidade e esterilidade Emmanuel deixa-nos esta nota;
    “No quadro de interpretações da Terra, a esterilidade e a fecundidade podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras; todavia, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o espírito que, na Terra, ou fora dela, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção.”
      A provação e expiação estão sempre interligadas a esta situações de esterilidade e infertilidade, porque as recônditas pretéritas ,pelo obsceno e abuso das energias para campos que não os do amor, mas da sensualidade, daí  essa visão. No entanto quando se diz que a esterilidade não existe para o espirito, cá e lá do nos hemisférios espirituais, quer com isto dizer, que pela s obras  nos podemos tornar fecundos, pois o limiar do aperfeiçoamento passa pela valorização do corpo e de suas energias , cambiando as mesmas para a virtude, sendo por isso quando provação , campo de crescimento do espirito.(Grifos Meus)
     A infertilidade passa pelos dois sexos, ela com isso demonstra que a sua presença é reflexo do planeamento exercido com as energias no intercambio do amor.
     Mas o que é a energia sexual?! Tomemos uma fonte, na sua nascente fresca e generosa. Contudo, durante no seu curso aspira as impurezas dos homens e dos animais, poluído. Logo quem polui é o homem, pois na sua raiz de essência ela mantem-se límpida. Os espíritos instrutores, nos alertam que a energia sexual é responsável pela união de dois seres e, consequentemente, pela formação da Família, possibilitando a encarnação dos espíritos, tão necessária e importantíssima para a sua evolução.
    Nós obstinamos seguir nas diversas reencarnações uma definida polaridade sexual.
   A evolução se processa pelo exercício do espírito nas duas faixas sexuais.
   A esterilidade é de igual situação para ambos sexos, tudo porque a sementeira é livre, porém a colheita é obrigatória.
    A Doutrina Espírita nos ensina através do axioma causa e efeito que tudo o que fazemos de bom ou maldoso reflete-se em nós mesmos. A esterilidade é consequência do mau uso das funções energéticas sexuais, a exemplo, aborto, promiscuidade, mau trato de filhos, de Pais, enfim terá sempre como peso a conduta de cada Ser no uso da sexualidade. O estéril de hoje , fomentou desordem sexual , ontem.
As principais causas de infertilidade feminina e masculina variam de caso para caso, mas dentro das mais presentes estão ;.
Útero, por malformações adenomiosis , infecções e tumores; Cérvix (pescoço) por malformações, endometrioses, cirurgia, infecções e tumores; Trombas, por obstrução originada principalmente por endometrioses, infecções, malformações e tumores; Doença Inflamatória Pélvica, por infecções; Ovários, por tumores quistos e endometrioses; Vagina, por alterações do monco cervical, alergia, infecção, traumatismo, lubrificantes, etc.; Doença crônica como colagenosis; Antecedentes de exposição materna a dietylstilbestrol (DÊS); Doenças da Tiroides; Hiperprolactinemia, causada por tumores hipotalámicos, medicamentos e fatores metabólicos; Obesidade; Perda de gordura corporal, especialmente por exercício intenso; Stress, tanto físico como psicológico, que frequentemente está associado a alterações físicas; Anorexia ou Bulimia; Drogas; Doenças hepáticas que afetam o metabolismo dos estrógenos; Doença supra-renal ;Diabetes
Muito frequentemente coexistem várias das causas anteriores e deve recordar-se que encontrar uma causa não rejeita a presença simultânea de outras.
Emmanuel, na lição 27, do livro "Dos Hippies aos Problemas do Mundo" 1, nos diz: (...) "o amor como fonte divina de manifestação de Deus é o oceano de forças em que nós todos vi­vemos, porque nós todos vivemos num oceano de amor, mas que o sexo é res­ponsável quando instrumento do amor. Portanto, as nossas ligações de natureza sexual devem obedecer ao critério da lei, da palavra empenhada, do compromisso, da monogamia enfim, embora nos amemos infinitamente uns aos outros, mas no terreno do sexo o amor precisa represas para que ele não faça uma inundação des­trutiva, criando calamidades sentimentais suscetíveis de arrasar a família, com a nossa organização social. O amor vindo de Deus é livre, mas no sexo, ele, o amor, é responsável" .
A energia sexual, como saída da lei de afinidade, na consumação das espécies, é essencial e adequada vida, produzindo aditivos magnéticos nos seres, em expressão das capacidades criadoras de que se envolve. No entanto a nível dos Seres primitivos, posicionados no inicio dos valores da emoção e do entendimento, no estagio bruto surge como que voluntariamente, essa mesma energia, atua no organismo irrefletido. Claro que isso vai trazer dissabores através da expiação, e ao aprisionamento em experiências infelizes, nas quais, aos poucos a vida se encarrega de lhes mostrar que todo excesso que fira alguém lhe será cobrado, apenas a ele.
A personalidade vai evoluindo, passa a entender  que o sexo solicita o imperativo de discrição e responsabilidade no seu uso, daí a ter que ser disciplinado por valores morais garantindo o emprego digno, seja na procriação ou nas expressões, artística, intelectual , comportamental, permitindo a evolução espiritual do ser humano .
       O sexo, é Mundo de fluidos que devem ser ativos, mas dentro dos valores do amor e da essência da razão e bom senso. Logo a felicidade dependerá sempre da forma que o usares.
6. Reencarnação
    A reencarnação, é um novo estagio no seguimento do processo de evolução ou de retificação. Sabemos que os organismos mais perfeitos da Terra resultam inicialmente da ameba. No desenvolvimento embrionário, o corpo fisico do Ser humano em nada difere na formação de outra classe animal. A distinção da configuração está no desenvolvimento evolutivo, demonstrado pela densidade perispiritual do Ser. Daí que na volta o espirito tem que recapitular as experiências vividas no percurso do seu aperfeiçoamento,
    A volta dos espíritos ao Plano Terrestre processa-se em moldes uniformizados para todos, no ciclo das revelações simplesmente evolutivas. A alma elevando-se moralmente, espiritualmente e intelectualmente, retem maior responsabilidade e isso faz com que o processo de reencarne seja mais complexo.
  Ora se pela reprodução se faz viável a reencarnação, é também natural que a influência arbitral da infertilidade, esteja dentro dos parâmetros provatórios e expiatórios, pela Lei de Afinidade e estagio de desenvolvimento do espirito, na ação sexual e consequente postura nas vivências anteriores. Logo no processo da infertilidade temos também o merecimento e a sua programação atende ao uso do livre-arbítrio..
       
7. Programação reencarnatória
Ninguém nasce por acaso, bem como o que nos acontece também não. Não é questão de sorte ou azar, mas de merecimento, de escolhas, de carências a diluir e a remir.
O livre-arbítrio quando nos encontramos desencarnados, consiste na escolha do gênero de existência e da natureza das provas, mas também a estancia consciência evolutiva moral e intelectual que detemos, elos estes, básicos da chamada programação reencarnatória que a Doutrina Espírita demonstra nas questões 258, 262 e 872 d’ O Livro dos Espíritos.
Importante no entanto dizer que existem meras exceções na generalidade da escolha que são mencionadas pelos Espíritos Superiores. Uma, quando o Espírito em sua origem não tem experiência suficiente pelo seu primitivismo. A segunda, quando, por sua inferioridade ou renitência, não está capaz de abranger o que lhe é mais proveitoso. Aqui pode entrar a imposição compulsiva por inerência da insensatez.
     O planeamento da reencarnação na generalidade assegura Manoel P. de Miranda no livro “Temas da Vida e da Morte”(1), “existem estabelecidos automatismos que funcionam sem maiores preocupações por parte dos técnicos em renascimento, e pelos quais a grande maioria dos Espíritos retorna à carne, assinalados pelas próprias injunções evolutivas. “
     A conduta do Ser humano interfere na programação de sua vida. (grifos meus)
No mesmo livro citado em (1), o autor nos adverte;
    As causas que influem na existência humana: “as próximas, ocasionadas na encarnação presente em que a pessoa se movimenta, e as remotas, que procedem das ações pretéritas.“

    Então pelo livre-arbítrio através do axioma causa e efeito, cada um receberá segundo as suas obras seja, o campo é livre, mas a ceifa é obrigatória.
    A relação maior de causa na infertilidade deve-se a compromissos contraproducentes no mau uso do livre-arbítrio, como vícios e excessos com a toxicidade (álcool, estupefacientes, tabagismo), promiscuidade sexual, aborto e postura relacional não condizente com os valores de Cristo, isto a nível da escola familiar.
    A grandeza Divina não equacionou nada ao acaso, em tudo demonstra amor, justiça e caridade e onde se possa insurgir provação e expiação, sempre existe uma forma consequente pelo amor e vontade de reajustar a carência e abrir caminho a novas oportunidades.

       8. Meios de vencer a infertilidade
A evolução da cientifica, apesar de nem sempre resolver, está bastante avançada, e os casais privados  de serem Pais, podem por vários meios sê-lo. Sabemos que as alterações genéticas graves num casal, como falta do útero podem ser causas que impeçam essa ambição e não podemos deixar de lembrar que o merecimento tem sempre reflexo em todos os processos e a Lei causa e efeito se faz sempre presente, mas as possibilidades estão sempre em aberto. Temos então os meios de romper esse véu;

Inseminação intra-uterina 
Tratamento Hormonal 
Microcirurgia
Injeção intracitoplasmática 
Adoção
Inseminação intra-uterina - É a técnica menos invasiva e é geralmente confundida com a Fecundação in vitro. Recorre-se a esta técnica quando existe uma obstrução de trompas ou condutos, um problema nos ovários ou ainda se o esperma é de baixa qualidade.

Tratamento Hormonal - O homem ou para a mulher, ativa a produção e melhora a qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides. O seu êxito depende da técnica de reprodução assistida que se utilize a seguir (Inseminação intra-uterina ou FIV- Fecundação in vitro).

Microcirurgia - Uma intervenção que consiste em eliminar mediante um cateter a obstrução da trompa (na mulher) ou o conduto do sêmen (no homem). Esta intervenção é realizada com anestesia geral.
Injeção intracitoplasmática – É a técnica mais atual e utiliza-se quando o sêmen não é rico em espermatozoides, ou ainda, quando estes são de baixa qualidade. É uma técnica muito semelhante à da Fecundação in vitro. Enquanto que com a Fecundação in vitro, se juntam os óvulos aos espermatozoides numa proveta, com esta técnica, introduz-se diretamente no interior do óvulo um só espermatozoide. Esta técnica é realizada com uma micro agulha e um microscópio de alta precisão.
   Adoção - Os casais que, após várias tentativas não conseguem ter filhos, podem optar pela adoção.   Os Pais terão é de ser pacientes pela morosidade da legalização do ato. As crianças devem ser adotadas o mais cedo possível, o ideal seria até aos 2 anos, contudo existem adoções com bastante sucesso após esta idade. O amor ajudará a superar as carências que possam existir na criança ,seja pelo abandono dos Pais, maus tratos e todo gênero de frustrações que possam ter passado.
  Ora é um ato de enorme responsabilidade e autruismo que se faz louvável.
9. Conclusão
   Quando falamos em infertilidade verificamos que não podemos separar as emoções, sentimentos e frustração de quem não consegue conceber.
   É uma luta de coração e psiquismo, que transporta os alvejados para um teste pela necessidade de valorizar a vida e de tudo que ela envolve.
  O amor necessário para albergar a grandeza da maternidade é muito importante e o culminar da beleza da gestação dando prioridade à reencarnação de um espirito..      Se não existisse esta possibilidade a evolução se deteria sem finalidade, sem sentido ou direção.
   Deus nada criou ao acaso, mesmo perante as fraquezas das almas, não lhes destitui a oportunidade de poderem dar cumprimento à sua vontade, apesar de carregados de angústia e a falta de maternidade direta, existem sempre outras formas pelo merecimento de conquistar a mesma. Claro que o vazio reprodutor, deixa marcas, mas essas são as opções para crescimento, pela renúncia e amor.
    A reencarnação vai dar fundamento a todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo severamente cego, com ela, todo a dor  descobre a sua elucidação lógica, reacendendo, assim, a esperança no porvir.
  A vida em Família e o relacionamento entre espíritos e afins , é por demais importante no cambio de valores de crescimento. É na Família que o reajuste do reencontro se consuma e reativa a busca educativa da personalidade.
    A impossibilidade de gerar um filho agita profundamente homens e mulheres, ainda que não na mesma proporção. Uma das prioridades é retirar o sentido culpório da mulher. assim como a responsabilidade, até porque ela pode partir de qualquer lado..
    Sabemos que existem as opções cientificas para poder reproduzir, mas até esta situação é uma amargo para os Seres., porque além de ser um processo moroso a taxa de possibilidade é mediana e 25% dos casais, vive com ansiedade, os enumeros minutos de espera são de receio de falhar, de angústia, na esperança de vingar a concepção.
   Aos Pais pede-se amor, compreensão e fé, pois se houver  merecimento a vida vencerá.
   “ A vida restabelece a ligação de elos vinculativos de amor ou dor, mas tem na razão e bom senso uma unica verdade, sem amor ninguém será feliz”. Cravo
   Amai-vos, perdoai, sensibilizai-vos que esta passagem é um momento, onde o próximo se regista na nossa vida para comungar de valores de crescimento pela renuncia e tolerância.
   Conhece-te a ti mesmo, restabelece a vontade de mudança, deixa que os fluidos do amor prosperem e terás sempre o amparo , porque o “Pai não fecha uma porta com que não abra uma janela”.
  A vida terá sempre a sua oportunidade, no reparo do ontem, na vivência do hoje , para no amanhã estar à altura.

   10. Bibliografia
 http://omeubebe.web.simplesnet.pt/index.htm
http://www.apfertilidade.org
http://www.centrodefertilidade.com.br/
http://www.slideshare.net/drsujnanendra/why-sex-education-presentation
http://www.sitemedico.com.br
http://www.portaldafamilia.org/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infertilidade
http://www.fertilityportugal.com
http://www.ceti.pt/
http://www.nervespiritismo.com/
www.espirito.org.br
http://www.panoramaespirita.com.br  
http://www.forumespirita.net
http://www.movimentoespirita.org/meo/blog/
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=06661
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Sexualidade
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/grav...
http://www.juventude.gov.pt/SAUDESEXUALIDADEJUVENIL/Paginas/default...
http://www.portaldareencarnacao.com/
http://www.ceismael.com.br/artigo/reencarnacao.htm
Acervos de Livros revisados
Louis Neilmoris.
Livro “Sexualidade Sob um Olhar Espirita",
Francisco Candido Xavier 
Livro “Sexo e Vida”  ditado pelo espírito Emmanuel, Cap. IX e X. (como ocorrem as reencarnações coletivas, como as famílias são agregadas e preparadas para suas reencarnações).
“Missionários da Luz”. Rio de Janeiro : FEB. (todo o processo reencarnatório é apresentado aqui em detalhes surpreendentes. Valioso trabalho).
“Evolução em dois mundos”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XIX. (e vários outros).
Allan Kardec
Livro Dos Espíritos
Livro da Gênese
Manoel P. de Miranda
Livro “Temas da Vida e da Morte”
Deolindo Amorim. 
 “O Espiritismo e os problemas humanos”. São Paulo : USE, cap. V – Reencarnação e desigualdades.
 Jorge Andrea  
“Forças sexuais da alma”.  Ed. Fon-Fon. Cap. II (vórtices espirituais).;
“Paligênese: a grande Lei”.   Cap. Caminho da Libertação.;
“Psicologia espírita”.  5.ed. Petrópolis : LORENZ, 1991. vol 1. cap. transplantes.
Leon Denis.  
“Depois da Morte”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XLI.
“O problema do ser, do destino e da dor”. Rio de Janeiro : FEB. 1993. Caps. XIII a XIX.
Alfredo Miguel.  
“A tese das vidas múltiplas”. São Paulo : LAKE. (todo um estudo sobre esta tese)..
Adenáuer Marcos Novaes. 
 “Reencarnação: processo educativo”. Salvador : Fundação Lar Harmonia, 1955. (esta obra apresenta um verdadeiro resumo das mais importantes pesquisas e pesquisadores deste tema).
Martins Peralva.
 “O pensamento de Emmanuel”. . Rio de Janeiro : FEB. Caps. Paligenesia; Fases da Reencarnação.
Agelisau N. P. Ramos 
“A reencarnação na Bíblia”.  Recife : Companhia Editora de Pernambuco, 1985.
  Carlos Alberto Tinoco. 
“ O modelo organizador biológico”.  Curitiba : Veja, 1982. (esta obra apresenta um estudo profundo sobre a formação genética do ser humano, com variadas imagens comparativas e cálculos matemáticos)
  Divaldo Franco
     “Antologia Espiritual” – Diversos espíritos – Salvador : Leal, 1994. cap.  III – Reencarnação e progresso / Morte e ressurreição.
“Dias Gloriosos” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 2000. (Clonagem, transplantes, Criogenia, renascimento).
“Enfoques Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, 1995. (Reencarnação: ato de justiça)
“Leis Morais da Vida” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 1992. cap. IV. – afinidade e sintonia.
Momentos de Consciência – Joanna de Angelis. Salvador : Leal. Cap. X.
“O homem integral”. – Joanna de Angelis. Salvador : Leal.  cap. VIII.
“Reflexões Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, cap.  XII.
 SOS Família – Joanna de Ângelis – Salvador : Leal, 1994. diversas mensagens.
 Stanislav.  Grof,
“A mente holotrópica. Novos conceitos sobre Psicologia e pesquisa da consciência”.  Rio de Janeiro : Rocco, 1994.  cap 5 – Experiência de morte e renascimento.
 Helen. Wambach,
 “Recordando vidas passadas”.  São Paulo : Pensamento, 1978.
Brian Weiss. 
 “A divina sabedoria dos mestres”.  Rio de Janeiro : Sextante, 1999. cap. 2.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Qual a visão espírita sobre céu, inferno e purgatório?



Segundo o Espiritismo, as virtudes são eternas e os defeitos temporários. O objetivo da criatura é trabalhar incessantemente pela abolição das imperfeições e aquisição dos valores morais que eleva progressivamente o Espírito ao bem, ou a conquista do chamado “céu”. Por acreditar que o mundo espiritual é a verdadeira morada, só aqueles que se elevam ao bem habitam as religiões celestiais ditas paraíso onde, diferente de outras religiões, o Espiritismo acredita habitarem Espíritos q eu trabalha na edificação do mundo movo. Na verdade, o céu não se trata de um lugar demarcado, mas de um estado de perfeição espiritual conquistado individualmente pelo Espírito, através de seu constante esforço. O q eu vale dizer que uns apressam e outros retardam seu próprio progresso.

Porque o filho do homem virá na glória de seu Pai, com seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. (Mateus-16.27).

A felicidade suprema é prêmio exclusivo dos Espíritos perfeitos ou puros. Eles a atingem só depois de haver progredido em inteligência e moralidade (Allan Kardec).

Deus em sua perfeição suprema, sendo a concepção da bondade e da caridade, só pode ter criado os Espíritos para um dia usufruírem da sua glória, e não para condená-los a sofrimentos eternos. É lógico concluir que as penas eternas são incompatíveis com a justiça do Pai. A criação do inferno cristão se origina das concepções pagãs das penas e gozos eternos ,com uma grande dose de exagero. Deus condenaria sem piedade seus filhos maus a expiarem para sempre em regiões de dores e sofrimentos terríveis. Entretanto, em sua doutrina, Jesus nos trouxe um ensinamento contrário a esse pensamento.

Ou qual de vós, porventura, é o home que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem (Mateus. 7.11).

Portanto Deus em sua infinita bondade e justiça, jamais condenaria seus filhos às penas eternas. Ao contrário, dá tantas oportunidades quantas precisamos para nosso crescimento espiritual.

O inferno, ou trevas segundo a Doutrina Espírita, é um estado de consciência compartilhado por aqueles cujos defeitos e sentimentos ruins predominam em suas personalidades, que se inclinam ao mau e nele se comprazem. São apenas irmãos imperfeitos e ignorantes, que têm o inferno dentro de suas próprias consciências e que, através de novas oportunidades dadas pelo Pai Celestial, através de sucessivas experiências encarnatórias também alcançarão a perfeição.

E ele lhes propôs está parábola, dizendo: Que o homem dentro vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?

E, achando-a apõe seus ombros, gostoso; E chegando a casa convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento (Lucas-15.3.7).

Assim, também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca (Mateus-18.14).

O chamado purgatório, por sua vez é uma condição de sofrimento temporário para as almas que necessitam da conscientização de seus erros e ali permanecem até o arrependimento destes. Esta idéia é defendida por várias religiões, inclusive o Espiritismo, com alusão ao fato de que a permanência neste estado espiritual é mais ou menos longa, de acordo com a necessidade individual de cada Espírito sofredor. Conhecido como umbral na Doutrina Espírita, o purgatório é também um estado de espírito e não um local definido ou circunscrito onde habitam eternamente os Espíritos sofredores.

Analisando a questão por outro aspecto e levando-se em consideração que somos seres imortais trabalhando constantemente pela depuração do Espírito, pode-se compreender que cada reencarnação em mundos de provas e expiações, como a Terra, pro exemplo, funciona como uma purgação para o Espírito que almeja sempre sua felicidade em condições melhores.

O purgatório não é, portanto vaga incerta: é uma realidade material que vemos, tocamos e sofremos. Ele se encontra nos mundos de expiação e a terra é um deles.

“Os homens expiam nela o seu passado e o seu presente em benefício do seu futuro”(Allan Kardec).

Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos com um dia.

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tem por tardia: mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam se não que todos venham a arrepender-se (II Pedro 3.8.9).

Fonte: http://www.cepacluziania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=59%3Aqualavisaoespiritasobreoceu&catid=43%3Aoqueeespiritismo&Itemid=11


terça-feira, 4 de setembro de 2012

OBSESSÃO

Coisas que atrapalham nossas vidas, muitas vezes temos que pôr a culpa em outra pessoa. Muitos põe seus feitos nas costas de Espíritos Sofredores, irmãos nossos, necessitados de ajuda. Você sabe que de tanto Falar que Nossos feitos Ruins foram feitos obsessivos acabamos atraindo esses espíritos para os nossos lares, trabalhos e caminhos.
O Médium também tem que saber se comportar perante
a Espiritualidade. Principalmente os Médiuns em desenvolvimento, pois os médiuns são portas abertas. Assim como podem vir espíritos benéficos, os outros também podem chegar. Entretanto, se você fechar essas portas, influência alguma desses espíritos poderão atrapalhar nossa vida, nosso caminho, nossas metas.
A Formação mental dos médiuns assim como a formação psicológica de todos espíritas tem que estar em um padrão vibratório alto. Estabelecer sempre nossos pensamentos nas forças positivas. Não somente os pensamentos mas também os atos. O médium Vaidoso, o médium animista, o médium maldoso.
Melhorar o modo de pensar e falar é o essencial.
Existem banhos de ervas e incensos que melhoram o astral e cria um campo energético favorável para sermos melhor. Mas se o pensamento e os atos forem ruins nada disso vai melhorar.


O CÂNCER NA VISÃO ESPÍRITA


Tema sobre o qual muita gente não gosta nem de falar, o câncer deve atingir em 2030 cerca de 27 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas os últimos anos foram marcados por muitos avanços no tratamento e cura dessa doença. Surgiram ainda, e dentro do próprio meio acadêmico – de tradição historicamente materialista –, novas abordagens que contemplam a espiritualidade do paciente, apontada como um importante fator para lidar com o problema, contribuindo também para a sua cura. E o interesse por essas terapias complementares tem crescido tanto que estão se multiplicando, por todo o mundo, os congressos e demais eventos sobre medicina e espiritualidade, como o que acontecerá em novembro deste ano em Bonn, Alemanha.
Médico-cirurgião e expositor espírita, o brasileiro Paulo Cesar Fructuoso é um dos que se interessam pelo assunto. A seguir, o SEI transcreve alguns trechos de entrevista que ele concedeu recentemente a uma publicação do Rio de Janeiro, a “Revista do Espiritismo” (ano 3, no 1).
“Quando comecei a lidar com a doença, em 1972, ocasião em que cursava o terceiro ano médico, sabia-se muito pouco sobre a origem do câncer. Hoje, avançamos bastante, mas não o suficiente para compreender muitos dos enigmas dessa doença” – afirma Fructuoso, que, como espírita, acredita que o câncer possa ter origem em vidas passadas. “Para uma melhor compreensão de certas doenças, como o câncer, devemos sempre levar em conta aspectos científicos e aspectos espirituais. Certamente não é a primeira vez que estamos na Terra, nem será a última. Somos o produto exato do que fizemos, pensamos e falamos em vidas passadas. E somos nós que moldaremos nosso futuro de acordo com o comportamento atual. No dia em que a medicina comprovar a existência do Espírito, muitos véus que ocultam as causas dos insucessos terapêuticos cairão. Por que vacinamos nossos filhos contra doenças causadas por vírus e outros micro-organismos? Porque a ciência demonstrou que esses seres, imperceptíveis aos nossos sentidos, existem. Quando essa mesma ciência, através do desenvolvimento de equipamentos ultrassensíveis, demonstrar também a existência da alma, receptáculo da vida, muitas doenças poderão ser evitadas tão simplesmente pela mudança comportamental da humanidade” – acrescenta o médico, que revela um procedimento particular antes de começar cada cirurgia: “Faço minhas orações. Nossos pensamentos e preces são forças que repercutem por todo o Universo, transmitidos através do fluido cósmico universal, e assim chegam aos benfeitores espirituais. Essa energia é canalizada, redistribuída e revertida às pessoas enfermas. Nunca inicio uma ci­rurgia antes de um sincero Que Deus nos ajude!”
O médico encerra a entrevista com algumas recomendações aos portadores de câncer e às demais pessoas de modo geral: “Que se afastem drasticamente dos hábitos sabidamente nocivos, como, por exemplo, o ato de fumar. Que mulheres e homens façam seus exames preventivos, sem postergar; tenham suas responsabili­dades com o corpo físico, templo do Es­pírito. Cuidado com as radiações solares, principalmente os indivíduos de pele mui­to clara, e com sua alimentação. Eu, par­ticularmente, há muitos anos me abstenho de carne animal, à exceção de peixe. Cui­dado também com o excesso de álcool. E muito zelo com o próximo, com nossos sentimentos. A filosofia espírita nos mos­tra que sofremos sempre naquilo que, em algum momento, propiciamos sofrimento aos outros. E que nossos esforços em nos aprimorarmos moralmente, o cultivo dos bons pensamentos, atos e sentimentos, nos libertam e vão aos poucos limpando nosso perispírito, criando a saúde espiri­tual e, de acréscimo, a física.”

www.boletimsei.com.br
Junho 2012 – no 2213