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quinta-feira, 16 de maio de 2013
EUTANÁSIA, NÃO!!
Por desconhecimento das leis divinas, mais do que por maldade, existem pessoas, pertencentes a todos os setores da sociedade, defensoras da pratica da Eutanásia. Justificam devido aos sofrimentos alheios nos leitos de agonia e de padecimentos físicos. No entanto será permitido ao homem destruir o que não pode criar?
Vejamos a Eutanásia na visão espírita:
Pergunta 953 de “O Livro dos Espíritos”:
“- Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?” (grifos nosso).
“È sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no ultimo momento?”.
É sempre uma falta de resignação e de submissão á vontade do criador.
“- Deve-se por termo às provas do próximo quando se pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir seu curso?”
“Dissemos e repetimos, freqüentemente, que estais sobre a Terra de expiação para rematar vossas provas, e que tudo aquilo que vos sucede é uma conseqüência de vossas existências anteriores, o ônus da divida que tendes a pagar. Mas esse pensamento provoca, em certas pessoas, reflexões que é necessário deter, porque poderiam ter conseqüências funestas”.
“- Um homem está agonizante, vitima de cruéis sofrimentos; sabe-se que seu estado é desesperador; é permitido poupar-lhe alguns instantes de angustia, apresando-lhe o fim?”
“Quem, pois, vos daria o direito de prejulgar os desíg-nios de Deus? Não pode, Ele conduzir um homem à borda do fosso para daí o retirar, a fim de fazê-lo retornar a si mesmo e de o conduzir a outros pensamentos? Em qual-quer extremo que esteja um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que sua ultima hora chegou. A ciência
jamais se enganou em suas previsões?” (“O evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, itens 27 e 28)
Na pergunta 702 de “O Livro dos Espíritos”, no capitulo V - Lei de Conservação, Kardec se dirige aos Espíritos:
“O instinto de conservação é uma lei natural?”
“Sem duvida. Ele é dado a todos os seres vivos, qual-quer que seja o grau de sua inteligência. Em uns, ele é pu-ramente maquinal, em outros ele é racional.”
Esta resposta nos mostra o quanto é importante nosso corpo e a responsabilidade que temos de conservá-lo.
Espiritismo e Eutanásia (*)
Podem chover argumentos a favor da Eutanásia, o que não impede, à luz redentora do Espiritismo, sejam os seus responsáveis considerados assassinos, que a justiça do mundo nem sempre pune, porém, perante Deus, fica registrado, identificando-os na contabilidade divina, com vistas a dolorosos resgates, em amargas expiações no futuro, atenuadas ou agravadas, pela Lei, segundo as suas motivações. A Eutanásia, em suma, é sempre uma forma de homicídio, pelo qual os seus autores responderão no porvir, em grau compatível com as suas causas determi-nantes.
Pergunta 106 do livro “O Consolador”, ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier (ed. FEB):
“- A eutanásia é um bem, nos casos de moléstia incurável?”
“O homem não tem o direito de praticar eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja. A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal.”
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Referência:“O Pensamento de Emmanuel”, de Martins Peralva,ed.FEB.
Diga NÃO a EUTANÁSIA! Diga SIM a VIDA.
Autor: Dionísio Costa
Fonte:http://www.lampadarioespirita.com
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sábado, 8 de dezembro de 2012
O Espiritismo segundo Chico Xavier
Em que aspecto Francisco Cândido Xavier contribuiu com a Doutrina Espírita? De que tratam os 452 livros psicografados por ele? Pode-se considerá-lo como continuador de Allan Kardec? São perguntas obrigatórias enquanto lembramos, respeitosos e um pouco reverentes, do maior médium brasileiro. Isso porque não devemos transformá-lo em mera referência de bondade e ética para nos comover.
Se pensarmos somente em “seu” primeiro livro, “Parnaso de Além-Túmulo”, mais que uma compilação literária, é demonstração abundante de que há vida após a morte, que os espíritos continuam com suas mesmas individualidades, e que podem se comunicar com os vivos. É quase como uma experiência de laboratório, onde o pesquisador busca e encontra as provas da verdade – não necessariamente do que gostaria de provar.
Depois de doze anos, Chico começa a psicografar uma série de dezesseis livros que virão a ter uma grande importância para o nosso conhecimento do mundo espiritual. Assinada pelo espírito André Luiz – que muitos gastam seu tempo procurando demonstrar que foi uma ou outra personalidade conhecida do mundo –, a série trata de uma descrição detalhada do mundo espiritual, o que lhe valeu o codinome de “repórter do mundo espiritual”.
Com Emmanuel, considerado o espírito protetor do médium, pudemos conhecer a profundidade da filosofia e da religião espíritas. Dois livros de sua autoria destacam-se: “O Consolador”, em que Emmanuel responde sobre os mais diversos assuntos da vida, desde as artes até as ciências, passando pela mediunidade e pela ética; e “A Caminho da Luz”, um tratado histórico da trajetória humana, com uma ampla visão espiritual sobre o passado e o futuro. Não esquecendo, claro, dos chamados romances, grandes clássicos da literatura espírita, entre os quais se destaca o belíssimo “Paulo e Estêvão”.
Inúmeras mensagens de orientação moral também compõem a produção mediúnica de Chico Xavier, além da série de quatro livros em que Emmanuel, inspirado, disserta sobre os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos.
Nesse breve resumo, como Chico Xavier colaborou para que o Espiritismo resultasse no que se observa hoje?
Em primeiro lugar, desde Allan Kardec, são livros intelectualmente ricos. A linguagem, o conteúdo e a apresentação, na análise de estudiosos da religião, atendem a um racionalismo que vai conviver com o progresso intelectual. A busca de explicações para a vida e para o destino, sem dogmatismo, encontra-se satisfeita na Doutrina Espírita, continuada e expandida por Chico Xavier.
Não bastava, porém, simplesmente afirmar que há vida após a morte. Essa tese é universal. A questão é: como é a vida “lá”? Os modelos mitológicos de céu e inferno já não serviam mais. André Luiz propõe a revisão desse conceito, confirmando que nossos valores estão invertidos: o mundo espiritual vem primeiro, e comanda o mundo físico. Demonstra, entretanto, que a vida não dá saltos, e para isso o mundo espiritual deve ser bem parecido com o mundo físico. Tão parecido que nós somos a mesma personalidade depois da morte, com todas as nossas virtudes e defeitos.
Enquanto as inúmeras mensagens de diversos espíritos reforçam as atitudes importantes para um mundo melhor – perdão, paciência, solidariedade, caridade –, Emmanuel vem mostrar, utilizando sua própria experiência, a lei de causa e efeito ao longo do tempo.
É possível observar e concluir sobre o alcance delineado na missão de Chico Xavier na divulgação e popularização do Espiritismo.
O esclarecimento sobre o mundo espiritual e sua relação com os homens; o estímulo constante à atitude cristã e a exemplificação do efeito do passado no presente. Esses conceitos, que estão intrinsecamente ligados, formam o paradigma espírita, o padrão de pensamento, o mapa que guia o adepto do Espiritismo ao seu progresso pessoal.
Nenhuma diferença ou conflito se vê aqui entre Kardec e Chico Xavier. Emmanuel tratou logo de avisar Chico, no início de suas parcerias: se um dia ele, Emmanuel, dissesse algo que contrariasse Kardec, Chico deveria permanecer com Kardec, e procurar esquecer o parceiro.
Não foi necessário.
É por isso que não existe um Espiritismo segundo Chico Xavier – e tampouco um evangelho, ainda que pareça apenas licença poética –, porque Chico Xavier apoia todo seu trabalho mediúnico na orientação espírita.
O que se vê, com a contribuição insubstituível de Chico, é o Espiritismo completamente inserido em nossas vidas, seja na morte que visita nossas casas, seja na mediunidade que nos amplia os horizontes do mundo. Ou na solidariedade que se torna obrigatória enquanto ainda se observar fome de pão ou de luz no mundo.
O Espiritismo com Chico Xavier é algo natural, abrangente, humano e ao mesmo tempo simples. E mais: perfeitamente realizável em nossas vidas.
Fonte: http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=128&texto=3&detalhe=0
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sábado, 24 de novembro de 2012
As Alegrias da Alma
Valdomiro Halvei Barcellos
Se fostes contemplado com a ‘alegria e com a tristeza’, ‘desgraça e triunfo’: trates da ‘mesma forma a esses dois impostores...’ aprendi nos arraiais espíritas que certa vez Chico teria pedido a Emmanuel que trouxesse para ele uma mensagem do Espírito Maria: No que fora atendido com o ensinamento seguinte: Isso também passa. Com a explicação do Espírito Guia, Emmanuel, de que assim quando estivesse triste, sofrendo lembrasse de que era passageiro e de que quando estivesse alegre, também; assim manteria sempre o estado de equilíbrio...
Presenteado com as informações e os princípios Espíritas; Espírita deve ser o teu proceder não importando a queda, os abusos, as desgraças, os percalços; Espírita deve ser a tua reação ante esses acontecimentos e fatos momentosos.
Com o pensamento e conduta Otimistas, colhendo ensinamentos dessas experiências, tenhas sempre em Mente que se ‘a cada dia cabe o seu mal’, a cada dia cabe o seu Bem, faze o bem e siga, intimorato, feliz! 13 Dez 02. (Um Amigo).
A Psicologia Espírita vem clarificar as ações que convenientemente foram taxadas de “pecados”, pela religião oficial, considerando-as como desajustes, neuroses ou desequilíbrios íntimos. Precisam mais de auto-análise, reparação e tratamento do que de condenação, repressão ou castigo.
É um ato de auto-agressão viver a vida nos termos estabelecidos pela aprovação alheia. “Para vivermos bem com nós mesmos, é preciso estabelecer padrões de auto-respeito, aprendendo a dizer ‘não sei’, ‘não compreendo’, ‘não concordo’ e ‘não me importo’”.
As atitudes costumeiras de santarrão ou santarrona, buscando uma atmosfera virtuosa e de ser admirada e sempre aceitos deve-se ao papel que representam incessantemente de satisfazer e de contentar a todos, em quaisquer circunstâncias.
Por trás de todo o ato de crueldade sempre existe um pedido de socorro.
Nunca nos esqueçamos de que a vida sempre agirá em nosso benefício, quer nos setores da solidão, quer nos de muitas companhias, ou seja, entre encontros, desencontros e reencontros. Todo sofrimento é um ato importantíssimo de conhecimento e aprendizagem.
Poderemos agir no processo de formação e progresso das criaturas, nunca forçar o processo ou criticar o seu andamento.
Nada é inútil no Universo. Todos estamos progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso.
Dizem os Benfeitores Espirituais que a missão primordial das almas é a de melhorarem-se pessoalmente e, além disso, concorrerem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus.
Não forçar, não censurar, não impor nada a ninguém, não apresentar soluções, somente a “Virtude Oposta”.
Fazer aos outros seguros e felizes é missão impossível de realizar. Não seria mais fácil se cada um de nós conquistasse sua felicidade para que depois pudesse desfrutá-la, convivendo com alguém que também a conquistou por si mesmo?
Inspirado no Livro as Dores da Alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Boa Nova Editora.
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/valdomiro/as-alegrias-da-alma.html
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Sobre o Espiritismo e a Internet
Sérgio e Carlos Alberto Iglesia Bernardo
Diante do comentário do David, fica-nos claro que a Internet pode ter um papel muito importante na divulgação do Espiritismo. E relembrando a frase de Emmanuel: "A maior caridade que podemos fazer pelo Espiritismo é divulgá-lo". Sentimos que quando uma instituição espírita, um espírita ou mesmo um simpatizante toma a decisão de criar uma pagina sobre espiritismo, uma lista de discussão, um lista de distribuição, um 'chat' etc., esta decisão é divulgação e portanto caridade.
A questão levantada pelo Jacques (boletim 276) a respeito da frieza de um computador é pertinente, pois passado o entusiasmo inicial de quando nos ligamos a internet, logo caímos no 'mesmismo' ou seja na rotina e podemos passar a ver o material sobre Espiritismo encontrado na Net como repetitivo e sem novidades. Sobre este assunto recomendamos vivamente a leitura do texto "O espelho dos espíritas" de Luiz Signates e a entrevista com o autor, ambos publicados no boletim no. 278.
Mas a rotina não parece ser o principal problema, mas sim a falta de contato pessoal entre as pessoas que utilizam a internet e reúnem-se em torno de um determinado assunto (no caso o Espiritismo). Esta falta de contato (o chamado calor humano) leva-nos a pensar que o computador é um meio frio, ou seja, sem reações. O que não necessariamente é verdade, porque o computador é somente um meio do qual os homens se servem, e portanto cabe aos homens a tarefa de "bem utilizar, humanizar" o meio. Fazendo uma analogia (e respeitada as devidas proporções):
a. Um computador pode ser visto como um médium: recebemos mensagens através dele, sem que vejamos quem enviou a mensagem.
b. Como 'médium' tem um grau de interferência infinitamente menor que o médium humano, transmitindo assim mais fielmente as mensagens.
c. é necessário analisar as 'mensagens' que recebemos, pois se queremos conhecer a pessoa que nos escreve, necessitamos analisar o seu conteúdo (tal como Kardec fez),
d. é claro que através do computador não e possível receber um abraço amigo ou mesmo um afago, mas podemos receber uma palavra amiga, que alias já recebemos tantas vezes pelo telefone.
e. A tecnologia informática tem evoluído muito, e em breve já deveremos ter comunicações audiovisuais através do computador, o que sem duvida vai aproximar mais ainda as pessoas.
O atual momento "tecnológico" proporciona os itens a, b e c, temos duvidas de que o item d será um dia atingido, pelo menos considerando o conceito atual de "calor humano", e pensamos que o item e vai mudar muita coisa em torno da divulgação espírita na Internet.
O Espiritismo na internet tem acompanhado as fases que a própria Internet vive. Como tecnologia nova as suas potencialidades e os seus objetivos são ainda desconhecidos. Porem sentimos intuitivamente que ela vai crescer cada dia mais. Alguns continuam a pensar: a internet é ainda para elites. Sim, isto e verdade no atual momento, mas será no futuro? Cremos que não. No futuro ter internet em casa será tão comum com ter uma TV, um radio ou mesmo um telefone.
O desconhecimento das potencialidades em torno da internet tem levado a grande maioria das pessoas que querem disponibilizar material na internet a comportarem-se da seguinte forma:
1o. Disponibilizar o material,
2o. Somente depois refletir o porque disponibilizar e qual a melhor forma de fazê-lo.
O divulgação espírita na internet (com exceções), tem-se comportado de uma maneira semelhante. Mas com o amadurecimento da internet esta divulgação espírita vai amadurecer também, questionando a finalidade das informações disponíveis.
O movimento espírita (na internet e fora dela) tem discutido a questão da divulgação espírita na internet. A discussão esta centrada em dois pontos:
1 - deve o Espiritismo estar na internet? (em particular: deve o meu centro colocar uma pagina WWW na internet, ou ter um e-mail?)
2 - quem deve fazer a divulgação do Espiritismo na Internet? Centros, federações, espíritas ou simpatizantes?
Respondendo a questão 1, se a internet é um imenso meio para divulgação, divulgar o espiritismo neste meio e caridade (tal como nos diz Emmanuel). Fazendo uma analogia na qual consideramos a internet como uma imensa biblioteca, alias a grande biblioteca do conhecimento humano, será que os livros espíritas não fazem parte do conhecimento humano e portanto devem ficar fora da biblioteca?
Respondendo a questão 2, pensamos que todos tem o direito a divulgar o Espiritismo na internet, pois duas razoes: (1) o Espiritismo e uma doutrina que nos ensina a tolerância e portanto não impõe estatutos humanos a sua divulgação, (2) a Internet tem um caráter extremamente livre e não respeita (em principio) as barreiras que os homens criam: fronteiras, nacionalidades, credos etc, o que torna impossível "controlar" qualquer tipo de centralização.
Em suma, a divulgação na internet deve ser livre, porem aqueles que querem divulgar o espiritismo devem ter a consciência da responsabilidade, procurando sempre saber as finalidades da divulgação e as suas conseqüências, porque a Internet não é só livre, ela é abrangente. E tal como podemos ver pelo comentário do David, ela atinge proporções globais, colocando o Espiritismo face a face com outras realidades.
A internet pode rapidamente colocar em contato os movimentos espíritas da Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Espanha, EUA, Franca, Guatemala, Inglaterra, Itália, Japão, México, Portugal, entre outros, devemos então aproveitar este grande potencial.
O grande movimento espírita no mundo e sem duvida o brasileiro, tanto em tamanho quanto em atividade, porem o Espiritismo é universal e é chegada a hora de divulgá-lo ao mundo através da internet, não só em uma língua mas em diversas, não só a partir de um ponto do planeta, mas sim de todos os pontos possíveis. Cada um de nos, do conforto de nossos lares pode dar uma palavra amiga, disponibilizar as atividades do seu centro, integrar-se em grupo de estudo e de discussão, ouvir palestras edificantes e oxalá em breve conversar face a face através do computador com pessoas que precisam ser reconfortadas.
Diante disto unamos os nossos ideais numa só corrente, o ideal da união fraterna e universal dos homens para a melhoria do próprio homem.
Muita Paz,
Sergio, Portugal.
(Publicado no Boletim GEAE Número 280 de 17 de Fevereiro de 1998)
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A vida além da Vida
Antonio Paiva Rodrigues
“Em tempo algum, não digas que não podes ser útil. Faça de cada dia um poema de fé. Podes ser a esperança, dos que jazem na angústia. Uma frase de luz ergue os irmãos caídos. Terás, quando quiseres, a prece que abençoa. Para espalhar o bem, basta o apoio de Deus”.
(EMMANUEL).
A morte tem sido um tabu para muita gente. Muitos estudiosos através da ciência, procuram através de inúmeros acontecimentos, quase fatais, principalmente acidentes ou certos tipos de enfermidades, em que leva o ser humano a um estado de coma prolongado, descobrir o que acontece com esses seres humanos quando se encontram nessa fase transitória, entre a vida e a morte.
O Jornalista Joe Fisher e o psiquiatra canadense Joel L. Whitton, especialista em terapia de vidas passadas, retomou concepções antigas e modernas, esboçando um panorama geral desse estágio de existência.
O que acontece com a alma no período entre a morte e o renascimento? A partir do relato de 30 de seus pacientes e com a ajuda de seu amigo citado anteriormente explicam com riquezas de detalhes o processo pós-morte.
Quando em transe sinto uma completa mudança física depois de passar por uma morte anterior. Meu corpo se expande e enche todo o ambiente. Então, me inundo com os sentimentos mais eufóricos que conheci.
Este é um depoimento fantástico de um de seus pacientes. Relata que: acompanham esses sentimentos a total consciência e o entendimento de quem realmente sou, de minha razão de existir, e do lugar que ocupo no universo.
Tudo faz sentido; tudo é perfeitamente justo.
Além dessas, muitas outras referências sobre a vida entre as encarnações podem ser encontradas tanto no mundo antigo como no contemporâneo, vale ressaltar que a própria Bíblia está recheada desses processos.
Hoje com a regressão de memória fornecendo detalhes sobre o estado bardo, a projeciologia, a transcomunicação instrumental, o homem através da inteligência que Deus lhes deu, este enigma já foi esclarecido. Existe sim vida após a morte.
Rudolf Steiner, o fundador da antroposofia, cujo conhecimento da existência desencarnada foi obtido pela clarividência; do médium norte-americano Edgard Cayce, famoso por seus poderes extra-sensoriais e suas leituras físicas e de vidas passadas; e do médium desencarnado recentemente Francisco de Paula Cândido Xavier, que, psicografando André Luiz, fez descrições completas e pormenorizadas sobre a vida pós-morte.
O espírito ao deixar o corpo leva consigo, além de sua consciência, todas as suas experiências (evolução espiritual e moral, talento e instinto), as quais se manifestarão em sua vida ou vidas futuras.
Uma parte desta bagagem recebe de alguns autores o nome de psiquismo (O psiquismo é sem duvida, ciência vasta, profunda, eclética, constrói a síntese da vida humana e a evolução do Espírito), principalmente aquela inerente ao que comumente se chama de instinto (O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles).
É uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades.
O instinto, é uma inteligência rudimentar que difere da inteligência propriamente dita. Em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado.
O instinto varia, em suas manifestações, conforme as espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se ali a inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.
Os instintos são automatismos estereotipados e inatos que têm em geral um fim útil para o individuo e a espécie.
Reencarnação e a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.
A vida além da vida faz parte de uma associação de poderes especais.
O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei de mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.
Os mundos felizes, na realidade, são mundos, onde regenerado, depurado de todos maus pendores, o Espírito só tem que progredir no bem, sem mais ter que lutar contra o mal. Esses mundos, como os espíritos que o habitam, se acham no principio de semifluidez. Aí começa a desmaterialização do corpo.
Já o mundo fluídico é destinado à habitação de espíritos que, desde o estado de infância e de instrução, nunca faliram e que, conservando-se sempre puros na senda do progresso, progridem no estado fluídico.
Seguindo também marcha progressiva e hierarquicamente ascensional, há, em todos os graus da escala, mundos dessa categoria, apropriados e correspondendo aos estados de desenvolvimento e de progresso dos Espíritos que o habitam, estados que vão desde o de infância e instrução até o de puro espírito. Eles se tornam moradas de puros espíritos, quando hão chegado, de maneira progressiva, ao estado fluídico puro.
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/apaiva/a-vida-alem-da-vida.html
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sábado, 20 de outubro de 2012
O Espiritismo e as Doenças
Existe uma patologia da alma?
Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.
- O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.
- Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?
Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.
- Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?
Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.
- A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?
Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.
- Quais são os medicamentos do espírito?
Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe , sob o influxo da oração , ou no culto sistemático do Evangelho no lar , por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Do livro “Leis Do Amor”
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
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