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sábado, 12 de março de 2016

Incríveis Imagens do Além dos Médiuns: Chico Xavier e Heigorina Cunha

Vídeo que mostra verdadeiras imagens do Além reproduzidas pela médium Heigorina Cunha, no final dos anos 70, após suas saídas do corpo, fenômeno este chamado de projeção da consciência, desdobramento... No ano de 2010 estas imagens do Além serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade espiritual do filme "Nosso Lar". Suas limitações físicas irreversíveis devido a paralisia infantil não a impediram de ser uma grande médium, escrevendo vários livros. As imagens reproduzidas por ela e posteriormente publicada em seus livros foram esclarecidas através de Chico Xavier, no sentido de que se tratava realmente da cidade "Nosso Lar". Chico também apoiou e a incentivou para que ela continuasse a realizar seus trabalhos. Nascida em Sacramento-MG ela foi sobrinha legítima de Eurípedes Barsanulfo. Heigorina desencarnou em 2013 aos 90 anos de idade.

Projeção da consciência: 

Projeção da consciência é a capacidade parapsíquica, natural e espontânea que todo ser humano tem de projetar sua consciência para fora do corpo físico quando o metabolismo e as ondas cerebrais se encontram baixas, isto ocorre quando estamos dormindo, em estados de coma, meditação profunda... Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo das doutrinas, religiões ou correntes de pensamento que a mencionem. Sair do corpo é algo natural, fazemos todos os dias sem saber, mas a projeção lúcida (sair do corpo e se lembrar da experiência) requer responsabilidade e ética espiritual. É impossível desencarnar devido a uma viagem astral, mas é possível morrer sem nunca ter se projetado com lucidez. 
Devemos tirar proveito destas experiências fora do corpo como aprender sobre a vida nos planos mais sutis, doar nosso amor em trabalhos de assistência extrafísica, servir aos mentores espirituais como humildes auxiliares, além de podermos encontrar com parentes e pessoas amadas que já desencarnaram. Viagem astral não é turismo astral! Requer ética espiritual, maturidade e amor ao próximo.

A diferença de projeção e sonho:

• No sonho, a consciência não tem domínio sobre aquilo que está vivenciando. É totalmente dominada pelo onirismo. 
• Na projeção, a consciência tem pleno domínio sobre si mesma. 
• No sonho, não há coerência. 
• Na projeção, a consciência mantém o seu padrão normal de coerência, ou até mais ampliado. 
• No sonho, a capacidade mental é reduzida. Na projeção, a capacidade mental é ampliada. 

Alguns sintomas da projeção:

• Ballonnement - É a expansão das energias do nosso espírito para fora do corpo físico. Quando acontece, a pessoa tem a sensação de que seu corpo está inflando como um balão. É uma sensação gostosa e ocorre geralmente antes da projeção.
• Catalepsia projetiva - Sensação de ter o corpo totalmente paralisado onde a pessoa tenta se mexer e gritar mas não consegue, basta manter a calma pois é uma sensação inofensiva, sem riscos e de curta duração. É um estado em que a consciência ainda se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este. É comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea; bastante comum em praticantes iniciantes da projeção. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar escorregando ou caindo e despertam sobressaltadas. Isto acontece devido a uma pequena movimentação do nosso espírito no interior do corpo físico.
• Estado vibracional - Sensação de estado vibracional interior. Na verdade, essas vibrações que parecem formigamentos no corpo inteiro são causadas pela aceleração das partículas energéticas do nosso espírito, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos.
• Oscilação astral - Comparado à flutuação física. É quando o nosso espírito flutua acima do corpo físico, oscilando sem controle de um lado para o outro.
Obs: Para assistir o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.
Vídeo criado em 2012: 
Fernando Lima Ribeiro

                                                Veja o Vídeo Abaixo:


                                             Fonte:Fernando Lima Ribeiro

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SONHOS NA VISÃO ESPÍRITA

O corpo físico possui uma reserva limitada de energia e, no decorrer do dia acontece um desgaste da mesma, o que leva o corpo à necessidade de sua reposição. Esta necessidade é o que sugere o cansaço e a sensação de sono. Diz-se sensação porque o espírito não dorme, portanto, não tem a necessidade de repouso. O corpo “exige” o recolhimento e conduz o espírito à experiências fora do corpo.O corpo físico possui uma reserva limitada de energia e, no decorrer do dia acontece um desgaste da mesma, o que leva o corpo à necessidade de sua reposição. Esta necessidade é o que sugere o cansaço e a sensação de sono. Diz-se sensação porque o espírito não dorme, portanto, não tem a necessidade de repouso. O corpo “exige” o recolhimento e conduz o espírito à experiências fora do corpo.  Enquanto o corpo descansa permite o fenômeno de desprendimento do espírito. A essas experiências também denominamos “sonhos”. Segundo Milton Felipeli abordando a temática o sonho na visão espírita, na ciência, Freud explica em seu livro “A Interpretação dos Sonhos”: “Sonho é a estrada que conduz à realidade da inconsciência”. Para Freud, os instintos reprimidos eram manifestados através dos sonhos. A psicologia diz que sonhar é um momento especial do ser em que ocorre a inatividade do corpo físico. Podemos considerar 4 tipos de sonhos: • Sonhos fisiológicos - por influência orgânica vive-se situações alucinatórias. •Sonhos pantomnésicos - recordações do passado. •Sonhos premonitórios - apreensão do futuro, sonho profético. • Sonhos espirituais - vivência no plano espiritual Conforme nos explica Allan Kardec em O Livro dos Espíritos – Cap. 8 “Emancipação da Alma” (400 a 412): 402 - Como avaliar a liberdade do Espírito durante o sono? – “Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons, faculdades do que em vigília; tem a lembrança do passado e algumas vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, neste mundo ou em outro. Quando dizeis: tive um sonho esquisito, horrível, mas que não tem nada de real, enganais-vos; é, muitas vezes, a lembrança dos lugares e das coisas que vistes ou que vereis numa outra existência, ou num outro momento. O corpo, estando entorpecido, faz com que o Espírito se empenhe em superar suas amarras e investigar o passado ou o futuro... ... O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono; mas notai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que vistes. É que vossa alma não está em pleno desdobramento. Muitas vezes, apenas fica a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa volta, à qual se acrescenta a do que fizestes ou do que vos preocupa no estado de vigília; sem isso, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm tanto os mais sábios quanto os mais simples? Os maus Espíritos se servem também dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.” Milton Felipeli explica que os sonhos demonstram três importantes fatos: • Relação entre o Espírito e a Matéria • Agregação – como o corpo físico incide sobre os atos do espírito • Prova da Imortalidade da alma Recordação dos sonhos O sonho é a realidade das atividades do espírito, q48 ou seja, uma lembrança do que o espírito viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma projeção do futuro. Porém, nem sempre é possível e preciso a lembrança dos sonhos, pois poderia causar acontecimentos desagradáveis, devido à falta de desenvolvimento da alma de forma que permita um maior entendimento e aceitação. Segundo Milton Felipeli, a maior dificuldade está na interpretação dos sonhos. As lembranças são geralmente, associadas à vida encarnada e, nem sempre é isso que acontece. Muitas vezes está relacionada às vidas passadas porque o distanciamento do espírito amplia a memória das vidas anteriores. Felipeli explica que o espírito possui três atividades teóricas essenciais: a inteligência, a vontade e o pensamento, ultrapassando a linha do tempo. Existem profissionais fazem análises dos sonhos, porém é de suma importância que se faça com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes estas análises trazem importantes informações que auxiliam no aprimoramento e autoconhecimento do espírito. Envolvidos aos sentimentos e emoções, nos sugestionamos às interpretações que julgamos serem as verdadeiras. Sonhos premonitórios:  Algumas vezes durante o sono ocorre a ampliação da condição da inteligência e os sonhos são conduzidos de forma a encontrar caminhos para solucionar problemas. O conteúdo, associado às preocupações vividas durante o dia podem sugerir previsões de acontecimentos ou ainda sofrer influências de espíritos desencarnados através do pensamento. Situações do dia a dia também podem influenciar os sonhos, daí as referências com brigas, água, fogo, etc.  Quando o fato sonhado acontece, pode ser pela capacidade de clarividência, ou seja, um tipo mediúnico que permite ver acontecimentos do mundo material, como forma de diagnosticar situações, estando ou não associada a vidência, que é o tipo mediúnico que permite o médium a ver espíritos, como explica Kardec em O Livro dos Médiuns – Cap. XIV – “Médiuns Videntes” “168. Cumpre distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os Espíritos. As primeiras são frequentes, sobretudo no momento da morte das pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir de que já não são deste mundo. Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero, sem falar das visões durante o sono. Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes, ou amigos que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para avisar de um perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um serviço.” Encontros com encarnados e desencarnados nos sonhos: Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não fica inativo. Segundo o pesquisador Milton Felipeli, neste momento o encontro com entes-queridos é possível da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento, que nos liga uns aos outros com uma variedade de motivos. Nestes encontros também é possível dar e receber ajuda. Os motivos dos encontros entre encarnados durante os sonhos, estando ou não no mesmo local, também são variados: situações inacabadas desta ou de outras vidas, preocupações, discussões muitas vezes familiares, que precisam de uma solução para auxiliar na evolução dos espíritos envolvidos. Este fenômeno é chamado “erraticidade parcial”.  É muito importante o preparo do espírito e do ambiente antes de dormir, principalmente às pessoas que tem o hábito de ver TV como um estímulo para o sono.para ver o vídeo abaixo desligue a musica do blog na lateral direita do blog.
Fonte:http://chicoparasemprexavier.blogspot.com.br 

                                              Veja o Vídeo Abaixo:


                                            Fonte;Palestra Espírita

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Atividade Noturna do Espírito (Desdobramento)

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.

O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.

Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.

Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.

P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.

P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.

P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.

O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.

O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.

Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.

O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.

Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.

Preparação para o Sono

Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.

Façamos um preparo para o nosso repouso diário:

Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.

Mental Espiritual - leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.

Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.

Perispírito e Desdobramento

Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço. (Allan Kardec , A Gênese, Cap. XIV, It 23).

Gabriel Delanne, em “O Espiritismo perante a Ciência”, conclui: A melhor prova de existência do perispírito é mostrar que o homem pode desdobrar-se em certas circunstâncias.

Desdobramento

É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).

Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.

b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.

Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.

Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.

Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.

d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.

Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/atividade-noturna.html


sábado, 13 de outubro de 2012

Projeção Astral: Utilidades e Descaminhos



Caros irmãos, muitas pessoas falam sobre projeção astral como um assunto dos
mais interessantes do meio espiritualista, porém, em diversos casos, enfocando questões menos
importantes, que reduzem o fenômeno ao nível da mera curiosidade. Acreditamos que sair do
corpo deva ter finalidades mais elevadas, praticando-se o altruísmo e buscando-se
aprendizados.
Ao nos projetarmos do corpo físico, de forma lúcida, no veículo astral, a princípio
nos proporciona uma expansão da consciência, porque temos a experiência de viver fora da
matéria densa enquanto encarnados. É algo muito relevante sentir como a nossa consciência é
independente do corpo material. Isto é bastante marcante quando ocorre de estarmos lúcidos
fora do veículo físico, por exemplo, no quarto onde dormimos habitualmente, podendo-se ver o
próprio corpo em repouso na cama, enquanto se está desperto no corpo astral, nas
proximidades.
Através da viagem astral (ou desdobramento espiritual) é possível realizarmos
aprendizados importantes, patrocinados pelos nossos guias (ou amparadores). Muitas vezes
somos encaminhados a palestras de ótimo conteúdo no plano extrafísico, onde podemos
absorver novos conhecimentos ou nos estimularmos a realizar transformações internas. Estes
ensinamentos quando não são assimilados de forma objetiva pelo projetor, ficam armazenados
em seu subconsciente, vindo à tona em algum momento na forma de uma intuição ou
“lampejo”. É no mundo espiritual que, na maioria das vezes, vamos encontrar a solução para
um problema sério em nossas vidas particulares. Quando o indivíduo se projeta de forma
consciente e tem boa capacidade de rememorar os fatos e ensinamentos, maior capacidade terá
de realizar aprendizados relevantes.
Em algumas oportunidades, circunstâncias da vida e o mau uso do livre-arbítrio
somam-se, resultando em desgastes e sofrimentos para nós. Desta forma, quase que
invariavelmente necessitamos de descanso e reequilíbrio. Isto pode ser conseguido através do
encontro com amparadores no mundo imaterial, quando podemos absorver energias benfazejas,
tanto pelo contato direto com mentores, como pela influência positiva de estâncias de cura
espirituais. Aí, portanto, está mais uma utilidade em se praticar a projeção astral.
E a saudade dos parentes e amigos que retornaram à Espiritualidade? Inúmeras
vezes, o sentimento de perda de um ente querido é uma ferida que não quer se fechar. Neste
caso, um grande recurso é fazer o reencontro do desencarnado com o encarnado (projetado)
para um diálogo esclarecedor, que é supervisionado por um ou mais guias.
Sem dúvida, o motivo mais nobre para se visitar as dimensões imateriais do planeta
é a realização da caridade. O trabalho espiritual, durante uma projeção, edifica e promove a
evolução individual e coletiva. Nesta atividade, podemos auxiliar a indivíduos encarnados,
conhecidos ou não, por meio de passes magnéticos de limpeza, cura e/ou energização, bem
como realizar práticas de desobsessão e de esclarecimento.
Uma outra modalidade de trabalho espiritual, enquanto se está projetado, é o
resgate de desencarnados. Estas pessoas que já perderam o veículo carnal, freqüentemente estão
presas a regiões do chamado “Umbral”, escravizadas pelos seus próprios sentimentos, e, não
raras vezes, por entidades que lhes vampirizam as suas energias. Após um tempo em que
sofrem, acabam por se arrepender de seus erros e ficam ávidas por um socorro, que, em boa
parte das vezes, só pode ser dado com o auxílio energético de pessoas que ainda possuem o
corpo material, no caso médiuns ou projetores. Neste tipo de tarefa, são necessárias algumas
atividades como a de esclarecimento, manipulação de energias diversas, dentre outras. No
resgate ou retirada de espíritos sofredores de áreas umbralinas, sempre há uma programação
anterior dos mentores/amparadores, que podem estar visíveis durante o trabalho ou não,
utilizando-se das vibrações mais densas dos projetores. Tudo é uma questão de sintonia no
universo. Por isso, nós, quando projetados, somos tão úteis num resgate espiritual, pois o
espírito sofredor está mais próximo dos encarnados (os projetores) energeticamente, do que dos
amparadores (espíritos de luz).
Ainda podemos destacar uma tarefa muito útil, realizada por quem se projeta no
mundo extrafísico: a cura de irmãos desencarnados. Quando alguém perde o corpo denso por
motivo de acidente ou doença, nem sempre desperta no plano espiritual livre de suas antigas
mazelas corpóreas. É muito comum os desencarnados manifestarem, em seus corpos astrais (ou
perispirituais), os desequilíbrios e sintomas desagradáveis que tinham quando vivos
fisicamente. Isto ocorre por causa do apego à matéria e por motivos cármicos. Desta maneira, é
necessária a atuação de um projetor na doação de energias ainda carregadas pelo magnetismo
material, que facilitarão e acelerarão os processos de cura. Esta atividade curativa acontece nos
hospitais espirituais, com a ajuda de enfermeiros e médicos amparadores. Aqui no plano físico
este mesmo tipo de trabalho é realizado nos centros espíritas, onde médiuns curadores exercem
o seu labor com a ajuda de seus mentores. 
Por último, citarei aqui mais uma utilidade da viagem astral, por sinal algo muito
interessante. É o caso dos núcleos espíritas, de diversas modalidades, cujos integrantes labutam
em grupo no plano astral. Os médiuns, com freqüência, são retirados de seus corpos pelos
amparadores, para iniciarem tarefas dois ou três dias antes da sessão ocorrer no ambiente
terreno. Ou seja, o trabalho espiritual dos centros inicia-se previamente nas dimensões sutis,
tendo continuidade no plano material na data da sessão, perdurando às vezes, nos dias
seguintes, novamente no Astral. Assim, os médiuns fazem projeções e recordam-se de fatos
que, quando comentados, percebe-se que vários integrantes do grupo estiveram no mesmo lugar
do Umbral (por exemplo), realizando as mesmas tarefas. Inclusive, não é incomum a lembrança
de que os médiuns estiveram “do outro lado” incorporados com seus guias. Isto se dá porque,
em planos extrafísicos próximos à crosta terrena, a entidade incorporante se apresenta com um
corpo astral menos denso que o do médium projetado, possibilitando o processo da
incorporação.
A partir de agora, falaremos um pouco sobre os descaminhos ou desvios da
projeção astral, isto é, situações em que sair do corpo não é algo construtivo, positivo e sadio
para quem se projeta. Sabemos que o semelhante atrai o semelhante, sendo isto uma lei
universal. Assim, alguém que possua um vício qualquer se projetará a busca de ambientes em
que o tal vício seja praticado. Homens e mulheres que necessitam muito exercer a sua
sexualidade, tenderão a fazer viagens astrais em direção a locais de sexo livre, correndo o risco
de sofrerem um assédio por parte de espíritos em desequilíbrio. Com a continuidade deste
evento, pode ocorrer uma obsessão espiritual do indivíduo por essas entidades no plano terreno,
num franco processo de vampirização. O mesmo acontece com alcoólatras ou viciados em
outros tipos de droga. Ao saírem de seus corpos materiais, nos momentos de repouso, irão em
busca de satisfação nas regiões do Umbral, onde habitam espíritos que desencarnaram pelo uso
dos mesmos entorpecentes e que ainda estão presos às sensações de outrora. Ainda é possível
destacar outros tipos de descaminhos da projeção astral, mas citaremos apenas mais o caso de
pessoas com desvios de comportamento. Aqueles que mentalmente planejam vencer na vida de
forma desonesta, por exemplo, ao realizar uma viagem astral se encontram com seres de
mesmo teor vibratório, desencarnados ou não, trocando idéias sobre como enriquecer
facilmente, como enganar ao semelhante, impor-se aos demais etc. No entanto, estes desvios da
projeção dependem basicamente da intenção de quem se projeta. O problema não é a viagem
astral em si, mas a falta de ética e de bons propósitos da pessoa.
Neste momento, é relevante alertar sobre alguns ataques que o viajor astral pode
sofrer, mesmo quando exerce a projeção com finalidades construtivas. Geralmente, quando um
encarnado está no plano extrafísico fazendo algo de bom, desagrada a alguém. Se está ajudando
a resgatar a um desencarnado que não sabia ter perdido o corpo material, e que estava sendo
vampirizado por um inimigo com intenções vingativas, provavelmente sofrerá uma agressão
energética, ou, no mínimo, uma intimidação. Se o projetor está no Umbral em missão de
esclarecimento a irmãos sofredores, poderá passar por um assédio sexual, da parte de alguma
entidade a busca de energia. O projetor, mesmo que seja relativamente equilibrado, poderá ser
atacado não só no plano astral, mas também no mundo físico, pois é seguido pelos espíritos que
não gostam de suas atividades extrafísicas. Desta forma, em algumas oportunidades, o viajor
astral passa por obsessões temporárias, apresentando um ou mais dos seguintes sintomas:
insônia, irritabilidade sem motivo aparente, comportamentos compulsivos, momentos de
depressão etc. Quando o projetor estiver obsediado, a oração em busca de auxílio superior é um
bom remédio. O recurso do passe magnético num bom centro espírita ou práticas religiosas
equilibradas, do gosto do indivíduo, também são recomendadas.
Por fim, é importante assinalar soluções imediatas para quando você estiver
projetado e venha a ser atacado abruptamente. Se você se sentir perseguido ou “sem saída” no
plano astral, entrar em estado de oração é bom, pois a sua conexão com o Mundo Superior
aumenta e o socorro virá de alguma forma. Se alguém se aproxima de ti com modos não
amistosos, pode também utilizar-se de mantras ou praticar a circulação de energias para atingir
o estado vibracional (EV). Em último caso, se for francamente agredido, você poderá projetar
suas bioenergias através das suas mãos astrais ou pelo chacra frontal (o “terceiro olho”) no
agressor, afastando-o. Nós encarnados, quando no mundo extrafísico, em muitos casos temos
uma energia densa o suficiente para nos protegermos de variados ataques. Contudo, nos
momentos em que nos desequilibramos por qualquer motivo, a nossa capacidade de autodefesa
psíquica será reduzida. Em caso de perda de autoconfiança, o medo geralmente toma conta do
projetor, mas não se deve entrar em desespero. Você não pode desencarnar por ameaças de
obsessores no plano astral, nem ser capturado de forma definitiva. Basta mentalizar seu corpo
material deitado na cama, em repouso, que ele funcionará como um poderoso ímã, trazendo de
volta o seu corpo astral, provocando o seu despertar no plano terreno.
De qualquer maneira, posso assegurar que apesar de alguns sustos e percalços nos
planos sutis mais próximos ao nível físico, é extremamente enriquecedor trabalhar no Astral e
absorver os ensinamentos dos amparadores. A projeção astral é, sem dúvida, um ótimo
caminho evolutivo! Saudações fraternais a todos.

Fonte: www.espiritualistas.org  
Projeção Astral: Utilidades e Descaminhos Pablo de Salamanca