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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Tratamento Espiritual para Animais - Visão espírita

No domingo o Fantástico exibiu uma matéria sobre o Centro espírita que realiza tratamentos espirituais para animais, como o passe, cirurgias e recebimento de mensagens psicografadas que seriam enviadas pelos mentores que cuidam dos animais após o desencarne dos bichinhos. Confira o que o estudioso espírita André Marouço diz sobre este assunto.
Para assistir o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                               Fonte:tvmundomaior

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Gianecchini fez cirurgia espiritual, Médium diz que: "Operar um câncer espiritualmente é mais fácil do que tratar de uma gripe" Veja os Vídeos Fantásticos!!


Anny Ribeiro
Reynaldo Gianecchini foi buscar no espiritismo o auxílio para a cura de seu câncer linfático. O médium João Berbel, do Instituto Medicina do Além, de Franca (interior de São Paulo), que também operou o pai do ator, realizou a cirurgia espiritual durante uma visita a Gianecchini ainda no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"Sabemos que este é um dos tipos de câncer que mais agride o corpo humano e é raro. A cirurgia espiritual entra como um complemento ao tratamento da medicina convencional", explica o espírita.

Segundo ele, "Operar um câncer espiritualmente é mais fácil do que tratar de uma gripe".
"A cirurgia espiritual é feita para curar as enfermidades. Espiritualmente é mais fácil curar um câncer que um resfriado. E este mistério ainda desafia a medicina", completa Berbel, que atende em seu instituto cerca de 5 mil pessoas por semana.

Mestre João, como é conhecido, explica que a cirurgia espiritual é feita através da fé e do amor. Ela é executada pelos amigos espirituais que, no caso do médium, é guiado pelo espírito de Ismael Alonso, que, em vida, foi médico e morreu em 1964. "Assim como tratamos do seu pai, rogamos a Deus e aos bondosos irmãos espirituais que tenham compaixão do irmão Gianecchini".

Não somente o câncer, mas todas as enfermidades que existem na Terra são consequência das atitudes que as pessoas têm em suas vidas anteriores, segundo o médium. "Espiritualmente, tudo aquilo que nós fizemos de ruim em vidas passadas, temos que pagar na vida terrena. As doenças que temos estão ligadas a uma ficha cármica, que são como manchas no nosso corpo espiritual, na alma. Aqui na Terra, é um plano de prova e expiação e, por isso, temos que quitar nossas dívidas perante a justiça divina", explica Berbel.

O ator Reynaldo Gianecchini descobriu o câncer no sistema linfático durante sua internação, no Hospital Sírio-Libanês, para o tratamento de uma faringite crônica. Ele deu entrada na unidade no dia 1º de agosto, porém, somente no dia 10 do mesmo mês é que a doença foi confirmada como um tipo de linfoma não-Hodgkin.No último dia 26, alguns dias após ter iniciado o tratamento de quimioterapia, Giane recebeu alta. "Estou forte e essa minha força vem em grande parte por esse amor e carinho que eu recebo dos amigos", agradeceu, otimista, na ocasião. Esta semana, o ator, que já raspou a cabeça para não notar a evolução da queda dos fios, voltará ao hospital para nova sessão de quimioterapia.

A cirurgia espiritual não é feita no corpo físico, mas sim no corpo espiritual, conhecido também como perispírito, onde, para os espíritas, está a origem das doenças. Durante a operação não há cortes ou dor e, após a intervenção, não é possível ver cicatrizes no corpo do paciente. São os espíritos amigos que realizam a cirurgia.

O doente, não podendo se dirigir ao local onde ocorre o tratamento espiritual, pode ser atendido à distância. Para isso, basta que um representante do enfermo esteja presente. É através do carinho e do amor deste parente, amigo ou conhecido que o paciente será beneficiado.

Segundo o site do Instituto Medicina do Além, qualquer pessoa, independentemente da crença religiosa, pode ser atendida por um médico espiritual, mas algumas recomendações práticas são feitas àqueles que necessitam do atendimento. É aconselhável que o paciente não coma nenhum tipo de carne sete dias antes e 15 dias após a cirurgia. Também não deve tomar bebidas alcoólicas e nem fumar.

Dependendo da cirurgia, o paciente terá um curativo, que não pode ser molhado. Mas caso saia naturalmente, não há motivo para preocupação. Além disso, é preciso fazer repouso moderado nos três dias após a operação espiritual e evitar pegar peso ou fazer qualquer esforço físico.

O site lembra também que o tratamento espiritual é complementar ao realizado pela medicina convencional, e que jamais dispensa o uso de medicamentos.
Obs:Para visualizar os vídeos abaixo desative a música do blog na lateral direita.
Fonte:http://terra.com.br 

                                               Veja os Vídeos Abaixo:



                                             Fonte:Pedro Scarabelo


                                       Fonte:Dercio Conceicao

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Animais podem receber tratamento espiritual?

Por: Ana Talavera
Como sempre elucidativo, Kardec nos trouxe já em 1865 na Revista Espírita a seguinte frase em relação ao estudo acerca dos animais: “(…) Numa palavra, precisávamos compreender nossa alma, antes de procurar compreender a dos animais.” Apenas com este trecho, vemos o quão ainda somos falhos em sermos irredutíveis sobre tantos assuntos, especialmente a dos animais, negando as próprias revelações progressivas naturais da Doutrina Espírita como bem temos em A Gênese no Cap. I,  item 55.
A má interpretação dos textos nos coloca à mercê de conclusões equivocadas. O famoso caso da mensagem de Erasto no O Livro dos Médiuns, Cap. XXII, “Da Mediunidade nos Animais”, Item 236 do Sr. T. que magnetizou seu cão e este veio a óbito é prova de um destes equívocos. Esta é uma nítida falta de entendimento sobre o assunto; a magnetização é diferente de passe espiritual. No primeiro caso, o magnetizador transmite seus próprios fluídos, no livro Nos Domínios da Mediunidade André Luiz explica melhor esta questão no Cap. 17, em “Serviço de Passes”. No segundo caso, o passista é um intermediário onde ele doa sim seus próprios fluídos, mas também é através dele que opera os fluídos da Espiritualidade Superior amparando aquela criatura que independente de seu estágio evolutivo seja em animalidade ou humanidade, será fraternalmente acolhido, afinal “sendo filhos do mesmo Pai, são objeto de igual solicitude; que nenhum há mais favorecido ou melhor dotado do que os outros.” (A Gênese, Cap XI, item 7.)
Por que então, não estendermos o recurso dessa terapia simples, sem contra indicação, aos animais? Haverá algum motivo razoável para que não possamos considerá-los “nosso próximo” e merecedores de amparo também? Será que estamos ainda prevalecendo um certo pensamento levianamente antropocêntrico?
Fica o recado acolhedor de André Luiz no livro Conduta Espírita, Cap. 33, “Perante os Animais”: para nos fazer refletir e impulsionar ao estudo adequado: “No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos.” e do querido Herculano Pires em sua obra Mediunidade, Vida e Comunicação, Cap. 11, “Mediunidade Zoológica” para não termos dúvidas desta possibilidade: “A assistência mediúnica aos animais é possível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser socorrido por passes e preces e até mesmo com os recursos da água fluidificada.”

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Amar é caminho para saúde e felicidade

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando o homem da ciência a buscar anos a fio por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir.

Isto se dá de forma permanente, porquanto ao lograrem bons resultados terapêuticos frente a esta ou àquela enfermidade, logo outra surge pondo à prova a inteligência e a persistência desses homens dedicados a minorar o sofrimento alheio.

Todavia, aparece em nossos tempos, não que outrora não existisse, mas descoberto por nós, e de forma bem categórica, o grande efeito curador do amor, tornando-se a exteriorização desse sentimento uma autêntica panacéia no meio científico ( 1 ).

O mais interessante desse novo tipo de “medicamento terapêutico” é que ele não custa nada, pode ser ministrado por qualquer pessoa e se aplica com o paciente perto ou longe do seu curador. Já tendo sido realizado por médicos, a relação da enfermidade com a fé e a oração, que são cultivos do próprio potencial de amar de cada um.

Antes de curar com o amor, muitos médicos estudiosos do assunto chegaram à seguinte conclusão: quando se consegue que as pessoas curadoras amem a si mesmas, algumas coisas incrivelmente maravilhosas começam a acontecer, abrangendo não só o aspecto psicológico mas sobretudo o físico.

Ao tomar uma postura psicológica altamente positiva e altruísta, o mundo físico interior do paciente sofre também alteração semelhante, melhora, cura-se, reequilibra-se.

Necessário, assim, ao terapeuta induzir seus pacientes e a eles próprios a sentirem e expressarem o amor. Muito se tem visto a questão do relaxamento terapêutico que conduz o ser humano a esferas interiores, proporcionando a si mesmo momentos de tranqüilidade e de refazimento, moldando como conseqüência uma saúde mais plena, ou pelo menos o indício de tudo isso. E tem-se observado que o retorno do paciente após essas terapias, ele retorna bem mais tranqüilo, em comparação ao que havia iniciado. O seu tônus vibratório, pulsação, batimentos cardíacos são paulatinamente reequilibrados dando uma sensação de bem estar profundo.

Compete, antes de tudo, ao terapeuta, transmitir de forma persuasiva ao seu paciente que ele é amado pelo seu curador e que ele, doente, é criatura digna de ser amada, a atenção dada pelos profissionais da área de saúde será recurso imprescindível no tratamento.

O amor é importante na cura porque é o mais significativo elemento da vida humana, constituindo-se, sem embargo, como a síntese da vida em sua expressão holística. Sugerimos a leitura do capítulo 18 do livro “Nosso Lar”, da série André Luiz, psicografia de Chico Xavier, cujo título é “Amor – Alimento das Almas”, edição da FEB. Somo criados pelo Amor (DEUS), e cada um de nós é parte integrante desse amor, pena é que ainda não descobrimos ele inteiro.

O amor deve ser doado de forma espontânea, nunca compulsoriamente. Amar não se impõe, é um ato de livre escolha. Ninguém deve ser constrangido a amar, porque amar é movimentação energética do espírito que se transmite e somente assim o faz quem a tem; não se falsifica condição energética sem a ter. Tudo que é obrigado causa constrangimento e conseqüentemente superficialidade. Por isso, ame não finja, e não force ninguém a amá-lo.

Erroneamente se fala em o “amor verdadeiro”, o que levaria à suposição da existência de o “amor falso”. Dado, a várias interpretações erronias que existem sobre o amor.

Ora, amor é amor, sem gradação alguma, e nós aduzimos: não se conjuga, em essência, o verbo amar no passado ( eu amei ), porque quem ama nunca deixa de amar. No presente e no futuro, tudo bem ( eu amo, eu amarei ) mas no passado, não. É uma heresia ao amor.

Várias são as formas de passarmos a nos amar. Podemos recorrer à meditação, à oração, utilizar a música em busca do bem-estar interior ou simplesmente nos colocarmos diante de um espelho e dizermos a figura ali refletida que a ama, a quer muito, que ela é muito bela e que tudo fará por amá-la para sempre, com total fidelidade. Pare, agora, e olhe para você mesmo, já viu o quanto és uma bela pessoa, olhe bem, não finja, você é belo, importante e merece ser amado, primeiramente por você mesmo, pois você é o próprio fulcro gerador desse amor.

O trabalho do terapeuta é o de colocar o paciente de novo no caminho reto, ou seja, aquele caminho que o levará a se valorizar, auto-perdoar-se e amar-se. Isto significa fazer com que o paciente se sinta capaz de contribuir para um mundo melhor, ofertando-lhe o seu amor.

O contato físico para a cura ( não é o sexual ) tem significativa importância, é conveniente. E quando se ama, não se deve alimentar o receio de abraçar o paciente, apertar sua mão, demonstrar carinho por ele através do afago.

A alimentação do ressentimento pode conduzir pessoas até mesmo ao crime. Aquilo que não se diz é, geralmente, o que mais dano provoca na criatura, doente ou candidata a adoecer. O ressentimento é um veneno que nós mesmos tomamos e esperamos que o outro morra.

Os nervos do ressentido se torna um gatilho prestes a disparar a exagerada sensibilidade, pronto a explodir por qualquer motivo insignificante, nessas horas apresentando um tipo de reação desproporcional ao fator desencadeador do ressentimento. Se nos víssemos diante de um espelho nesse momento do revide, verificaríamos uma transformação profunda em nossa entranhas até, mudança radical da fisionomia e expressões físicas, desastrosas.

O verdadeiro terapeuta não é alguém que lança olhar superior sobre o doente, mas aquele que considera o trabalho de cura como um diálogo e um aprendizado, tanto para o paciente quanto para o curador. Paciente e terapeuta entram naturalmente num processo através do qual um termina por curar o outro, porque passa a haver entre os dois uma integração perfeita, um sentindo o que atinge o outro, tal o grau de confidência a que chegaram. Essa interação se dá quando existe algo favorável ou desfavorável que está sendo vivenciado por um dos dois.

Chegaram os estudiosos da terapia do amor à conclusão, até certo ponto já do conhecimento público, que o fundamental é se amar o que se está fazendo.

Por índole ancestral o ser humano somente valoriza o que perde. Quando a coisa perdida está à plena disposição pouco ou nada significa. Pois sem nos valorizar, dificilmente valorizaremos os outros.

A vida saudável e seu dinamismo pulsante dentro de nós não o percebemos quando estamos bem. Somente quando o véu da morte paira sobre a nossa cabeça nos chocamos com a possibilidade do seu envolvimento.

Recobrando a saúde, voltando a disposição de realizar, sentimo-nos gratos, lembramo-nos de Deus e a Ele costumamos agradecer quando alguém nos diz : “Como você está bem!”. “Graças a Deus”, é a nossa resposta, invariavelmente.

O que é a cura? É toda uma movimentação química que ocorre no interior das nossas células, conduzindo-nos à retomada da ligação com a vida na plenitude de nossa capacidade de ação.

Curar-se é alcançar maiores níveis de capacidade de amar a nós, ao próximo e à vida, é aquele estado que nos conduz à vida mais plena. Vamos, com isso, notando que curar-se é, em essência, um fenômeno espiritual, pelo fato de ter a sua gênese no espírito. A cura é, pois, espiritual. Corpo sadio é sintoma de espírito saudável, feliz, que se ama. Devemos buscar objetivamente a saúde do espírito, e não apenas do corpo, sendo esse procedimento o que os médicos mais atualizados estão fazendo.

A síntese da mensagem de Jesus é que chegássemos ao patamar da nossa cura espiritual, ao dizer que prosseguíssemos vivendo e que não continuássemos pecando.

A cura analisada mais detidamente pelos pesquisadores da área ainda é um mistério. A medicina moderna apoia-se em observações que, em sua essência, são inexplicáveis. Chega-se à conclusão de que ninguém conhece a atuação de droga alguma. Lógico que a maioria dos médicos prefere ignorar que não sabe de fato o que ocorre, afirma apenas que tal remédio é eficiente, isso basta. Que importa, nessas horas, como se dá o restabelecimento do organismo, que mecanismo são acionados e como interagem? O cliente se curou ou foi curado, é tudo que basta.

A cura ainda permanece na fronteira existente entre o saber da ciência e a força do pensamento. É desta região, se assim podemos chamar, que se origina a cura. Chegar a este ponto crucial é o desafio existente.

No tratamento que conduz à cura existe um elemento que ultrapassa a técnica e que é fator vital unificador de todos os agentes e métodos de cura que só agora começa a ser explorado e utilizado – o amor.

O amor tem força curativa, porque leva ao relacionamento afetivo, a capacidade de nos fundir, de nos tornar unos, mesmo que seja por breves intervalos conosco mesmo, com o próximo, com a vida. “O amor é alimento das almas”.

Disseram os autores do livro aqui utilizado como apoio que precisamos encontrar um estado de harmonia entre nossas consciências intuitiva e espiritual. Para tanto, é necessário termos em conta que o processo de cura envolve a comunhão de três forças:

Participação original e espontânea na vida, livre de julgamentos;
Perceber as profundezas de onde emana o nosso envolvimento com a vida; e,
Amar incondicionalmente.
Vale buscar a síntese do que acima acabamos de registrar, isto é, que amar é imprescindível e o maior amor que já esteve aqui chama-se Jesus. Urge vivermos seus ensinos como a única forma de curar e de nos curarmos. Quem se cura, pode curar. Agora, quem ainda não alcançou a própria cura...

O Espiritismo, pois, ensina a amar quando afirma a necessidade de praticarmos a caridade para atingirmos a felicidade de viver.

(1) Todos estes informes médicos/científicos estão apoiados no livro “Curar, Curar-se” organizado por Richard Carlson, Ph.D e Benjamin Shield, livro da Editora Cultrix

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A família de meu irmão Chico Xavier



Antonio Paiva Rodrigues

“O infinito Amor de Deus flui para meu interior e em mim resplandece a luz espiritual do amor”. “Esta luz se intensifica, cobre toda a face da terra e preenche o coração de todas as pessoas com o espírito do Amor, Paz, Ordem e Convergência para o Centro”.

Em qualquer mapa geográfico a cidade de Pedro Leopoldo está presente, localizada no Estado de Minas Gerais, município muito conhecido dos brasileiros, por ter sido berço natal de uma figura extraordinária de nome Francisco de Paula Cândido Xavier, conhecido carinhosamente por Chico Xavier.

A influência desta grande figura modificou radicalmente a vida pacata deste município mineiro, que possuía uma vida tranqüila, seus habitantes subsistiam da agricultura, e de um comércio informal.

Antes e dantes pela evolução Pedro Leopoldo já respira um ar diferente, antes puro, sem poluição, hoje com a implantação de industrias de Cimento, aço e o acréscimo da população, foi um passo para que Chico deixasse sua terra natal e fosse viver na pequena e simplicíssima, Uberaba por problemas de saúde.

Um arraial cognominado de “Cachoeira das Moças” em meados de 1901 recebeu o nome de Pedro Leopoldo em homenagem ao engenheiro que fez a extensão da linha férrea da Central do Brasil até o arraial, uma homenagem muita justa para homens de visão, que trabalham pelo bem-estar da humanidade.

No dia 02 de abril do ano de 1910, nascia uma criança do sexo masculino, que se tornaria mais tarde conhecida mundialmente pela sua espiritualidade e pela ação social que, desenvolvia em prol dos fracos e oprimidos.

Aos quatro anos de idade já possuía uma mediunidade bastante ostensiva ou tarefeira como queiram. Oriundo de uma família humilde passou sua infância em Pedro Leopoldo tendo aos cinco anos ficado órfão de mãe; um fato que pouca gente tem conhecimento é que; Chico na mocidade chegou a pesar quase 100 quilos, tornando-se depois um homem franzino e com saúde debilitada, conseqüência destes fatores à procura pelos médicos era constante.

Com seus dons paranormais chamou atenção do Brasil e do mundo, inclusive dos cientistas que procuravam através de todos os meios possíveis, desvendar tal mistério. Um dom divino, dado pelo Pai Maior, jamais seu poder seria colocado em xeque mate pelos cientistas e por curiosos e interessados pelo fenômeno.

Ficou conhecido pela simplicidade, pelo auxílio aos mais carentes e ajuda as instituições de caridade, sempre radiante, expelia simpatia e encantava a todos os seus admiradores. Seu maior instrumento de trabalho estava inserido na Paz e no Amor.

Como Jesus, nasceu num berço simples, um amigo Vereador Cândido Antonio Vieira, esta humildade habitação foi incorporada ao Patrimônio Histórico Nacional de sua cidade natal. João Cândido Xavier seu pai, ganhava pouco para o sustento da família, ele vendia bilhetes de loteria. Com a ajuda da mãe Maria João de Deus nos afazeres domésticos iam levando a vidinha que um humilde leva e neste ínterim a família aumentava.

Uma prole de nove filhos: Maria Cândido Xavier conhecida por Bita a mis velha, teve cinco filhos e foi casada com outro Francisco; Maria da Glória, José, Áurea, Raymunda, Marta e uma filha adotiva de nome, Elvira todos já desencarnados. Seguem-se: Luiza Xavier já desencarnada teve duas filhas; Carmosina Xavier Pena, conhecida por Zina, cinco filhos; José Cândido Xavier, Raymundo Xavier, o popular Mundico, Dois filhos; Maria da Conceição Xavier Pena, Tiquinha com sete filhos; Geralda Xavier Quintão, quatro filhos; Maria de Lourdes Xavier Fernandes, seis filhos e casada com o Sr. Pedro Quintão.

Uma família bastante numerosa a do Chico, entre irmãos, cunhados e sobrinhos, foram 50 ao todo. Um fato triste para a família foi o desencarne da senhora Maria João de Deus em 29 de setembro de 1915, oriunda de Santa Luzia, Minas Gerais, após dois anos o pai de Chico casou-se novamente e desta segunda união nasceram mais seis filhos: André Luiz, Lucília Xavier Silva, Cidália Xavier de Carvalho, Doralice Xavier e João Cândido Xavier Filho.

O nome de sua segunda esposa era Cidália Batista, aumentando a família em mais dezesseis componentes.

Dona Cidália desencarnou em 19 de abril de 1931, era conhecida como “anjo Bom”, seu pai não casou mais, vindo a falecer em 6 de dezembro de 1960 em Pedro Leopoldo, aos 92 anos de idade. Dona Cidália foi chamada de o anjo bom, pois devido ao desencarne da primeira esposa de seu pai, a família se se desestruturou, sendo Chico adotado por uma madrinha sua. Com o segundo casamento dona Cidália tomou uma providencia feliz, conseguiu reunir todos no mesmo lar.

Outro fato interessante é que o nome de Chico seria Francisco Cândido Xavier, um amigo de seu pai ao registrá-lo acrescentou: DE PAULA.

Esta é uma pequena biografia do grande Chico que mesmo desencarnado, continua vivo no coração da maioria dos brasileiros, principalmente aqueles que professam a Doutrina Espírita. Ressalte-se que sua primeira obra psicografada foi intitulada: “Parnaso Além Túmulo em 1932, o seu segundo foi” Cartas de uma Morta, lançado em 1935, pela editora Lake, obra psicografada por Chico através do espírito de sua mãe.

Chico Xavier enfrentou vários problemas no início de sua vida espiritual, inclusive a negação da publicação de seus livros pela Federação Espírita Brasileira. Outros fatos merecem destaques, mostraremos em outras matérias vindouras, que precisam ser bem pesquisadas para não causarem um certo furor entre os admiradores do inesquecível Chico Xavier. Assim seja.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/apaiva/a-familia-de-meu-irmao.html

domingo, 18 de novembro de 2012

INFERTILIDADE NUMA VISÃO ESPIRITUAL

VICTOR PASSOS SUMARIO:
          1.Introdução.2.Conceitos.3.Citações.4.Historico.5.EnergiaSexual.6.Reencarnação.7.Programação Reencarnatória.8. Meios de vencer a infertilidade. 9.Conclusão.10.Bibliografia.

        1.Introdução

A lei de Reprodução, para o estagio vivencial neste plano terreno, proporciona a vinda de outros espíritos para a evolução. O objeto deste trabalho é perceber porquê da infertilidade? Qual a sua proveniência e causas que fazem com que haja a perda da sensibilidade e das capacidades inerentes à procriação. A apologia da problemática bifocal de ambos sexos, custos no contexto interpessoal e familiar. Relação consequencial que geram o vinculo da problemática e sua associação psíquica, espiritual e moral. A vida e razões de suas realizações provatórias proveniência dos seus custos emocionais e sensibilizadores, no padrão normal da complexidade Familiar. Espaço colateral da infertilidade como dano ou reabilitação moralizadora.

Palavras-chave: Infertilidade s. f. Qualidade do que é infértil. Esterilidade s. f.
. Qualidade de estéril. Infecundidade (animal). Fig. Escassez, Paralização.


2.Conceitos

A infertilidade - É o resultado de uma falência orgânica devida à disfunção dos orgãos reprodutores, dos gâmetas ou do concepto. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. Esta definição é válida para o casal com vida sexual plena de amor e prazer em que a mulher tem menos 35 anos de idade (6 meses se mais ou menos 35 anos de idade), e em que ambos não conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja. Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (mais ou menos três consecutivos).

Infertilidade é a incapacidade de conceber. Esterelidade é a incapacidade de conceber uma gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas.

oligospermias (pouca quantidade de espermatozoides na contagem do ejaculado). 
azoospermias (ausência completa de espermatozoides no ejaculado).

Ovócito - Um ovócito é uma célula feminina que contém metade dos cromossomas existentes nas células do organismo humano e que ao ser fecundada por um espermatozoide irá dar origem a um embrião. A mulher já nasce com todos os seus ovócitos, que por altura da puberdade são mais de 400.000. 

Espermatozoide - É a célula reprodutiva masculina de todos os animais.

Técnicas de Reprodução - Doação de espermatozoides, Doação de Ovócitos,

 Criopreservação de Sémen e Tecido Testicular, Ovócitos imaturos em Profase I (GV)
Criopreservação de Tecido Ovárico, Diagnóstico Genético Pré-Implatação (DGPI , Microinjecção (ICSI), Fecundação In Vitro (FIV), Inseminação Intra-Uterina (IIU, Indução da Ovulação.

Adoção - É o vínculo que, à semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, se estabelece legalmente entre duas pessoas. Este vínculo constitui-se por sentença judicial proferida em processo que decorre no Tribunal de Família e Menores. Existem dois tipos de adoção que se distinguem, fundamentalmente. Adoção plena e Adoção restritiva.

Sexualidade – “ A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor,contacto, ternura e intimidade;Integra-se no modo como sentimos , movemos, tocamos e somos tocados. A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e interações e por isso, influência a nossa saúde física e mental.”O.M.S.

3. Citações

“Biologicamente e por temperamento... as mulheres foram feitas para se preocuparem primeiro e principalmente com os cuidados com os filhos, cuidados com o marido e cuidados com o lar” (Benjamim Spock, 1969)

“Se olharmos a história, observaremos que o lugar e a valorização da maternidade no âmbito sociocultural se modificam e variam em função das diferentes épocas e contextos respondendo a interesses económicos, demográficos, políticos, etc. Sem dúvida, parece evidente que em toda sociedade patriarcal a mulher entra na ordem simbólica apenas como mãe”. Tubert (1991, p. 78),

         “Em decorrência desta “naturalização” das funções femininas, passou a ser demarcada uma série de características femininas(como, por exemplo, dedicação, abnegação, docilidade), quase todas elas vinculadas àquelas características necessárias a uma “boa mãe”, levando-se muitas vezes a se identificar feminilidade e maternidade”. Rocha-Coutinho (1994, p. 41)

            A infertilidade como “... um problema geralmente insolúvel que ameaça importantes objetivos de vida, onera recursos pessoais, e traz à tona importantes problemas do passado não resolvidos” (Stanton e Dunkel-Schetter, 1991

4.Historico

    Esta temática ainda encontra nos habitats mentais das personalidades, tabus, preconceitos e arrimos de vergonha. esta indução foi criada por uma repressão mental exercida pelos meios eclesiásticos dominantes, que outrora retrógados e preconceituosos do sec.XIX, como a “Psicopathia sexuallis” de Kraft Ebing, que diluiriam qualquer estereotipo de persona, pela culpa, por muito escrupuloso que se fosse.
   Os espíritos, se aproximaram mais da sexualidade, como característica constituída do desenvolvimento psíquico do Ser do que de sexo, e sua postura é por demais lucida, por ser evidente.
   A sexualidade é transversal à vida, no seu sentido pleno, não faz apenas jus ao corpo, ao sexo, mas ao espirito; A ação sexual e suas praticas traduzem-se no que o empola, no uso do corpo no que concerne à reprodução e sensualidade.
  A sexualidade é colateral na vida porque seu sentido abraça as expressões criativas, artísticas, afetivas, cognitivas, intelectuais e espirituais.
  O polo divergente está nessa confusão sexo conotado apenas ao gozo efêmero e lascivioso, com a realidade energética, nos valores da vida e sua profundidade educativa.
  Não nos podemos reter na obtusidade, precisamos ver mais além e enterrar os confessionários e a visão prostituida da sexualidade.
   A sexualidade é importante no processo do progresso da consciência e no bem-estar do Ser humano.
  Hoje, já se tornou numa ciência multidisciplinar; a Estética, Ética, Biologia, Genética, Filosofia, Psicologia, Antropologia e Medicina, são áreas que atuam transversalmente para dar crescimento ao conhecimento.
  Se dogmatizarmos a forma natural de tratar a sexualidade humana, estaremos a cair na escala dum primitivismo medonho e da ignorância.
   Ensinar e educar é postura decisiva para no sentido espirita acabar com a exclusão e o preconceito e exaltar a responsabilidade e estimular o estudo de forma a tornar mais claro todo este processo de crescimento moral, espiritual e intelectual.
5. Energia sexual
   Hoje neste período regulamentar da vida, já sabemos que a embriologia, através do seu estudo, encontrou no gene feminino a matriz, para todo desenvolvimento universal, daí a devermos tributo às orientações cristicas de respeito pelos valores da mulher.
   Apesar de ainda existir uma expressão patriarcal, ela tende a dilui-se e a equilibrar as sociedades, onde haja maior tolerância e amor de uns pelos outros.
     Ora o Ser humano na ótica espirita é visto de forma integral, existencial e ativa
( Reencarnação, Leis Morais, Influências cambiais entre as energias que nos envolvem , deste e doutro mundo )
   Emmanuel nos diz; “ Não proibição, mas educação, não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo ,não indisciplina, mas controle, não impulso livre, mas responsabilidade.”
    Na organização do sexo é dessa forma que devemos caminhar, sentindo que estamos a falar pelos mecanismos da reencarnação, vigente como sexo à luz do amor e da vida, serão sempre pontos a contar na consciência de cada Ser.
     E então falando de infertilidade e esterilidade Emmanuel deixa-nos esta nota;
    “No quadro de interpretações da Terra, a esterilidade e a fecundidade podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras; todavia, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o espírito que, na Terra, ou fora dela, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção.”
      A provação e expiação estão sempre interligadas a esta situações de esterilidade e infertilidade, porque as recônditas pretéritas ,pelo obsceno e abuso das energias para campos que não os do amor, mas da sensualidade, daí  essa visão. No entanto quando se diz que a esterilidade não existe para o espirito, cá e lá do nos hemisférios espirituais, quer com isto dizer, que pela s obras  nos podemos tornar fecundos, pois o limiar do aperfeiçoamento passa pela valorização do corpo e de suas energias , cambiando as mesmas para a virtude, sendo por isso quando provação , campo de crescimento do espirito.(Grifos Meus)
     A infertilidade passa pelos dois sexos, ela com isso demonstra que a sua presença é reflexo do planeamento exercido com as energias no intercambio do amor.
     Mas o que é a energia sexual?! Tomemos uma fonte, na sua nascente fresca e generosa. Contudo, durante no seu curso aspira as impurezas dos homens e dos animais, poluído. Logo quem polui é o homem, pois na sua raiz de essência ela mantem-se límpida. Os espíritos instrutores, nos alertam que a energia sexual é responsável pela união de dois seres e, consequentemente, pela formação da Família, possibilitando a encarnação dos espíritos, tão necessária e importantíssima para a sua evolução.
    Nós obstinamos seguir nas diversas reencarnações uma definida polaridade sexual.
   A evolução se processa pelo exercício do espírito nas duas faixas sexuais.
   A esterilidade é de igual situação para ambos sexos, tudo porque a sementeira é livre, porém a colheita é obrigatória.
    A Doutrina Espírita nos ensina através do axioma causa e efeito que tudo o que fazemos de bom ou maldoso reflete-se em nós mesmos. A esterilidade é consequência do mau uso das funções energéticas sexuais, a exemplo, aborto, promiscuidade, mau trato de filhos, de Pais, enfim terá sempre como peso a conduta de cada Ser no uso da sexualidade. O estéril de hoje , fomentou desordem sexual , ontem.
As principais causas de infertilidade feminina e masculina variam de caso para caso, mas dentro das mais presentes estão ;.
Útero, por malformações adenomiosis , infecções e tumores; Cérvix (pescoço) por malformações, endometrioses, cirurgia, infecções e tumores; Trombas, por obstrução originada principalmente por endometrioses, infecções, malformações e tumores; Doença Inflamatória Pélvica, por infecções; Ovários, por tumores quistos e endometrioses; Vagina, por alterações do monco cervical, alergia, infecção, traumatismo, lubrificantes, etc.; Doença crônica como colagenosis; Antecedentes de exposição materna a dietylstilbestrol (DÊS); Doenças da Tiroides; Hiperprolactinemia, causada por tumores hipotalámicos, medicamentos e fatores metabólicos; Obesidade; Perda de gordura corporal, especialmente por exercício intenso; Stress, tanto físico como psicológico, que frequentemente está associado a alterações físicas; Anorexia ou Bulimia; Drogas; Doenças hepáticas que afetam o metabolismo dos estrógenos; Doença supra-renal ;Diabetes
Muito frequentemente coexistem várias das causas anteriores e deve recordar-se que encontrar uma causa não rejeita a presença simultânea de outras.
Emmanuel, na lição 27, do livro "Dos Hippies aos Problemas do Mundo" 1, nos diz: (...) "o amor como fonte divina de manifestação de Deus é o oceano de forças em que nós todos vi­vemos, porque nós todos vivemos num oceano de amor, mas que o sexo é res­ponsável quando instrumento do amor. Portanto, as nossas ligações de natureza sexual devem obedecer ao critério da lei, da palavra empenhada, do compromisso, da monogamia enfim, embora nos amemos infinitamente uns aos outros, mas no terreno do sexo o amor precisa represas para que ele não faça uma inundação des­trutiva, criando calamidades sentimentais suscetíveis de arrasar a família, com a nossa organização social. O amor vindo de Deus é livre, mas no sexo, ele, o amor, é responsável" .
A energia sexual, como saída da lei de afinidade, na consumação das espécies, é essencial e adequada vida, produzindo aditivos magnéticos nos seres, em expressão das capacidades criadoras de que se envolve. No entanto a nível dos Seres primitivos, posicionados no inicio dos valores da emoção e do entendimento, no estagio bruto surge como que voluntariamente, essa mesma energia, atua no organismo irrefletido. Claro que isso vai trazer dissabores através da expiação, e ao aprisionamento em experiências infelizes, nas quais, aos poucos a vida se encarrega de lhes mostrar que todo excesso que fira alguém lhe será cobrado, apenas a ele.
A personalidade vai evoluindo, passa a entender  que o sexo solicita o imperativo de discrição e responsabilidade no seu uso, daí a ter que ser disciplinado por valores morais garantindo o emprego digno, seja na procriação ou nas expressões, artística, intelectual , comportamental, permitindo a evolução espiritual do ser humano .
       O sexo, é Mundo de fluidos que devem ser ativos, mas dentro dos valores do amor e da essência da razão e bom senso. Logo a felicidade dependerá sempre da forma que o usares.
6. Reencarnação
    A reencarnação, é um novo estagio no seguimento do processo de evolução ou de retificação. Sabemos que os organismos mais perfeitos da Terra resultam inicialmente da ameba. No desenvolvimento embrionário, o corpo fisico do Ser humano em nada difere na formação de outra classe animal. A distinção da configuração está no desenvolvimento evolutivo, demonstrado pela densidade perispiritual do Ser. Daí que na volta o espirito tem que recapitular as experiências vividas no percurso do seu aperfeiçoamento,
    A volta dos espíritos ao Plano Terrestre processa-se em moldes uniformizados para todos, no ciclo das revelações simplesmente evolutivas. A alma elevando-se moralmente, espiritualmente e intelectualmente, retem maior responsabilidade e isso faz com que o processo de reencarne seja mais complexo.
  Ora se pela reprodução se faz viável a reencarnação, é também natural que a influência arbitral da infertilidade, esteja dentro dos parâmetros provatórios e expiatórios, pela Lei de Afinidade e estagio de desenvolvimento do espirito, na ação sexual e consequente postura nas vivências anteriores. Logo no processo da infertilidade temos também o merecimento e a sua programação atende ao uso do livre-arbítrio..
       
7. Programação reencarnatória
Ninguém nasce por acaso, bem como o que nos acontece também não. Não é questão de sorte ou azar, mas de merecimento, de escolhas, de carências a diluir e a remir.
O livre-arbítrio quando nos encontramos desencarnados, consiste na escolha do gênero de existência e da natureza das provas, mas também a estancia consciência evolutiva moral e intelectual que detemos, elos estes, básicos da chamada programação reencarnatória que a Doutrina Espírita demonstra nas questões 258, 262 e 872 d’ O Livro dos Espíritos.
Importante no entanto dizer que existem meras exceções na generalidade da escolha que são mencionadas pelos Espíritos Superiores. Uma, quando o Espírito em sua origem não tem experiência suficiente pelo seu primitivismo. A segunda, quando, por sua inferioridade ou renitência, não está capaz de abranger o que lhe é mais proveitoso. Aqui pode entrar a imposição compulsiva por inerência da insensatez.
     O planeamento da reencarnação na generalidade assegura Manoel P. de Miranda no livro “Temas da Vida e da Morte”(1), “existem estabelecidos automatismos que funcionam sem maiores preocupações por parte dos técnicos em renascimento, e pelos quais a grande maioria dos Espíritos retorna à carne, assinalados pelas próprias injunções evolutivas. “
     A conduta do Ser humano interfere na programação de sua vida. (grifos meus)
No mesmo livro citado em (1), o autor nos adverte;
    As causas que influem na existência humana: “as próximas, ocasionadas na encarnação presente em que a pessoa se movimenta, e as remotas, que procedem das ações pretéritas.“

    Então pelo livre-arbítrio através do axioma causa e efeito, cada um receberá segundo as suas obras seja, o campo é livre, mas a ceifa é obrigatória.
    A relação maior de causa na infertilidade deve-se a compromissos contraproducentes no mau uso do livre-arbítrio, como vícios e excessos com a toxicidade (álcool, estupefacientes, tabagismo), promiscuidade sexual, aborto e postura relacional não condizente com os valores de Cristo, isto a nível da escola familiar.
    A grandeza Divina não equacionou nada ao acaso, em tudo demonstra amor, justiça e caridade e onde se possa insurgir provação e expiação, sempre existe uma forma consequente pelo amor e vontade de reajustar a carência e abrir caminho a novas oportunidades.

       8. Meios de vencer a infertilidade
A evolução da cientifica, apesar de nem sempre resolver, está bastante avançada, e os casais privados  de serem Pais, podem por vários meios sê-lo. Sabemos que as alterações genéticas graves num casal, como falta do útero podem ser causas que impeçam essa ambição e não podemos deixar de lembrar que o merecimento tem sempre reflexo em todos os processos e a Lei causa e efeito se faz sempre presente, mas as possibilidades estão sempre em aberto. Temos então os meios de romper esse véu;

Inseminação intra-uterina 
Tratamento Hormonal 
Microcirurgia
Injeção intracitoplasmática 
Adoção
Inseminação intra-uterina - É a técnica menos invasiva e é geralmente confundida com a Fecundação in vitro. Recorre-se a esta técnica quando existe uma obstrução de trompas ou condutos, um problema nos ovários ou ainda se o esperma é de baixa qualidade.

Tratamento Hormonal - O homem ou para a mulher, ativa a produção e melhora a qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides. O seu êxito depende da técnica de reprodução assistida que se utilize a seguir (Inseminação intra-uterina ou FIV- Fecundação in vitro).

Microcirurgia - Uma intervenção que consiste em eliminar mediante um cateter a obstrução da trompa (na mulher) ou o conduto do sêmen (no homem). Esta intervenção é realizada com anestesia geral.
Injeção intracitoplasmática – É a técnica mais atual e utiliza-se quando o sêmen não é rico em espermatozoides, ou ainda, quando estes são de baixa qualidade. É uma técnica muito semelhante à da Fecundação in vitro. Enquanto que com a Fecundação in vitro, se juntam os óvulos aos espermatozoides numa proveta, com esta técnica, introduz-se diretamente no interior do óvulo um só espermatozoide. Esta técnica é realizada com uma micro agulha e um microscópio de alta precisão.
   Adoção - Os casais que, após várias tentativas não conseguem ter filhos, podem optar pela adoção.   Os Pais terão é de ser pacientes pela morosidade da legalização do ato. As crianças devem ser adotadas o mais cedo possível, o ideal seria até aos 2 anos, contudo existem adoções com bastante sucesso após esta idade. O amor ajudará a superar as carências que possam existir na criança ,seja pelo abandono dos Pais, maus tratos e todo gênero de frustrações que possam ter passado.
  Ora é um ato de enorme responsabilidade e autruismo que se faz louvável.
9. Conclusão
   Quando falamos em infertilidade verificamos que não podemos separar as emoções, sentimentos e frustração de quem não consegue conceber.
   É uma luta de coração e psiquismo, que transporta os alvejados para um teste pela necessidade de valorizar a vida e de tudo que ela envolve.
  O amor necessário para albergar a grandeza da maternidade é muito importante e o culminar da beleza da gestação dando prioridade à reencarnação de um espirito..      Se não existisse esta possibilidade a evolução se deteria sem finalidade, sem sentido ou direção.
   Deus nada criou ao acaso, mesmo perante as fraquezas das almas, não lhes destitui a oportunidade de poderem dar cumprimento à sua vontade, apesar de carregados de angústia e a falta de maternidade direta, existem sempre outras formas pelo merecimento de conquistar a mesma. Claro que o vazio reprodutor, deixa marcas, mas essas são as opções para crescimento, pela renúncia e amor.
    A reencarnação vai dar fundamento a todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo severamente cego, com ela, todo a dor  descobre a sua elucidação lógica, reacendendo, assim, a esperança no porvir.
  A vida em Família e o relacionamento entre espíritos e afins , é por demais importante no cambio de valores de crescimento. É na Família que o reajuste do reencontro se consuma e reativa a busca educativa da personalidade.
    A impossibilidade de gerar um filho agita profundamente homens e mulheres, ainda que não na mesma proporção. Uma das prioridades é retirar o sentido culpório da mulher. assim como a responsabilidade, até porque ela pode partir de qualquer lado..
    Sabemos que existem as opções cientificas para poder reproduzir, mas até esta situação é uma amargo para os Seres., porque além de ser um processo moroso a taxa de possibilidade é mediana e 25% dos casais, vive com ansiedade, os enumeros minutos de espera são de receio de falhar, de angústia, na esperança de vingar a concepção.
   Aos Pais pede-se amor, compreensão e fé, pois se houver  merecimento a vida vencerá.
   “ A vida restabelece a ligação de elos vinculativos de amor ou dor, mas tem na razão e bom senso uma unica verdade, sem amor ninguém será feliz”. Cravo
   Amai-vos, perdoai, sensibilizai-vos que esta passagem é um momento, onde o próximo se regista na nossa vida para comungar de valores de crescimento pela renuncia e tolerância.
   Conhece-te a ti mesmo, restabelece a vontade de mudança, deixa que os fluidos do amor prosperem e terás sempre o amparo , porque o “Pai não fecha uma porta com que não abra uma janela”.
  A vida terá sempre a sua oportunidade, no reparo do ontem, na vivência do hoje , para no amanhã estar à altura.

   10. Bibliografia
 http://omeubebe.web.simplesnet.pt/index.htm
http://www.apfertilidade.org
http://www.centrodefertilidade.com.br/
http://www.slideshare.net/drsujnanendra/why-sex-education-presentation
http://www.sitemedico.com.br
http://www.portaldafamilia.org/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infertilidade
http://www.fertilityportugal.com
http://www.ceti.pt/
http://www.nervespiritismo.com/
www.espirito.org.br
http://www.panoramaespirita.com.br  
http://www.forumespirita.net
http://www.movimentoespirita.org/meo/blog/
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=06661
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Sexualidade
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/grav...
http://www.juventude.gov.pt/SAUDESEXUALIDADEJUVENIL/Paginas/default...
http://www.portaldareencarnacao.com/
http://www.ceismael.com.br/artigo/reencarnacao.htm
Acervos de Livros revisados
Louis Neilmoris.
Livro “Sexualidade Sob um Olhar Espirita",
Francisco Candido Xavier 
Livro “Sexo e Vida”  ditado pelo espírito Emmanuel, Cap. IX e X. (como ocorrem as reencarnações coletivas, como as famílias são agregadas e preparadas para suas reencarnações).
“Missionários da Luz”. Rio de Janeiro : FEB. (todo o processo reencarnatório é apresentado aqui em detalhes surpreendentes. Valioso trabalho).
“Evolução em dois mundos”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XIX. (e vários outros).
Allan Kardec
Livro Dos Espíritos
Livro da Gênese
Manoel P. de Miranda
Livro “Temas da Vida e da Morte”
Deolindo Amorim. 
 “O Espiritismo e os problemas humanos”. São Paulo : USE, cap. V – Reencarnação e desigualdades.
 Jorge Andrea  
“Forças sexuais da alma”.  Ed. Fon-Fon. Cap. II (vórtices espirituais).;
“Paligênese: a grande Lei”.   Cap. Caminho da Libertação.;
“Psicologia espírita”.  5.ed. Petrópolis : LORENZ, 1991. vol 1. cap. transplantes.
Leon Denis.  
“Depois da Morte”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XLI.
“O problema do ser, do destino e da dor”. Rio de Janeiro : FEB. 1993. Caps. XIII a XIX.
Alfredo Miguel.  
“A tese das vidas múltiplas”. São Paulo : LAKE. (todo um estudo sobre esta tese)..
Adenáuer Marcos Novaes. 
 “Reencarnação: processo educativo”. Salvador : Fundação Lar Harmonia, 1955. (esta obra apresenta um verdadeiro resumo das mais importantes pesquisas e pesquisadores deste tema).
Martins Peralva.
 “O pensamento de Emmanuel”. . Rio de Janeiro : FEB. Caps. Paligenesia; Fases da Reencarnação.
Agelisau N. P. Ramos 
“A reencarnação na Bíblia”.  Recife : Companhia Editora de Pernambuco, 1985.
  Carlos Alberto Tinoco. 
“ O modelo organizador biológico”.  Curitiba : Veja, 1982. (esta obra apresenta um estudo profundo sobre a formação genética do ser humano, com variadas imagens comparativas e cálculos matemáticos)
  Divaldo Franco
     “Antologia Espiritual” – Diversos espíritos – Salvador : Leal, 1994. cap.  III – Reencarnação e progresso / Morte e ressurreição.
“Dias Gloriosos” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 2000. (Clonagem, transplantes, Criogenia, renascimento).
“Enfoques Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, 1995. (Reencarnação: ato de justiça)
“Leis Morais da Vida” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 1992. cap. IV. – afinidade e sintonia.
Momentos de Consciência – Joanna de Angelis. Salvador : Leal. Cap. X.
“O homem integral”. – Joanna de Angelis. Salvador : Leal.  cap. VIII.
“Reflexões Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, cap.  XII.
 SOS Família – Joanna de Ângelis – Salvador : Leal, 1994. diversas mensagens.
 Stanislav.  Grof,
“A mente holotrópica. Novos conceitos sobre Psicologia e pesquisa da consciência”.  Rio de Janeiro : Rocco, 1994.  cap 5 – Experiência de morte e renascimento.
 Helen. Wambach,
 “Recordando vidas passadas”.  São Paulo : Pensamento, 1978.
Brian Weiss. 
 “A divina sabedoria dos mestres”.  Rio de Janeiro : Sextante, 1999. cap. 2.



sábado, 10 de novembro de 2012

Lição no lar

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Lar, mola, semente, princípio basilar da experiência terrena, reduto aconchegante para transformações de vidas.

Mesmo que se façam grandes conquistas externamente, se o lar encontra-se transviado do entendimento, da compreensão, do mutuo auxílio, pouquíssimas conquistas serão duradouras e reais.

O lar é a matriz, onde se encontram espíritos relacionados entre si, para com o véu do esquecimento, poderem se amar, sem amarras, sem medos, poderem se conhecer e aproveitar oportunidades benfazeja em outras ocasiões desperdiçadas.

Analisemos, agora, um homem bem estruturado, e feliz, seguramente veremos um lar, ao menos compreensível ou robusto em entrosamento, por detrás dele, lhe dando suporte.

A família é para o homem o pivô de maior importância, e Deus em sua Sabedoria Maior, conduz o homem a ser um indivíduo totalmente gregário, necessitando do relacionamento primeiramente intra-pessoal, e posteriormente o interpessoal, no primeiro vemos a necessidade de um auto-conhecimento e no segundo o entrosamento com os outros homens. E é no lar que temos os primeiros treinos para que estas duas necessidades possam auferir embasamento tal, que nos transforme num ser seguro de si mesmo.

Visualizando a importância do Lar, agora incluamos a necessidade da Oração em família. Buscando sempre no Mestre os exemplos básicos, para um convívio harmônico e tranqüilo.

Iniciada a oração no Lar, possibilitamos presenças envolvidas com o Amor e a transformação da humanidade, que incentivam estas realizações nos corações debaixo do mesmo teto.

Reunamos, filhos, filhas, esposo, esposa, enfim, todos aqueles que conosco convivem, a fim de em torno de uma mesa, podermos comentar fraternalmente sobre as orientações contidas no evangelho do Cristo.

Oração e estudo do evangelho, manifestações desprovidas de qualquer complexidade ou dificuldade, deverão ser simplesmente simples, visando apenas o entrosamento da família alí reunida com a mensagem fiel do Cristo. Não necessitamos nos exceder em tempo para não cair na monotonia e também no desinteresse.

Enquanto isso, os irmãos invisíveis tratam de infiltrar nos corações muita Paz e serenidade, tratam de fazer uma verdadeira transfusão energética das forças mais puras até nós, concomitantemente trazem irmãos outros, que nos são afins ou não, para que também eles, mesmo estando no plano espiritual, possam ouvir as considerações ali semeadas e refletir, pondo as orientações em torno de suas próprias vidas.

Não façamos imposições, para aqueles que ainda não compartilham de nossas idéias, ao contrário disso, oremos também por eles, se existe imposição, não existe fraternidade. Tentemos uma argumentação embasada, ao invés do simples convite, façamos um convite convincente, mostrando acima de tudo, a necessidade de relacionar-se com as orientações que o Cristo nos legou.

Rotineiramente escutamos alguém falar "se oras em tua casa, teus vizinhos também são beneficiados", frase quase sempre incompreendida, todavia, verdadeira, além dos familiares reunidos e dos irmãos já em outro plano de existência, trazidos pelos benfeitores espirituais, também alcança-se os vizinhos ou as pessoas que circundam aquele lugar, pois o ambiente envolvido pela paz, começa agora a irradiar amor, fraternidade, saúde, aumentado ainda mais nossa responsabilidade perante esta realização que não pode mais tardar para começar em nossos lares.

"A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é por-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer", já nos dizem os Espíritos em O Livro dos Espíritos Quest. 659.

A prece é um poderoso instrumento contra os desânimos, fracassos temporais, ódio retido nos corações, através dela, podemos inter-relacionar nosso pensamento com outros irmãos que nos ensejam paz. A começar pelo amigo mais intimo que temos, nosso Anjo Guardião, que nos faz companhia nos momentos mais deficientes e felizes de nossas vidas. A ele nos ligamos imediatamente no momento de nossas reflexões e preces.

No momento em que o desânimo bata a tua porta te convidando a suspender tais atividades redentoras em teu lar, pensas na Época do Cristo, pensa nos primeiros Cristãos e suas dificuldades em suas reuniões, e aure em ti mesmo e em teu amigo espiritual as forças necessárias para não desanimar, cultivas este hábito de Evangelizar e Orar em família, com os teus, para que as sombras das trevas não penetrem em teu Lar. Fortificando assim, os corações dos pequeninos e transformando-os em Homens de Bem do amanhã.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CRIANÇAS NO ALÉM


 Por José Marcelo Gonçalves Coelho

Sempre nos despertou grande curiosidade a sorte das crianças após a “morte”, bem como a possibilidade de intercâmbio com aqueles que tenham se despojado prematuramente de suas roupagens carnais. A questão aparece no "Livro dos Espíritos" : 'Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?' . A resposta : “Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.”

Ocorre que esse desligamento será tanto mais rápido quanto mais elevado for o grau evolutivo do Espírito em questão. No Brasil, um triste episódio marcaria o casal Francisco e Terezinha Cruañes. Foi em tarde ensolarada, numa fazenda do interior de São Paulo, quando a pequena Fernanda Cruañes, de apenas quatro anos de idade, caía do trator em que se encontrava, vindo a desencarnar em 08 de agosto de 1981. Menos de doze meses após o ocorrido, exatamente em 30 de julho de 1982, Fernanda se manifestava atra­vés da mediuni­dade segura de Francisco Cân­dido Xavier, em comunicação reproduzida na obra "Estamos no Além", solici­tando aos seus pais que não se entregassem tanto ao desespero, como freqüentemente vinham fazendo, posto que todas aquelas sensações de sofrimento lhe eram integral­mente transmitidas.
Informações igualmente preciosas nos deu André Luiz, em sua obra inti­tulada "Entre a Terra e o Céu", psicografada por Francisco Cândido Xavier. Conta-nos ele que, em determinado momento no plano espiritual, passa a ouvir uma suave melodia; ao se aproximar, percebe que a música era entoada por um coro de crianças felizes e sorridentes, em meio a paisagens de rara beleza. Ele se en­contrava no Lar da Bênção — um misto de escola de preparação para a maternidade e abrigo para espíritos que haviam desencarnado na infância. Alguns deles, naquele exato momento, recebiam a visita de suas mães, ainda encarnadas, que para lá se deslocavam por ocasião do sono físico. André Luiz, então, fascinado com o que via, questiona se haveria ali cursos primários de alfabetização; ao que a dirigente daquele educandário responde afirmativamente, pois que se tratava de um verdadeiro estabelecimento de ensino no além, que abrigava, à época, cerca de dois mil espíritos desencarnados em tenra idade, que lá per­maneciam até reunir condições para retornar ao plano físico, o que se dava, na maioria das vezes, antes que o Espírito retomasse sua compleição adulta.
Há, portanto, espíritos que, tendo desencarnado na infância, em retorno ao plano espiritual reassumem em curtíssimo prazo a forma adulta que tinham antes de reencarnar, ou, ainda, outra apresentação perispiritual que lhes convenha, sempre de acordo com suas potencialidades. Entretanto, o Espírito André Luiz, ainda na obra "Entre a Terra e o Céu", nos afirma que essas são exceções, pois que a maioria dos seres que estagiam no planeta Terra necessitam de longo espaço de tempo e total amparo da Espiritualidade para se desvencilharem dos impositivos da forma infantil.

Fonte: http://www.partidaechegada.com/2008/01/crianas-no-alm.html

sábado, 27 de outubro de 2012

A Criança – Uma visão espírita

A infância é a fase em que o espírito está mais acessível às impressões que recebe. O espírito lentamente assume o controle da organização fisiológica e o processo de reencarnação não se completa de imediato ao nascimento, ou seja, gradualmente ele vai se adaptando ao mundo em que reencarnou, os hábitos bons ou maus que adquirir, nesta fase, serão os que o nortearão por toda a existência planetária.

Lembra-nos Allan Kardec, em o Livro dos Espíritos (questão 199-a explicação e questão 385), que a infância não é um estado normal de inocência, o espírito já possui sua bagagem espiritual, boa ou má, de existências anteriores. Durante o período em que seus instintos se conservam adormecidos, a criança é mais maleável, acessível aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-la progredir. Nessa fase, é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas.

Além de sua origem espiritual, a criança possui diversidades ligadas ao seu momento histórico, sócio-econômico, religioso, escolar e outros, que se refletem no plano reencarnatório e orgânico, determinando e modificando o comportamento. Crianças que, junto com seu núcleo familiar, apresentam comportamento que reflete inconscientemente o seu passado espiritual e suas atuais relações, podem criar em sua psicosfera, um ambiente propício para processos obsessivos de variadas matizes.

Na educação infantil o Movimento Espírita conta com a Evangelização, que repassa a Doutrina Espírita, levando às crianças a moral cristã de forma didática e sistemática. Porém, crianças que vem apresentando processos obsessivos, problemas psicológicos ou comportamentais, necessitam de uma forma diferenciada de trato. É necessário ter um trabalho individualizado, isto é, que não se entenda a criança apenas como parte de um grupo, mas também que compreendamos suas ações e reações em relação a tudo que ela vivencia na casa espírita e se possível no seu convívio familiar.

Com base nesse preceito, a Evangelização Infantil deve disponibilizar em sala uma sistemática, cuja finalidade principal é acompanhar as crianças e adolescentes de forma mais próxima, tentando conhecer a realidade familiar e espiritual daquele ser. Essa atividade poderia ser uma evangelização para auxílio a problemas espirituais infantis, que objetivará atender esses seres de forma holística.

(Este texto foi retirado das diretrizes do Tratamento Espiritual Infantil/Assitência Espiritual à Criança - implantando no Centro Espírita Fundação Allan kardec em Manaus/AM)


OS ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.

Por dra. Irvênia Prada
Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?

Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.

Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "

Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.

Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?

Foi o cachorro, mas está tudo bem!

Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!

- Tem sim, esse pastor aí!

- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!

E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.

Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).

Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.

Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.

A REENCARNAÇÃO

Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".

Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Bem, vamos por partes!

Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.

A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".

Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?". R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..." Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".

Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.

Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.

ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".

Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.

Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Extraído do livro: A questão espiritual dos animais 


TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.

Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.

E os próximos livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.

Entrevista realizada por Érika Silveira

(Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)