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sábado, 4 de março de 2017

SOBRE JESUS - UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO!

UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO!  Fé!
    Depois do haitiano que ficou 27 dias nos escombros e disse que uma pessoa lhe deu água, veja a notícia interessante que vem ao nosso conhecimento.

     UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO
Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.
As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu.
Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia? E VIVAS!
O país ficou em choque e o homem será executado... Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Ela foi entrevistada no Egito numa TV  nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública, 'Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!'
Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!
Também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.
Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme 'Paixão de Cristo' não os ajuda!
Como o Egito está bem no centro da media e da educação do Oriente Médio, você pode ter a certeza de que essa história vai se  espalhar rapidamente.Jesus Cristo ainda está deixando o mundo de pernas para o ar!
Por favor espalhe esta história por todos os lugares. 'O Senhor diz, 'Abençoarei a pessoa que colocar Sua confiança em mim''
(Jeremias 17).
Jesus disse: "Se me negas entre os homens, te negarei diante do Pai"
Passe essa mensagem adiante, se acha que ela tem algum mérito.
Bom... agora faça o que seu coração mandar!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

MUITOS DESENCARNADOS VOLTAM PARA CASA, SOFRIMENTO PARA ELES E PARA OS QUE FICAM!

Caso interessante e bastante ilustrativo das conseqüências da imprevidência de uns e da ganância de outros, foi o de um Pai recém-desencarnado em hospital e que retornou para o ambiente doméstico, atendendo aos automatismos mentais comuns nesses casos. Sem perceber que já havia “morrido”, foi conduzido à reunião mediúnica e atendido dentro do quadro que apresentou. Depois de apresentar-se sem grandes dificuldades pela psicofonia de médium da equipe, passou a comentar o que sentia.

Deu a entender que achava que o ocorrido fora algo de rotina. Uma ida ao hospital para atendimento aos males do corpo, próprios da velhice e o retorno à residência.

Mostrava-se irritado e reclamava dos parentes que não o cumprimentavam, passando por ele como se não o percebessem. Fato que ele tomava como total e absoluto desrespeito pela sua pessoa e condição de “chefe de família”.

Comentou que estivera sentado em sua cadeira preferida na sala de sua casa, quando um familiar quase sentou-se sobre ele. Reclamou, mas sem resultados, ficando ainda mais nervoso e irritado com a “falta de respeito” dos parentes.

Aos Benfeitores Espirituais não é difícil conduzir recém-desencarnados nesse estado de confusão mental para o ambiente das sessões, já que não se tratam de pessoas voltadas para o mal ou cientes de sua condição e que escolhem viver entre os seus.

Era apenas isso: um homem confundido pela morte inesperada e sem grandes incômodos, ao ponto de retornar para sua casa, pensando viver a vida de antes.

Depois de recebido com a atenção e o carinho que lhe foi dispensado, manifestou seu desagrado quanto ao que acontecia em seu lar. Devagar e com habilidade lhe foi sendo mostrado o novo cenário espiritual.

Continuou falando por algum tempo e demonstrou viva inquietação pela preocupação de seus parentes mais próximos quanto aos bens que tinha. Não entendia o porquê daquelas discussões sobre partilha já que estava vivo. E de fato estava, mas não mais no mundo material onde deixara seus bens.

Quando entendeu o ocorrido, chorou pelo que via acontecer na família. Não imaginava que houvessem disputas e atritos por causa de coisas materiais. Lamentou não ter deixado esse assunto resolvido através de testamento ou algo assim. Mas, disse não imaginar que isso pudesse acontecer, daí sua despreocupação com o caso.

Foi orientado no sentido de deixar que os encarnados resolvessem o caso dentro das leis terrenas que regulavam tais assuntos, e que ele se ocupasse com sua nova vida, que poderia ser mais tranqüila e mais feliz de agora em diante.

Perguntou pelos parentes, sobre como ficariam sem ele. Foi informado que nada mais poderia fazer, a não ser visitá-los e auxiliá-los espiritualmente, quando estivesse restabelecido e pronto para isso. Até lá, era conveniente deixar que Deus, o Pai de todos, se encarregasse de tudo através de seus mensageiros.

Nesse momento ficou mais calmo, pois sendo homem religioso, a referência a Deus lhe devolveu a fé e a tranqüilidade.

Parentes já desencarnados se aproximaram e ele, surpreso e feliz, foi encaminhado para novos ambientes da vida espiritual, já praticamente desligado de suas preocupações com a vida que tivera na Terra.

Aceitara com facilidade as orientações e seu estado moral-espiritual lhe permitiria uma recuperação relativamente rápida.

Esse acontecimento chamou a atenção dos membros da equipe para um fato comum: a pouca preocupação dos encarnados com seus bens e possíveis herdeiros, e a relação disso com as leis terrenas que regulam a transferência de riquezas e bens de uns para outros. Sobretudo, com seus possíveis reflexos na vida espiritual dos que deixam bens.

Mais ainda, a pouca preocupação com a própria desencarnação e seu impacto e conseqüências sobre si mesmos e sobre aqueles que ficam, entes queridos ou não. Todos vivem como se a morte não pudesse acontecer com eles, apesar da realidade demonstrar que todos, independentemente da idade ou sexo, estado de saúde, de riqueza ou miséria, posição social ou poderes terrenos, estão sujeitos a esse fenômeno que é a única fatalidade na vida humana.
Fonte:http://www.espiritbook.com.br 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Por que os Médicos Hoje Acreditam que a Fé Cura?

Floriano Legado do Amaral

Deparamos com esta questão na revista "Seleções", edição de agosto de 2001, página 43, e nos apressamos em conhecer o conteúdo da matéria, elaborada por Lydia Strchl. E confirmamos o que já havíamos lido em outras fontes: Hoje, os médicos, apoiados em pesquisas que vêm sendo feitas em vários hospitais do mundo estão descobrindo que a fé realmente cura, ou pelo menos ajuda em muito os tratamentos médicos. Estamos certos de que uma olhadela nessa matéria ajudará muita gente que ainda vê a oração como simples ato místico, sem fundamento científico. Ei-la:
Um grupo de alunos de medicina vestidos de branco cerca um leito no Hospital Universitário de Georgetown. O paciente deitado na cama, Tom Long, fora esfaqueado no coração, estomago e, baço durante uma briga doméstica. Depois de sete cirurgias, foi liberado do hospital, com uma grande ferida no abdômen coberta por um enxerto cutâneo. Decorrido um ano, a lesão ainda não tinha cicatrizado. Assim, em dezembro de 1999, ele voltou ao hospital para se submeter à operação que por fim lhe fechou o abdômen.
Long relata, como já fez diversas vezes, a sensação de ser uma das poucas pessoas a sobreviver a uma facada no coração. Rhegar Foley, aluna do primeiro ano responsável pela entrevista, pergunta com nervosismo:

- Onde encontrou forças?

- É uma boa pergunta - diz Long, de repente vendo Rhegar como uma pessoa, e não mais apenas uma profissional de saúde.

Ele conta que deve a vida a algo mais do que os excelentes cuidados médicos que recebeu. Deve-se a Deus.

Faz-se silêncio. Os alunos cuja atenção havia se dispersado durante o relato histórico médico do paciente ficam alerta. Começam a surgir perguntas.

- A religião e a medicina têm uma relação inseparável - afirma Rhegar. - Vemos isso todos os dias. Mas não é apenas a religião organizada que dá força a alguns pacientes. - Todo mundo tem espiritualidade - diz ela. É isso, basicamente, que dá sentido à vida.

A ligação entre o corpo e espírito pode ser milenar, mas, conforme a cura foi se tornando uma ciência, os clínicos ocidentais se afastaram da espiritualidade e da fé religiosa. Agora, as necessidades dos pacientes, combinadas às pesquisas científicas que relacionam fé e boa saúde (ver Box) vêm pouco a pouco convertendo uma comunidade médica cética. Publicações científicas e livros abordam o assunto. Um número cada vez maior de médicos freqüenta conferências sobre fé e cura.

"Acho tudo isso parte de um retorno generalizado à espiritualidade", diz Carol P. Hausmann, psicóloga clínica que há seis anos fundou a Rede de Cura Judaica de Washington. A organização mantém grupos de apoio espiritual para pessoas enfermas. "A geração que agora está na meia-idade vê os pais envelhecidos, vê a si mesma envelhecer e busca profundidade e significado."

A ciência por trás da religião

Uma série de estudos recentes vem corroendo a parede entre igrejas e laboratórios. Essas pesquisas demonstraram, por exemplo, que aqueles que freqüentam serviços religiosos mais de uma vez por semana vivem, em média, sete anos mais do que os que não o fazem. Um estudo realizado em 1998 pelos médicos Harold Koenig e David Larson, do Centro Médico da Duke University, mostrou que as pessoas que freqüentam a igreja todas as semanas tinham menos probabilidade de serem internadas e, se fossem, não passavam tanto tempo no hospital quanto aquelas que iam à igreja com menos freqüência.

Essas correlações podem ser explicadas em parte pelo fato de aqueles que freqüentam a igreja terem uma probabilidade menor de fumar, beber ou envolver-se em comportamento sexual de risco, e mais chances de contar com uma rede de apoio social. No livro The faith factor: proof of the healing power of prayer (O fator fé:do poder de cura da oração) o clínico Dale Matthews destaca que a religião organizada oferece uma comunidade que faz e precisa que façam por ela - assar biscoitos, visitar pessoas, ajudar. E as pesquisas demonstram que pessoas isoladas vivem pior do ponto de vista psicológico e físico.

Alguns pesquisadores, porém, como o psiquiatra Martin W. Jones, cuja disciplina na Faculdade de Medicina da Universidade de Howard estuda a correlação entre a fé e cura, alegam que uma explicação completa sobre o efeito positivo da espiritualidade na saúde não é essencial.

"Não entendemos o mecanismo de muitas drogas. Sabemos apenas, pela observação de causa e efeito, que funcionam", diz o Dr. Jones. "Da mesma forma, conseguimos ver os efeitos da consciência espiritual de uma pessoa sobre a evolução de seu estado; portanto, por que não usá-la? É como o placebo", acrescenta. "Por que funcionou? Fé. É uma força muito poderosa.

Assim como a culpa. Richard P. Sloan, professor do Colégio e Cirurgiões da Columbia, opõe-se a que os médicos se "misturem" com as crenças religiosas dos pacientes. Para ele, se a medicina assumier a posição de que a devoção é saudável, o fato de alguém adoecer ou não se recuperar poderia ser considerado produto da falta de religiosidade.

Na verdade, mesmo os médicos que incluem a espiritualidade em sua maleta aceitam a importância de usar a fé apenas como um complemento à assistência médica e somente se o paciente estiver aberto a falar sobre suas crenças.

Salto da fé

Em 1996, Joe Semmes, então médico da Emergência do Hospital de Arlington, na Virgínia, recebeu o diagnóstico de câncer do pâncreas, com uma taxa de sobrevida em cinco anos de 50%. Semmes, hoje com 51 anos e pai de quatro filhos, embora de família católica, não se confessa desde a adolescência. Ele admite que não tinha muita paciência para conceitos como equilíbrio e energia. Entretanto, quando a mulher, Elonide, uma pragmática empresária, pediu às pessoas que rezassem por ele, nem discutiu. Recentemente Semmes lera sobre o uso da meditação ou da oração contemplativa para acalmar a mente. "apesar das controvérsias sobre o assunto, existem evidencias na literatura de que o estresse prejudica o sistema imunológico. Achei que tudo que pudesse fazer para ajudar meu sistema imunológico era válido."

Na véspera da cirurgia exploradora do marido, Elonide pediu um ritual de cura em sua igreja. "As pessoas colocaram as mãos sobre mim e cantaram hinos", conta ele. "Foi incrível o poder daquela comunidade."

O tumor de Semmes, que envolvia vasos sangüineos vitais, não pode ser retirado por cirurgia. Mas a radioterapia e 36 semanas de quimioterapia ajudaram reduzi-lo, o Semmes pediu aos cirurgiões que tentassem removê-lo. Em janeiro de 1998, uma cirurgia de 11 horas extirpou o tumor.

Hoje, cinco anos após o diagnóstico inicial, Joe Semmes não apresenta evidência de doença ativa e diz que tem "boa energia", embora a cirurgia tenha retirado a maior parte de seu pâncreas.

"Não quero que pensem que melhorei por causa das orações", diz Semmes. "Foram a radiação e a cirurgia. Mas fiquei mais otimista. A cura é um movimento em direção à plenitude - ter consciência de onde você se encontra, estar conectado aos outros e amar. O crescimento espiritual no momento do colapso físico é incrível. Um despertar."

Prescrição: rezar?

No início de sua carreira, na década de 60, o Dr. Matthews começou a perceber que seus pacientes queriam dele algo mais do que o diagnóstico físico e o tratamento: alguns, cientes da intensa fé do médico, queriam que ele rezasse com eles.

"Eu não tinha um modelo. A inclusão da espiritualidade em minha relação com os pacientes evoluiu enquanto eu ouvia, prestava atenção e descobria que as pessoas contavam com sua fé."

Filho de médico de uma cidade pequena e neto de missionário, o Dr. Matthews é clínico geral em Washington. Usa estetoscópio, solicita radiografias e prescreve Prozac, quando necessário. No entanto, ao colher a história clínica dos pacientes, constuma se informar sobre seu grau de crença religiosa.

"É como se ele oferecesse um apoio mais profundo", diz um dos pacientes do Dr. Matthews, um consultor em biotecnologia com uma doença autoimune crônica. Aos 47 anos, já passou por cirurgia de substituição de uma válvula aórtica, recebeu um diagnóstico de doença de Crohn intestinal e vive com artrite nas articulações.

Conformar-se com uma doença degenrativa e potencialmente fatal não é fácil. Ele diz que sobreviveu aos últimos seis anos tornando-se cada vez mais espiritualizado. O Dr. Matthews às vezes inclui nas receitas trechos das escrituras e recomenda locais que dão apoio espiritual.

"Isso tem certa magia", diz o paciente, cujo quadro se estabilizou. Apesar de recentes contratempos, ele afirma: "Minha fé serve como ponto de equilíbrio. Assim, não sinto a doença como um fardo."

Doutor, cura-te a ti mesmo

A medicina tradicional talvez esteja abraçando a espiritualidade porque pode se beneficiar da crença. "Estamos em uma época crítica.", diz a Dra. Christina Puchalaki, professora-assistente de medicina da Universidade George Washington. "Os médicos têm por dever colocar o bem do paciente acima do próprio bem. É uma vocação muito espiritual. Mas, com a transformação da medicina em negócio, corremos o risco de perder o sentido de propósito e significado."

Médicos e pacientes, porém, continuam a expressar o desejo de manter a fé. Em 1996, a Associação de Faculdades Médicas Americanas começou a entrevistar advogados de pacientes, médicos, executivos de companhias de seguro, estudantes de medicina e membros da comunidade para o seu relatório sobre objetivos das escolas médicas. Como temas significativos, surgiram questões culturais, espirituais e relacionadas ao fim da vida. As faculdades americanas estão respondendo à demanda: em 1992, apenas umas poucas incluíam a espiritualidade em suas disciplinas: hoje, cerca de 50 das 125 escolas médicas dos Estados Unidos têm disciplinas dedicadas ao assunto.

Na Universidade de Georgetown, entre cursos de bioquímica, os alunos do primeiro ano de medicina cursam uma disciplina denominada Tradições Religiosas na Assistência à Saúde. Ela aborda a correlação entre espiritualidade e saúde, e ensina sobre as principais religiões do mundo, de uma perspectiva médica.

Equipes de médicos e teólogos apresentam as visões das diversas fés: judaica, budista, islâmica, hindu, católica romana e protestante. Os alunos tomam conhecimento de que algumas religiões influem em decisões sobre eutanásia, transfusão de sangue, uso de medicamentos e tecnologias. Aprendem a avaliar as crenças do paciente de maneira objetiva e não ameaçadora. E ainda, a utilizar a ajuda religiosa, como por exemplo, o capelão do hospital, se as necessidades do paciente assim o exigirem.

"Os alunos estão ditando o rumo dessas mudanças", diz M. Brownell Aderson, da Associação de Faculdades Médicas Americanas. "Quem faz uma faculdade de medicina quer cuidar das pessoas. Percebe que a tecnologia é ótima, mas também quer ser capaz de se comunicar com os pacientes para poder trata-los. Quer fazer isso com alma."

Tratamento integral

Ao começar a perder a voz, Diane Rehm, apresentadora de um programa no rádio, fez exames e tratamentos, tentou remédios, consultou especialistas. Entretanto, em 1998, depois de sete nos de decepções, sua voz ficou tão trêmula que Diane foi forçada a parar de trabalhar.

Assim, quando um amigo a convidou a se submeter a um ritual de cura, Diane, que já se fiava em orações para obter forças em épocas melhores, concordou. Numa capela, o amigo, um bispo, celebrou com um colega um ritual de cura secular, colocando as mãos na cabeça de Diane e murmurando orações por sua voz. Quando terminou, a voz não mudara. Mas a radialista se sentia melhor.

"Se posso dizer que fui atingida por um raio de energia", indaga Diane. "Não, apenas me senti em paz. E tive a sensação de que e que diziam e faziam me ajudaria."

Diane começou a receber o ritual de cura semanalmente em sua igreja. Não desistiu, porém, de procurar auxílio médico. Dois meses depois, Paul Flint e Stephen Reich, médicos do Johns Hopkins, diagnosticaram uma distonia espamódica, que afetava os músculos que produzem som. Recomendaram injeções periódicas para uma paralização temporária da musculatura vocal hiperativa. Diane também se submeteu à acupuntura. Até o momento, o tratamento está indo bem e ela voltou a trabalhar.

"A cura pode vir na forma de aceitação, num relacionamento diferente consigo mesmo e com os outros, mantendo uma sensação de paz diante da aflição", reflete Diane. Ela enfatiza, como muitos outros, que a fé é um complemento ao tratamento médico.

"A doença tem um base física", diz Jones, da Universidade de Howard, ele mesmo um sobrevivente do câncer, "mas há uma hierarquia: o nível físico, o emocional, o intelectual e a espiritual." Jones antevê uma sutil mudança na prática médica, do tratamento da doença para o tratamento do indivíduo como um todo.

"No que se refere às doenças, a ciência tem sido incrível", diz a Dra. Christina, que também é diretora de ensino do Instituto Americano de Pesquisa em Assistência à Saúde. "Aumentamos a expectativa de vida em quase dois terços no século 20, sobretudo graças à ciência", acrescenta ela. "Mas atribuímos esse progresso a um só aspecto. E a ciência não é o quadro inteiro. Há um elo de confiança que pode não se formar quando nos concentramos apenas no lado físico do paciente."

Em outras palavras, não se trata da cura pela fé, mas da fé na cura.

Ação da prece, segundo o Espiritismo

"A prece (cf. item 9 do capítulo XXVII do Evangelho Segundo o Espiritismo) é uma evocação. Através dela, entra-se em contado, por pensamento, com o ser ao qual se dirige. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou uma glorificação. Pode-se orar por si mesmo ou por outro, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que são dirigidas aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando se ora a outros seres que não a Deus, aqueles funcionam apenas como intermediários, intercessores, pois nada pode ser feito sem a vontade de Deus.

O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento - vindo o ser rogado ao nosso apelo, ou indo nosso pensamento até ele. Para se ter idéia de que se passa em tal circunstância, é preciso imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que ocupa o espaço, assim como, aqui, estamos mergulhados na atmosfera. Esse fluido recebe um impulso da vontade - é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som. Com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal estendem-se infinitamente. Portanto, quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado e desencarnado, ou de desencarnado a encarnado, uma corrente fluídica estabelece-se de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente está em razão da energia do pensamento e da vontade. Assim, a prece é ouvida pelos Espíritos, em qualquer lugar que se encontrem; assim, os Espíritos comunicam-se entre si, transmitem-nos suas inspirações, e assim se estabelecem relações à distância entre encarnados e desencarnados.

Essa explicação é sobretudo para os que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por objetivo materializar a prece, mas tornar-lhe o efeito inteligível, mostrando que ela pode ter ação direta e efetiva. Não se torna, segundo essa explicação, menos subordinada à vontade de Deus, juiz supremo de todas as coisas, e o único que pode tornar eficaz a ação de qualquer prece.

Através da prece, o homem atrai o concurso dos bons Espíritos, que vêm apoiá-lo em suas boas resoluções, e inspirar-lhe bons pensamentos. Adquire, assim, a força moral necessária para vencer as dificuldades e reentrar no caminho reto, se dele se afastou; e também assim pode desviar de si os males que atrairia por sua própria falta. Um homem, por exemplo, vê sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim de seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se se não obtêm a cura? Não, pois poderia ter encontrado na prece a força de resistir às tentações.

Dividindo em duas partes os males da vida, um dos males que homem não pode evitar, outra das tribulações das quais ele mesmo é a primeira causa, devido a sua incúria e a seus excessos, ver-se-á que essa última parte ultrapassa em grande numero a primeira. Portanto, fica bem evidente que o homem é autor da maior parte de suas aflições, e que se pouparia delas se agisse sempre com sabedoria e prudência.

É certo, também, que essas misérias são resultados de nossas infrações às leis de Deus, o que se observássemos pontualmente essas leis, seriamos perfeitamente felizes. Se não ultrapassássemos o limite do necessário na satisfação de nossas necessidades, não teríamos as doenças que são a conseqüência dos excessos, e as vicissitudes que acarretam essas doenças. Se puséssemos limites à nossa ambição, não temeríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos a queda. Se fossemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho humilhado. Se praticássemos a lei de caridade, não seriamos maledicentes, nem invejosos, nem ciumentos e evitaríamos querelas e dissensões. Se não fizéssemos mal a ninguém, não teríamos vinganças, etc.

Admitamos que o homem não possa nada em relação aos males, e que toda prece seja inútil para evitá-los; já não seria bastante libertar-se de todos os males que procedem do próprio comportamento? Ora, nesse ponto concebe-se facilmente a ação da prece, pois ela tem como efeito atrair a inspiração salutares dos bons Espíritos, de perdir-lhes a força para resistir aos maus pensamentos, cuja execução nos pode ser funesta. Nesse caso, não é o mal que eles afastam, é a nós mesmos que afastam do pensamento que pode causar o mal: em nada impedem os decretos de Deus., e não suspendem o curso das leis da natureza, mas é a nós mesmos que impedem de infringirmos essas leis, orientando nosso livre-arbítrio. Mas o fazem sem nosso conhecimento, de uma forma oculta, para não sujeitar nossa vontade. O homem encontra-se, pois, na posição daquele que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas que sempre é livre para segui-los ou não. Deus quer que seja assim, para que homem tenha responsabilidade por seus atos, e para permitir-lhe o mérito da escolha entre o bem e o mal. É assim que o homem sempre pode estar certo de obter, se pedir com fervor, e sobretudo nesse aspecto pode aplicar-se estas palavras: "Pedi e obtereis".

A eficácia da prece, mesmo reduzida a essa proporção, não teria um resultado imenso? Estava reservado ao Espiritismo a tarefa de provar- nos a ação da prece, pela revelação das relações que existem entre o mundo corporal e o mundo espiritual. Mas seus efeitos não se limitam a isso.

A prece é recomendada para todos os Espíritos. Renunciar à prece é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar sua assistência para si mesmo, e, para os outros, o bem que se lhes pode fazer...

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 368 de Setembro de 2001)

sábado, 15 de junho de 2013

Amar a Deus

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Imaginemos tudo o que nos envolve, o AR, o Mar, A Terra, enfim, toda a Criação, sem O Amor, como seria?

Amor é Vida. Sem o Amor de Deus por sua criação, nada seríamos, o Amor de Deus a tudo Vitaliza, proporciona e impulsiona o progresso.

Assim, todas as coisas e todas as criaturas, estão envolvidas neste Amor, e nós também.

Agora, imaginemos que bom seria se nós, que somos criaturas deste Amor, conseguíssemos envolver nossos próximos no mesmo Amor.

Jesus, O excelso Mensageiro, nos trouxe seu testemunho, contido no Evangelho, mostrou-nos sua compreensão sobre esse Amor que o envolve por inteiro. Transcendendo assim, o EU próprio para preocupar-se com o próximo.

Em todos os seus caminhos, sempre buscou praticar o Amor como um Hino, renovando, acariciando, apoiando, ensinando, levantando, afagando espíritos caídos em suas transviadas experiências carnais.

Na vida, seja na Terra ou em outros planetas, tudo está manifesto no Amor.

Jesus, nos legou a maior expressão desse Amor, quando disse-nos: "Amas o teu próximo como a ti mesmo", criando um grande vínculo de um amor que a tudo envolve, partindo de nós mesmos, como portadores e reais condutores desse amor para com os outros. Mas a natureza não dá saltos, nos proporcionando aprender com o nosso egoísmo a encontrar também desamor, visualizando assim, a importância do Amor verdadeiro.

Por isso, nos soa imperiosa a questão: Como podemos amar a Deus e ao próximo, não?

Dilata, as tuas expressões íntimas, dirigindo tua própria vida para o bem, e não te preocupes com a "vitória" mentirosa do mal.

Amemos, doemo-nos, verdadeiramente do modo como queremos ser amados, esquecendo da partícula negativista implementada pelo homem, com medo de amar e praticar o erro, no mandamento de Jesus: Não fazer ao próximo aquilo que não queres para ti. A princípio nos parece verdadeira, mas, pensando fielmente na passagem do Cristo na terra, vamos ver que além de não fazer o mal, praticou sem medo o bem, analisando acima de tudo a liberdade de cada um.

Cabe-nos então, amar como pudermos, amar - respeitando, amar - compreendendo, amar - orientando, amar - atendendo, amar - perdoando, amar - colaborando, amar - trabalhando, amar - ouvindo, amar - orando, amar - pensando, amar - calando, sem nos impressionar com as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie ainda existentes na Terra. Tirando, de uma vez o negativismo da partícula "Não", de nossas realizações, para não tolher assim, nosso progresso redentor.

Não façamos uma figura de Deus no próximo, materializando assim, a Divindade, mas, visualizemos no próximo uma criatura que promana também de Deus.

Amemos, portanto, pelo caminho quanto possamos, plantas, animais, homens, e somente assim, nos descobriremos um dia amando a Deus.

Deus ajuda as criaturas através das Criaturas!!!

domingo, 12 de maio de 2013

Espiritismo e o Dia das Mães

Reencarnamos para aprender a amar. Precisamos aprender a disciplina, adquirir conhecimentos e fortalecer experiências. Mas tudo, no final das contas, se resume no Amor. O Universo foi feito do Amor de Deus. Deus é Amor. Difícil de entender? Para nos facilitar o entendimento é que reencarnamos, para praticar na matéria o Amor de que somos capazes.

Nosso estágio evolutivo não permite grandes voos filosóficos. A ideia que fazemos de Deus é o máximo que podemos alcançar. E para lembrarmos que Deus é Amor nascemos da mulher. Se Deus é a ideia mais alta que podemos alcançar, a Mãe é a primeira prova de Amor com que nos deparamos a cada mergulho na matéria.

Em mundos mais adiantados não existe a reprodução como a conhecemos, e talvez não exista por lá a figura materna. Para eles pode parecer muito estranho mudarmos de plano por meio de outro ser. Mudamos do plano astral para o plano físico por intermédio de um ser que já esteja no plano físico. Somos plantados dentro deste ser e germinamos no seu ventre. E no seu ventre crescemos, nos desenvolvemos, damos forma ao nosso corpo físico utilizando os recursos materiais que chegam até nós pela Mãe, este ser que nos abriga, sustenta e protege.

E quando inauguramos nosso diminuto invólucro de carne na reencarnação que se inicia, contamos com a Mãe para nos nutrir, agasalhar, zelar, velar, desvelar. Contamos com o seu amor, mais do que com o simples instinto ou senso de responsabilidade.

A Mãe é quem nos recepciona e orienta neste plano de que não temos lembrança quando aqui chegamos. É quem nos passa as primeiras informações de como a coisas funcionam por aqui. E se for uma Mãe como se espera que seja, vai nos lembrar valores que estão adormecidos dentro de nós, e que precisam ser reativados para que possamos utilizá-los. E vai perceber e corrigir desvios de caráter de que ainda não nos livramos, e que trazemos junto com o resto de nossa bagagem milenar.

Estranho ser, este, chamado Mãe. Se apega tanto aos seres que reencarnaram por seu intermédio que nem sempre sabe quando é o momento de deixar que eles caminhem com seus próprios pés, e que caiam de vez em quando para que aprendam a se levantar. Leva tão a sério o seu papel de recepcionista e instrutora do ser que brotou dentro dela, que custa a perceber e aceitar que este ser já existia há muito tempo, que não pertence a ela, que é um ser único, individual, um ser de ninguém. Filho de Deus, como todo mundo.

Quando eu era criança, aprendi na escola sobre a origem do Dia das Mães. Foi a iniciativa de uma moça que amava muito a sua mãe e que sentiu muito a sua falta quando ela desencarnou. Ficou deprimida mas teve ânimo de aceitar a ideia de suas amigas de homenagear a memória da sua mãe com uma festa. Isso a empolgou, e ela achou que esta festa, esta homenagem, devia ser direcionada a todas as mães, encarnadas e desencarnadas. A ideia foi se desenvolvendo como uma maneira de todas as crianças lembrarem e homenagearem as suas mães, valorizando os laços familiares e o amor e o respeito pelos pais. Iniciou uma campanha que durou uns três anos e se sagrou vitoriosa com a adoção de um dia dedicado às mães nos Estados Unidos da América.

Muitos países aderiram à comemoração, inclusive o Brasil, onde foi introduzida por intermédio da ACM de Porto Alegre. Logo a ideia simples e despretensiosa se tornou mais uma data comercial. Hoje, no Brasil, o Dia das Mães só perde para o Natal em apelo comercial.

A literatura espírita é cheia de exemplos de mães que zelam durante séculos por seus filhos, no astral. A obra de André Luiz traz exemplos muito interessantes de mães bastante evoluídas espiritualmente que deixaram de desfrutar dos planos a que teriam direito para não se afastarem daqueles a quem permanecem amando como filhos do seu coração.

A todas as mães, a todos os pais, tios, tias, padrinhos, madrinhas que desenvolvem o amor e o papel de Mãe, nesta sociedade em que os papéis já não são estáticos como antes, feliz Dia das Mães! 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ser espírita

José Francisco Costa Rebouças

Às vezes, me pego em silêncio, reflexionando sobre o porque de também seguir a filosofia Espírita para através de seus postulados buscar a companhia do Mestre Jesus, quando tantas outras maneiras de professar o mesmo Cristianismo se apresentam bem menos difíceis, com bem menor grau de responsabilidade e dificuldade.

Digo isto, por que convivo com outros tantos irmãos Cristãos, inclusive familiares, seguidores de religiões que apresentam diversas maneiras de salvação para seus seguidores com maior facilidade uma em relação a outra, carecendo em certos casos apenas que o Cristão aceite Jesus em sua vida para obter a salvação imediatamente, apagando daí em diante, todo o seu passado, não interessando o que tenha feito de mal ao seu semelhante.

Outros seguidores do mesmo Cristianismo, conseguem o privilégio da salvação comparecendo à sua instituição religiosa semanalmente, confessando ao representante de Jesus na terra, fazendo algumas orações e recebendo a Hóstia Sagrada, que tem o poder de limpá-lo de todos os seus pecados, saindo o indivíduo completamente limpo e renovado para praticar logo a seguir todas as suas costumeiras atitudes do dia a dia, bebedeira, injustiças, "espertezas", atitudes criminosas, desrespeito ao seu semelhante, e por aí afora.

Após longa reflexão, desperto e imediatamente agradeço a Deus, por ter encontrado em minha vida a benção da Doutrina Espírita, para mais uma vez me esclarecer que não posso mais me dar o direito de perder tempo com reflexões descabidas, quando posso utilizá-la em proveito próprio e de meus semelhantes, procurando refletir de que modo posso ser útil a esses mesmos irmãos ainda iludidos com a facilidade de ter a seu bel prazer o reino do Céu e seus Santos à disposição de quando decidirem por se salvar.

Já tenho convicção da minha responsabilidade de co-criador deste universo do qual faço parte, que tenho um papel importante para desempenhar nessa sociedade que me abriga, que tenho a meu favor todos os elementos de que preciso dispor para através do trabalho lograr êxito nesta minha atual passagem por este planeta, que depende de cada um de seus habitantes para também ascender na escala hierárquica dos mundos, não prescindindo da minha ínfima participação.

Por isso, meus irmão e amigos, tomemos da enxada e comecemos a arar o nosso campo de atuação em todas as atividades que desempenhamos na sociedade hodierna, na certeza de que a verdadeira reflexão que devemos fazer diariamente tem que levar em consideração a nossa melhoria interior enfatizada no estudo do Espiritismo, que nos levará a prática da caridade através da benção do trabalho em prol do nosso próximo mais próximo.

franciscoreboucas@superig.com.br

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/comportamento/ser-espirita.html


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Preces Pelos Desencarnados, Compartilho estas Preces aos Familiares e Amigos dos Irmãos que Desencarnaram em Santa Maria R.S



PRECES PELOS DESENCARNADOS
Por alguém que acaba de desencarnar.
59 Instrução Preliminar
(O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo 28 – pags. 299/300/301 – 4 Preces pelos desencarnados).
As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não têm somente como objetivo dar-lhes um testemunho de simpatia; objetivam também ajudar no seu desligamento e, com isso, atenuar a perturbação que sempre se segue à separação e tornando-lhes mais calmo o despertar. Neste caso, porém, como em outras circunstâncias, a eficiência da prece está na sinceridade do pensamento, e não na quantidade de palavras ditas com maior ou menor vigor e, das quais, muitas vezes, o coração não toma nenhuma parte.
As preces que vêm do coração se fazem ouvir em torno do Espírito, cujas idéias ainda estão confusas, como vozes amigas que nos vêm despertar do sono. (Veja O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 27:10.)

Prece
Deus Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre a alma de …, que acabais de chamar para vós.
Possam as provas que enfrentou na Terra lhe serem consideradas, e nossas preces suavizar e encurtar as penas que ele(a) ainda tenha que suportar na Espiritualidade!
Bons Espíritos que o(a) viestes receber e, principalmente, vós que sois seu anjo guardião, ajudai-o(a) a livrar-se da matéria; dai-lhe a luz e a consciência de si mesmo(a), a fim de tirá-lo(a) da perturbação que acontece quando da passagem da vida corporal à vida espiritual.
Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que tenha cometido e o desejo que lhe seja permitido repará-las, para apressar seu adiantamento em direção à eterna bem-aventurança.
…, acabas de reentrar no mundo dos Espíritos e, apesar disso, estás aqui presente entre nós; tu nos vês e nos ouves, pois apenas deixaste o corpo material, que logo será reduzido a pó.
Deixaste a capa grosseira da carne, sujeita às adversidades e à morte, e apenas conservaste o corpo etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos da Terra.
Já não vives mais pelo corpo, vives a vida do Espírito, e essa vida está isenta das misérias que afligem a Humanidade.
Não tens mais o véu que oculta aos nossos olhos os esplendores da vida futura.
Podes, agora, apreciar as novas maravilhas, ao passo que nós ainda estamos mergulhados nas trevas.
Vais percorrer o espaço e visitar os mundos com inteira liberdade, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, onde nosso corpo material nos retém, semelhante para nós a um fardo pesado.
O horizonte do Infinito vai se desenrolar diante de ti e, na presença de tanta grandeza, compreenderás o vazio, o nada de nossos desejos terrenos, de nossas ambições materiais e das alegrias fúteis às quais os homens se entregam.
A morte é, para os homens, não mais do que uma separação material de alguns instantes.
Do exílio, onde ainda nos retêm a vontade de Deus e os deveres que temos a cumprir na Terra, nós te seguiremos pelo
pensamento, até o momento em que nos seja permitido nos reunirmos, como tu estás reunido com aqueles que te precederam.
Se não podemos ir até onde estás, tu podes vir até nós.
Vem, até os que te amam e que tu amas; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são queridos.
Protege-os segundo o teu poder; suaviza-lhes os desgostos pelo pensamento de que estás mais feliz agora, e dando-lhes a consoladora certeza de que estarão um dia reunidos a ti num mundo melhor.
No mundo em que estás, todos os ressentimentos terrenos devem se extinguir.
Que possas, de agora em diante, para a tua felicidade futura, estar inacessível a isso!
Perdoa, pois, àqueles que não foram justos para contigo, como te perdoam aqueles junto aos quais procedeste mal.
Tratando-se de uma criança, o Espiritismo nos ensina que não é um Espírito de criação recente, mas um que já viveu e que pode já ser bem adiantado.
Se sua última existência foi curta, é que ela era apenas um complemento da prova, ou devia ser uma prova para os pais. (Veja nesta obra Cap. 5:21.)
Nota. Podem-se acrescentar a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais segundo as circunstâncias particulares de família ou das relações, bem como a posição do falecido.

Prece(2) (outra)
(2) Esta prece foi ditada a um médium de Bordeaux, no momento em que passava, diante de suas janelas, o enterro de um desconhecido.
Senhor Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre nosso irmão que acaba de deixar a Terra!
Que vossa luz brilhe a seus olhos!
Tirai-o das trevas; abri seus olhos e seus ouvidos!
Que vossos bons Espíritos o envolvam e lhe façam ouvir as palavras de paz e de esperança!
Senhor, por mais indignos que sejamos, ousamos implorar vossa misericordiosa indulgência em favor deste nosso irmão que acaba de ser chamado do exílio; fazei com que seu retorno seja o do filho pródigo.
Perdoai, meu Deus, as faltas que possa ter cometido, para vos lembrardes somente do bem que haja feito.
Vossa justiça é imutável, nós o sabemos, mas vosso amor é imenso.
Nós vos suplicamos para apaziguar a vossa justiça por essa fonte de bondade que emana de vós.
Que a luz se faça para vós, meu irmão, que acabais de deixar a Terra!
Que os bons Espíritos do Senhor desçam até vós, vos rodeiem e vos ajudem a sacudir as vossas correntes terrenas! Compreendei e vede a grandeza do Nosso Senhor: submetei-vos, sem murmurar, à sua justiça, mas não desacrediteis nunca da sua misericórdia.
Irmão! Que um sério exame do vosso passado vos abra as portas do futuro, ao vos fazer compreender as faltas que deixastes atrás de vós e o trabalho que vos resta fazer para repará-las!
Que Deus vos perdoe e que seus bons Espíritos vos sustentem e vos encorajem!
Vossos irmãos da Terra orarão por vós e vos pedem para orar por eles.

Fonte: http://www.refletindo.com.br/2011/03/02/preces-pelos-desencarnados/



ALCOOL - USO, ABUSO E CONSQUÊNCIAS


Além de ser considerado como o principal fator de risco para no Brasil, o uso do alcool (mesmo em doses moderadas, mas contínuas) também deforma o aspecto físico pessoal; além é claro da deformação moral, do aumento da violência.
Tolerada e muitas vezes incentivada, a indústria das bebidas, não divulga e ainda maquia, camufla as consequências físicas e morais.
O Governo da Escócia desenvolveu um aplicativo de celular que realiza uma simulação dos efeitos do alcool no visual de mulheres após dez anos.
Essa ação faz parte de uma campanha do Governo para incentivar as mulheres a beberem menos.
Ao mesmo tempo, o governo da Russia começou ontem, 10/01/2013, a restringir a venda de cerveja para diminuição do alcoolismo.
No Brasil, verão, carnaval e daí a publicidade desenfreada das marcas mais famosas vai incentivar ainda mais o consumo.
Acredito que seja momento de pensarmos em inibir a propaganda, da mesma forma que foi feita com o cigarro. Quem a 20 anos atrás imaginaria um mundo com menos fumaça?
Já iniciamos, é verdade, com lei e campanhas como a da lei seca.
Hoje podemos aspirar por um mundo sem ressaca, sem crimes relacionados ao uso e abuso de alcool, com menos acidentes e a consequente queda dos custos nos tratamentos das sequelas deixadas.
Claro, que apenas a renovação moral, poderá por fim extirpar esses e todos os outros vícios, mas por que nós não começamos já a trabalhar por um mundo melhor?
É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles
próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao
mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VIII, item 14.

Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/alcool-uso-abuso-e-consqu-ncias



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Contribuições do Espiritismo para uma Nova Família

A família atual sofre ataques profundos em sua estrutura, apressando as mudanças, no conjunto das mutações que revoluciona o comportamento social, abalando velhas estruturas e tradições.

Como conceituar a família atual, comparativamente à tradição? Como executar as funções de pai e mãe num momento tão inseguro como atualmente? Como encaminhar os filhos ou ensiná-los ao autogoverno, em meio a tantas variáveis e da imaturidade natural?

Teria o Espiritismo contribuição objetiva para encaminhar a questão familiar de maneira a ajudar os pais e a família a encontrar um caminho de realização?

Pretendo analisar as questões relativas ao núcleo familiar, na procura de indicações que formulem uma filosofia espírita da família, contribuindo para a dar ao núcleo doméstico a eficiência afetiva que é fundamental para o bom encaminhamento dos Espíritos que reencarnam.


EM BUSCA DE UM NOVO MODELO

Após 1945, a estrutura moral e de valores da sociedade foi definitivamente balada. Após os horrores da II Guerra Mundial do século 20, o modelo que vinha sendo corroído mais aceleradamente com a queda da moral vitoriana do século 19 e pelos efeitos da I Guerra Mundial de 1914-1918, mostrou-se inadequado, falso e hipócrita.

Desde então buscam-se novas formas de relacionamento, sem encontrar um novo rumo. O que se vê é um não-modelo ou um modelo a procura de um sentido, moral e social, com fundas repercussões na instituição da família.

A família nuclear de hoje, na cultura ocidental e cristã, com seu reduzido numero de participantes, é o retrato atual de um longo e diversificado processo de depuração da instituição familiar.

O modelo de relação familiar que herdamos decorre da implantação do cristianismo no mundo ocidental. Analisando a conceituação básica do pensamento cristão, sob a ótica espírita, devido a visão de homem e de mundo adotada, podemos dizer que o cristianismo jamais entendeu a criatura humana, sua estrutura espiritual, medos e ansiedades. Centralizado na obsessão de salvar a humanidade, criou um sistema moralista baseado na negação do ser e na repressão sexual.

A figura paterna passa por revisão avassaladora tanto pelos filhos, como pelo próprios pais. A mãe já não quer ser a rainha do lar, mas deseja participar social e profissionalmente e assumir a condição de mulher desejante, enfim, uma pessoa com direito à busca de si mesma, sem a tutela paterna ou do marido.

Balançam as opções. Persistir no não-modelo , isto é, abandonar e desprezar todo o acervo histórico e moral existente e deixar as coisas correrem ao sabor das casualidades ou manter o modelo a procura de um sentido, resgatando parte do passado e buscando novas orientações, que é o que permanece no limbo das transições em curso.

É verdade que não há como abandonar os fundamentos morais mais substanciais da doutrina cristã. O que incomoda e torna frágil a estrutura familiar é a falta de uma base conceitual límpida, sem coerção e pré-conceitos que se mostram antinaturais.


MUTAÇÕES

Analisarei alguns itens que transfornaram o velho modelo familiar.

A - Liberação Sexual da Mulher

Nada mais justo que a mulher tivesse conquistado o direito a sua sexualidade. Seria absurdo persistir no parâmetros que a Igreja cristã estabeleceu para a mulher, seja sexual, humana ou socialmente.

As mulheres têm agora a liberdade de usar sua sexualidade conforme sua consciência. No uso do livre arbítrio, essa liberação será legítima conforme for utilizada de maneira equilibrada e responsável, de maneira a manter a dignidade da pessoa.

É inegável que essa liberação abalou profundamente os alicerces da antiga família . Não apenas por essa elevação social e humana da mulher, mas por todas as transformações que daí decorreram e decorrem para as instituições do casamento, da divisão do trabalho no lar e pela eliminação do poder legal e institucional do homem na estrutura da família. Ou seja o rompimento da base sobre a qual a Igreja edificou o instituto da família.

B - Questionamento do Casamento

A indissolubilidade do casamento, pregada secularmente pela Igreja é um contrassenso, felizmente erradicada pela maioria dos países cristãos. As pessoas até nominalmente cristãs, sem dar importância à posição das igrejas em geral, casam e descasam.

O Espiritismo sempre foi favorável ao divórcio. Kardec disse-o claramente.

Muitas vezes os casamentos são desfeitos pelo voluntarianismo, pelo egoísmo e pela impaciência na adaptação. Outras, entretanto, são decorrentes de situações dramáticas, de sofrimentos e comportamentos que atingem a dignidade. Nesses casos, não há porque mantê-los. Eis o que diz O Livro dos Espíritos:

940 . A falta de simpatia entre os seres destinados a viver juntos não é igualmente uma fonte de sofrimento, tanto mais amarga quanto envenena toda a existência?

- Muito amarga, de fato: mas é uma dessas infelicidades de que, na maioria das vezes, sois a primeira causa. Em primeiro lugar as vossas leis estão erradas, pois acreditais que Deus vos obriga a viver com aqueles que vos desagradam?

A própria instituição do casamento formal, legal, é questionada por muitos. Todavia, o anseio de construir uma família e a procura de uma convivência duradoura, dominam o cenário. Novas formas no relacionamento entre os cônjuges decorrerão do nivelamento mental, moral e até profissional dos parceiros. A antiga família contemplava a supremacia do homem, o “cabeça da família”, o que saía para prover os recursos e a submissão da mulher que devia ficar na casa para os serviços domésticos. O novo panorama exige a mudança desse modelo, com funções compartilhadas pelo casal. O casamento do futuro será baseado no afeto e no amor.

C - Sexualidade Sem Compromisso

Em virtude da liberação sexual da mulher, a sexualidade teve novos contornos na sociedade atual. Muitas máscaras caíram, muita hipocrisia desfez-se e também muito exagero e mesmo libertinagem se instalou. O alastramento da Aids é uma consequência dessa desestruturação moral. “Transar” já é normal. A virgindade feminina não é considerada fundamental. Entretanto, as famílias bem estruturadas deverão criar um clima de confiança e equilíbrio, de compreensão dos fatores sexuais, de modo a induzir os filhos a iniciar-se na sexualidade de maneira consciente, no seu tempo adequado, com apoio e acompanhamento dos pais.

D - Limitação dos Filhos

Na onda de transformações, as famílias encolheram. Dificuldades naturais e outros fatores levaram os casais na sociedade cristã a pensarem numa família nuclear reduzida. O problema da limitação dos filhos repercute na produção de remédios e métodos anticonceptivos. Alguns notadamente insensíveis e perniciosos, como a utilização do aborto como método anticoncepcional, o que não se pode aceitar. Parece-me, dentro da lei do livre arbítrio, que a decisão de limitar o número de filhos pertence ao casal. O planejamento, entretanto, não será legitimado se for baseado no egoísmo ou na futilidade.

A paternidade realça o valor do homem para si mesmo, tanto quanto a maternidade eleva a mulher no seu próprio conceito. São estados de consciência que gratificam o Espírito, preparando-o para movimentar energias e possibilidades. (Amor, Casamento & Família, Jaci Regis, pág. 69).


REESTRUTURAÇÃO MENTAL

A introdução de um modelo renovador deve começar pela mudança da estrutura mental da pessoa e, posteriormente, pela reestrutura mental da sociedade. Sabemos que a sociedade cria sua própria moral que atua de forma condicionadora sobre o indivíduo. Logo a organização familiar estabelecida pela Igreja, séculos após séculos de indução, criou modelos mentais fixos, a custos reorganizados na mente.

Quando Allan Kardec queixava-se da inexistência de um vocabulário específico para as idéias espíritas, sabia que uma palavra de significado consagrado em tradição secular correspondia a fixações mentais condicionadas.

Assim, a palavra família, por exemplo, embora designe uma estrutura bem conhecida, essencialmente, tem entendimento diferente e contraditório quanto a sua real significação.

No sentido de criação de uma mentalidade mais aberta, devemos considerar que tanto a concepção espiritualista univivencial, como também a materialista, entendem que a família é uma reunião fortuita e circunstancial de pessoas corporais dotadas, para os espiritualistas, de uma alma, criada no momento da concepção e para os materialistas apenas como um organismo vivo.

A concepção espírita é totalmente diferente, uma vez que concebe a vida corpórea como um segmento da vida espiritual dinâmica e imortal. Isto é, que a sociedade humana atual é composta de Espíritos reencarnados, ou seja, seres inteligentes perfeitamente definidos e delineados, dentro da lei da evolução, da qual a reencarnação é instrumento.

Dessa forma, postula que a família, antes de tudo, é um encontro de Espíritos. A família, na visão kardecista, é uma reunião de Espíritos afinizados em níveis de moralidade e evolução.

Na visão cristã e materialista, os filhos, por exemplo, não escolhem a família. São gerados aleatoriamente pelos pais e têm que sofrer suas influências, sem poder dela se esquivar, imposta que foi, pelo azar ou pelo destino, a convivência com eles.

Na compreensão kardecista, dentro de uma possível programação pré-reencarnatória, muitos filhos escolheram as famílias em que se encarnam, dentro da relação afetiva e sintônica que estabelece as ligações emotivas das pessoas.

Na visão cristã e materialista, a criança é um ser inocente criada na gestação, entregue aos azares do destino, cujo futuro dependerá de situações aleatórias, que da qual ao crescer se exigirá caráter ilibado, bom. No caso materialista desembocando na finitude da existência e no cristão, para garantir, depois da morte, um lugar no céu ou condenação. ao inferno.

Na visão kardecista a criança é, essencialmente, um Espírito com acervo evolutivo específico, que se submete a um processo de aprimoramento, na encarnação, da qual sairá mais experiente, em trânsito para a continuidade de seu projeto evolutivo, que recebemos como companheiro de jornada evolutiva.


NOVO MODELO

Primeiro é necessário definir como o Espiritismo analisa a vida corpórea.

Aí a compreensão espírita permeia uma posição de extremo equilíbrio. Embora enfatizando a natureza imortal do ser, apoiada na visão evolutiva e da reencarnação, de modo algum a doutrina despreza ou diminui a vida terrena. Nem poderia, uma vez que ela não é uma exceção, nem castigo ou exílio, como às vezes se propala, dando seguimento à afirmação cristã da precariedade da vida humana, como mera transição para o céu ou o inferno.

Em outras palavras, o Espiritismo dá grande ênfase à vida terrena. Para o espírita a encarnação não é um constrangimento.

No nosso nível evolutivo, ela é uma decorrência natural, desejada e imprescindível. Na medida que o Espiritismo nos liberta das velhas contradições do cristianismo a respeito da ação divina e do pecado, vamos compreendendo que encarnar representa uma condição necessária e que cada vida corpórea, matizada pelo esquecimento do passado, representa uma aventura, um caminho a ser percorrido com surpresas, vitórias, fracassos.

Nessa vida o Espírito exprime seus sentimentos, medos, desvios e acertos. Mas é também da sabedoria divina, que a encarnação promove um processo de desvinculação das personalidades anteriores e, embora guardando, como é compreensível, o imo de si mesmo, apresenta-se no mundo aberto, desguarnecido, pronto para receber influenciações que são decisivas para definir.

Isto é, o esquecimento das vidas passadas é, justamente, o instrumento capaz de permitir ao reencarnado viver a vida como se fosse a primeira e única vez que o faz.

Por isso esse modelo não cria qualquer diferença ou condena as manifestações comuns e naturais, sejam sexuais ou afetivas que geralmente constroem as relações familiares.

Não encontro base para engessar o pensamento em formas expiatórias relativas a erros do passado. Ou seja, não considero que todas as agregações familiares sejam previamente combinadas antes da encarnação. Não descarto essa possibilidade, mas não a tomo como básica na compreensão das relações afetivas entre o casal e os filhos e no conjunto familiar em geral.

Isso é necessário para libertar a mente de fantasmas e evitar justificar comportamentos agressivos, ódios, apegos excessivos ou outras formas que constituem uma grande parte da relação familiar, sempre com consequências funestas.

O amor, a afeição são forças interiores da estrutura espiritual e não precisam de justificativas sobre possíveis ligações anteriores para se consolidarem.

Vivendo intensamente a realidade do presente, embora com a visão ampla e libertadora da doutrina espírita, construiremos a família dentro de modelos dinâmicos, exercendo as funções paternais com desembaraço e consciência.


O NÓ DOS CONFLITOS

Os mecanismos da reencarnação são dispostos de modo que ao encarnar o Espírito, desvincula-se de suas personalidade, embora mantendo o acervo próprio de sua individualidade.

Com isso, o Espírito pode reiniciar seu aprendizado terreno, como se fora a primeira vez que o fizesse. O esquecimento do passado é um instrumento básico para permitir a reciclagem das personalidades, condição indispensável à criação de oportunidades de crescimento e refazimento.

Essa realidade nos livra de permanecer na relação humana na posição dúbia de querer ver além do tempo, a motivação pessoal de certos conflitos.

Diante do cônjuge de difícil convivência não há como vê-lo como alguém que nos cobra a culpa por erros do passado, a pretexto de pagar dívidas passadas. Amá-lo, suporta-lo ou tolerá-lo ou não, será fruto da consciência dos fatores que cada um tem que analisar para a tomada de decisões. Da mesma forma o filho rebelde e difícil não tem que ser olhado como uma desafeto que volta para cobrar alguma coisa.

São desafios difíceis, mas que podem ser enfrentados, a partir de uma visão menos utilitarista da vida

Essa diversidade de visão caracteriza formas muitos diferentes de analisar a vida terrena e deveria desencadear motivações pedagógicas e comportamentais profundamente positivas na relação familiar, considerando a posição espírita.

Muitos pais reclamam das dificuldades em criar um ambiente doméstico equilibrado e basicamente positivo. Dizem, com certa razão, que existem, hoje em dia, concorrentes poderosos à conivência familiar. A inserção da mulher no mercado de trabalho, por exemplo, tirou o papel de dona de casa . Se o casal trabalha fora, há de haver uma concentração mental e moral capaz de suprir a ausência com a criação de uma psicosfera familiar segura, de modo que os filhos se sintam importantes, notados e amados, ainda que sem a presença constante dos pais.

Essa circunstância obriga a entregar os filhos em mão de terceiros, sejam parentes, empregados ou instituições, mas isso, como se pode comprovar, não afasta os filhos dos pais desde que, como disse, se deem aos filhos de maneira consistente.

Na verdade, a maioria dos problemas dos filhos é decorrentes do abandono devido a futilidades e egoísmos materno ou paterno, de modo que vibracionalmente eles sentem que são deixados de lado, que não são importantes ou amados.

A concorrência da televisão pode e deve ser contornada com a formação do hábito da conversa positiva, do diálogo e da união familiar em torno de tarefas de ideal, de serviço ao próximo, de utilidade humana, ao lado da merecida e equilibrada cota de laser, recreação, conforme as condições permitirem.

Verificamos que a função paterna e materna, não se complica, mas exige uma atuação mais próxima, mais constante e uma abertura mental dos genitores para olhar os filhos com novo olhar.

A visão imortalista produz efeitos benéficos na estrutura do ser. No caso de uma gravides, por exemplo, a mãe e, ao seu lado o pai, acompanharão o desenvolvimento do feto com ternura e expectativa, sabendo embora que aí se está gerando um corpo que servirá de expressão viva de um Espírito vivido, que virá ao encontro de seu lar para receber amor, compreensão, diretrizes.

Certamente ele será um bebê, criança e viverão a realidade da convivência. Os pais chorarão por ele, se preocuparão com as doenças, com os problemas e o futuro dele. Mas tudo isso dentro de uma ótica mais equilibrada e compreensiva.


CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS

Bem compreendido o Espiritismo é instrumento de libertação e expansão da consciência. A reencarnação, como vimos, é um instrumento do processo evolutivo do ser imortal. É um segmento repetitivo, na nossa fase atual, de aprendizado e reajustamento psicológico, emotivo e moral.

No vocabulário espírita, as expressões castigo, punição, expiação, provas , relativamente ao ser e à vida corpórea, devem ser entendidas, sobretudo, como oportunidades . Ou seja, a divindade não pune, oportuniza.

Devido às realidades espirituais dos habitantes deste planeta e as implicações culturais, o lar só será o doce lar, conforme forem cultivados pelos seus componentes valores positivos. Isso não significa uma homogeneidade total, pois, pragmaticamente, a família é um polo de conflitos. De conflitos porque reúne em seu espaço afetivo todas as paixões e aspirações humanas. Nele reúnem-se Espíritos vivenciados, em busca de uma nova oportunidade de crescimento que a encarnação permite.

Essa visão espírita é extremamente moral, mas não moralista. O Espiritismo baseia-se nos fundamentos da moral de Jesus de Nazaré. Todavia, a filosofia de vida é determina o comportamento. As informações e mesmo o conhecimento formal e intelectual das coisas, nem sempre consegue mudar os impulsos afetivos, nem direcionar convenientemente as emoções.

O sentimento é que estabelece a forma de vivenciar.

E o sentimento é produto de um complexo de percepções do Espírito, que tem que manipular, entretecer-se com variáveis afetivas que incluem o medo, o desejo, a rejeição e o amor, este compreendido, antes de tudo, como uma forma de sentir-se aceito, protegido, sustentado afetivamente.

É a partir dessa matriz que o comportamento se realiza na relação, pois podemos saber que não devemos fazer algo mas fazemos, temos conhecimento que certas formas de agir são prejudicais e mesmo assim as executamos.

Dito isto, consideremos a base moral das relações. É certo que existe uma moral social, coletiva, cultural. São crenças, costumes e leis que estabelecem os limites da relação entre as pessoas, nas quais a família se insere. Pois a moral, em resumo, é a maneira como cada um se relaciona consigo mesmo e com os outros.

Todavia, é também da concepção espírita que existe uma Lei Natural que estabelece limites e canalizações da afetividade, de modo a que a pessoa se encaminhe, pelo melhor caminho possível, para encontrar uma relativa harmonização com a Lei.

Essa compreensão será a baliza da moralidade.

Fonte: Jornal de cultura espírita Abertura, maio de 2000, ano XIII, nº 148 - Santos-SP.
- http://viasantos.com/pense/arquivo/1338.html

Jaci Regis (1932-2010), psicólogo, jornalista, economista e escritor espírita, foi o fundador e presidente do Instituto Cultural Kardecista de Santos (ICKS), idealizador do Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (SBPE), fundador e editor do jornal de cultura espírita “Abertura” e autor dos livros “Amor, Casamento & Família”, “Comportamento Espírita”, “Uma Nova Visão do Homem e do Mundo”, “A Delicada Questão do Sexo e do Amor”, “Novo Pensar - Deus, Homem e Mundo”, dentre outros.