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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Amar é caminho para saúde e felicidade

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando o homem da ciência a buscar anos a fio por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir.

Isto se dá de forma permanente, porquanto ao lograrem bons resultados terapêuticos frente a esta ou àquela enfermidade, logo outra surge pondo à prova a inteligência e a persistência desses homens dedicados a minorar o sofrimento alheio.

Todavia, aparece em nossos tempos, não que outrora não existisse, mas descoberto por nós, e de forma bem categórica, o grande efeito curador do amor, tornando-se a exteriorização desse sentimento uma autêntica panacéia no meio científico ( 1 ).

O mais interessante desse novo tipo de “medicamento terapêutico” é que ele não custa nada, pode ser ministrado por qualquer pessoa e se aplica com o paciente perto ou longe do seu curador. Já tendo sido realizado por médicos, a relação da enfermidade com a fé e a oração, que são cultivos do próprio potencial de amar de cada um.

Antes de curar com o amor, muitos médicos estudiosos do assunto chegaram à seguinte conclusão: quando se consegue que as pessoas curadoras amem a si mesmas, algumas coisas incrivelmente maravilhosas começam a acontecer, abrangendo não só o aspecto psicológico mas sobretudo o físico.

Ao tomar uma postura psicológica altamente positiva e altruísta, o mundo físico interior do paciente sofre também alteração semelhante, melhora, cura-se, reequilibra-se.

Necessário, assim, ao terapeuta induzir seus pacientes e a eles próprios a sentirem e expressarem o amor. Muito se tem visto a questão do relaxamento terapêutico que conduz o ser humano a esferas interiores, proporcionando a si mesmo momentos de tranqüilidade e de refazimento, moldando como conseqüência uma saúde mais plena, ou pelo menos o indício de tudo isso. E tem-se observado que o retorno do paciente após essas terapias, ele retorna bem mais tranqüilo, em comparação ao que havia iniciado. O seu tônus vibratório, pulsação, batimentos cardíacos são paulatinamente reequilibrados dando uma sensação de bem estar profundo.

Compete, antes de tudo, ao terapeuta, transmitir de forma persuasiva ao seu paciente que ele é amado pelo seu curador e que ele, doente, é criatura digna de ser amada, a atenção dada pelos profissionais da área de saúde será recurso imprescindível no tratamento.

O amor é importante na cura porque é o mais significativo elemento da vida humana, constituindo-se, sem embargo, como a síntese da vida em sua expressão holística. Sugerimos a leitura do capítulo 18 do livro “Nosso Lar”, da série André Luiz, psicografia de Chico Xavier, cujo título é “Amor – Alimento das Almas”, edição da FEB. Somo criados pelo Amor (DEUS), e cada um de nós é parte integrante desse amor, pena é que ainda não descobrimos ele inteiro.

O amor deve ser doado de forma espontânea, nunca compulsoriamente. Amar não se impõe, é um ato de livre escolha. Ninguém deve ser constrangido a amar, porque amar é movimentação energética do espírito que se transmite e somente assim o faz quem a tem; não se falsifica condição energética sem a ter. Tudo que é obrigado causa constrangimento e conseqüentemente superficialidade. Por isso, ame não finja, e não force ninguém a amá-lo.

Erroneamente se fala em o “amor verdadeiro”, o que levaria à suposição da existência de o “amor falso”. Dado, a várias interpretações erronias que existem sobre o amor.

Ora, amor é amor, sem gradação alguma, e nós aduzimos: não se conjuga, em essência, o verbo amar no passado ( eu amei ), porque quem ama nunca deixa de amar. No presente e no futuro, tudo bem ( eu amo, eu amarei ) mas no passado, não. É uma heresia ao amor.

Várias são as formas de passarmos a nos amar. Podemos recorrer à meditação, à oração, utilizar a música em busca do bem-estar interior ou simplesmente nos colocarmos diante de um espelho e dizermos a figura ali refletida que a ama, a quer muito, que ela é muito bela e que tudo fará por amá-la para sempre, com total fidelidade. Pare, agora, e olhe para você mesmo, já viu o quanto és uma bela pessoa, olhe bem, não finja, você é belo, importante e merece ser amado, primeiramente por você mesmo, pois você é o próprio fulcro gerador desse amor.

O trabalho do terapeuta é o de colocar o paciente de novo no caminho reto, ou seja, aquele caminho que o levará a se valorizar, auto-perdoar-se e amar-se. Isto significa fazer com que o paciente se sinta capaz de contribuir para um mundo melhor, ofertando-lhe o seu amor.

O contato físico para a cura ( não é o sexual ) tem significativa importância, é conveniente. E quando se ama, não se deve alimentar o receio de abraçar o paciente, apertar sua mão, demonstrar carinho por ele através do afago.

A alimentação do ressentimento pode conduzir pessoas até mesmo ao crime. Aquilo que não se diz é, geralmente, o que mais dano provoca na criatura, doente ou candidata a adoecer. O ressentimento é um veneno que nós mesmos tomamos e esperamos que o outro morra.

Os nervos do ressentido se torna um gatilho prestes a disparar a exagerada sensibilidade, pronto a explodir por qualquer motivo insignificante, nessas horas apresentando um tipo de reação desproporcional ao fator desencadeador do ressentimento. Se nos víssemos diante de um espelho nesse momento do revide, verificaríamos uma transformação profunda em nossa entranhas até, mudança radical da fisionomia e expressões físicas, desastrosas.

O verdadeiro terapeuta não é alguém que lança olhar superior sobre o doente, mas aquele que considera o trabalho de cura como um diálogo e um aprendizado, tanto para o paciente quanto para o curador. Paciente e terapeuta entram naturalmente num processo através do qual um termina por curar o outro, porque passa a haver entre os dois uma integração perfeita, um sentindo o que atinge o outro, tal o grau de confidência a que chegaram. Essa interação se dá quando existe algo favorável ou desfavorável que está sendo vivenciado por um dos dois.

Chegaram os estudiosos da terapia do amor à conclusão, até certo ponto já do conhecimento público, que o fundamental é se amar o que se está fazendo.

Por índole ancestral o ser humano somente valoriza o que perde. Quando a coisa perdida está à plena disposição pouco ou nada significa. Pois sem nos valorizar, dificilmente valorizaremos os outros.

A vida saudável e seu dinamismo pulsante dentro de nós não o percebemos quando estamos bem. Somente quando o véu da morte paira sobre a nossa cabeça nos chocamos com a possibilidade do seu envolvimento.

Recobrando a saúde, voltando a disposição de realizar, sentimo-nos gratos, lembramo-nos de Deus e a Ele costumamos agradecer quando alguém nos diz : “Como você está bem!”. “Graças a Deus”, é a nossa resposta, invariavelmente.

O que é a cura? É toda uma movimentação química que ocorre no interior das nossas células, conduzindo-nos à retomada da ligação com a vida na plenitude de nossa capacidade de ação.

Curar-se é alcançar maiores níveis de capacidade de amar a nós, ao próximo e à vida, é aquele estado que nos conduz à vida mais plena. Vamos, com isso, notando que curar-se é, em essência, um fenômeno espiritual, pelo fato de ter a sua gênese no espírito. A cura é, pois, espiritual. Corpo sadio é sintoma de espírito saudável, feliz, que se ama. Devemos buscar objetivamente a saúde do espírito, e não apenas do corpo, sendo esse procedimento o que os médicos mais atualizados estão fazendo.

A síntese da mensagem de Jesus é que chegássemos ao patamar da nossa cura espiritual, ao dizer que prosseguíssemos vivendo e que não continuássemos pecando.

A cura analisada mais detidamente pelos pesquisadores da área ainda é um mistério. A medicina moderna apoia-se em observações que, em sua essência, são inexplicáveis. Chega-se à conclusão de que ninguém conhece a atuação de droga alguma. Lógico que a maioria dos médicos prefere ignorar que não sabe de fato o que ocorre, afirma apenas que tal remédio é eficiente, isso basta. Que importa, nessas horas, como se dá o restabelecimento do organismo, que mecanismo são acionados e como interagem? O cliente se curou ou foi curado, é tudo que basta.

A cura ainda permanece na fronteira existente entre o saber da ciência e a força do pensamento. É desta região, se assim podemos chamar, que se origina a cura. Chegar a este ponto crucial é o desafio existente.

No tratamento que conduz à cura existe um elemento que ultrapassa a técnica e que é fator vital unificador de todos os agentes e métodos de cura que só agora começa a ser explorado e utilizado – o amor.

O amor tem força curativa, porque leva ao relacionamento afetivo, a capacidade de nos fundir, de nos tornar unos, mesmo que seja por breves intervalos conosco mesmo, com o próximo, com a vida. “O amor é alimento das almas”.

Disseram os autores do livro aqui utilizado como apoio que precisamos encontrar um estado de harmonia entre nossas consciências intuitiva e espiritual. Para tanto, é necessário termos em conta que o processo de cura envolve a comunhão de três forças:

Participação original e espontânea na vida, livre de julgamentos;
Perceber as profundezas de onde emana o nosso envolvimento com a vida; e,
Amar incondicionalmente.
Vale buscar a síntese do que acima acabamos de registrar, isto é, que amar é imprescindível e o maior amor que já esteve aqui chama-se Jesus. Urge vivermos seus ensinos como a única forma de curar e de nos curarmos. Quem se cura, pode curar. Agora, quem ainda não alcançou a própria cura...

O Espiritismo, pois, ensina a amar quando afirma a necessidade de praticarmos a caridade para atingirmos a felicidade de viver.

(1) Todos estes informes médicos/científicos estão apoiados no livro “Curar, Curar-se” organizado por Richard Carlson, Ph.D e Benjamin Shield, livro da Editora Cultrix

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Por que os Médicos Hoje Acreditam que a Fé Cura?

Floriano Legado do Amaral

Deparamos com esta questão na revista "Seleções", edição de agosto de 2001, página 43, e nos apressamos em conhecer o conteúdo da matéria, elaborada por Lydia Strchl. E confirmamos o que já havíamos lido em outras fontes: Hoje, os médicos, apoiados em pesquisas que vêm sendo feitas em vários hospitais do mundo estão descobrindo que a fé realmente cura, ou pelo menos ajuda em muito os tratamentos médicos. Estamos certos de que uma olhadela nessa matéria ajudará muita gente que ainda vê a oração como simples ato místico, sem fundamento científico. Ei-la:
Um grupo de alunos de medicina vestidos de branco cerca um leito no Hospital Universitário de Georgetown. O paciente deitado na cama, Tom Long, fora esfaqueado no coração, estomago e, baço durante uma briga doméstica. Depois de sete cirurgias, foi liberado do hospital, com uma grande ferida no abdômen coberta por um enxerto cutâneo. Decorrido um ano, a lesão ainda não tinha cicatrizado. Assim, em dezembro de 1999, ele voltou ao hospital para se submeter à operação que por fim lhe fechou o abdômen.
Long relata, como já fez diversas vezes, a sensação de ser uma das poucas pessoas a sobreviver a uma facada no coração. Rhegar Foley, aluna do primeiro ano responsável pela entrevista, pergunta com nervosismo:

- Onde encontrou forças?

- É uma boa pergunta - diz Long, de repente vendo Rhegar como uma pessoa, e não mais apenas uma profissional de saúde.

Ele conta que deve a vida a algo mais do que os excelentes cuidados médicos que recebeu. Deve-se a Deus.

Faz-se silêncio. Os alunos cuja atenção havia se dispersado durante o relato histórico médico do paciente ficam alerta. Começam a surgir perguntas.

- A religião e a medicina têm uma relação inseparável - afirma Rhegar. - Vemos isso todos os dias. Mas não é apenas a religião organizada que dá força a alguns pacientes. - Todo mundo tem espiritualidade - diz ela. É isso, basicamente, que dá sentido à vida.

A ligação entre o corpo e espírito pode ser milenar, mas, conforme a cura foi se tornando uma ciência, os clínicos ocidentais se afastaram da espiritualidade e da fé religiosa. Agora, as necessidades dos pacientes, combinadas às pesquisas científicas que relacionam fé e boa saúde (ver Box) vêm pouco a pouco convertendo uma comunidade médica cética. Publicações científicas e livros abordam o assunto. Um número cada vez maior de médicos freqüenta conferências sobre fé e cura.

"Acho tudo isso parte de um retorno generalizado à espiritualidade", diz Carol P. Hausmann, psicóloga clínica que há seis anos fundou a Rede de Cura Judaica de Washington. A organização mantém grupos de apoio espiritual para pessoas enfermas. "A geração que agora está na meia-idade vê os pais envelhecidos, vê a si mesma envelhecer e busca profundidade e significado."

A ciência por trás da religião

Uma série de estudos recentes vem corroendo a parede entre igrejas e laboratórios. Essas pesquisas demonstraram, por exemplo, que aqueles que freqüentam serviços religiosos mais de uma vez por semana vivem, em média, sete anos mais do que os que não o fazem. Um estudo realizado em 1998 pelos médicos Harold Koenig e David Larson, do Centro Médico da Duke University, mostrou que as pessoas que freqüentam a igreja todas as semanas tinham menos probabilidade de serem internadas e, se fossem, não passavam tanto tempo no hospital quanto aquelas que iam à igreja com menos freqüência.

Essas correlações podem ser explicadas em parte pelo fato de aqueles que freqüentam a igreja terem uma probabilidade menor de fumar, beber ou envolver-se em comportamento sexual de risco, e mais chances de contar com uma rede de apoio social. No livro The faith factor: proof of the healing power of prayer (O fator fé:do poder de cura da oração) o clínico Dale Matthews destaca que a religião organizada oferece uma comunidade que faz e precisa que façam por ela - assar biscoitos, visitar pessoas, ajudar. E as pesquisas demonstram que pessoas isoladas vivem pior do ponto de vista psicológico e físico.

Alguns pesquisadores, porém, como o psiquiatra Martin W. Jones, cuja disciplina na Faculdade de Medicina da Universidade de Howard estuda a correlação entre a fé e cura, alegam que uma explicação completa sobre o efeito positivo da espiritualidade na saúde não é essencial.

"Não entendemos o mecanismo de muitas drogas. Sabemos apenas, pela observação de causa e efeito, que funcionam", diz o Dr. Jones. "Da mesma forma, conseguimos ver os efeitos da consciência espiritual de uma pessoa sobre a evolução de seu estado; portanto, por que não usá-la? É como o placebo", acrescenta. "Por que funcionou? Fé. É uma força muito poderosa.

Assim como a culpa. Richard P. Sloan, professor do Colégio e Cirurgiões da Columbia, opõe-se a que os médicos se "misturem" com as crenças religiosas dos pacientes. Para ele, se a medicina assumier a posição de que a devoção é saudável, o fato de alguém adoecer ou não se recuperar poderia ser considerado produto da falta de religiosidade.

Na verdade, mesmo os médicos que incluem a espiritualidade em sua maleta aceitam a importância de usar a fé apenas como um complemento à assistência médica e somente se o paciente estiver aberto a falar sobre suas crenças.

Salto da fé

Em 1996, Joe Semmes, então médico da Emergência do Hospital de Arlington, na Virgínia, recebeu o diagnóstico de câncer do pâncreas, com uma taxa de sobrevida em cinco anos de 50%. Semmes, hoje com 51 anos e pai de quatro filhos, embora de família católica, não se confessa desde a adolescência. Ele admite que não tinha muita paciência para conceitos como equilíbrio e energia. Entretanto, quando a mulher, Elonide, uma pragmática empresária, pediu às pessoas que rezassem por ele, nem discutiu. Recentemente Semmes lera sobre o uso da meditação ou da oração contemplativa para acalmar a mente. "apesar das controvérsias sobre o assunto, existem evidencias na literatura de que o estresse prejudica o sistema imunológico. Achei que tudo que pudesse fazer para ajudar meu sistema imunológico era válido."

Na véspera da cirurgia exploradora do marido, Elonide pediu um ritual de cura em sua igreja. "As pessoas colocaram as mãos sobre mim e cantaram hinos", conta ele. "Foi incrível o poder daquela comunidade."

O tumor de Semmes, que envolvia vasos sangüineos vitais, não pode ser retirado por cirurgia. Mas a radioterapia e 36 semanas de quimioterapia ajudaram reduzi-lo, o Semmes pediu aos cirurgiões que tentassem removê-lo. Em janeiro de 1998, uma cirurgia de 11 horas extirpou o tumor.

Hoje, cinco anos após o diagnóstico inicial, Joe Semmes não apresenta evidência de doença ativa e diz que tem "boa energia", embora a cirurgia tenha retirado a maior parte de seu pâncreas.

"Não quero que pensem que melhorei por causa das orações", diz Semmes. "Foram a radiação e a cirurgia. Mas fiquei mais otimista. A cura é um movimento em direção à plenitude - ter consciência de onde você se encontra, estar conectado aos outros e amar. O crescimento espiritual no momento do colapso físico é incrível. Um despertar."

Prescrição: rezar?

No início de sua carreira, na década de 60, o Dr. Matthews começou a perceber que seus pacientes queriam dele algo mais do que o diagnóstico físico e o tratamento: alguns, cientes da intensa fé do médico, queriam que ele rezasse com eles.

"Eu não tinha um modelo. A inclusão da espiritualidade em minha relação com os pacientes evoluiu enquanto eu ouvia, prestava atenção e descobria que as pessoas contavam com sua fé."

Filho de médico de uma cidade pequena e neto de missionário, o Dr. Matthews é clínico geral em Washington. Usa estetoscópio, solicita radiografias e prescreve Prozac, quando necessário. No entanto, ao colher a história clínica dos pacientes, constuma se informar sobre seu grau de crença religiosa.

"É como se ele oferecesse um apoio mais profundo", diz um dos pacientes do Dr. Matthews, um consultor em biotecnologia com uma doença autoimune crônica. Aos 47 anos, já passou por cirurgia de substituição de uma válvula aórtica, recebeu um diagnóstico de doença de Crohn intestinal e vive com artrite nas articulações.

Conformar-se com uma doença degenrativa e potencialmente fatal não é fácil. Ele diz que sobreviveu aos últimos seis anos tornando-se cada vez mais espiritualizado. O Dr. Matthews às vezes inclui nas receitas trechos das escrituras e recomenda locais que dão apoio espiritual.

"Isso tem certa magia", diz o paciente, cujo quadro se estabilizou. Apesar de recentes contratempos, ele afirma: "Minha fé serve como ponto de equilíbrio. Assim, não sinto a doença como um fardo."

Doutor, cura-te a ti mesmo

A medicina tradicional talvez esteja abraçando a espiritualidade porque pode se beneficiar da crença. "Estamos em uma época crítica.", diz a Dra. Christina Puchalaki, professora-assistente de medicina da Universidade George Washington. "Os médicos têm por dever colocar o bem do paciente acima do próprio bem. É uma vocação muito espiritual. Mas, com a transformação da medicina em negócio, corremos o risco de perder o sentido de propósito e significado."

Médicos e pacientes, porém, continuam a expressar o desejo de manter a fé. Em 1996, a Associação de Faculdades Médicas Americanas começou a entrevistar advogados de pacientes, médicos, executivos de companhias de seguro, estudantes de medicina e membros da comunidade para o seu relatório sobre objetivos das escolas médicas. Como temas significativos, surgiram questões culturais, espirituais e relacionadas ao fim da vida. As faculdades americanas estão respondendo à demanda: em 1992, apenas umas poucas incluíam a espiritualidade em suas disciplinas: hoje, cerca de 50 das 125 escolas médicas dos Estados Unidos têm disciplinas dedicadas ao assunto.

Na Universidade de Georgetown, entre cursos de bioquímica, os alunos do primeiro ano de medicina cursam uma disciplina denominada Tradições Religiosas na Assistência à Saúde. Ela aborda a correlação entre espiritualidade e saúde, e ensina sobre as principais religiões do mundo, de uma perspectiva médica.

Equipes de médicos e teólogos apresentam as visões das diversas fés: judaica, budista, islâmica, hindu, católica romana e protestante. Os alunos tomam conhecimento de que algumas religiões influem em decisões sobre eutanásia, transfusão de sangue, uso de medicamentos e tecnologias. Aprendem a avaliar as crenças do paciente de maneira objetiva e não ameaçadora. E ainda, a utilizar a ajuda religiosa, como por exemplo, o capelão do hospital, se as necessidades do paciente assim o exigirem.

"Os alunos estão ditando o rumo dessas mudanças", diz M. Brownell Aderson, da Associação de Faculdades Médicas Americanas. "Quem faz uma faculdade de medicina quer cuidar das pessoas. Percebe que a tecnologia é ótima, mas também quer ser capaz de se comunicar com os pacientes para poder trata-los. Quer fazer isso com alma."

Tratamento integral

Ao começar a perder a voz, Diane Rehm, apresentadora de um programa no rádio, fez exames e tratamentos, tentou remédios, consultou especialistas. Entretanto, em 1998, depois de sete nos de decepções, sua voz ficou tão trêmula que Diane foi forçada a parar de trabalhar.

Assim, quando um amigo a convidou a se submeter a um ritual de cura, Diane, que já se fiava em orações para obter forças em épocas melhores, concordou. Numa capela, o amigo, um bispo, celebrou com um colega um ritual de cura secular, colocando as mãos na cabeça de Diane e murmurando orações por sua voz. Quando terminou, a voz não mudara. Mas a radialista se sentia melhor.

"Se posso dizer que fui atingida por um raio de energia", indaga Diane. "Não, apenas me senti em paz. E tive a sensação de que e que diziam e faziam me ajudaria."

Diane começou a receber o ritual de cura semanalmente em sua igreja. Não desistiu, porém, de procurar auxílio médico. Dois meses depois, Paul Flint e Stephen Reich, médicos do Johns Hopkins, diagnosticaram uma distonia espamódica, que afetava os músculos que produzem som. Recomendaram injeções periódicas para uma paralização temporária da musculatura vocal hiperativa. Diane também se submeteu à acupuntura. Até o momento, o tratamento está indo bem e ela voltou a trabalhar.

"A cura pode vir na forma de aceitação, num relacionamento diferente consigo mesmo e com os outros, mantendo uma sensação de paz diante da aflição", reflete Diane. Ela enfatiza, como muitos outros, que a fé é um complemento ao tratamento médico.

"A doença tem um base física", diz Jones, da Universidade de Howard, ele mesmo um sobrevivente do câncer, "mas há uma hierarquia: o nível físico, o emocional, o intelectual e a espiritual." Jones antevê uma sutil mudança na prática médica, do tratamento da doença para o tratamento do indivíduo como um todo.

"No que se refere às doenças, a ciência tem sido incrível", diz a Dra. Christina, que também é diretora de ensino do Instituto Americano de Pesquisa em Assistência à Saúde. "Aumentamos a expectativa de vida em quase dois terços no século 20, sobretudo graças à ciência", acrescenta ela. "Mas atribuímos esse progresso a um só aspecto. E a ciência não é o quadro inteiro. Há um elo de confiança que pode não se formar quando nos concentramos apenas no lado físico do paciente."

Em outras palavras, não se trata da cura pela fé, mas da fé na cura.

Ação da prece, segundo o Espiritismo

"A prece (cf. item 9 do capítulo XXVII do Evangelho Segundo o Espiritismo) é uma evocação. Através dela, entra-se em contado, por pensamento, com o ser ao qual se dirige. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou uma glorificação. Pode-se orar por si mesmo ou por outro, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que são dirigidas aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando se ora a outros seres que não a Deus, aqueles funcionam apenas como intermediários, intercessores, pois nada pode ser feito sem a vontade de Deus.

O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento - vindo o ser rogado ao nosso apelo, ou indo nosso pensamento até ele. Para se ter idéia de que se passa em tal circunstância, é preciso imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que ocupa o espaço, assim como, aqui, estamos mergulhados na atmosfera. Esse fluido recebe um impulso da vontade - é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som. Com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal estendem-se infinitamente. Portanto, quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado e desencarnado, ou de desencarnado a encarnado, uma corrente fluídica estabelece-se de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente está em razão da energia do pensamento e da vontade. Assim, a prece é ouvida pelos Espíritos, em qualquer lugar que se encontrem; assim, os Espíritos comunicam-se entre si, transmitem-nos suas inspirações, e assim se estabelecem relações à distância entre encarnados e desencarnados.

Essa explicação é sobretudo para os que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por objetivo materializar a prece, mas tornar-lhe o efeito inteligível, mostrando que ela pode ter ação direta e efetiva. Não se torna, segundo essa explicação, menos subordinada à vontade de Deus, juiz supremo de todas as coisas, e o único que pode tornar eficaz a ação de qualquer prece.

Através da prece, o homem atrai o concurso dos bons Espíritos, que vêm apoiá-lo em suas boas resoluções, e inspirar-lhe bons pensamentos. Adquire, assim, a força moral necessária para vencer as dificuldades e reentrar no caminho reto, se dele se afastou; e também assim pode desviar de si os males que atrairia por sua própria falta. Um homem, por exemplo, vê sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim de seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se se não obtêm a cura? Não, pois poderia ter encontrado na prece a força de resistir às tentações.

Dividindo em duas partes os males da vida, um dos males que homem não pode evitar, outra das tribulações das quais ele mesmo é a primeira causa, devido a sua incúria e a seus excessos, ver-se-á que essa última parte ultrapassa em grande numero a primeira. Portanto, fica bem evidente que o homem é autor da maior parte de suas aflições, e que se pouparia delas se agisse sempre com sabedoria e prudência.

É certo, também, que essas misérias são resultados de nossas infrações às leis de Deus, o que se observássemos pontualmente essas leis, seriamos perfeitamente felizes. Se não ultrapassássemos o limite do necessário na satisfação de nossas necessidades, não teríamos as doenças que são a conseqüência dos excessos, e as vicissitudes que acarretam essas doenças. Se puséssemos limites à nossa ambição, não temeríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos a queda. Se fossemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho humilhado. Se praticássemos a lei de caridade, não seriamos maledicentes, nem invejosos, nem ciumentos e evitaríamos querelas e dissensões. Se não fizéssemos mal a ninguém, não teríamos vinganças, etc.

Admitamos que o homem não possa nada em relação aos males, e que toda prece seja inútil para evitá-los; já não seria bastante libertar-se de todos os males que procedem do próprio comportamento? Ora, nesse ponto concebe-se facilmente a ação da prece, pois ela tem como efeito atrair a inspiração salutares dos bons Espíritos, de perdir-lhes a força para resistir aos maus pensamentos, cuja execução nos pode ser funesta. Nesse caso, não é o mal que eles afastam, é a nós mesmos que afastam do pensamento que pode causar o mal: em nada impedem os decretos de Deus., e não suspendem o curso das leis da natureza, mas é a nós mesmos que impedem de infringirmos essas leis, orientando nosso livre-arbítrio. Mas o fazem sem nosso conhecimento, de uma forma oculta, para não sujeitar nossa vontade. O homem encontra-se, pois, na posição daquele que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas que sempre é livre para segui-los ou não. Deus quer que seja assim, para que homem tenha responsabilidade por seus atos, e para permitir-lhe o mérito da escolha entre o bem e o mal. É assim que o homem sempre pode estar certo de obter, se pedir com fervor, e sobretudo nesse aspecto pode aplicar-se estas palavras: "Pedi e obtereis".

A eficácia da prece, mesmo reduzida a essa proporção, não teria um resultado imenso? Estava reservado ao Espiritismo a tarefa de provar- nos a ação da prece, pela revelação das relações que existem entre o mundo corporal e o mundo espiritual. Mas seus efeitos não se limitam a isso.

A prece é recomendada para todos os Espíritos. Renunciar à prece é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar sua assistência para si mesmo, e, para os outros, o bem que se lhes pode fazer...

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 368 de Setembro de 2001)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Amar é caminho para saúde e felicidade

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando o homem da ciência a buscar anos a fio por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir.

Isto se dá de forma permanente, porquanto ao lograrem bons resultados terapêuticos frente a esta ou àquela enfermidade, logo outra surge pondo à prova a inteligência e a persistência desses homens dedicados a minorar o sofrimento alheio.

Todavia, aparece em nossos tempos, não que outrora não existisse, mas descoberto por nós, e de forma bem categórica, o grande efeito curador do amor, tornando-se a exteriorização desse sentimento uma autêntica panacéia no meio científico ( 1 ).

O mais interessante desse novo tipo de “medicamento terapêutico” é que ele não custa nada, pode ser ministrado por qualquer pessoa e se aplica com o paciente perto ou longe do seu curador. Já tendo sido realizado por médicos, a relação da enfermidade com a fé e a oração, que são cultivos do próprio potencial de amar de cada um.

Antes de curar com o amor, muitos médicos estudiosos do assunto chegaram à seguinte conclusão: quando se consegue que as pessoas curadoras amem a si mesmas, algumas coisas incrivelmente maravilhosas começam a acontecer, abrangendo não só o aspecto psicológico mas sobretudo o físico.

Ao tomar uma postura psicológica altamente positiva e altruísta, o mundo físico interior do paciente sofre também alteração semelhante, melhora, cura-se, reequilibra-se.

Necessário, assim, ao terapeuta induzir seus pacientes e a eles próprios a sentirem e expressarem o amor. Muito se tem visto a questão do relaxamento terapêutico que conduz o ser humano a esferas interiores, proporcionando a si mesmo momentos de tranqüilidade e de refazimento, moldando como conseqüência uma saúde mais plena, ou pelo menos o indício de tudo isso. E tem-se observado que o retorno do paciente após essas terapias, ele retorna bem mais tranqüilo, em comparação ao que havia iniciado. O seu tônus vibratório, pulsação, batimentos cardíacos são paulatinamente reequilibrados dando uma sensação de bem estar profundo.

Compete, antes de tudo, ao terapeuta, transmitir de forma persuasiva ao seu paciente que ele é amado pelo seu curador e que ele, doente, é criatura digna de ser amada, a atenção dada pelos profissionais da área de saúde será recurso imprescindível no tratamento.

O amor é importante na cura porque é o mais significativo elemento da vida humana, constituindo-se, sem embargo, como a síntese da vida em sua expressão holística. Sugerimos a leitura do capítulo 18 do livro “Nosso Lar”, da série André Luiz, psicografia de Chico Xavier, cujo título é “Amor – Alimento das Almas”, edição da FEB. Somo criados pelo Amor (DEUS), e cada um de nós é parte integrante desse amor, pena é que ainda não descobrimos ele inteiro.

O amor deve ser doado de forma espontânea, nunca compulsoriamente. Amar não se impõe, é um ato de livre escolha. Ninguém deve ser constrangido a amar, porque amar é movimentação energética do espírito que se transmite e somente assim o faz quem a tem; não se falsifica condição energética sem a ter. Tudo que é obrigado causa constrangimento e conseqüentemente superficialidade. Por isso, ame não finja, e não force ninguém a amá-lo.

Erroneamente se fala em o “amor verdadeiro”, o que levaria à suposição da existência de o “amor falso”. Dado, a várias interpretações erronias que existem sobre o amor.

Ora, amor é amor, sem gradação alguma, e nós aduzimos: não se conjuga, em essência, o verbo amar no passado ( eu amei ), porque quem ama nunca deixa de amar. No presente e no futuro, tudo bem ( eu amo, eu amarei ) mas no passado, não. É uma heresia ao amor.

Várias são as formas de passarmos a nos amar. Podemos recorrer à meditação, à oração, utilizar a música em busca do bem-estar interior ou simplesmente nos colocarmos diante de um espelho e dizermos a figura ali refletida que a ama, a quer muito, que ela é muito bela e que tudo fará por amá-la para sempre, com total fidelidade. Pare, agora, e olhe para você mesmo, já viu o quanto és uma bela pessoa, olhe bem, não finja, você é belo, importante e merece ser amado, primeiramente por você mesmo, pois você é o próprio fulcro gerador desse amor.

O trabalho do terapeuta é o de colocar o paciente de novo no caminho reto, ou seja, aquele caminho que o levará a se valorizar, auto-perdoar-se e amar-se. Isto significa fazer com que o paciente se sinta capaz de contribuir para um mundo melhor, ofertando-lhe o seu amor.

O contato físico para a cura ( não é o sexual ) tem significativa importância, é conveniente. E quando se ama, não se deve alimentar o receio de abraçar o paciente, apertar sua mão, demonstrar carinho por ele através do afago.

A alimentação do ressentimento pode conduzir pessoas até mesmo ao crime. Aquilo que não se diz é, geralmente, o que mais dano provoca na criatura, doente ou candidata a adoecer. O ressentimento é um veneno que nós mesmos tomamos e esperamos que o outro morra.

Os nervos do ressentido se torna um gatilho prestes a disparar a exagerada sensibilidade, pronto a explodir por qualquer motivo insignificante, nessas horas apresentando um tipo de reação desproporcional ao fator desencadeador do ressentimento. Se nos víssemos diante de um espelho nesse momento do revide, verificaríamos uma transformação profunda em nossa entranhas até, mudança radical da fisionomia e expressões físicas, desastrosas.

O verdadeiro terapeuta não é alguém que lança olhar superior sobre o doente, mas aquele que considera o trabalho de cura como um diálogo e um aprendizado, tanto para o paciente quanto para o curador. Paciente e terapeuta entram naturalmente num processo através do qual um termina por curar o outro, porque passa a haver entre os dois uma integração perfeita, um sentindo o que atinge o outro, tal o grau de confidência a que chegaram. Essa interação se dá quando existe algo favorável ou desfavorável que está sendo vivenciado por um dos dois.

Chegaram os estudiosos da terapia do amor à conclusão, até certo ponto já do conhecimento público, que o fundamental é se amar o que se está fazendo.

Por índole ancestral o ser humano somente valoriza o que perde. Quando a coisa perdida está à plena disposição pouco ou nada significa. Pois sem nos valorizar, dificilmente valorizaremos os outros.

A vida saudável e seu dinamismo pulsante dentro de nós não o percebemos quando estamos bem. Somente quando o véu da morte paira sobre a nossa cabeça nos chocamos com a possibilidade do seu envolvimento.

Recobrando a saúde, voltando a disposição de realizar, sentimo-nos gratos, lembramo-nos de Deus e a Ele costumamos agradecer quando alguém nos diz : “Como você está bem!”. “Graças a Deus”, é a nossa resposta, invariavelmente.

O que é a cura? É toda uma movimentação química que ocorre no interior das nossas células, conduzindo-nos à retomada da ligação com a vida na plenitude de nossa capacidade de ação.

Curar-se é alcançar maiores níveis de capacidade de amar a nós, ao próximo e à vida, é aquele estado que nos conduz à vida mais plena. Vamos, com isso, notando que curar-se é, em essência, um fenômeno espiritual, pelo fato de ter a sua gênese no espírito. A cura é, pois, espiritual. Corpo sadio é sintoma de espírito saudável, feliz, que se ama. Devemos buscar objetivamente a saúde do espírito, e não apenas do corpo, sendo esse procedimento o que os médicos mais atualizados estão fazendo.

A síntese da mensagem de Jesus é que chegássemos ao patamar da nossa cura espiritual, ao dizer que prosseguíssemos vivendo e que não continuássemos pecando.

A cura analisada mais detidamente pelos pesquisadores da área ainda é um mistério. A medicina moderna apoia-se em observações que, em sua essência, são inexplicáveis. Chega-se à conclusão de que ninguém conhece a atuação de droga alguma. Lógico que a maioria dos médicos prefere ignorar que não sabe de fato o que ocorre, afirma apenas que tal remédio é eficiente, isso basta. Que importa, nessas horas, como se dá o restabelecimento do organismo, que mecanismo são acionados e como interagem? O cliente se curou ou foi curado, é tudo que basta.

A cura ainda permanece na fronteira existente entre o saber da ciência e a força do pensamento. É desta região, se assim podemos chamar, que se origina a cura. Chegar a este ponto crucial é o desafio existente.

No tratamento que conduz à cura existe um elemento que ultrapassa a técnica e que é fator vital unificador de todos os agentes e métodos de cura que só agora começa a ser explorado e utilizado – o amor.

O amor tem força curativa, porque leva ao relacionamento afetivo, a capacidade de nos fundir, de nos tornar unos, mesmo que seja por breves intervalos conosco mesmo, com o próximo, com a vida. “O amor é alimento das almas”.

Disseram os autores do livro aqui utilizado como apoio que precisamos encontrar um estado de harmonia entre nossas consciências intuitiva e espiritual. Para tanto, é necessário termos em conta que o processo de cura envolve a comunhão de três forças:

Participação original e espontânea na vida, livre de julgamentos;
Perceber as profundezas de onde emana o nosso envolvimento com a vida; e,
Amar incondicionalmente.
Vale buscar a síntese do que acima acabamos de registrar, isto é, que amar é imprescindível e o maior amor que já esteve aqui chama-se Jesus. Urge vivermos seus ensinos como a única forma de curar e de nos curarmos. Quem se cura, pode curar. Agora, quem ainda não alcançou a própria cura...

O Espiritismo, pois, ensina a amar quando afirma a necessidade de praticarmos a caridade para atingirmos a felicidade de viver.

(1) Todos estes informes médicos/científicos estão apoiados no livro “Curar, Curar-se” organizado por Richard Carlson, Ph.D e Benjamin Shield, livro da Editora Cultrix

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/amar-eh-caminho.html


domingo, 21 de outubro de 2012

Homossexualismo Na Visão Espírita



Pergunta feita pela Sra. Guiomar Albanesi ao médium Francisco Cândido Xavier: Como nossos Amigos Espirituais conceituam o problema homossexual?

CHICO XAVIER – O problema da homossexualidade sempre existiu em todas as nações, no entanto, com a extensão demográfica no Planeta, o assunto adquiriu características de grande intensidade, ou de mais intensidade, porque, nos últimos 50 anos, a ciência psicológica tem-se preocupado detidamente e com razão, no que se refere aos ingredientes mais íntimos de nossa natureza pessoal. Estamos efetuando a descoberta de nós mesmos, para além dos padrões psicológicos conhecidos ou milimetrados pelos conhecimentos que possuímos, dentro dos preceitos e preconceitos respeitáveis, que nos regem o comportamento social e humano. No caso, é justo observar que os impositivos da disciplina e da educação devem oferecer-nos barreiras construtivas para que o abuso não destrua quaisquer benefícios estabelecidos em leis. Cremos que tendências à homossexualidade surgem na criatura, após muitas existências dessa mesma criatura, nas condições de feminilidade ou vice-versa. Pensamos assim, na base da reencarnação, porquanto, além dos sinais morfológicos, a individualidade é a própria individualidade em si, com todas as suas existências anteriores. Em vista disso, a homossexualidade pode ser examinada hoje proporcionando ao homem vasto campo de estudos, quanto à natureza bissexual do Espírito. O tema é, porém, objeto para simpósios de cientistas, e instrutores da Humanidade, até que possamos encontrar a fórmula exata para decidir do ponto de vista legal, quanto ao destino dos nossos companheiros num sexo ou noutro, que trazem a inversão por clima de trabalho a ser laboriosamente valorizado pela pessoa que se faz portadora de semelhante prova ou de semelhante condição para determinadas tarefas. Sabemos que grandes civilizações, como por exemplo, a civilização greco-romana, depois de alcançarem avanço espetacular no campo da inteligência, ao perquirirem a natureza complexa do homem, encontraram problemas de sexo muito profundos, que os legisladores de então não quiseram ou não puderam reconhecer. Esses problemas, no entanto, explodindo sem a cobertura de preceitos legais, em plenitude de intemperança nas manifestações afetivas cooperaram na decadência de ambas as civilizações grega e romana, que se perderam no tempo, sob o ponto de vista de respeitabilidade e domínio. Esperemos que os Mensageiros da Vida Maior inspirem os nossos dignos representantes da Ciência e da Justiça na Terra para que a solução do problema apareça oportunamente favorecendo a paz e a concórdia nos vários campos de evolução da Humanidade. As múltiplas experiências humanas pela reencarnação e os repetidos contatos com ambos os sexos proporcionam ao espírito as tendências sexuais na feminilidade ou masculinidade e este reencarna com ambas as polaridades e se junge muitas vezes contrariado, aos impositivos da anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente cultural. Consoante essas experiências tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio sociocultural. Emmanuel ensina na obra “Vida e Sexo” que o “Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” ([1]) Além disso, há vários fatores educacionais que poderiam contribuir para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas de seu inconsciente espiritual. E, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal ocorrência poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando, por aquele motivo, um transtorno psíquico-emocional. A convivência do espírito com o sexo oposto ao que adotou em cada encarnação, bem como aquelas na qual exerceu sua opção sexual, irão plasmar em seu psiquismo as tendências típicas de cada polaridade. Explica Emmanuel, a homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação. ”([2]) Na questão 202 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos: "Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?" "Isso pouco lhe importa” responderam os Benfeitores, “o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar"([3]) esclareceram os Espíritos. A genética tem tentado encontrar genes que explicariam a homossexualidade como sendo desvio de comportamento sexual. A psiquiatria tenta encontrar enzimas cerebrais que poderiam influenciar no comportamento sexual. Mas a sede real do sexo não se acha no veículo físico, porém na estrutura complexa do espírito. É por esse prisma que devemos encarar as questões relacionadas ao sexo. Dia virá que “a coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos”.[4] Não podemos confundir homossexualismo com desvio de caráter, até porque os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades íntimas insondáveis. “A própria filogênese ([5]) do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresenta enorme variação de formas, inclusive a autogênese [geração espontânea] dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas”([6]), para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos. Com a liberação sexual e a ascensão do feminino na sociedade contemporânea, a tolerância ao homossexualismo aumentou, permitindo que uma grande quantidade de pessoas que viviam no anonimato se expressasse naturalmente. Chico Xavier explica de forma clara o seguinte, “não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”([7]) A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. O Espiritismo não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homo afetivas. Muitas vezes pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somados aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.([8]) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra"([9])... Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxual, em seu sexo natural. Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de auto aceitação, asserenar-se por dentro a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas.” ([10]) Emmanuel enfatiza que “O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.”([11]) O homossexualismo não deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o "transexual", merece toda a nossa compreensão e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento. Outra questão extremamente controvertida, para muitos cristãos, é a possibilidade da união estável (casamento) entre duas pessoas do mesmo sexo. Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente “puros”, isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo e, portanto, aberto para discussões. Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal, sim. Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos a afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe. Seria lícito a duas pessoas do mesmo sexo viver sob o mesmo teto, como marido e mulher? A propósito, vasculhando fontes sobre esta mesma indagação encontramos em Folha Espírita a resposta de Emmanuel “A esta indagação o Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos, com as seguintes palavras: ‘O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural?’ Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação: ‘É um progresso na marcha da humanidade.’ Os amigos encarnados no plano físico com a tarefa de sustentar e zelar pelo Cristianismo Redivivo, na Doutrina Espírita, estão aptos ao estudo e conclusão do texto em exame.”([12]) (grifamos) Tanto os homossexuais como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao hetero, também o é ao homossexual, ambos precisam “distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma”([13]) Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificadas os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de prova ou de expiação, é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade. Acreditamos, por fim, que estas ideias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto , lembrando que o homossexualismo transcende em si mesmo a simples questão da permuta sexual.

Fontes de Referência: ([1])Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001. ([2])______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001. ([3])Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. Feb, 2000, perg. 202 ([4])_______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001. ([5]) Filogenia (história evolucionária das espécies) opõe-se à ontogenia (desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.) ([6])Disponível em acessado em 21/04/06 ([7]) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984 ([8]) A recomendação do Espiritismo para o respeito e a compreensão para com os irmãos que transitam em condições sexuais inversivas (homossexualismo) ocorre em função do sentimento de fraternidade ou caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas igualmente pelo fato de que nenhum de nós tem autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos temos dificuldades morais e/ou materiais graves que precisam de educação. ([9])João, cap. VIII, vv. 3 a 11 ([10])Disponível em acessado em 21/04/2006 ([11]) _______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001. ([12]) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Julho de 1984. ([13]) Xavier, Francisco Cândido. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001. Artigo gentilmente cedido por Jorge Luiz Hessen Servidor público Federal, Expositor Espírita na região de Brasília e Goiás, Articulista das Revistas "Reformador", "O Espírita" e "Brasília Espírita "

Fonte:http://naluzdoaltissimo.blogspot.com.br/2012/01/homossexualismo-na-visao-espirita.html

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lei de causa e efeito



Temos que reconhecer que neste mundo equivocado que construímos, vivemos e sobrevivemos em torno dos efeitos. Os laboratórios gastam fortunas imensas para isolar um vírus ou uma bactéria no intuito de produzir os antídotos adequados ao combate de uma determinada doença que nada mais é do que um efeito causado pelo próprio homem. Valiosos recursos são investidos para viabilizar e aprimorar os transplantes de órgãos, os quais atendem ao mesmo propósito: sanear efeitos. Fundamentados nessa cultura estabelecida pelas conseqüências de causas não combatidas, são construídos todos os dias novos hospitais e presídios em todo o mundo.

A maior parte dos recursos gastos até hoje pela Ciência tem sido empregada para sanear os efeitos que, a cada década, se multiplicam em quantidade e diversidade, trazendo para o panorama terrestre as conseqüências da ação desequilibrada do espírito humano no trato dos valores essenciais da vida.

Todo mal que rouba a paz e a felicidade do ser humano se radica nas causas: as guerras, o terrorismo, as doenças e os transtornos mentais e psíquicos são provocados pela ignorância espiritual em que vive a maioria dos espíritos vinculados ao planeta Terra.

As Universidades todos os anos formam nossos jovens em várias especialidades cuja maioria se destina a cuidar dos efeitos. Quando o ser humano eliminar as causas que geram tais efeitos, não precisaremos mais de médicos, advogados, juízes, delegados, psicólogos, psiquiatras, etc. Enfim, todas as especialidades acadêmicas que sobrevivem dos efeitos se tornarão desnecessárias.

Você acendeu um facho de luz sobre muitas consciências que alimentam a vaidade acadêmica. A maioria dos homens não percebeu que os valores da Terra podem lhe auferir alguns títulos temporários, cujo valor existe apenas enquanto existir os efeitos dos quais sobrevivem, e que só os valores do espírito poderão lhe dar o respeito e a nobreza eterna.

Quando Albert Einstein afirmou que a Ciência, diante da realidade, é primitiva e inocente, com certeza visualizou essa realidade que acabei de expor. Mas, como disse, é o que temos de mais valioso; não fora a Ciência, não teríamos como amenizar o sofrimento humano causado pela sua incúria. Enquanto o homem não se conscientizar de que é preciso combater as causas, continuaremos necessitando das especialidades acadêmicas que fizeram de muitos homens verdadeiros sacerdotes nas várias áreas em que se empenharam salvando vidas e estabelecendo a justiça na Terra.

O homem, para sobreviver aos instantes que se aproximam, terá que desenvolver suas próprias virtudes e criar uma autêntica conexão com a realidade intrínseca à sua natureza espiritual.

Segundo Sócrates, o que há de comum entre todas as virtudes é a sabedoria! É o poder da alma sobre o corpo, a temperança ou o domínio de si mesmo.

O conhecimento espírita oferece aos de boa vontade recursos informativos imprescindíveis para o desenvolvimento das virtudes necessárias para uma real integração com sua mais profunda natureza. O Homem dispõe de inteligência, mas falta-lhe ainda a sabedoria.

Assim como o diamante reflete a luz do sol, o sábio é o diamante que reflete para o mundo a luz e a sabedoria de Deus.

Muitas vezes, a vida nos tem colocado em circunstâncias especiais para desenvolvermos a sabedoria, mas a vaidade e o orgulho acabam empanando nossa visão e nos tornamos cegos diante de valiosas oportunidades de libertação e crescimento espiritual.

É lamentável que só começamos a procurar o caminho da renovação depois que nos sentimos cercados pelos efeitos que criamos ao mergulharmos fundo no mundo das facilidades e das ilusões.

Livro: Einstein & Kardec – A Conexão Entre a Ciência e a Fé
Nelson Moraes
Aulus Editora

Autoria:
Colaboração: Fernando Peron

Fonte: http://www.neapa.org.br/ea111209b