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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CRIANÇAS NO ALÉM


 Por José Marcelo Gonçalves Coelho

Sempre nos despertou grande curiosidade a sorte das crianças após a “morte”, bem como a possibilidade de intercâmbio com aqueles que tenham se despojado prematuramente de suas roupagens carnais. A questão aparece no "Livro dos Espíritos" : 'Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?' . A resposta : “Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.”

Ocorre que esse desligamento será tanto mais rápido quanto mais elevado for o grau evolutivo do Espírito em questão. No Brasil, um triste episódio marcaria o casal Francisco e Terezinha Cruañes. Foi em tarde ensolarada, numa fazenda do interior de São Paulo, quando a pequena Fernanda Cruañes, de apenas quatro anos de idade, caía do trator em que se encontrava, vindo a desencarnar em 08 de agosto de 1981. Menos de doze meses após o ocorrido, exatamente em 30 de julho de 1982, Fernanda se manifestava atra­vés da mediuni­dade segura de Francisco Cân­dido Xavier, em comunicação reproduzida na obra "Estamos no Além", solici­tando aos seus pais que não se entregassem tanto ao desespero, como freqüentemente vinham fazendo, posto que todas aquelas sensações de sofrimento lhe eram integral­mente transmitidas.
Informações igualmente preciosas nos deu André Luiz, em sua obra inti­tulada "Entre a Terra e o Céu", psicografada por Francisco Cândido Xavier. Conta-nos ele que, em determinado momento no plano espiritual, passa a ouvir uma suave melodia; ao se aproximar, percebe que a música era entoada por um coro de crianças felizes e sorridentes, em meio a paisagens de rara beleza. Ele se en­contrava no Lar da Bênção — um misto de escola de preparação para a maternidade e abrigo para espíritos que haviam desencarnado na infância. Alguns deles, naquele exato momento, recebiam a visita de suas mães, ainda encarnadas, que para lá se deslocavam por ocasião do sono físico. André Luiz, então, fascinado com o que via, questiona se haveria ali cursos primários de alfabetização; ao que a dirigente daquele educandário responde afirmativamente, pois que se tratava de um verdadeiro estabelecimento de ensino no além, que abrigava, à época, cerca de dois mil espíritos desencarnados em tenra idade, que lá per­maneciam até reunir condições para retornar ao plano físico, o que se dava, na maioria das vezes, antes que o Espírito retomasse sua compleição adulta.
Há, portanto, espíritos que, tendo desencarnado na infância, em retorno ao plano espiritual reassumem em curtíssimo prazo a forma adulta que tinham antes de reencarnar, ou, ainda, outra apresentação perispiritual que lhes convenha, sempre de acordo com suas potencialidades. Entretanto, o Espírito André Luiz, ainda na obra "Entre a Terra e o Céu", nos afirma que essas são exceções, pois que a maioria dos seres que estagiam no planeta Terra necessitam de longo espaço de tempo e total amparo da Espiritualidade para se desvencilharem dos impositivos da forma infantil.

Fonte: http://www.partidaechegada.com/2008/01/crianas-no-alm.html

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

VIDA DEPOIS DA VIDA

INFORMAÇÕES ESPIRITUALISTAS SOBRE O DESENLACE E PROCEDIMENTOS EM VELÓRIO

“DEUS NÃO NOS CRIOU PARA NOS MATAR. ELE NÃO É DEUS DE MORTOS. É DEUS DE VIVOS”.
“O QUE MORRE É CÉLULA, MATÉRIA FÍSICA. O ESPÍRITO É IMORTAL”.
A MORTE É UM FENOMENO.

Assim, encaremos a desencarnação de ânimo resignado, confiando em Deus que a tudo vê. É uma passagem, viagem para outro plano da vida. 

O DESENCARNADO VIVE! 
Mas, pelo despreparo, desconhecimento, medo e falta de fé...não pode haver uma dor tão grande na terra, quanto a que experimenta alguém que se despede de outro amado, pela desencarnação.
O espírito em libertação pode ouvir ou receber as impressões das vibrações mentais a ele enviadas. Essas vibrações podem acalmar, consolar ou dificultar a situação nova em que se encontra, dependendo do teor das vibrações.

TEMPO DE ESPERA PARA UM ENTERRO:
No mínimo 24h. No caso da cremação de acordo com Chico Xavier, é legítima para aqueles que a desejem, mas até que se tenha maior informações, será prudente esperar no mínimo 72 h.
O termo “morte” é restrito a matéria e desligamento é para o espírito.
Dependo da situação individual, o rompimento definitivo não se dá de imediato, ou seja, o desenlace do espírito não se dá ao mesmo tempo da morte física. Para ajudar na adaptação da nova condição, os espíritos encarregados do desenlace precisam de um certo tempo para que ocorra da melhor forma possível.

VELÓRIO:
Velório significa AUXILIAR. É um ato de irradiação mental. Ajudar não é difícil, basta manter o pensamento edificante, preces e orações sinceras e desejo verdadeiro de ajudar. Isto resulta em eflúvios, vibrações salutares e balsamizantes, que auxiliarão o desencarnado e também contribuirão com os trabalhadores espirituais, no socorro e auxílio ao espírito em passagem.
Imagens, conversas, palestras contidas nas evocações dos presentes, incidem sobre a mente do desencarnado. POIS O ESPÍRITO É IMORTAL, APENAS A MATÉRIA DENSA MORRE.
A passagem ou a morte não tem a capacidade de mudar imediatamente a índole de quem passa pelo fenômeno. Somos os mesmos só que desligados da matéria densa. MORRER NÃO DÓI o que dói é o peso das nossas ações e a ilusão de nos acreditar ainda na matéria física que sente dor. Nenhum espírito fica sem o amparo do Pai maior e sem auxílio da espiritualidade, mentores, espíritos amigos e familiares. Como nos disse Jesus “A cada um de acordo com suas obras”.
Mas até mesmo nesta hora será respeitado o livre arbítrio.Por isto a importância de conhecermos como proceder e ajudar neste delicado momento.

PREPARAÇÃO DO CORPO:

Como a impressão da vida encarnada ainda é muito forte, convém vestir bem aquele que mudou de plano, inclusive com as peças íntimas.
Em relatos espíritas é comum, depoimentos de pessoas que se incomodaram com flores sobre seu corpo. Recomendamos um lençol até a cintura. É correto manter o caixão fechado, para que fique gravada a imagem em vida física. Em espíritas não colocar crucifixos, objetos de estimação e nem mesmo velas, pois são simbolismos sem utilidade real. 

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:
• colocar músicas clássicas, para abafar ruídos e manter o clima edificante.
• Orações, leituras de textos bíblicos ou espíritas, cânticos religiosos.
• Quardar para o desencarnado todo sentimento de carinho, ternura e tolerância, sublimado pela oração.
• Formar um clima de serenidade através de assuntos elevados.
• Evitar comentários sobre defeitos, deslizes e sobre o que faltou realizar.
• Evitar comentários de lástima pelos familiares.
• Evitar piadas e conversas acerca da forma do desencarne.
• Evitar discursos longos, mesmo que seja homenagem para o espírito que desencarnou, pois aumenta as lembranças e emoções tanto do desencarnante quanto dos familiares. Toda homenagem, oração, conversas e palestras devem ser fOCADAS NA IMORTALIDADE DA VIDA, NA CONTINUAÇÃO DA VIDA APÓS A VIDA, buscando solidificar a fé nos familiares e no próprio desencarnado.
• Evitar comidas, pois não se trata de festa e sim de auxílio.
• A ORAÇÃO cria um ambiente de paz, tranqüilidade e ajuda a todos os envolvidos.
• A repetição mecânica de preces decoradas não ajudam em nada. Mas vale um pensamento sincero de que tudo ficará bem.
• A PRECE EXERCE VIBRAÇÕES SEDATIVAS AO PSIQUISMO PERTURBADO. AQUIETAM DESESPERO E ACALMAM A EMOTIVIDADE DAQUELES QUE CLAMAM POR AJUDA, CORAGEM E SOCORRO, DIANTE DA DOR.
• PELA ORAÇÃO SE ACIONAM FORÇAS DO BEM QUE FAZEM UMA LIMPEZA ESPIRITUAL.

ORAÇÃO SINCERA AQUIETA A ALMA E ELEVA O PADRÃO VIBRATÓRIO. CRIA UM ESTADO INTIMO DE SERENIDADE FACILITANDO O DESPRENDIMENTO E A ENTRADA TRANQUILA NO MUNDO ESPIRITUAL.

AOS FAMILIARES E AMIGOS QUE FICAM:
• Lagrimas de saudade não prejudica quem parte. O que prejudica, dificulta o desligamento, perturba o espírito que parte é a revolta, a blasfêmia contra Deus.
• Evitar roupas escuras, ambientes taciturnos, pois estes comportamentos somente geram medo e maior dor aos envolvidos. Não é a cor da roupa que revela sofrimento, respeito ou ajuda e sim, oração sincera.
• Velas e flores são exteriorizações de sentimentos, Não fazem mal, mas não ajudam o desencarnado. O que ajuda são orações, o amor sincero, bons pensamentos, fé e certeza da continuidade da vida.
• Como cada Ser tem um período de adaptação e um nível de evolução e compreensão do novo estado, convém esperar um tempo após o desencarne, para doar e se desfazer dos pertences pessoais daquele que partiu. Em casos explícitos de pessoas desprendidas da matéria, espiritualizadas, este tempo não é necessário, sendo muitas vezes, a vontade expressa daquele que se foi.
• TODOS OS ESPÍRITOS SÃO AUXILIADOS. NUNHUM FILHO DE DEUS FICA DESAMPARADO. Mesmo os que tiveram uma vida encarnada desregrada, desde que sinceramente busquem auxílio.

VISITA AO TÚMULO: 
A visita apenas expressa que lembramos do amado ausente. MAS não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.

A VIDA CONTINUA SEMPRE!
NOSSOS AMADOS NÃO ESTÃO MORTOS. APENAS AUSENTES TEMPORARIAMENTE.
O VERDADEIRO AMOR INDEPENDE DA PRESENÇA. POR ISTO É ETERNO E UNE TODAS AS PESSOAS QUE O PARTILHAM.
APRENDAMOS A VIVER. PARA APRENDER A MORRER. TEMOS UM CORPO FÍSICO PARA NOSSA CAMINHADA DE APRENDIZADO NA TERRA. MAS SOMOS MAIS QUE UM COMPACTO DE CARNE. SOMOS ESPÌRITOS ETERNOS, QUE VIVEM PARA SEMPRE!

“CASA DE MEU PAI TEM MUITAS MORADAS”
Jesus Cristo.

LIVROS Recomendados:
Na Hora do Adeus – Irene Pacheco Machado / Espírito Luiz Sérgio
Velório/ Reflexões Espíritas – Autores Diversos
Quem Tem Medo da Morte – Richard Simonetti


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Judas reencarnou como Joana D’arc

Segundo Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, a última reencarnação de Judas Iscariotes na Terra foi da conhecida heroína francesa Joana D'arc, queimada nas fogueiras inquisitoriais do século XV, conforme mensagem apresentada no livro Crônicas de Além Túmulo. Mesmo assim, lamentamos que sábado que vem, bonecos lembrando Judas serão queimados nas ruas. Po
rém, se analisarmos bem os fatos da Paixão de Cristo, chegaremos a conclusão que Judas foi mais um traído do que propriamente um traidor.

Essa afirmação tem base no diálogo entre ele e Tiago, no dia anterior à prisão de Jesus, no qual Judas revela o seu plano de simplesmente apressar o triunfo, no mundo, do Cristianismo, e não o de eliminar seu Mestre, que amava profundamente. Esta informação é do Espírito Humberto de Campos, publicada no livro Boa Nova, psicografado também pelo médium Chico Xavier, no capítulo A Ilusão do Discípulo.

A prova disso está no fato de que Judas Iscariotes, ao receber do Sinédrio as trinta moedas de prata como pagamento para entregar Jesus, não esperava receber o fel da amarga desilusão, ao ver o Cristo duramente torturado. Ao perceber a traição dos fariseus, pois não era isso que desejava para o seu Mestre, ele de imediato foi devolver as moedas recebidas para desfazer o acordo infeliz. Nesta oportunidade, porém, recebeu em troca a expressão de deboche dos príncipes dos sacerdotes: "Isso é contigo". Nada mais restava fazer para salvar o Mestre dos Mestres. Infelizmente o plano sinistro estava consumado!

Foi então que Judas, depois de assistir as cenas do Calvário, levado por tremendo remorso, cometeu o suicídio. No entanto, Jesus, após a sua morte e tocado de compaixão, foi ao encontro do espírito enlouquecido de Judas, permanecendo três dias ao seu lado até que ele adormecesse, segundo a revelação da poetisa desencarnada Maria Dolores, no livro Coração e Vida. Só depois desse gesto de amor e de perdão é que Jesus apareceu materializado a Maria Madalena, segundo o Evangelho de João (Cap. 20: 11 a 18).