domingo, 14 de fevereiro de 2016

O Aborto na Visão Espírita

Revista Reformador

Campanha “Amor à Vida! Aborto, Não!”

I – Considerações Doutrinárias

A Doutrina Espírita trata clara e objetivamente a respeito do abortamento, na questão 358 de sua obra básica O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec:

Pergunta – Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

Resposta – “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.

Sobre os direitos do ser humano, foi categórica a resposta dos Espíritos Superiores a Allan Kardec na questão 880 de O Livro dos Espíritos:

Pergunta – Qual o primeiro de todos os direito naturais do homem?

Resposta – “O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal”.

Início da Vida Humana

Para a Doutrina Espírita, está claramente definida a ocasião em que o ser espiritual se insere na estrutura celular, iniciando a vida biológica com todas as suas conseqüências. Na questão 344 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores:

Pergunta – Em que momento a alma se uns ao corpo?

Resposta – “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”

As ciências contemporâneas, por meio de diversas contribuições, vêm confirmando a visão espírita acerca do momento em que a vida humana se inicia. A Doutrina Espírita firma essa certeza definitiva, estabelecendo uma ponte entre o mundo físico e o mundo espiritual, quando oferece registros de que o ser é preexistente à morte biológica.

A tese da reencarnação, que o Espiritismo apresenta como eixo fundamental para se compreender a vida e o homem em tua sua amplitude, hoje é objeto de estudo de outras disciplinas do conhecimento humano que, através de evidências científicas, confirmam a síntese filosófica do Espiritismo: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei.”

Assim, não se pode conceber o estudo do abortamento sem considerar o princípio da reencarnação, que a Parapsicologia também aborda ao analisar a memória extracerebral, ou seja, a capacidade que algumas pessoas têm de lembrar, espontaneamente, de fatos com elas ocorridos, antes de seu nascimento. Dentro da lei dos renascimentos se estrutura, ainda, a terapia regressiva a vivências passadas, que a Psicologia e a Psiquiatria utilizam no tratamento de traumas psicológicos originários de outras existências, inclusive em pacientes que estiveram envolvidos na prática do aborto.

Aborto Terapêutico

O procedimento abortivo é moral somente numa circunstância, segundo O Livro dos Espíritos, na questão 359, respondida pelos Espíritos Superiores:

Pergunta – Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mão dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?

Resposta – “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.’

(Os Espíritos referem-se, aqui, ao ser encarnado, após o nascimento.)

Com o avanço da Medicina, torna-se cada vez mais escassa a indicação desse tipo de abortamento. Essa indicação de aborto, todavia, com as angústias que provoca, mostra-se como situação de prova e resgate para pais e filhos, que experimentam a dor educativa em situação limite, propiciando, desse modo, a reparação e o aprendizado necessários.

Aborto por Estupro

Justo é se perguntar, se foi a criança que cometeu o crime. Por que imputar-lhe responsabilidade por um delito no qual ela não tomou parte?

Portanto, mesmo quando uma gestação decorre de uma violência, como o estupro, a posição espírita é absolutamente contrária à proposta do aborto, ainda que haja respaldo na legislação humana.

No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, cabe à sociedade e aos órgãos governamentais facilitar e estimular a adoção da criança nascida, ao invés de promover a sua morte legal. O direito à vida está, naturalmente, acima do ilusório conforto psicológico da mulher.

Aborto “Eugênico” ou “Piedoso”

A questão 372 de O Livro dos Espíritos é elucidativa:

Pergunta – Que objetivo visa a providência criando seres desgraçados, como os cretinos e os idiotas?

Resposta – “Os que habitam corpos de idiotas são Espíritos sujeitos a uma punição. Sofrem por efeito do constrangimento que experimentam e da impossibilidade em que estão de se manifestarem mediante órgãos não desenvolvidos ou desmantelados.”

Fica evidente, desse modo, que, mesmo na possibilidade de o feto ser portador de lesões graves e irreversíveis, físicas ou mentais, o corpo é o instrumento de que o Espírito necessita para sua evolução, pois que somente na experiência reencarnatória terá condições de reorganizar a sua estrutura desequilibrada por ações que praticou em desacordo com a Lei Divina. Dá-se, também, que ele renasça em um lar cujos pais, na grande maioria das vezes, estão comprometidos com o problema e precisam igualmente passar por essa experiência reeducativa.

Aborto Econômico

Esse aspecto é abordado em O Livro dos Espíritos, na questão 687:

Pergunta – Indo sempre a população na progressão crescente que vemos, chegará tempo em que seja excessiva na Terra?

Resposta – “Não, Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio. Ele coisa alguma inútil faz. O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto.”

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXV, a afirmativa de Allan Kardec é esclarecedora: “A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo, os bens que ela dá. Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o momentânea supérfluo de um suprirá a momentânea insuficiência de outro; e cada um terá o necessário.”

Convém destacar, ainda, que o homem não é apenas um consumidor, mas também um produtor, um agente multiplicador dos recursos naturais, dominando, nesse trabalho, uma tecnologia cada vez mais aprimorada.

O Direito da Mulher

Invoca-se o direito da mulher sobre o seu próprio corpo como argumento para a descriminalização do aborto, entendendo que o filho é propriedade da mãe, não tem identidade própria e é ela quem decide se ele deve viver ou morrer.

Não há dúvida quanto ao direito de escolha da mulher em ser ou não ser mãe. Esse direito ela o exerce, com todos os recursos que os avanços da ciência têm proporcionado, antes da concepção, quando passa a existir, também, o direito de um outro ser, que é o do nascituro, o direito à vida, que se sobrepõe ao outro.

Estudos científicos recentes demonstram o que já se sabia há muito tempo: o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda no organismo materno. O embrião é um ser tão distinto da mãe que, para manter-se vivo dentro do útero, necessita emitir substâncias apropriadas pelo organismo da hospedeira como o objetivo de expulsá-lo como corpo estranho.

Conseqüências do Aborto

Após o abortamento, mesmo quando acobertado pela legislação humana, o Espírito rejeitado pode voltar-se contra a mãe e todos aqueles que se envolveram na interrupção da gravidez. Daí dizer Emmanuel (Vida e Sexo, psicografado por Francisco C. Xavier, cap. 17, ed. FEB): “Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Mulher e homem acumpliciados nas ocorrências do aborto criminoso desajustam as energias psicossomáticas com intenso desequilíbrio, sobretudo, do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que surgirão a tempo certo, o que ocorre não só porque o remorso se lhes estranha no ser mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero, de revolta e vingança dos Espíritos que a lei lhes reservava para filhos.

Por isso compreendem-se as patologias que poderão emergir no corpo físico, especialmente na área reprodutora, como o desaguar das energias perispirituais desestruturadas, convidando o protagonista do aborto a rearmonizar-se com a própria consciência.

No Reajuste

Ante a queda moral pela prática do aborto não se busca condenar ninguém. O que se pretende é evitar a execução de um grave erro, de conseqüências nefastas, tanto individual como socialmente, como também sua legalização. Como asseverou Jesus: “Eu também não te condeno; vai e não tornes a pecar.” (João, 8:11.)

A proposta de recuperação e reajuste que o Espiritismo oferece é de abandonar o culto ao remorso imobilizador, a culpa autodestrutiva e a ilusória busca de amparo na legislação humana, procurando a reparação, mediante reelaboração do conteúdo traumático e novo direcionamento na ação comportamental, o que promoverá a liberação da consciência, através do trabalho no bem, da prática da caridade e da dedicação ao próximo necessitado, capazes de edificar a vida em todas as suas dimensões.

Proteger e dignificar a vida, seja do embrião, seja da mulher, é compromisso de todos os que despertaram para a compreensão maior da existência do ser.

Agindo assim, evitam-se todas as conseqüências infelizes que o aborto desencadeia, mesmo acobertado por uma legalização ilusória. “O amor cobre a multidão de pecados”, nos ensina o apóstolo Pedro (I Epístola, 4:8).

II – Considerações Legais e Jurídicas

Alteração do Código Penal

Tramita no Congresso Nacional Projeto de Lei que altera o Código Penal Brasileiro, nos seus artigos 124 a 128, elaborado por uma comissão especialmente criada com esse fim, e que já recebeu a acolhida do Ministério da Justiça e da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

O Código vigente, Decreto-Lei 2.848, de 7-12-1940, pune o aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento (art. 124), o aborto provocado por terceiro (art. 125), o aborto provocado com o consentimento da gestante (art. 126), e prevê formas qualificadas em caso de superveniência de lesões graves ou morte da gestante (art. 127). No art. 128, expressa não ser punível o aborto praticado por médico: “(...) II – Se a gravidez resultante de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal”, além, claro, daquele autorizado para salvar a vida da gestante (inciso I).

O anteprojeto de alteração do Código Penal Brasileiro vai além, em especial no seu artigo 128, com a ampliação de sua área de abrangência, ou seja, permitindo a prática do aborto: a) não só quando houver perigo de vida à gestante, mas também para, em caráter amplo, “preservar a saúde” da mulher (inciso I), ou b) não só em razão da gravidez originada de estupro, mas também quando a gravidez for resultado da “violação da liberdade sexual ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida” (inciso II) e c) quando houver fundada probabilidade de o nascituro apresentar graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, mediante constatação e atestado afirmado por dois médicos (inciso III).

Dada a gravidade da questão, eis que as alterações propostas ampliam a descriminalização do aborto e implicam o poder de decidir sobre a vida de um ser humano já existente e em desenvolvimento no ventre materno, oferecendo à gestante inúmeras alternativas legais, não há como permanecer em silêncio, sob a pena de conivência com um possível procedimento que, frontalmente, fere o direito à vida, cuja inviolabilidade tem garantia constitucional. À vista dessas propostas, é necessário que se dê ênfase à responsabilidade assumida por todos quantos participem da perpetração do ato criminoso, desde a atividade legislativa e sua promulgação, convertendo em lei o leque abrangente da prática do abortamento, até quem o autoriza, com ele consente e o executa.

Vale notar que existem outros projetos de lei no Congresso sob o mesmo enfoque e, recentemente, o Sr. Ministro da Saúde, através de Norma Técnica, procurou antecipar a prática de procedimentos abortivos no sistema SUS.

O Direito À Vida

O direito à vida é amplo, irrestrito, sagrado em si e consagrado mundialmente. No que tange ao direito brasileiro, a “inviolabilidade do direito à vida” acha-se prevista na Constituição Federal (artigo 5º “caput”), o primeiro entre os direitos individuais, quando essa lei básica, com ênfase, dispõe sobre os direitos e garantias fundamentais.

O ser humano, como sujeito de direito no ordenamento jurídico brasileiro, existe desde a sua concepção, ainda no ventre materno. Essa afirmativa é válida porque a ciência e a prática médica, hoje, não têm dúvida alguma de que a criança existe desde quando fecundado o óvulo pelo espermatozóide, iniciando-se, aí, o seu desenvolvimento físico. Tanto correta é essa afirmativa que, no ordenamento jurídico brasileiro, há a previsão legal de que “a personalidade civil do homem começa pelo nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro” (artigo 4º do Código Civil – grifou-se). Entre esses direitos está, além daqueles que ostentem caráter meramente econômico ou financeiro, o primeiro e o mais importante deles, vale dizer, o direito à vida.

Surge, aqui, uma conclusão: a de que a determinação de respeito aos direitos do nascituro acentua a necessidade legal, ética e moral de existir maior e quase absoluta limitação da prática do abortamento. Uma exceção, apenas, há: quando for constado, efetivamente, risco de vida à gestante.

Essa limitação quase absoluta da permissibilidade do abortamento, com a exclusão da responsabilidade tão-somente no caso do inciso I do artigo 128 do atual Código Penal (risco de vida à gestante), afasta, moralmente, a possibilidade do abortamento em virtude do estupro (constrangimento da mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça), embora permitido no inciso II do dispositivo legal em tela. Isso porque, analisando-se o fato à luz da razão e deixando de lado, por ora, os reflexos do ato, na gestante, estar-se-ia executando autêntica pena de morte em um ser inocente, condenado sem que tivesse praticado qualquer crime e – o que se afigura pior e cruel -, sem que se lhe facultasse o direito de defender-se, direito esse conferido,legalmente e com justiça, até àqueles acusados dos crimes os mais hediondos.

Eis a razão do grito de repúdio ás propostas de alteração do Código Penal pátrio e, conseqüentemente, do alerta em defesa da vida, já que, no caso do abortamento, o destinatário do direito a ela se acha impossibilitado de exercê-lo. E mais: penalizam-se duas vítimas, a mãe que se submeterá ao abortamento, cuja prática pode gerar conseqüências físicas indesejáveis, além das de ordem psicológica, e o filho, cuja vida é interrompida, enquanto que o agressor, muitas vezes, remanesce impune, dadas as dificuldades que ocorrem, geralmente, na apuração da autoria do crime cometido.

Diante dessa situação, deve ser preservada a vida da criança como dádiva divina que é não obstante as circunstâncias que envolveram a sua concepção. Se, contudo, a mãe não se sentir com estrutura psicológica para aceitar um filho resultante de um ato sexual indesejado, a atitude que se afigura correta e justa é que se promova sua adoção por outrem, oferecendo-se a ele um lar onde possa ser criado e educado, enquanto é desenvolvido trabalho para reequilíbrio da mãe, com a superação (ainda que lenta e dolorosamente, mas saudável para seu crescimento moral, social e espiritual) dos efeitos nocivos do crime de que foi vítima. Não será, evidentemente, o sacrifício de um ser sem culpa, que desabrocha para a vida, que resolverá eventuais traumas da infeliz mãe, sem falar na possibilidade de sofrer ela as conseqüências físicas e psicológicas já referidas, além do reflexo negativo de natureza espiritual.

Há necessidade urgente de que se tenha consciência do crime que se pratica quando se interrompe o curso da vida de um ser. Não importa se, como no caso, esse curso esteja em sua fase inicial. Não se pode, conscientemente, acobertá-lo com o manto de questionável “legalidade”,

Cabe a cada um de nós amar a vida e dignificá-la, tanto quanto cabe aos homens públicos e, principalmente, aos legisladores e governantes criar as condições necessárias para que o respeito à vida e aos direitos humanos (inclusive do nascituro), a solidariedade e a ajuda recíproca sejam não só enunciados, mas praticados efetivamente, certos, todos, de que, independentemente da convicção religiosa ou doutrinária de cada um, não há dúvida de que somos seres criados por Deus, cujas Leis, entre elas, a maior, a Lei do Amor, regem nossos destinos.

Espera-se que, como resultado deste alerta que o quadro social está a sugerir, possa ser vislumbrada a gravidade contida nas alterações legislativas propostas. É urgente e necessário que todas as consciências responsáveis visualizem, compreendam e valorizem o cerne do problema em questão – o direito à vida -, somando-se, em conseqüência, àqueles muitos que, em todos os segmentos da sociedade, o defendem intransigentemente.

A análise e as conclusões aqui expostas, como decorrência lógica do pensamento espírita-cristão sobre o aborto, representam contribuição à ética, à moral e ao direito do ser humano à vida. Não há, no contexto desta mensagem, a pretensão de que todos que a lerem aceitem os princípios do Espiritismo. Espera-se, todavia, confiantemente, que haja maior reflexão sobre tão importante assunto, notadamente ante a observação de que conquistas científicas e médicas atuais, comprovando de forma irrefutável a existência de um ser desde a concepção com direito à vida, oferecem esclarecimentos e razões que orientam para que se evite qualquer ação, cujo significado leve à agressão à vida do ser em formação no útero materno. Afigura-se, assim, de suma importância qualquer manifestação de repúdio aos propósitos da alteração legislativa referida. Esse o objetivo desta mensagem.

Enquanto nós, os homens, cidadãos e governantes, não aprendermos a demonstrar amor sincero e acolhimento digno aos seres que, de forma inocente e pura, buscam integrar o quadro social da Humanidade, construindo, com este gesto de amor, desde o início, as bases de um relacionamento realmente fraternal, não há como se pretender a criação de um ambiente de paz e solidariedade tão ansiosamente esperado em nosso mundo.

Não há como se pretender que crianças, jovens e adultos não sejam agressivos, se nós os ensinamos com o nosso comportamento, logo de início, e até legalmente, a serem tratados com desamor e com violência.

Amor à Vida! Aborto, não!

(Este texto – O aborto na visão espírita – aprovado pelo Conselho Federativo Nacional em sua Reunião Ordinária de 13 a 15 de novembro de 1999, em Brasília, constitui o documento que a FEB está levando, como esclarecimento, à consideração das autoridades do Governo Federal, do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. As Entidades Federativas estaduais, por sua vez, realizam o mesmo trabalho junto aos Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos, Vereadores, outras autoridades e ao público em geral, em seus Estados.)

Revista Reformador, Nº 2051, Fevereiro de 2000
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                                        Fonte:Rede Amigo Espirita

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Por que o Espírito ao Reencarnar perde a Lembrança de seu Passado?

O homem não pode nem deve saber tudo. Deus em Sua sabedoria quer assim. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria deslumbrado, como aquele que passa sem transição do escuro para a luz. O esquecimento do passado o faz sentir-se mais senhor de si.

Como o homem pode ser responsável por atos e reparar faltas das quais não tem consciência? Como pode aproveitar a experiência adquirida em existências caídas no esquecimento? Poderia se conceber que as adversidades da vida fossem para ele uma lição ao se lembrar do que as originou; mas, a partir do momento que não se lembra, cada existência é para ele como a primeira e está, assim, sempre recomeçando. Como conciliar isso com a justiça de Deus?

– A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem do mal. Onde estaria o mérito, ao se lembrar de todo o passado? Quando o Espírito volta à sua vida primitiva (a vida espírita), toda sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas que cometeu e que são a causa de seu sofrimento e o que poderia impedi-lo de cometê-las. Compreende que a posição que lhe foi dada foi justa e procura então uma nova existência em que poderia reparar aquela que acabou. Escolhe provas parecidas com as que passou ou as lutas que acredita serem úteis para o seu adiantamento, e pede a Espíritos Superiores para ajudá-lo nessa nova tarefa que empreende, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo maldoso que freqüentemente vos aparece e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a maior parte das vezes essa resistência aos princípios recebidos de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala. Essa voz é a lembrança do passado, que vos adverte para não recair nas faltas que já cometestes. O Espírito, ao entrar nessa nova existência, se suporta essas provas com coragem e resiste, eleva-se e sobe na hierarquia dos Espíritos, quando volta para o meio deles.

Se não temos, durante a vida corporal, uma lembrança precisa do que fomos e do que fizemos de bem ou mal em existências anteriores, temos a intuição disso, e nossas tendências instintivas são uma lembrança do nosso passado, às quais nossa consciência, que é o desejo que concebemos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir.

A lembrança de nossas individualidades anteriores teria inconvenientes muito graves; poderia, em certos casos, nos humilhar muito; em outros, exaltar nosso orgulho e, por isso mesmo, dificultar nosso livre-arbítrio. Deus deu, para nos melhorarmos, exatamente o que é necessário e basta: a voz da consciência e nossas tendências instintivas, privando-nos do que poderia nos prejudicar. Acrescentemos ainda que, se tivéssemos lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos igualmente a dos outros, e esse conhecimento poderia ter os mais desastrosos efeitos sobre as relações sociais. Não havendo motivos de glória no passado, é bom que um véu seja lançado sobre ele. Isso está perfeitamente de acordo com a Doutrina dos Espíritos sobre os mundos superiores ao nosso. Nesses mundos, onde apenas reina o bem, a lembrança do passado nada tem de doloroso; eis por que neles pode se saber da existência anterior, como sabemos o que fizemos ontem. Quanto à estada que fizeram nos mundos inferiores, não é mais, como dissemos, do que um sonho ruim.

Os acontecimentos da vida corporal são, ao mesmo tempo, uma expiação pelas faltas passadas e provas que visam ao futuro. Pode-se dizer que da natureza dessas situações se possa deduzir o gênero da existência anterior?

– Muito freqüentemente, uma vez que cada um é punido pelos erros que cometeu; entretanto, não deve ser isso uma regra absoluta. As tendências instintivas são a melhor indicação, visto que as provas pelas quais o Espírito passa se referem tanto ao futuro quanto ao passado.

O esquecimento das faltas cometidas não é um obstáculo ao melhoramento do Espírito porque, se não tem uma lembrança precisa disso, o conhecimento que teve delas quando estava na espiritualidade e o compromisso que assumiu para repará-las o guiam pela intuição e lhe dão o pensamento de resistir ao mal; esse pensamento é a voz da consciência, sendo auxiliado pelos Espíritos Superiores que o assistem, se escuta as boas inspirações que sugerem.

Se o homem não conhece os atos que cometeu em suas existências anteriores, pode sempre saber de que faltas tornou-se culpado e qual era seu caráter dominante. Basta estudar a si mesmo e julgar o que foi não pelo que é, mas por suas tendências.

As contrariedades e os reveses da vida corporal são, ao mesmo tempo, uma expiação pelas faltas passadas e provas para o futuro. Elas nos purificam e elevam, se as suportamos com resignação e sem reclamar.

Fonte: texto extraído do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Gianecchini fez cirurgia espiritual, Médium diz que: "Operar um câncer espiritualmente é mais fácil do que tratar de uma gripe" Veja os Vídeos Fantásticos!!


Anny Ribeiro
Reynaldo Gianecchini foi buscar no espiritismo o auxílio para a cura de seu câncer linfático. O médium João Berbel, do Instituto Medicina do Além, de Franca (interior de São Paulo), que também operou o pai do ator, realizou a cirurgia espiritual durante uma visita a Gianecchini ainda no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"Sabemos que este é um dos tipos de câncer que mais agride o corpo humano e é raro. A cirurgia espiritual entra como um complemento ao tratamento da medicina convencional", explica o espírita.

Segundo ele, "Operar um câncer espiritualmente é mais fácil do que tratar de uma gripe".
"A cirurgia espiritual é feita para curar as enfermidades. Espiritualmente é mais fácil curar um câncer que um resfriado. E este mistério ainda desafia a medicina", completa Berbel, que atende em seu instituto cerca de 5 mil pessoas por semana.

Mestre João, como é conhecido, explica que a cirurgia espiritual é feita através da fé e do amor. Ela é executada pelos amigos espirituais que, no caso do médium, é guiado pelo espírito de Ismael Alonso, que, em vida, foi médico e morreu em 1964. "Assim como tratamos do seu pai, rogamos a Deus e aos bondosos irmãos espirituais que tenham compaixão do irmão Gianecchini".

Não somente o câncer, mas todas as enfermidades que existem na Terra são consequência das atitudes que as pessoas têm em suas vidas anteriores, segundo o médium. "Espiritualmente, tudo aquilo que nós fizemos de ruim em vidas passadas, temos que pagar na vida terrena. As doenças que temos estão ligadas a uma ficha cármica, que são como manchas no nosso corpo espiritual, na alma. Aqui na Terra, é um plano de prova e expiação e, por isso, temos que quitar nossas dívidas perante a justiça divina", explica Berbel.

O ator Reynaldo Gianecchini descobriu o câncer no sistema linfático durante sua internação, no Hospital Sírio-Libanês, para o tratamento de uma faringite crônica. Ele deu entrada na unidade no dia 1º de agosto, porém, somente no dia 10 do mesmo mês é que a doença foi confirmada como um tipo de linfoma não-Hodgkin.No último dia 26, alguns dias após ter iniciado o tratamento de quimioterapia, Giane recebeu alta. "Estou forte e essa minha força vem em grande parte por esse amor e carinho que eu recebo dos amigos", agradeceu, otimista, na ocasião. Esta semana, o ator, que já raspou a cabeça para não notar a evolução da queda dos fios, voltará ao hospital para nova sessão de quimioterapia.

A cirurgia espiritual não é feita no corpo físico, mas sim no corpo espiritual, conhecido também como perispírito, onde, para os espíritas, está a origem das doenças. Durante a operação não há cortes ou dor e, após a intervenção, não é possível ver cicatrizes no corpo do paciente. São os espíritos amigos que realizam a cirurgia.

O doente, não podendo se dirigir ao local onde ocorre o tratamento espiritual, pode ser atendido à distância. Para isso, basta que um representante do enfermo esteja presente. É através do carinho e do amor deste parente, amigo ou conhecido que o paciente será beneficiado.

Segundo o site do Instituto Medicina do Além, qualquer pessoa, independentemente da crença religiosa, pode ser atendida por um médico espiritual, mas algumas recomendações práticas são feitas àqueles que necessitam do atendimento. É aconselhável que o paciente não coma nenhum tipo de carne sete dias antes e 15 dias após a cirurgia. Também não deve tomar bebidas alcoólicas e nem fumar.

Dependendo da cirurgia, o paciente terá um curativo, que não pode ser molhado. Mas caso saia naturalmente, não há motivo para preocupação. Além disso, é preciso fazer repouso moderado nos três dias após a operação espiritual e evitar pegar peso ou fazer qualquer esforço físico.

O site lembra também que o tratamento espiritual é complementar ao realizado pela medicina convencional, e que jamais dispensa o uso de medicamentos.
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Fonte:http://terra.com.br 

                                               Veja os Vídeos Abaixo:



                                             Fonte:Pedro Scarabelo


                                       Fonte:Dercio Conceicao

Ator Lima Duarte Falando da Sua Ligação com a Doutrina Espírita

Uma breve entrevista com o ator Lima Duarte, que fez o papel do Benfeitor Dimas no filme "E A Vida Continua", que foi baseado no livro homônimo, de André Luiz (Espírito) psicografado por Chico Xavier.

Lima Duarte fala da sua infância e juventude, da mediunidade de sua mãe, da sua iniciação no mundo das artes e de outras coisas importantes à memória espírita, como suas lembranças do Espiritismo no Triângulo Mineiro e no Interior de São Paulo.

Comenta sua ligação com o Espiritismo, a amizade que tinha com Chico Xavier, e fala da emoção em participar de uma produção cinematográfica de nível nacional baseada em uma obra literária espírita.

Aryclenes Venâncio Martins -- verdadeiro nome do ator -- tornou-se Lima Duarte por obra de sua mãe, que era espírita e médium, e lhe sugeriu o nome artístico de seu guia de luz. Achava que assim ele seria feliz. 

"Sou obrigado a acreditar em milagres, não?", diz o ator.

Como se vê, estamos diante de um ícone do teatro, da televisão e do cinema brasileiros com marcas profundas deixadas pela lucidez e da sublimidade que tanto encontramos na Doutrina Espírita.
Obs: Para ver o vídeo desligue a música do blog na lateral direita.

                                              Veja o Vídeo Abaixo:


                                      Fonte:Dercio Conceicao

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Juiz Absolve Réu com Base em Depoimento de Espírito!!

Matéria publicada originalmente no canal de vídeos do jornalista e produtor de vídeos Élcio Braga mostrando o depoimento do Juiz Orimar de Bastos que inocentou um acusado de assassinato com base no depoimento da vítima que enviou em mensagem psicografada por Chico Xavier. Nesse depoimento o juiz conta que tempos depois encontraria pessoalmente Chico Xavier e um parente falecido lhe enviaria uma mensagem impressionante.
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                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                                Fonte:Dercio Conceicao

Espírita e Filósofo Romeu de Toledo Zandoná Desencarna dando Entrevista ao Vivo sobre a Morte!


Última mensagem deixada por Romeu de Toledo Zandoná

Muita emoção nesta quinta feira, dia 27 de fevereiro de 2014.

Durante entrevista para o programa Nova Consciência – A Força das Ideias, retornou à pátria espiritual Romeu de Toledo Zandoná, filósofo e amigo do apresentador Jether Jacomini Filho.

O programa durou 22 minutos, quando foi para o intervalo, Romeu verbalizou que estava sumindo, momento em que estava se desligando do corpo físico.

Muitas Saudades…

Nossas preces e vibrações de amor ….

Força e amparo para a família e amigos ….

O seu retorno se deu num ambiente de amor, no estúdio da Rádio Boa Nova, nas dependências das Casas André Luiz, ao lado de um amigo, falando do que acreditava e gostava…

Muita Paz a Romeu de Toledo Zandoná.

… “não é a morte, mas sim o sair de si mesmo na fênix que renasce a cada encarnação. O pensamento de Deus é a fênix aparecendo no universo, nas cinzas da liberdade”. Romeu de Toledo Zandoná.
Para visualizar o vídeo desligue a musica do blog na lateral direita.

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                                        Fonte:tvmundomaior

SONHOS NA VISÃO ESPÍRITA

O corpo físico possui uma reserva limitada de energia e, no decorrer do dia acontece um desgaste da mesma, o que leva o corpo à necessidade de sua reposição. Esta necessidade é o que sugere o cansaço e a sensação de sono. Diz-se sensação porque o espírito não dorme, portanto, não tem a necessidade de repouso. O corpo “exige” o recolhimento e conduz o espírito à experiências fora do corpo.O corpo físico possui uma reserva limitada de energia e, no decorrer do dia acontece um desgaste da mesma, o que leva o corpo à necessidade de sua reposição. Esta necessidade é o que sugere o cansaço e a sensação de sono. Diz-se sensação porque o espírito não dorme, portanto, não tem a necessidade de repouso. O corpo “exige” o recolhimento e conduz o espírito à experiências fora do corpo.  Enquanto o corpo descansa permite o fenômeno de desprendimento do espírito. A essas experiências também denominamos “sonhos”. Segundo Milton Felipeli abordando a temática o sonho na visão espírita, na ciência, Freud explica em seu livro “A Interpretação dos Sonhos”: “Sonho é a estrada que conduz à realidade da inconsciência”. Para Freud, os instintos reprimidos eram manifestados através dos sonhos. A psicologia diz que sonhar é um momento especial do ser em que ocorre a inatividade do corpo físico. Podemos considerar 4 tipos de sonhos: • Sonhos fisiológicos - por influência orgânica vive-se situações alucinatórias. •Sonhos pantomnésicos - recordações do passado. •Sonhos premonitórios - apreensão do futuro, sonho profético. • Sonhos espirituais - vivência no plano espiritual Conforme nos explica Allan Kardec em O Livro dos Espíritos – Cap. 8 “Emancipação da Alma” (400 a 412): 402 - Como avaliar a liberdade do Espírito durante o sono? – “Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons, faculdades do que em vigília; tem a lembrança do passado e algumas vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, neste mundo ou em outro. Quando dizeis: tive um sonho esquisito, horrível, mas que não tem nada de real, enganais-vos; é, muitas vezes, a lembrança dos lugares e das coisas que vistes ou que vereis numa outra existência, ou num outro momento. O corpo, estando entorpecido, faz com que o Espírito se empenhe em superar suas amarras e investigar o passado ou o futuro... ... O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono; mas notai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que vistes. É que vossa alma não está em pleno desdobramento. Muitas vezes, apenas fica a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa volta, à qual se acrescenta a do que fizestes ou do que vos preocupa no estado de vigília; sem isso, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm tanto os mais sábios quanto os mais simples? Os maus Espíritos se servem também dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.” Milton Felipeli explica que os sonhos demonstram três importantes fatos: • Relação entre o Espírito e a Matéria • Agregação – como o corpo físico incide sobre os atos do espírito • Prova da Imortalidade da alma Recordação dos sonhos O sonho é a realidade das atividades do espírito, q48 ou seja, uma lembrança do que o espírito viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma projeção do futuro. Porém, nem sempre é possível e preciso a lembrança dos sonhos, pois poderia causar acontecimentos desagradáveis, devido à falta de desenvolvimento da alma de forma que permita um maior entendimento e aceitação. Segundo Milton Felipeli, a maior dificuldade está na interpretação dos sonhos. As lembranças são geralmente, associadas à vida encarnada e, nem sempre é isso que acontece. Muitas vezes está relacionada às vidas passadas porque o distanciamento do espírito amplia a memória das vidas anteriores. Felipeli explica que o espírito possui três atividades teóricas essenciais: a inteligência, a vontade e o pensamento, ultrapassando a linha do tempo. Existem profissionais fazem análises dos sonhos, porém é de suma importância que se faça com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes estas análises trazem importantes informações que auxiliam no aprimoramento e autoconhecimento do espírito. Envolvidos aos sentimentos e emoções, nos sugestionamos às interpretações que julgamos serem as verdadeiras. Sonhos premonitórios:  Algumas vezes durante o sono ocorre a ampliação da condição da inteligência e os sonhos são conduzidos de forma a encontrar caminhos para solucionar problemas. O conteúdo, associado às preocupações vividas durante o dia podem sugerir previsões de acontecimentos ou ainda sofrer influências de espíritos desencarnados através do pensamento. Situações do dia a dia também podem influenciar os sonhos, daí as referências com brigas, água, fogo, etc.  Quando o fato sonhado acontece, pode ser pela capacidade de clarividência, ou seja, um tipo mediúnico que permite ver acontecimentos do mundo material, como forma de diagnosticar situações, estando ou não associada a vidência, que é o tipo mediúnico que permite o médium a ver espíritos, como explica Kardec em O Livro dos Médiuns – Cap. XIV – “Médiuns Videntes” “168. Cumpre distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os Espíritos. As primeiras são frequentes, sobretudo no momento da morte das pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir de que já não são deste mundo. Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero, sem falar das visões durante o sono. Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes, ou amigos que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para avisar de um perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um serviço.” Encontros com encarnados e desencarnados nos sonhos: Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não fica inativo. Segundo o pesquisador Milton Felipeli, neste momento o encontro com entes-queridos é possível da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento, que nos liga uns aos outros com uma variedade de motivos. Nestes encontros também é possível dar e receber ajuda. Os motivos dos encontros entre encarnados durante os sonhos, estando ou não no mesmo local, também são variados: situações inacabadas desta ou de outras vidas, preocupações, discussões muitas vezes familiares, que precisam de uma solução para auxiliar na evolução dos espíritos envolvidos. Este fenômeno é chamado “erraticidade parcial”.  É muito importante o preparo do espírito e do ambiente antes de dormir, principalmente às pessoas que tem o hábito de ver TV como um estímulo para o sono.para ver o vídeo abaixo desligue a musica do blog na lateral direita do blog.
Fonte:http://chicoparasemprexavier.blogspot.com.br 

                                              Veja o Vídeo Abaixo:


                                            Fonte;Palestra Espírita

TEMOS DATA E HORA CERTA PARA DESENCARNAR?

Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluido vital (fluido da vida). 
Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.
Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito. Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.
Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.
  Quando chegamos á Terra cada um tem uma "estimativa de vida". Vai depender do que viemos fazer aqui. A pessoa que está estimado viver em torno de 60 anos receberá mais fluido que a pessoa que está estimado viver 20 anos. 
  André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto.
Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos. 
Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos. Porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho. Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções. Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se. Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas. 
Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.
  Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras. 
E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teriam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que: HÁ TEMPO.
  Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos: estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado. 
  ATENÇÃO: a vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “MORATÓRIA”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne. Por isso vemos muitos trabalhadores do BEM desencarnando com idade bem avançada. Estes receberão uma carga extra de fluido vital para estender seu tempo no corpo físico. 
Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.

Texto baseado em trechos de palestra de José Raul Teixeira e de Richard Simonetti.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A VIDA CONTINUA.. Carta de André Jovem Desencarnado na Boate KISS - Psicografada por Ângela Henriques

Mãe querida, em primeiro lugar, peço-te, que te acalmes,
acalmes estes pensamentos, acredites nestas linhas.
Sou eu o André, o teu André.
Não penses que sofri ou estou sofrendo, e muito menos
descansando eternamente.
Mãe, ainda não sei como cheguei por estas paragens, mas
me lembro da fumaça, da correria, do cheiro de queimado,
foi daí que tropecei e cai esborachado aqui... Embora
ainda sujo, os olhos ardendo, percebi os meus amigos ali
juntos e todos eles bem assustados como eu, mas que de
alguma forma, estávamos inteiros.Precisando de cuidados
médicos, mas vivos. Daí começaram a nos explicar
cuidadosamente o ocorrido, enquanto éramos tratados.
Estavam comigo e ainda estão, o Pardal, A Neca, o Silvio,
o Pedro, a Carol, Suzie, Roger, Pablito e outros que não
consigo dizer os nomes. Por enquanto estamos bem
ajeitados e nos adaptando a esta nova condição de meio
mortos , hahahaha...
A vida continua rotineira e tranquila dentro das
possibilidades, todos os dias, vamos ás alas hospitalares
e damos boas vindas aos demais vitimados naquele
incidente horrivel. Passou para nós, ficou para trás,
apenas nos lembramos, nada mais
Qualquer dia destes ,aceitarei a oferta de ir novamente a
uma festa. Soube que são muito animadas por aqui, mas
ainda é cedo para encarar...
Por aqui, é tudo bem parecido com a vida de antes, estou
louco para voltar aos estudos, mas ainda não tenho
acesso
ás matérias, e ainda não sei no que trabalharei, mas já
soube que serei remunerado. Corre solto que aqui também
podemos paquerar! Há tanta coisa boa a me esperar, que
mal me seguro para começar logo, mas vejo que terei que
ir na massa!
Pegar solto.
Suas orações, mãe chegam direto no meu coração
Sinto saudades, também , sabias?
Sinto falta de todos, até do cheiro do capim molhado
Mas não há como voltar, então o melhor é se apresentar a
esta nova vida, e ir em frente
E estas benditas lágrimas nas tuas faces, que enxugo
neste momento com sonoros beijos e um sorriso maroto.
Mande abraços de saudades aos meus amigos e
amigas.Diga a eles, coragem. A vida não morre! Nem por
fogo ou água. A vida é viva. Quem me conhece, sabe que
não sou de dobrar diante de nada, e esta tal morte,
também não me dobrou. Continuo o mesmo guru.
Amo todos, e quando me for permitido, de novo aqui
estarei neste noticiário diferente, mas muito legal.
Beijo familia... beijo mamãe.
André
* jovem desencarnado na Boate Kiss.
(Psicografia / Angela M. Henriques - 02/10/2013)
Fonte: Compreender e Evoluir
Via:http://www.espiritbook.com.br 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

INVASÃO NA CASA ESPÍRITA (Humor e Espiritismo)

Dois maus elementos do mundo espiritual resolvem invadir um Centro Espírita para destruí-lo. Será que conseguem? Com quais armas? Um vídeo em forma de humor, mas retratando a vida real em um centro espírita quando se trata de uma invasão, seja aos médiuns, seja ao centro espírita em si.
Veja este incrível vídeo.

                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                     Fonte:Canal Amigos da Luz

Animais podem receber tratamento espiritual?

Por: Ana Talavera
Como sempre elucidativo, Kardec nos trouxe já em 1865 na Revista Espírita a seguinte frase em relação ao estudo acerca dos animais: “(…) Numa palavra, precisávamos compreender nossa alma, antes de procurar compreender a dos animais.” Apenas com este trecho, vemos o quão ainda somos falhos em sermos irredutíveis sobre tantos assuntos, especialmente a dos animais, negando as próprias revelações progressivas naturais da Doutrina Espírita como bem temos em A Gênese no Cap. I,  item 55.
A má interpretação dos textos nos coloca à mercê de conclusões equivocadas. O famoso caso da mensagem de Erasto no O Livro dos Médiuns, Cap. XXII, “Da Mediunidade nos Animais”, Item 236 do Sr. T. que magnetizou seu cão e este veio a óbito é prova de um destes equívocos. Esta é uma nítida falta de entendimento sobre o assunto; a magnetização é diferente de passe espiritual. No primeiro caso, o magnetizador transmite seus próprios fluídos, no livro Nos Domínios da Mediunidade André Luiz explica melhor esta questão no Cap. 17, em “Serviço de Passes”. No segundo caso, o passista é um intermediário onde ele doa sim seus próprios fluídos, mas também é através dele que opera os fluídos da Espiritualidade Superior amparando aquela criatura que independente de seu estágio evolutivo seja em animalidade ou humanidade, será fraternalmente acolhido, afinal “sendo filhos do mesmo Pai, são objeto de igual solicitude; que nenhum há mais favorecido ou melhor dotado do que os outros.” (A Gênese, Cap XI, item 7.)
Por que então, não estendermos o recurso dessa terapia simples, sem contra indicação, aos animais? Haverá algum motivo razoável para que não possamos considerá-los “nosso próximo” e merecedores de amparo também? Será que estamos ainda prevalecendo um certo pensamento levianamente antropocêntrico?
Fica o recado acolhedor de André Luiz no livro Conduta Espírita, Cap. 33, “Perante os Animais”: para nos fazer refletir e impulsionar ao estudo adequado: “No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos.” e do querido Herculano Pires em sua obra Mediunidade, Vida e Comunicação, Cap. 11, “Mediunidade Zoológica” para não termos dúvidas desta possibilidade: “A assistência mediúnica aos animais é possível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser socorrido por passes e preces e até mesmo com os recursos da água fluidificada.”

Microcefalia na Visão Espírita

Por: Antônio Gonçalves
Os diversos casos de microcefalia que estão ocorrendo por todo o Brasil, e com mais intensidade no Nordeste, com os números cada vez mais aumentando, faz-nos indagar: por que isto está acontecendo?

Para nós espíritas isto não é por acaso. Na visão da Doutrina Espírita esta situação enquadra-se nas chamadas provações coletivas, é um resgate coletivo. São espíritos que trazem necessidade de provas ou expiações semelhantes, nisto são atraídos a lugares ou situações, onde graves desequilíbrios destes espíritos são tratados em conjunto. Sobretudo nas doenças chamadas de congênitas, que a criança já traz ao nascer, não pode ser atribuída ao acaso ou a má sorte elas passarem por esta situação.

Há casos também em que esses espíritos reencarnam com este problema para ajudar os familiares a desenvolverem boas qualidades, a terem mais paciência, para desenvolver o cuidado pelo próximo, a compaixão, a generosidade...

O Espiritismo nos esclarece que estamos num mundo de efeitos, de consequências, onde percebemos que na reencarnação encontra-se o “por que” para compreendermos o que está ocorrendo, as causas e as consequências.

Nas questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, encontramos os seguintes esclarecimentos: Que Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer os espíritos chegarem a perfeição. Para alguns a encarnação é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação. (...)
Todos nós necessitamos de reencarnarmos, pois todos nós fomos criados simples e ignorantes; instruímo-nos nas lutas e nas tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito. Os espíritos que seguem o caminho do bem alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do espírito; quanto menos tenham de imperfeição, menos tem de tormentos. (...)

Estamos vivenciando um momento crucial no progresso do planeta Terra, e no nosso progresso. Esta é a encarnação que melhor nos preparamos através das outras encarnações. É a grande chance e a grande oportunidade para nos tornamos indivíduos melhores. E para esses espíritos que nasceram com o corpo físico com microcefalia é uma grande oportunidade de reajuste de dividas passadas, é uma reencanação impar para eles, mesmo que seja por breve instantes, ou pela experiência de passar por isso, ou que vivam por anos; tanto para eles como para os familiares .

Sabemos que a Terra está passando pela mudança de uma Era para outra, deixando o mundo de Provas e Expiações para o mundo de Regeneração. Tudo que estamos vivenciando seja desencarnes coletivos, seja reencarnações de resgate coletivo, é para acelerar o processo de quitação de divida do mundo em estagio de Provas e Expiações, pois não se pode chegar um novo estagio moral na Terra com as dividas e os sofrimentos atuais. Só irão ficar na Terra os espíritos que assumirem o compromisso com o bem, espíritos com a moral adequada para habitar o mundo em estagio evolutivo de Regeneração. Por isso que as dividas tem que serem pagas, e por isso que está havendo esse aceleramento para o pagamento dos débitos desses espíritos, e tudo isso acontecendo por meio da Lei de Causa e Efeito, da ação e da reação.

Assim, os débitos de vidas anteriores que tal espírito contraiu e acarretou tal deficiência, é sanado com essa atitude de encarnar com a microcefalia. Décadas atrás a incidência de casos de deficiência física era muito grande, e se apresentando de diversas formas as deficiências físicas, atualmente os espíritos estão nascendo com doenças emocionais, psíquicas, é a mente que está sofrendo atualmente. Tendo diminuído os casos de deficiência física, pois os espíritos que precisavam passar por tais circunstancias já terem quitado tal divida, contraída por erros em vidas passadas. É por isso que esta é a grande chance, quem sabe uma das ultimas chamadas para esses espíritos quitarem suas dividas e a dos seus familiares por meio da microcefalia.

Deus sempre Escreve Certo e Seu Amor e Justiça nunca falham. Temos que entender que os espíritos desses bebês, são espíritos que já viveram muitas outras vidas, com erros e acertos. Os aspectos espirituais por trás desta situação é que são espíritos que precisam passar pela experiência da microcefalia, é como se fosse um processo de cura para as dificuldades espirituais desses espíritos.

Que as mães não abortem esses bebês de forma alguma, porque se houver um caso na família de microcefalia é porque a família necessita desta experiência para desenvolver boas qualidades. Porque se nascer na família um bebê com alguma deficiência física é necessidade da família e do bebê. A família tem que se doar, porque tudo tem uma razão de ser. É a Justiça Divina atuando, mesmo que não compreendemos atualmente, para que alcancemos a luz.

Que as mães, os pais e os familiares agradeçam a Deus por esta oportunidade bendita, por receber estes espíritos sofredores, que vão precisar dos seus pais, responsáveis, familiares, de todo o amor, carinho, da servidão, para se dedicarem a estes espíritos, dando condição a eles de cura para o espírito, através desta oportunidade. Quando servimos crescemos. É um crescimento mútuo, para os pais e para o filho, muitos casos podem ser resgates de dividas dos pais com os filhos de outras vidas, outros casos os bebês podem assim nascer para sensibilizar os pais e familiares, e outros podem ser a necessidade do espírito de nascer desta forma e os pais o acolhem para ajuda-lo e isto já foi estabelecido no plano reencarnatório, antes dos pais e filhos nascerem.

Que esses casos sirvam para a sociedade em geral, para sensibilizar-nos e nos voltarmos mais para o bem, para o amor, para a caridade... Uma nova era está chegando, e temos que cada dia sermos pessoas melhores. O tempo urge, e os trabalhos estão sendo acelerados. Colhemos o que plantamos isto através dos séculos, isto é a lei de causa e efeito, ação e reação. Mas, sobretudo, confiemos em Deus Pai. E nos ensinos de Mestre Jesus, pois Ele afirmou: “Das ovelhas que meu Pai me confiou, nenhuma se perderá.”

“Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano.“ (Romanos 8:28)
Fonte:http://letraespirita.blogspot.com.br 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

POR QUE O ESPÍRITO REENCARNA?

Diante dos sofrimentos aos quais o espírito se expõe na terra, somos levados a perguntar por que ele se reencarna, submetendo-se, por vezes, a um duro viver.

Quando estamos desencarnados, habitando uma colônia espiritual, vemos as coisas de um modo diferente do que quando encarnados. Lá compreendemos que sem passar pelos trâmites da reencarnação, jamais adquiriremos força, poder, esplendor; nem nos será possível quitar os compromissos contraídos em antigas reencarnações; e convencemo-nos de que tudo isso só será possível mediante novas experiências na terra. E para conquistarmos graus espirituais mais elevados que constituirão nossa riqueza verdadeira, e para retificar o passado cheio de culpas, arrostamos de bom grado as incertezas das reencarnações.

O corpo humano funciona como um filtro depurador. A animalidade que trazemos de nosso passado inescrutável é retida pouco a pouco pelo filtro da carne; e de cada uma das reencarnações, o espírito sai um pouco mais depurado, um pouco menos animal, um pouco mais humanizado.

A consciência, torturada pelo remorso, encontra no corpo humano o remédio bendito de sua redenção. Os compromissos morais que assumimos conscientemente como encarnados, somente como encarnados podemos solvê-los. E enquanto os compromissos morais não forem solvidos, o remorso não deixará de perturbar o espírito culpado.

Assim é que a reencarnação reúne de novo, embora em ambiente diverso, ofendidos e ofensores, vítimas e verdugos, os quais recapitulam juntos um passado de erros, procurando corrigi-los. E quando nós nos defrontamos com portadores de moléstias presentemente incuráveis, com os aleijões, com a idiotia, com a cegueira, com a surdez, com a mudez e tantas outras, vemos irmãos que no passado se entregaram ao crime, aos vícios, à perversidade e agora, por meio do filtro da carne, procuram curar seus espíritos doentes, mutilados, enlouquecidos.

Quando desencarnados, compreendemos a extensão dos compromissos morais que assumimos e ansiamos por liquidá-los; vemos as deformidades que o vício, o crime, a perversidade, causaram ao nosso corpo espiritual; certificamo-nos, então, de que o único caminho a seguir é a reencarnação dolorosa para a obtenção da cura. E divisando novos e mais amplos horizontes, somos informados de que a reencarnação para o aprendizado e a elevação é que nos fornecerá os meios de alcança-los. Tudo isso faz com que deixemos de lado os receios inúteis e mergulhemos nas sombras do mundo para conquistar as glórias do céu.

Fonte: extraído do livro “O Espiritismo Aplicado”, de Eliseu Rigonatti. Editora Pensamento.

O Instante da Morte do Corpo Físico é dia de Juízo no Mundo de Cada Homem

 E olhai por vós

“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.” – Jesus.
(Lucas, 21:34.)

Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar imediato da existência física, descuidando-se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem. Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos que lhe são próprios.

Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando-se no mar de fantasias ou encarcerando-se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho.

Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros.

O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior.

Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo-nos a solicitação, há muitos séculos.

Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas – e estará preparado à sublime transformação.

Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem.

Fonte: extraído do livro “Vinha de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel. Federação Espírita Brasileira.

CARNAVAL - Por Emmanuel / Psicografia de Chico Xavier

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

(Psicografado por Chico Xavier em julho de 1939 / Revista Internacional de Espiritismo, janeiro de 2001

Que Jesus a todos nos abençoe e ilumine neste carnaval e sempre!

Compartilhe! Gratidão.

Paz e Bem!
Namastê,


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

As Colônias Espirituais, Lugares onde Iremos um Dia.

Não existem muitas diferenças entre os mundos do Além e os lugares que encontramos aqui na Terra. Da mesma forma que aqui na Terra, lá você encontra lugares bonitos e lugares feios, lugares agradáveis povoados por gente boa e lugares desagradáveis povoados pela pior espécie de pessoas.

Lá do outro lado as pessoas se reúnem de acordo com suas afinidades ou vibrações. Pessoas positivas, alegres, de boas vibrações viverão em uma colônia repleta de pessoas semelhantes. Uma pessoa má, negativa e pessimista se sentirá melhor em companhia de pessoas iguais e será levada a viver numa colônia construída e administrada por pessoas semelhantes. 

Existem casos em que os seus sentidos só funcionam diante de pessoas que vibram igual a você. Um espírito bom e de vibrações elevadas pode ser invisível aos olhos de espíritos de baixa vibração.

E isso faz a diferença entre as diversas colônias e regiões do mundo espiritual. Não é difícil imaginar que deve haver diferenças entre um lugar criado e administrado por pessoas boas e por espírito elevado e um local administrado por pessoas ruins de espírito baixo.

Sobre todas as cidades do planeta Terra existem universos paralelos, regiões espirituais invisíveis para nossos sentidos limitados, indetectáveis a partir dos instrumentos e tecnologias que possuímos hoje. Sobre a cidade onde você mora certamente existem uma ou mais colônias habitadas por pessoas que não se encontram mais nesta dimensão onde vivemos.

As colônias são verdadeiras cidades de grande, médio ou pequeno porte. 

Não existe nada mágico, não é um mundo de fadas cheio de efeitos especiais. Tudo que temos aqui na Terra temos lá. Afinal de contas as cidades da Terra e as cidades do além foram construídas por nós mesmos. 

Desta forma são semelhantes. Lá você encontra casas, prédios, escolas, hospitais, praças, jardins, lagoas, rios, animais, fábricas, alimentos, máquinas, veículos para transporte, instituições governamentais, hierarquia. 

As colônias ocupam um área delimitada cercada por muralhas e sistema de proteção para evitar a invasão de espíritos vindos das regiões sombrias.

Sobre a cidade do Rio de Janeiro encontramos uma colônia chamada Nosso Lar, a primeira descrita por um espírito chamado André Luiz. Na época do livro existiam mais de 1 milhão de almas que lá habitavam. Sobre a cidade de São Paulo encontramos 3 grandes colônias. Existem referências sobre colônias localizadas na região de Brasília e Ribeirão Preto/SP devido à sua beleza.

As colônias espirituais do Brasil foram criadas há pouco tempo, tendo início com a colonização do país. Antes já existiam núcleos menores ocupados por indígenas. Existem colônias no oriente com milhares de anos de existência. 

As maiores e mais belas se localizam sobre a Índia e o Tibet. As colônias possuem intenso intercâmbio entre si e com os postos de socorro que são locais subordinados a elas e que se encontram em planos espirituais mais baixos (inclusive na Terra) para ajudar e resgatar almas perdidas nas regiões de sombra (Umbral).

Algumas colônias possuem Escolas de Regeneração e grandes Hospitais para onde são levados os espíritos resgatados em regiões do Umbral. Estas pessoas passam por ensinamentos e tratamento para se recuperarem dos problemas morais e sentimentos negativos que ainda as prendem em níveis mais baixos.

“O mundo dos invisíveis é como o vosso; em lugar de ser material e grosseiro, é fluídico, etéreo, da natureza do perispírito, que é o verdadeiro corpo do Espírito, haurido nesses meios moleculares, como o vosso se forma de coisas mais palpáveis, tangíveis, materiais.

O mundo dos Espíritos não é o reflexo do vosso; é o vosso que é uma grosseira e muito imperfeita imagem do reino de além-túmulo.

As relações desses dois mundos existiram sempre. Mas hoje o momento é chegado em que todas essas afinidades vão vos ser reveladas, demonstradas e tornadas palpáveis.

Quando compreenderdes as leis das relações entre os seres fluídicos e aqueles que conheceis, a lei de Deus estará perto de ser posta em execução; porque cada encarnado compreenderá a sua imortalidade, e desse dia se tornará não só um ardente trabalhador da grande causa, mas ainda um digno servidor de suas obras.”

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O que Acontece no Mundo Espiritual quando nos Reunimos para Somar Energias

Curas Coletivas… Vivência Espiritual, Festival de Luz ou Curas Coletivas, são momentos em que nos reunimos em grupo, para vivenciarmos e principalmente ancorarmos ao nosso agregado espiritual, energias de alto padrão, específicas para cada ocasião em que são ancoradas.

As energias canalizadas nas vivências em grupais, pelas elevadas frequências que alcançam, ajudam a acelerar o nosso processo evolutivo de maneira estrondosa.

Neste tipo de atividade, não importa que não estejamos no mesmo local físico, pois ainda que cada um esteja em localidades diferentes, mas sintonizados no mesmo propósito, o dito popular “a união faz a força”, é uma máxima, pois a egregora de Luz gerada a partir de nossas intenções, formam verdadeiras usinas de energias, que são elevadas ao cosmo gerando uma grande explosão de luzes multicoloridas como um sinal, que imediatamente aciona as mais elevadas Hierarquias Espirituais, Planetárias e Cósmicas que se deslocam imediatamente até nós, na maioria das vezes, antes do momento dia e horário marcado, toda a estruturação espiritual que será necessária para cada pessoa já é acionada a partir do momento em que ela confirma a participação. Sendo que o ápice se dá no momento em que foi marcada.

E essa fusão com os Mestres de Luz que sustentam o trabalho, pode ocasionar modificações determinantes em nosso padrão energético e em toda a nossa estrutura espiritual, já que forma-se uma enorme congregação espiritual, onde nossos Mentores Pessoais, se juntam com as altas Hierarquias de Luz e aos Mentores Pessoais de cada participante, para juntos e fortalecidos pela nossa autorização e intenção positiva, intercederem por todo o grupo a um nível muito profundo, levando as energias de cura e libertação aos nossos registros acáshicos, liberando cargas muitas vezes acumuladas em séculos, clarificando o nosso ser das energias densas como raiva, medo e culpa, o que facilita e muito, todo o processo de reforma íntima, libertação e cura.

Forma-se literalmente um mutirão dos servidores do Cristo de ambos os lados, físico e espiritual e a energia gerada é magnificada no mínimo mil vezes em cada um a fim de ser distribuída para todo o Planeta, envolvendo hospitais, lares, presídios, locais de conflitos, para o equilíbrio da própria Natureza da Terra, enfim, onde quer seja necessário.

Por isso, muito importante que estejamos cada vez mais unidos, que estejamos a cada momento mais desapegados dos apelos do ego, das velhas picuinhas, melindres por coisas insignificantes e que muitas vezes damos um tremendo valor, dos joguinhos de disputa de poder ou atenção, as vezes velados, mas que ainda encontramos em todos os seguimentos, o que somente gera a separação e nos enfraquece.

A nossa união, facilita e muito, a ação dos Seres de Luz na nossa vida. Unidos, os ajudamos a nos ajudar.

Através deste grupo Portal 11:11 Alquimia da Alma, à pedido da Hierarquia Espiritual, estaremos oferecendo periodicamente encontros com a finalidade de ancorarmos cada vez mais Luz um em cada um de nós, consequentemente aumentando o fluxo de luz na
Terra. Fiquem atentos aos chamados.

“Juntos Somos Fortes, Juntos Somos Mais, Juntos Somos Um! Exército de Luz, avante!”

Pela Cura do Planeta Terra Urgente, Germain, Adonai!

Todos merecem saber, compartilhe!
Fonte:http://alquimiadaalma.com.br