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sábado, 12 de março de 2016

Incríveis Imagens do Além dos Médiuns: Chico Xavier e Heigorina Cunha

Vídeo que mostra verdadeiras imagens do Além reproduzidas pela médium Heigorina Cunha, no final dos anos 70, após suas saídas do corpo, fenômeno este chamado de projeção da consciência, desdobramento... No ano de 2010 estas imagens do Além serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade espiritual do filme "Nosso Lar". Suas limitações físicas irreversíveis devido a paralisia infantil não a impediram de ser uma grande médium, escrevendo vários livros. As imagens reproduzidas por ela e posteriormente publicada em seus livros foram esclarecidas através de Chico Xavier, no sentido de que se tratava realmente da cidade "Nosso Lar". Chico também apoiou e a incentivou para que ela continuasse a realizar seus trabalhos. Nascida em Sacramento-MG ela foi sobrinha legítima de Eurípedes Barsanulfo. Heigorina desencarnou em 2013 aos 90 anos de idade.

Projeção da consciência: 

Projeção da consciência é a capacidade parapsíquica, natural e espontânea que todo ser humano tem de projetar sua consciência para fora do corpo físico quando o metabolismo e as ondas cerebrais se encontram baixas, isto ocorre quando estamos dormindo, em estados de coma, meditação profunda... Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo das doutrinas, religiões ou correntes de pensamento que a mencionem. Sair do corpo é algo natural, fazemos todos os dias sem saber, mas a projeção lúcida (sair do corpo e se lembrar da experiência) requer responsabilidade e ética espiritual. É impossível desencarnar devido a uma viagem astral, mas é possível morrer sem nunca ter se projetado com lucidez. 
Devemos tirar proveito destas experiências fora do corpo como aprender sobre a vida nos planos mais sutis, doar nosso amor em trabalhos de assistência extrafísica, servir aos mentores espirituais como humildes auxiliares, além de podermos encontrar com parentes e pessoas amadas que já desencarnaram. Viagem astral não é turismo astral! Requer ética espiritual, maturidade e amor ao próximo.

A diferença de projeção e sonho:

• No sonho, a consciência não tem domínio sobre aquilo que está vivenciando. É totalmente dominada pelo onirismo. 
• Na projeção, a consciência tem pleno domínio sobre si mesma. 
• No sonho, não há coerência. 
• Na projeção, a consciência mantém o seu padrão normal de coerência, ou até mais ampliado. 
• No sonho, a capacidade mental é reduzida. Na projeção, a capacidade mental é ampliada. 

Alguns sintomas da projeção:

• Ballonnement - É a expansão das energias do nosso espírito para fora do corpo físico. Quando acontece, a pessoa tem a sensação de que seu corpo está inflando como um balão. É uma sensação gostosa e ocorre geralmente antes da projeção.
• Catalepsia projetiva - Sensação de ter o corpo totalmente paralisado onde a pessoa tenta se mexer e gritar mas não consegue, basta manter a calma pois é uma sensação inofensiva, sem riscos e de curta duração. É um estado em que a consciência ainda se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este. É comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea; bastante comum em praticantes iniciantes da projeção. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar escorregando ou caindo e despertam sobressaltadas. Isto acontece devido a uma pequena movimentação do nosso espírito no interior do corpo físico.
• Estado vibracional - Sensação de estado vibracional interior. Na verdade, essas vibrações que parecem formigamentos no corpo inteiro são causadas pela aceleração das partículas energéticas do nosso espírito, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos.
• Oscilação astral - Comparado à flutuação física. É quando o nosso espírito flutua acima do corpo físico, oscilando sem controle de um lado para o outro.
Obs: Para assistir o vídeo abaixo desative a música do blog na lateral direita.
Vídeo criado em 2012: 
Fernando Lima Ribeiro

                                                Veja o Vídeo Abaixo:


                                             Fonte:Fernando Lima Ribeiro

terça-feira, 28 de maio de 2013

O fenômeno mediúnico

Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

O fenômeno mediúnico, para expressar-se com segurança, exige toda a complexidade do mecanismo fisiopsíquico do homem que a ele se entrega, assim como da perfeita identificação vibratória do seu comunicante.

Para o desiderato, o perispírito do encarnado exterioriza-se em um campo mais amplo, captando as vibrações do ser que se lhe acerca, por sua vez, igualmente ampliado, graças a cuja sutileza interpenetram-se, transmitindo reciprocamente os seus conteúdos de energia, no que resulta o fenômeno equilibrado.

Às vezes, automaticamente, dá-se a comunicação espiritual, produzindo o fato mediúnico, ora por violenta injunção obsessiva e, em outras oportunidades, por afinidades profundas, quando a ocorrência é elevada.

Seja porém, como for, sem o contributo e a ação do Perispírito, a tentativa não se torna efetivo.

Desse modo o conhecimento do Perispírito é de vital importância para quantos desejam exercitar a mediunidade colocando-a a serviço de ideais enobrecedores.

Penetrabilidade, elasticidade, fluidez, materialização, depósito das memórias passadas entre outras oferecem compreensão e recurso para melhor movimentação dessas características, algumas das quais são imprescindíveis para a execução da tarefa, no fenômeno de intercâmbio espiritual.

A fixação da mente, através da concentração, proporciona dilatação do campo perispirítico e mudança das vibrações que variam das mais grosseiras às mais sutis a depender, igualmente, do comportamento moral do indivíduo.

O pensamento é o agente das reações psíquicas e físicas, sem o que, os automatismos desordenados levam aos desequilíbrios e aos fenômenos mediúnicos perturbadores, que respondem pelas obsessões de variada nomenclatura, que aturdem e infelicitam milhões de criaturas invigilantes e desajustadas.

Todo fulcro de energia irradia-se em um campo que corresponde à sua área de exteriorização, diminuindo a intensidade, à medida que se afasta do epicentro. Graças a isto, são conhecidos os campos gravitacional e atômico, no macro e microcosmo, conforme os detectou Albert Einstein.

Na área psicológica não podemos ignorar-lhe a presença nas criaturas, gerando as simpatias - por decorrência de afinidades vibratórias entre as pessoas que se identificam - e a antipatia - que deflui do choque das ondas que se exteriorizam, portadoras de teor diferente produzindo sensações de mal-estar.

Invisível, no entanto preponderante nos mais diversos mecanismos da vida, o campo é encontrado no fenômeno mediúnico, através de cuja irradiação é possível o intercâmbio.

Cada ser humano, encarnado ou não, vibra na faixa mental que lhe é peculiar, irradiando uma vibração especifica.

Quando nas comunicações, os teores são diferentes, a fim de produzir-se a afinidade, o médium educado sintoniza com o psiquismo irradiante daquele que se vai comunicar, e se este é portador de altas cargas deletérias, demorando-se sob vibrações baixas, o hospedeiro permite-se dela impregnar até que, carregado dessas energias pesadas, logra envolver-se no campo propiciador, portanto, de igual qualidade, cedendo as funções intelectuais e orgânicas à influência do ser espiritual que passa a comandá-lo, embora sob a sua vigilância em Espírito, que não se aparta, senão parcialmente, do corpo.

Quando se trata de Entidade portadora de elevadas vibrações, mais sutis que as habituais do médium, este, pelas ações nobres a que se entrega, pela oração e concentração, em que se fixa, libera-se das cargas mais grosseiras e sutiliza a própria irradiação, enquanto o Benfeitor, igualmente concentrado, condensa, pela ação da vontade e do pensamento, as suas energias até o ponto de sintonia, proporcionando o fenômeno de qualidade ideal.

Em casos especiais, nos quais seres muito elevados ou grotescos, nos extremos da escala vibratória compatível com a Vida na Terra, vêm-se comunicar, os Mentores, que mais facilmente manipulam as energias, tornam-se os intermediários que filtram as idéias e canalizam-nas em teor mais consentâneo com o campo do sensitivo, ocorrendo o fenômeno da mediunidade disciplinada.

O fenômeno mediúnico, portanto, a ocorre no campo de irradiação do Espírito através do Perispírito, está sempre a exigir um padrão vibratório equivalente, que decorre da conduta moral, mental e espiritual de todo aquele que se faça candidato.

Certamente, como decorrência do campo perispiritual, diversos núcleos de vibrações, nos quais se fixa o Espírito ao corpo, bem como em face do mecanismo de algumas das glândulas de secreção endócrina, apresentam-se as possibilidades ideais para o intercâmbio espiritual de natureza mediúnica.

Assim havendo constatado, foi que o Codificador do Espiritismo com sabedoria afirmou que a faculdade "é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento, mais ou menos dócil aos Espíritos em geral que "os médiuns emprestam o organismo material que falta a estes para nos transmitirem as suas instruções".

Revista Presença Espirita setembro de 1991, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Morte: Uma janela para a Vida

Floriano Legado do Amaral

Na Terra, a morte ainda é um fenômeno inexplicável e chocante e difícil de ser aceito. Por mais que se estude ou trabalhe com esse fenômeno, no fundo o homem tem medo dele e deseja vê-lo o mais longe possível. A não certeza do que vem depois da morte é que atemoriza os candidatos à ela, que somos todos nós, os encarnados. Até mesmo as pessoas mais treinadas para enfrentar esse fenômeno preferem adiá-la enquanto podem. Chico Xavier, que convive com os mortos há mais de 70 anos e tem certeza de que do outro lado da morte existe um mundo vivo, dinâmico, vibrante na medida em que é mais descortinado pelo cidadão que já fez sua passagem deixa transparecer que não tem medo da morte, mas também não faz questão de morrer. certa vez, alguém lhe disse: - "Dizem que no mundo espiritual existe uma casinha azul, muito linda e aconchegante. O que você acha dessa idéia?" Em tom de brincadeira ele comentou - "Eu prefiro continuar por aqui numa casinha amarela mesmo". Com a bagagem de conhecimento doutrinário espírita e a ampla experiência que o CHICO tem, o indagador talvez esperasse que ele respondesse: - "tudo bem, se assim é, eu estou pronto para partir rumo a Pátria Espiritual. Mas a incerteza que ele também tem, como todos nós temos é que faz ele fincar o pé da Terra. Lembro-me de uma outra personagem de destaque que nunca escondeu o seu medo da morte: O ex-deputado Federal Ulisses Guimarães, baluarte da Democracia Brasileira dizia: - "Se um dia você testemunhar o meu enterro, pode dizer: Ali vai um homem inconformado." O ilustre homem público parece ter profetizado o seu trágico desencarne quando o helicóptero em que viajava foi tragado pelo oceano onde Ulisses jaz, em paz. Poucos são os homens que confessam esse medo publicamente, mas que a maioria da Humanidade encarnada treme diante da possibilidade de ter de deixar este mundo, apesar de todos os seus problemas, não há dúvida. Contudo, nada disso adianta, pois sabemos que quando a hora chega não tem barriga me dói, o fato acontece a pronto...

A História, entretanto, nos dá conta de que alguns povos se preparavam melhor para enfrentar o fenômeno morte. Eis, por exemplo, o que diz Leon Denis em seu livro "O Gênio Céltico e o Mundo Invisível", pág. 177, Edição CELD:

"Uma das características da filosofia céltica, é a indiferença pela morte. Sob esse ponto de vista a Gália era um objeto de admiração para os povos pagãos, os quais não possuíam, no mesmo grau, a noção da imortalidade. Nossos antepassados, não receando a morte, certos de viver no além-túmulo, estavam libertos de todo temor.

"Em nenhuma crença encontra-se um sentimento tão intenso do invisível e da solidariedade que une o mundo dos vivos ao dos espíritos. Todos aqueles que deixaram a Terra eram carregados de mensagens destinadas aos mortos. Diodoro de Sicília nos deixou esta passagem preciosa: "Nos funerais, eles depositavam as cartas escritas aos mortos, pelos seus parentes, para que elas lhes fossem transmitidas". A comunicação dos dois mundos era coisa comum. Pompônio Mela, Valério Máximo e todos os autores latinos que nós citamos dizem que entre os gauleses "emprestava-se o dinheiro para ser reembolsado no outro mundo".

Curiosidades em torno da morte

Valmiro Rodrigues Vidal, autor de quase 30 livros, recolheu na História universal interessantes casos relacionados com o fenômeno chamado morte. Selecionamos alguns deles, narrados por esse autor para que os leitores do Correio também os conheçam. Morte é tema árido e até indesejável. Mas bem urdido também pode ser cultura. Senão vejamos o que Valmiro tem para nos contar:

Maomé enriqueceu pelo casamento com a viúva Kadidja. Aos 25 anos de idade, era seguido por grande massa humana. Depois de uma meditação de mais de 15 anos nas florestas da Arábia, Maomé fugiu para não ser assassinado (ano 622, data que narra o começo da Era Muçulmana). Faleceu de uma febre maligna, na cidade de Medina, onde se acha sepultado.
O poderoso Dario, rei dos Persas, morreu de ódio. Por haver Atenas ajudado seus inimigos. Dario durante 10 anos teve um criado cuja obrigação principal era dizer-lhe três vezes por dia: "Lembra-te dos Atenienses". Reinou com grande influência na Ásia, onde se apoderou de Babilônia (558-485 a.C.) Era conhecido como "Reis dos Reis".
Marco Túlio Cícero foi um dos maiores oradores da Antiguidade. Condenaram-no à morte por ordem de Marco Antônio porque escreveu um livro (suas celebres Filípicias). Foi degolado perto de Fórmias, sendo depois expostas ao público sua cabeça e sua mão direita. Cícero viveu nos anos 106-43 antes de Cristo.
Caio Júlio César, no ápice das glórias, tombou nas escadarias do Fórum, no dia 15 de março do ano 44 da Era Romana, abatido com 23 punhaladas, junto da estátua de Pompeu. Uma das armas assassinas fora um lápis de aço, dos que se usavam para escrever sobre papel encerado. Foram suas últimas palavras": Tu quoque, fili me Brute" (Também tu, Bruto, meu filho!) César referia-se a Bruto (Marco Júnio Bruto, que morreu no ano 42 a.C., perseguido por Antônio e Otávio, suicidando-se na cidade de Filipes, Macedônia).
Alexandre, O Grande (também conhecido por Alexandre Magno), expirou em conseqüência de violenta febre, na cidade de Babilônia, onde se deteve para consolidar o seu vasto Império. A morte surpreendeu-o em meio de uma festa. Dois dias antes de seu desaparecimento, uma cigana fora condenada à morte por ter-lhe previsto o desenlace. Nasceu em 356 a.C., na Macedônia (Grécia). Aos 18 anos, com a morte de seu pai, subiu ao trono. Chegou a conquistar ¾ da Terra. Com 20 anos apenas, à testa da Cavalaria, lançou-se às maiores conquistas de que há notícia na História. Atravessou a Ásia e conquistou a Ásia Menor. Marchando ao longo do mar Cáspio, apossou-se de Turquestão ocidental, e invadiu a Índia. Derrotou o exército de Dario III. Apossou-se do Egito e dominou os persas. Conquistou Babilônia e aí numa orgia, pôs fogo ao palácio do poderoso Dario.
Aristóteles, condenado à morte, morreu antes de ser executada a sentença, no ano 322 a.C. Escreveu 400 obras, entre as quais: Órganon, Metafísica, História dos Animais, Da Geração e da Corrupção. Nasceu em Estagura, na antiga Grécia, no ano 384 a.C. Teve a honra de educar Alexandre, o Grande.
Arquimedes, um dos maiores geômetras de todas as épocas, morreu assassinado. Absorto na resolução de um problema, nem dera pela vitória do inimigo, e foi morto por não receber respostas às perguntas que lhe fazia. Nasceu esse gênio em Siracusa, no ano 287 a.C. Inventou as roldanas, o parafuso sem fim, as rodas dentadas. Descobriu o princípio da alavanca. Com o auxílio de espelhos parabólicos, refletindo e concentrando a luz solar, incendiou a esquadra do general Marcelo, que mesmo assim ordenou fosse poupada a sua vida; pois necessitava do cérebro desse geômetra.
Aníbal, o Cartagnês (247-183 a.C.), não querendo se render a Cipião, o Africano, e sabendo que estava perdido, envenenou-se com um tóxico que sempre trazia oculto num anel.
Carlos I, rei da Inglaterra, três minutos antes de morrer no cadafalso, dirigindo-se ao bispo Juxon, disse: "Remember!"(Lembra-te).
Abraão Lincoln sucumbiu com um tiro à altura da nuca, disparado pelo ator John Wilkes Booth, no dia 14 de abril de 1965, durante um espetáculo no Teatro Ford, nos Estados Unidos. Morreu às 7 horas da manhã do dia 15. Ao exalar o último suspiro. Lincoln exclamou: "Deixe-me que vou morrer".
Beethoven morreu de tristeza, por não poder mais ouvir. Acabou surdo. Foram suas últimas palavras: "É já tarde; não posso ouvir..."
O sábio francês Lavoisier foi levado à guilhotina durante a Revolução Francesa, em 1794. Os carrascos o guilhotinaram exclamando: "A França não precisa de sábios".
Luís XVI também foi guilhotinado, com sua esposa Maria Antonieta. Antes que a Lâmina caísse sobre o pescoço, Luís XVI exclamou: "Franceses! Morro inocente e não quero que o meu sangue recaia sobre vós!".
Victor Hugo viveu 20 anos exilado e morreu de tristeza. Ao expirar, balbuciou: "Adeus, Jeanne" (sua neta de estimação).
Liszt não esqueceu o piano amigo: "Adeus, meu piano adorado".
Elizabeth da Inglaterra não queria morrer: "Todo o meu reino, Senhor, por mais um minuto de vida".
Guilherme de Nassau morreu pensando no seu povo: "Meu Deus! Tende piedade de mim e do meu povo; estou mortalmente ferido".
Bocage pensou um minuto em Deus e dissera ao partir para o Além: "Rasga meus versos. Crê na Eternidade".
Frederico I, da Prússia, foi realista na hora da morte, exclamando: "Nu vim ao mundo e nu partirei. Não quero vestir o meu uniforme".
Frederico, O grande, não acreditava nos homens, e dissera: "Enterre-me junto ao meu cão".
Richard Wagner expirou subitamente de emoção, em 1883. Ao acabar de tocar a mais bela de suas óperas (Ouro do Reino), caiu junto ao piano dizendo: "No céu ainda poderei compor as minhas músicas!".
Ricardo III, da Inglaterra, exclamara, mortalmente ferido: : A horse! A horse! My kington for a horse! (Um cavalo! Um cavalo! Meu reino por um cavalo!).
Antônio Carlos Gomes levou para o túmulo alguma mágoa. No seu testamento, deixou escrito: "Antônio Carlos Gomes, brasileiro e patriota". Morreu na cidade de Belém do Pará, em 1896.
Augusto Comte, ao expirar exclamou: "Que perda irreparável!".
Jorge IV, da Inglaterra, dissera: "É só isso a morte?"
Tiradentes, o mártir da Independência: "Cumpri minha palavra. Morro com a Liberdade!"
Estando Jesus já cravado na cruz, nos últimos instantes de sua agonia, olhando para baixo viu ao pé da cruz Maria de Magdala, Maria de Cleophas, Maria, sua genitora, e João, um de seus discípulos, então disse, dirigindo-se à sua mãe: "Mulher, eis aí o teu filho, referindo-se a João. Em seguida, ele acrescentou, olhando nos olhos de João e de sua mãe: "Eis aí tua mãe". Instantes depois Ele disse: "tenho sede". Os carrascos lhe deram vinagre para saciar a sede> Ele tomou o vinagre e disse: "Está consumado". E aí inclinou a cabeça para um lado e expirou pela última vez no seu corpo físico. ( João de 25 a 30).
Para que não se diga que não falamos de flores, como bem lembrou, um dia, um poeta dos Festivais da Música Popular Brasileira, encerro este mosaico póstumo com algumas pinceladas doutrinárias, procurando, com isso, desmistificar o fenômeno que erradamente chamamos de morte. Melhor seria que hoje, com tão amplo cabedal de conhecimento, tivéssemos a coragem de rebatizá-lo como "Uma Janela para a Vida".

Na essência, não finamos. Apenas ressurgimos num mundo novo, onde novas experiências nos aguardam.

O desaparecimento físico dá-se pela transformação de nossa massa corpórea em água, sais, oxigênio, azoto e outros gazes, mas jamais significa a extinção da personalidade, entendida como a essência espiritual,. Esta se reveste imediatamente, falando em termos relativos, com um outro corpo menos denso e transporta-se, ou é transportado, para o ambiente espiritual que lhe é próprio. Continua ali detentor de seus atributos como a inteligência, a memória, o pensamento, as virtudes, as mazelas. Continua enxergando, articulando palavras, isto, agora, por um mecanismo específico e muito mais perfeito do que se conhece na Terra, continua locomovendo- se, sentindo, como antes, ama, odeia, emociona- se, tudo como dantes, e busca estar junto daqueles que sempre lhe foram afins. Não há, portanto, como querem alguns, o esfacelamento dos círculos de amizades e nem dos círculos familiares. Pelo contrário, conforme ensinam nossos Instrutores Maiores diretamente à nossa consciência, ou através de mentes intermediárias: a partir da ausência de qualquer um de nós na Terra, as afinidades tornam-se ainda mais coesas e os laços que às vezes se tornaram frouxos se refazem com muito mais responsabilidade.

Assim sendo, não há porque desatarmos em desespero ante a convocação inexorável de um irmão. Cantemos hosanas a Deus por tê-lo libertado do jugo da carne mais cedo do que nós e encaremos a morte como uma necessidade da vida. Nada se acaba, tudo se transforma, diz o aforismo científico, indicando-nos uma das verdades que compõem o mecanismo da evolução.

Diante da morte, depositemos buquês feitos com nossas preces. Esta é a melhor homenagem que se pode prestar a alguém que viaja para o mundo espiritual.

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 370 de Novembro de 2001)
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/correio-fraterno/morte-uma-janela.html